31 Maio 2010

Charge Online do Bessinha

José Serra, o Escroto


(Chico Villela) A grande mídia acusa os independentes de irresponsáveis. OK, vamos lá, vamos fazer como a Veja, assumir o papel de mau gosto: a partir de hoje, só me refiro a José Serra como José Serra, o Escroto.

A mídia right-wing do império, ecoada pelas mírdias (neologismo de péssimo gosto para mídias merdas) como a Folha, acusou Lula e Erdogan de neófitos e de pretensiosos por invadir espaços reservados aos grandes poderes. É algo similar que passa pela cabeça do candidato do PSDB ao declarar que o presidente da Bolívia, o estadista Evo Morales, é conivente com o narcotráfico.

José Serra, o Escroto, que se apresenta como o candidato da modernidade, arrasta um discurso arcaico sobre drogas e pretende, como tem anunciado, criar um Ministério da Segurança. Não compreendeu a verdade mais elementar que todos sabem, e que o extrema-direita Waltinho Bush mostrou mais uma vez ao mundo: a repressão isolada só faz aumentar o tráfico e subir o preço internacional da droga.

Uma abordagem compreensiva, que implique liberação clinicamente controlada das drogas com assistência clínica para os doentes (é o que são os consumidores compulsivos de drogas, qualquer droga, inclusive álcool) e extensa atividade permanente de educação, são parte da única saída eficaz. Mas a visão da extrema-direita e de José Serra, o Escroto insiste na repressão: assim, deixa território livre para que os lucros sustentem suas atividades.

De novo: José Serra, o Escroto, acusou o único estadista digno desse nome na América Latina, o indígena Evo Morales, que vem resgatando a grandeza milenar do seu povo indígena, de cumplicidade com o narcotráfico. Curioso: omitiu o colombiano narcotraficante Álvaro Uribe, já biografado. Mas Uribe é branco, tem cara de branco, é elegante nos seus ternos iguais aos de José Serra, o Escroto.

O candidato José Serra, o Escroto demonstra ignorância oceânica sobre o tema drogas. Age como se não soubesse que a produção de papoula (base de ópio, heroína, anestésicos etc.) voltou aos recordes mundiais (mais de 90%) no Afeganistão após a derrota do odioso Taleban, que a havia abolido, pela mão da Inteligência dos EUA que assumiu alianças com os warlords que exercem seu comando. E que hoje o Afeganistão dos EUA-Otan é também destaque na produção de Cannabis sativa (maconha: esse tema interessa a FHC, duplamente: como apóstolo internacional da sua liberação e como consumidor).

José Serra, o Escroto nunca ouviu falar da cumplicidade dos generais hondurenhos com a CIA e sua ala narcotraficante. Finge que o Estado criado pelos EUA-Otan chamado Kosovo não é um narcoEstado sabido e temido pelos governos europeus. Esqueceu do escândalo Irã-Contras e suas rendas do tráfico de drogas. Nunca ouviu falar de outros envolvimentos. Nem do velho Mike, respeitado autor. Não: o traficante criminoso é Morales, que, além do mais, é índio!

Nós, independentes, que atuamos fora da grande e respeitável mírdia, não sabemos usar linguagem diplomática, elegante e respeitosa ao tratar dos ‘grandes temas’ do momento. Eu até sei, aprendi com meu pai, e uso quando quero e tenho saco (viram como sei?), e já registrei vários textos nesta NovaE e em livros e em muitos endereços de internet aos quais os sábios das mírdias a serviço não respondem talvez por não compreenderem as suas totalidades (no plural, Otavinho: esqueça o “manual da folha”).

Mas como tratar com elegância e diplomacia alguém como José Serra, o Escroto? Não se pode chamar o candidato do PSDB de “calhorda” e “vigarista”: isto não é “bom jornalismo”. É gratuidade. Mas, a partir de hoje, podemos e devemos todos chamar José Serra de José Serra, o Escroto.

Para José Serra, o Escroto, é fácil atingir um índio: afinal, é um ser inferior, quase sub-humano, e pode ser impunemente acusado de cúmplice do tráfico: ora, o que se pode esperar de um índio, mesmo que seja chefe de Estado e do seu imenso povo? Será que José Serra, o Escroto teria topete e culhões (perdão, leitor!) para também chamar BHObama de assassino? E, no entanto, ele é: basta acompanhar suas decisões sobre guerras na mírdia.

Antes, José Serra, o Escroto já havia declarado que quer encerrar o Mercosul, que não tem sentido sair da órbita do grande capital, que são veleidades pequenas as pretensões dos BRIC e iniciativas diplomáticas como o Acordo Brasil-Turquia-Irã. E assim caminham o pensamento da extrema-direita nacional e a campanha de José Serra, o Escroto.

O que o candidato José Serra, o Escroto não sabe é que sua proposta política foi enterrada após longo velório com o encerramento do governo do seu guru FHC, que ele tenta esconder, com vergonha, até agora. E José Serra, o Escroto não conta para o público atento que seu guru FHC fuma maconha no quartinho dos fundos de sua casa e do país e da vida política internacional. Maconha é droga, e droga é coisa de índio!

A questão é José Serra, o Escroto talvez querer morrer, fugir da sua realidade de perdedor, de herdeiro do comando da direita nacional; logo ele, que foi presidente da UNE e exilado, diz ele, de esquerda. Se pudesse, José Serra, o Escroto gostaria de voltar o filme da sua vida. Mas agora é tarde. Agora, é tarde até para a irremediavelmente perdida dignidade de José Serra, o Escroto.

Adeus, José Serra, o Escroto! Até nunca mais, José Serra,o Escroto!

Pós-escrito 29/05: Serra continua bravateando contra o governo boliviano. Disse que não vale uma nota de 3 reais a declaração da chancelaria boliviana que contesta sua acusação indecente não provada nem documentada. A que interesses serve mesmo esse tipo de comportamento? O que há por trás disso tudo? Eis uma terefa para os jornalistas investigativos honestos das mírdias, como Mário Cesar Carvalho, da Folha.

Pergunto: Serra vai ou não vai encarar as denúncias contidas nos sites, portais e e derivações citados neste blog? Vai acusar Uribe ou não? Vai entender o que ocorre no Afeganistão? Vai se informar com os serviços policiais europeus sobre o narcoEstado de Kosovo? É fácil: basta contatar a Interpol. Ou vai ficar nesse feijãozinho-com-arrozinho latino-americano acusando um país indefeso? É um babaca covarde, apenas isso, o que não é pouco. E, afinal, vai ou não reconhecer que FHC fuma maconha?

Israel: a lógica por trás da selvageria

Por Tomás Rosa Bueno Blog do Nassif

ANTES UM FIM HORRÍVEL QUE UM HORROR SEM FIM?

A hipótese mais pessimista confirmou-se, e o impensável aconteceu: uma flotilha de seis barcos levando civis desarmados e ajuda humanitária foi atacado com força letal em águas internacionais por comandos israelenses, resultando na morte de pelo menos dez pessoas – mas há relatos que falam em vinte mortos e três vezes mais feridos.

Os suspeitos de sempre já se espalharam pela mídia, dizendo que isso era de esperar, culpando os mortos pelas mortes e acusando as vítimas de terem atacado comandos israelenses portando armas de guerra com cabos de vassoura e facas de cozinha, forçando os pobres rapazes a abrir fogo a queima-roupa com as suas armas automáticas para se defenderem.

Israel, dizem eles, não podia permitir que os navios da flotilha chegassem a Gaza, furando um bloqueio legítimo de um território habitado por 1,8 milhão de bandidos e terroristas.

Deixando de lado a questão da legitimidade e da legalidade do bloqueio de Gaza pelos israelenses e admitindo, para facilitar a discussão, que as leis internacionais dão-lhes o direito de deter a flotilha pelos meios que se fizessem necessários, por que foi preciso enviarem comandos para tomar de assalto os navios antes do amanhecer, em águas internacionais, em descarada violação dessas mesmas leis internacionais?

Havia outros meios de deter os navios sem correr o risco de matar civis. Poderam, para ficar apenas num exemplo óbvio, esperar que eles chegassem em águas territoriais de Israel, desabilitar os sistemas de comando dos barcos e rebocá-los calmamente para um dos seus portos, acusando a todos os passageiros de entrada ilegal no país e deixando-os guardados por um tempo até esfriarem a cabeça. Ninguém poderia acusá-los de coisa alguma e eles ainda poderiam dar umas boas risadas às custas do fiaco da flotilha.

Em vez disso, preferiram abordar a bala seis barcos com setecentos civis desarmados a bordo, em águas internacionais, juntando a pirataria ao homicídio. Todos sabemos, sobretudo depois que eles foram praticar tiro-ao-alvo com civis de Gaza em 2008, que a noção de relações públicas dos israelenses é meio bizarra, mas isto parece ser demais mesmo para eles: matar palestinos é coisa corriqueira, já estamos acostumados. Matar brancos europeus é inaudito.

O que aconteceu? Será que estão perdendo o controle? Será que a gangue governante deles está decidida a dar razão aos que dizem que são loucos?

Não. Há metodo na loucura deles: estão mandando um recado prà gente. Com a maré da opinião pública mundial voltando-se contra as práticas delinquentes eles, frente à derrota certa da iniciativa conjunta deles com os EUA de imporem mais sanções ilegais ao Irã, vendo o seu arsenal nuclear condenado por unanimidade por 189 países em uma declaração que atéos seus aliados mais próximos foram forçados a assinar e prestes de serem arrastados aos tribunais internacionais pelo que fizeram em Gaza em 2008, os israelenses nos estão dizendo que farão o que for preciso para defender os seus interesses – e que não ligam a mínima para o que o mundo acha deles.

Vão abater a tiros que ficar no caminho deles, vão invadir os vizinhos quando lhes der na telha, vão enviar submarinos com ogivas nuclearres para o litoral iraniano e *vão usá-los* se for preciso. Nada pode detê-los.

Este é recado dos vinte mortos em alto mar: não mexam conosco, podemos tudo.

Está claro que a população israelense, mergulhada em uma barragem de propaganda que os convenceu de que *eles* são as vítimas e que o mundo todo está atrás do couro deles, não vai fazer nada para deter os bandidos que os governam e, ao contrário vão elegê-los de novo até o fim dos tempos. De modo que já está mais que na hora de a comunidade internacional tome uma atitude firme e unida contra as loucuras deles. Se os EUA não assumem as suas responsablidades de pôr um freio nos seus aliados ensandecidos, outros deverão fazer isso por eles.

Urgentemente. Antes que nos arrastem a todos para o Armageddon que parecem desejar tão ardentemente.

Presidente alemão, com lágrimas nos olhos, acaba de renunciar


Aqui eu comentei uma afirmação bélica feita pelo presidente alemão, na qual ele defende a guerra como modo de proteger o comércio exterior alemão.

As críticas contra ele foram tão intensas que ele não se aguentou no posto.

É a primeira vez na história alemã que um presidente renuncia.

Leia aqui sobre a renúncia

Mais sobre os assassinatos perpetrados por Israel

Israel mergulha em seu próprio excremento

Frota carregava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de suprimentos.

O bloqueio à Gaza imposto por Israel e pelos Estados Unidos já dura três anos.

A contagem de mortos está na casa dos 10, mais 30 feridos.

30 Maio 2010

Charge Online do Bessinha

Se correr o bicho pega se ficar o bicho come

O discurso da oposição – Marcos Coimbra

Marcos Coimbra ß CORREIO BRAZILIENSE – DF


Foi nas oposições que os efeitos da manutenção da popularidade do governo em patamares tão altos foram mais profundos. Como ser contra um presidente que três, em cada quatro pessoas, consideram ótimo ou bom? Como fazer oposição a alguém aprovado por 85% dos eleitores?

O tamanho da aprovação popular do governo Lula é impressionante, pelo que conhecemos em nossa curta história como democracia moderna. Pode ser que em outros países – como alguns de nossos vizinhos – números iguais aos seus não causem tanta impressão. Aqui, no entanto, deixam todos boquiabertos.

Eles não chamam atenção apenas pela magnitude, mas, também, pela permanência em níveis elevados. A rigor, não param de crescer desde quando Lula enfrentou seu inferno no segundo semestre de 2005, nas profundezas do mensalão. Subiram durante o processo eleitoral de 2006, o que foi considerado natural, pois decorria da superexposição trazida pela campanha, mas não cederam em 2007, mesmo sem a mídia excepcional.

Do começo de 2008 em diante, o que era bom melhorou, e a popularidade do governo entrou em rota ascendente. Nela, prossegue atualmente. Ao contrário de seus antecessores, que terminaram pior (ou muito pior) do que quando começaram, parece que Lula vai continuar subindo até sua despedida em dezembro.

Esses altos níveis de aprovação tornaram-se o mais importante elemento do jogo político brasileiro e produziram efeitos em todos os lados. Dentro da coalizão governista, acentuaram a característica centrípeta de nosso sistema político, aumentando a concentração do poder no seu núcleo. A candidatura de Dilma é a manifestação mais visível desse fenômeno.

Nas relações internacionais, funcionaram como um endosso da liderança pessoal do presidente, fazendo com que fosse percebido, mundo afora, como uma unanimidade nacional. Seus interlocutores externos passaram a se relacionar com ele a partir dessa premissa.

Mas foi nas oposições que os efeitos da manutenção da popularidade do governo em patamares tão altos foram mais profundos. Ela desnorteou os adversários, deixando-os sem discurso e sem capacidade de reação. Como ser contra um presidente que três, em cada quatro pessoas, consideram ótimo ou bom? Como fazer oposição a alguém aprovado por 85% dos eleitores?

Com exceção de algumas lideranças (mais corajosas ou mais inconsequentes, conforme o ponto de vista), as bases dos partidos de oposição – seus líderes locais, vereadores e, especialmente, prefeitos -, bem como muitos deputados e até alguns senadores, preferiram não se desgastar com seus eleitores, evitando polêmicas e embates com o presidente. Com isso, só reforçaram a tendência ascendente de sua aprovação.

Neste momento, quando entramos na reta final do processo sucessório, os impasses vividos pela oposição nos últimos anos estão se tornando mais agudos. Se foi difícil opor-se ao governo, como convencer os eleitores de que é preciso mudar? Se a grande maioria de seus parlamentares, prefeitos, governadores, fez questão de não radicalizar em um discurso oposicionista ao longo de todo o segundo mandato de Lula, seria agora que o assumiriam?

Veja-se o caso de Serra. Nos quatro anos em que conviveu com Lula como governador de São Paulo, sempre se apresentou como parceiro do governo federal, com desavenças apenas pontuais. Houve, até, quem dissesse que Lula ficaria tranquilo se fosse ele o vencedor este ano, tão boas eram suas relações e tão profundos seus laços de amizade. Quem quis se iludir chegou a pensar que, para Lula, perder para Serra não era perder.

E o que vai acontecer na campanha este ano? Salvo o ex-governador, obrigado a desempenhar o indesejável papel de adversário de Lula, a maioria dos candidatos dos partidos de oposição vai querer tudo, menos arriscar-se à derrota, confrontando os sentimentos dos eleitores. Aqui ou ali, quem concorre ao Legislativo talvez fale claramente que é contra Lula e o que ele representa. Mas não esperemos o mesmo dos candidatos a cargos majoritários, aos governos estaduais e ao Senado. Quem precisa de maiorias não vai se indispor com elas.

Enquanto aumentam as pressões, vindas dos núcleos de oposição ao governo na sociedade e na mídia, para que Serra diga, sem rodeios, o que pensa, ele reluta. Tem consciência de que, fazendo isso, suas chances na eleição, que já são pequenas, podem desaparecer.

Breaking News!!

Que cheirada de cangote, meu!

Comentário por SáeBenevides — 30 maio 2010 @ 10:50 |

De fonte fidedigna; Serra vai criar o Ministério da Cocaína. Aécio será o ministro da Cocaína!

Blog do Prof. Hari, fonte inquestionável, adorador do Zé Chirico, o Tesão do Tietê.

Corrupção comendo grosso em São Paulo

Sugestão do João Batista

Neste domingo, saiu materia no jornal O Vale (região do Vale Paraiba - SP) a maracutaia do prefeito tucano Eduardo Cury(PSDB) com seus apaniguados.

Desse jeito, ninguém consegue derrotar os tucanos em São Paulo. Leiam materia completa no site do jornal:

http://www.ovale.com.br/cmlink/o-vale/conselhos-municipais-pagam-r-500-mil-por-ano-em-jetons-1.12492

Cury ‘engorda’ o salário de assessores com jetom

MAXRAMON

SÃOJOSÉDOSCAMPOS

A Prefeitura de São José dos Campos gasta mais de R$ 500 mil por ano com o pagamento de jetons a integrantes de juntas municipais e conselhos de autarquias.

Os valores pagos a cada membro de colegiado chegam a R$ 2.418,91 por uma única sessão, segundo dados do governo. De 42 vagas em quatro órgãos, entre eles a Urbam, pelo menos 13 são ocupadas por assessores de confiança.

Aliados do Aliados do prefeito não escondem que os jetons ajudam a compensar salários de servidores comissionados, considerados baixos por eles.

A secretária de Governo, Claude Moura, é um exemplo: ela ganha R$ 2.418,91 para participar de uma reunião por mês no Conselho de Administração da Urbam. Como secretária, ela recebe R$ 8.796, totalizando R$ 11,2 mil por mês.

O jetom é legal, mas cientista político diz que esses gastos não são tratados com transparência. A relação de jetons não aparece no portal de prestação de contas da administração, lançado quarta-feira.

Você é um paulistano desesperado? Então, fique sabendo…

Desgoverno, caos e sofrimento humano na degradada São Paulo

Mauro Carrara*

Você também não agüenta mais viver em São Paulo? Não vê retorno nos altíssimos impostos pagos ao Governo do Estado e à Prefeitura?

Você já se cansou de passar horas e horas no trânsito? Já não suporta ver semáforos quebrados ou desregulados? Já se indigna com a indústria de multas?

Já precisa tapar o nariz para andar pelas ruas lotadas de lixo?

Já teme perder seu carro numa enchente relâmpago?

Já se apavora ao saber que a cidade praticamente não tem mais polícia, e que são suas orações que protegem seus familiares nos trajetos urbanos?

Já se questiona se o suor do trabalho não é suficiente para lhe garantir um mínimo de eficiência nos serviços públicos?

Já se pergunta por que a imprensa nunca lhe dá respostas?

Já nota que o jornal e o portal de Internet nunca lhe fornecem a explicação que você procura?

Talvez, então, você esteja no grupo dos 57% de paulistanos que deixariam a capital caso pudessem, conforme apurou o Ibope.

Talvez, esteja no time dos 87% que consideram São Paulo um lugar completamente inseguro para se viver.

Mas, afinal, como chegamos a esta situação caótica na maior cidade do Brasil?

Analisaremos questões específicas (enchentes, trânsito, segurança, entre outras) do processo de degradação da qualidade de vida em São Paulo.

Porém, comecemos pelo geral.

1) Sua angústia, paulistano, tem basicamente três motivos:

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Charge Online do Bessinha

Serra: Procura-se um vice !

29 Maio 2010

Charge Online do Bessinha

Serra, desagregador, quer achar inimigo externo?




Por Rodrigo Vianna

O MERCOSUL é fruto de uma longa e cuidadosa construção diplomática.

A idéia de um mercado comum do Cone Sul (reunindo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai; e depois atraindo Bolívia como membro-associado, e Venezuela como candidata a membro-pleno) surgiu ainda no governo Sarney.

Collor, Itamar, FHC e Lula mantiveram a política de agregar e fortalecer o bloco.

No governo Lula, especialmente, a política de unir os países sul-americanos ganhou novos contornos, deixando de lado "apenas" o foco econômico (que estava na base do MERCOSUL), para desembocar na UNASUL (uma união mais ampla, política, e que tem a pretensão, até, de unificar os sistemas de Defesa de todos os países da América do Sul).

Faço questão de ressaltar que, mesmo durante os governos Collor e FHC (que tinham ligações mais estreitas com os modelos fabricados no Norte), ninguém ousou dinamitar o esforço de unificação dos países sul-americanos.

Trata-se de um processo fundamental para o Brasil: uma política de Estado, não de governo. Um MERCOSUL (em primeiro lugar) e uma UNASUL mais fortes significam um Brasil com mais peso internacional.

Pois bem. Serra ameaça jogar por terra todo esse esforço. O candidato tucano, nesse início de campanha, já ousou atacar o MERCOSUL (numa desastrada fala para empresários), e agora ataca frontalmente a Bolívia - um país irmão.

Serra, como se sabe, é um desagregador. O Alkcmin e o Aécio que o digam... Mas eu não imaginava que ele iria tão longe.

Serra mostra o que seria sua politica externa: desagregação, desmanche de todo o esforço feito para construir a unidade da América do Sul.

O candidato tucano diz - de forma desrespeitosa - que a Bolívia é a responsável pela cocaína consumida no Brasil. Diz que para "proteger" os jovens brasileiros é preciso pressionar a Bolívia a combater a produção de cocaína.

Pressionar, como? Ele quer mandar tropas brasieliras para a Bolívia, como os EUA fazem com a Colômbia? Serra tem um "Plano Bolívia" no bolso?

Diante da reação boliviana, o tucano faz graça (ele, de fato, se acha engraçado) e diz que as falas dos bolivianos "não valem uma nota de três" - http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4455870-EI15315,00-Em+PE+Serra+diz+que+reacao+da+Bolivia+nao+vale+nota+de+R.html

Na verdade, trata-se de desespero puro. É a velha história: quando o sujeito se sente fraco, busca um inimigo externo. A Bolívia é uma espécie de Ilhas Malvinas de Serra!

Serra precisa gerar fatos novos. Ele cai nas pesquisas, e Dilma sobe. Os estrategistas já perceberam que insistir no caminho de elogiar Lula e evitar o choque é suicídio. Pesquisas devem ter mostrado que o eleitor considera Lula muito "bonzinho" no trato com Evo (e também com Lugo, no Paraguai).

Diante disso, Serra não hesita. Se for preciso dinamitar o MERCOSUL e a UNASUL para chegar à presidência, ele o fará.

Seria um atraso gigantesco para nosso Continente. Como já mostrou Bernardo Joffily, em texto publicado aqui - http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/serra-o-mau-vizinho-ataca-bolivia-e-mercosul.

Glória

Charge Online do Bessinha

O “corvo” Noblat e o risco de golpe

Blog do Miro

No lançamento do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”, em 14 de maio, o blogueiro Paulo Henrique Amorim advertiu para o risco de um “golpe” contra a eleição de Dilma Rousseff. Afirmou que, no desespero com a queda nas pesquisas, a oposição demotucana poderia tentar cassar o registro da sua candidatura e, até mesmo, inviabilizar a sua diplomação. Seu grave alerta foi encarado pelos quase 300 participantes do evento com um misto de temor e ceticismo.

Na sequência, o próprio Datafolha foi forçado a reconhecer o crescimento da candidatura Dilma, “num espantoso fenômeno sísmico”, segundo nova ironia de PHA –, mas não confessou o crime eleitoral da sua pesquisa anterior. O pânico abalou a direita nativa. A fantasia do “Serrinha paz e amor”, que não é de “oposição nem da situação” e que dará “continuidade” ao governo Lula, foi rifada. No ajuste do discurso, já sem a pele de cordeiro, José Serra partiu para o ataque contra “o bolchevismo sem utopia” e o “patrimonialismo selvagem” infiltrados no atual governo.

“A luta sangrenta” de Bornhausen

Antes mesmo da Copa do Mundo, o clima já esquentou. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, afirmou que a eleição “será uma batalha campal”, reforçando sua imagem de “senador-jagunço”. Já o presidente de honra do DEM, o banqueiro Jorge Bornhausen, o mesmo que no passado jurou “acabar com raça da esquerda”, disse que o pleito será “uma luta sangrenta”. E O Globo informa que a reunião do comando serrista nesta semana foi tensa. A ordem é atacar. Xico Graziano, o coordenador de programa do demotucano, esbravejou: “Vamos enfrentar essa gente mentirosa”.

No desespero do naufrágio, a oposição demotucano resolveu se agarrar numa bóia de salvação. A vice-procuradora da República, Sandra Cureau, numa entrevista apocalíptica, deu uma mãozinha aos golpistas do plantão. De forma irresponsável, ela afirmou que há “uma quantidade imensa de coisas” [crimes eleitorais] e que “a candidatura Dilma Rousseff caminha para ter problema já no registro e, se eleita, na sua diplomação”. Cureau ainda disse que pedirá a abertura de uma Ação de Investigação Judicial-Eleitoral (Aije) “por abuso de poder econômico e político”.

“Falta coragem”, reclama o blogueiro

A procuradora, que também já recomendou a cassação do deputado Paulo Pereira, o Paulinho da Força Sindical, nada falou sobre os tais “crimes eleitorais” de José Serra – inclusive sua recente presença num culto religioso em Santa Catarina bancado pelo governo tucano do estado, ou sua exposição em programas do DEM e PTB. Judicializando a disputa sucessória, este poder parece que resolveu tomar de vez partido nas eleições, gerando esperanças aos golpistas de plantão.

Um dos mais excitados com as ameaças da Cureau é o jornalista Ricardo Noblat, um serviçal da famíglia Marinho, famosa por orquestrar golpes na história do Brasil. No seu blog, ele afirmou que “há abusos suficientes para ameaçar o registro da candidatura Dilma” e que isto não ocorre porque “falta ao tribunal coragem para tomar qualquer medida mais drástica a esse respeito”. O blogueiro tucano, que escondia seu nome em contratos suspeitos no Senado, parece não acreditar mais na vitória de José Serra e resolveu apelar – inclusive dando broncas no Poder Judiciário.

Um aprendiz de Carlos Lacerda

Recentemente, o sociólogo Emir Sader lançou o concurso para eleger o “Corvo” da mídia nativa. O prêmio é uma alusão a Carlos Lacerda, dono da Tribuna da Imprensa, que recebeu este apelido por conspirar contra a democracia nos anos 1950/60. “Getúlio Vargas não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar”, afirmou em maio de 1950.

Ricardo Noblat é um forte concorrente ao prêmio “O Corvo”. Ele vocaliza o espírito golpista das elites. Daí a importância do alerta do escaldado Paulo Henrique Amorim, que acompanhou as tramóias da TV Globo/Proconsult para sabotar a eleição do governador Leonel Brizola, em 1982. O deputado Brizola Neto (PDT-RJ) inclusive já propôs a criação de uma campanha da legalidade para evitar rasteiras na eleição. A sucessão será uma batalha de “vida ou morte”, como afirmou recentemente a comentarista “global” Cristiana Lobo. Nenhuma hipótese deve ser descartada!

28 Maio 2010

Charge Online do Bessinha

Reflexão


Acho que do mesmo jeito que o abrir de boca do FHC só traz ganhos ao governo Lula e à Dilma, o abrir de boca do Serra se equivale.

Todas as vezes que ele exterioriza algo, sai mer¨%.

Por isso, de agora em diante torcerei para o Serra falar.

FALA, SERRA, FALA !

Enquanto Lula busca a paz, o presidente alemão Köhler abriu o jogo esta semana

"A minha avaliação é que, em geral estamos no caminho para entender, tanto quanto a sociedade como um todo, que um país do nosso tamanho (Alemanha), com orientação voltada ao comércio exterior, portanto, à dependência do comércio externo, em caso de dúvida, em caso de emergência, que o uso militar se faça necessário, para proteger os nossos interesses, por exemplo, rotas de comércio livre para evitar, por exemplo, toda instabilidade regional, .... Tudo isso deve ser discutido e acredito que não estamos de forma nenhuma num mal caminho."

"Meine Einschätzung ist aber, dass insgesamt wir auf dem Wege sind, doch auch in der Breite der Gesellschaft zu verstehen, dass ein Land unserer Größe mit dieser Außenhandelsorientierung und damit auch Außenhandelsabhängigkeit auch wissen muss, dass im Zweifel, im Notfall auch militärischer Einsatz notwendig ist, um unsere Interessen zu wahren, zum Beispiel freie Handelswege, zum Beispiel ganze regionale Instabilitäten zu verhindern, die mit Sicherheit dann auch auf unsere Chancen zurückschlagen negativ durch Handel, Arbeitsplätze und Einkommen. Alles das soll diskutiert werden und ich glaube, wir sind auf einem nicht so schlechten Weg."




Tradução livre. A fala está espontânea.

Lula e Erdogan veem truculência e inveja em reação a acordo com Irã

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, usaram nesta quinta-feira termos como "truculência" e "inveja" para criticar a reação de alguns países ao acordo nuclear anunciado na semana passada com o Irã.

"Os países que criticam este acordo estão com inveja porque o Brasil e a Turquia mediaram e conseguiram um sucesso diplomático que outros países vêm negociando sem sucesso por vários anos", disse Erdogan durante visita a Brasília.

Lula, por sua vez, pediu que os países que criticam o acordo afirmem se querem "construir paz ou o conflito" e disse que "com truculência não se resolve nem os problemas na casa da gente".

O brasileiro afirmou que é importante que quem negocie o faça "com a cabeça aberta. Que (o negociador) saia de casa pensando na paz e não na guerra".

Lula afirmou que ambos os líderes acreditam que o acordo "é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada".

Leia mais na BBC

27 Maio 2010

Charge Online do Bessinha

Acho que a oposição não vai gostar

Desemprego no Brasil tem menor abril desde 2002, a 7,3%

RIO DE JANEIRO ( Reuters) - O desemprego brasileiro registrou em abril a menor taxa para esse mês desde o início da série histórica, em 2002.

A taxa nas seis principais regiões metropolitanas do país caiu para 7,3 por cento em abril, ante 7,6 por cento em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Foi a menor leitura desde janeiro.

Economistas consultados pela Reuters projetavam uma taxa de 7,6 por cento, de acordo com a mediana de 20 respostas que variaram de 7,3 a 7,8 por cento.

A população ocupada somou 21,820 milhões em abril, aumento de 0,3 por cento sobre março e de 4,3 por cento contra igual mês de 2009.

O total de desocupados atingiu 1,710 milhão, queda de 4,4 por cento mês a mês e recuo de 16,4 por cento na comparação anual.

O rendimento do trabalhador totalizou 1.424,10 reais, alta de 0,1 por cento na comparação mensal e de 2,3 por cento ano a ano.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Zapatero suspende viagem ao Brasil por causa de crise na Espanha

da Deutsche Welle

O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, decidiu suspender sua viagem ao Brasil, onde iria participar do 3º Fórum da Aliança de Civilizações, no Rio de Janeiro, segundo comentou aos jornalistas nos corredores do Parlamento.

Zapatero iria viajar hoje ao Rio de Janeiro para participar da reunião da Aliança, para qual devem comparecer cerca de cem países que apóiam a iniciativa. No encontro, devem ser apresentados novos projetos de tolerância diante da diversidade cultural e religiosa.

O chefe do Executivo espanhol tinha previsto viajar ao Brasil quando concluísse no Congresso o debate e votação do decreto do corte de gastos para acelerar a redução do déficit, que foi aprovado por um só voto de diferença.

Leia mais

BBC leva ao ar série em inglês sobre ascensão do Brasil


Brasil é tema de série de reportagens em inglês da BBC

A rápida recuperação do Brasil após a crise financeira internacional, o crescimento econômico e a ascensão do país no cenário global são temas de uma série de reportagens especiais que a BBC leva ao ar nesta semana em seu canal internacional de notícias, BBC World News, e no site de notícias em inglês BBC News.

As reportagens, transmitidas em inglês, devem abordar temas que vão da economia à cultura, passando pelo futebol e questões como a violência e a discussão sobre cotas raciais.

Os programas de transferência de renda do governo, como o Bolsa Família, e as críticas a este tipo de assistência serão abordados em uma das reportagens, assim como o problema do turismo sexual no país.

Outra reportagem discutirá a modernização da agricultura e a ascensão do Brasil como um grande exportador de alimentos.

O crescimento do setor aéreo brasileiro, assim como os gargalos que impedem uma maior expansão serão tema de outra matéria da série, assim como a ascensão de uma nova classe média no país.

Na quinta-feira, o âncora da BBC Matt Frei apresentará o programa BBC World News America ao vivo, direto de São Paulo. Ele deve apresentar reportagens sobre a ascensão do Brasil como um ator global e os desafios que o país ainda precisa superar.

Frei estará novamente ao vivo na sexta-feira, transmitindo a partir do Rio de Janeiro. Neste programa, um dos temas abordados deve ser o impacto do crescimento econômico no futebol, e a volta de jogadores brasileiros que jogavam no exterior.

O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 20h, horário de Brasília.

Leia abaixo as reportagens em inglês que já foram publicadas como parte da série.

-Clique Viewpoint: Brazil's growing international presence ('Ponto de vista: A crescente presença internacional do Brasil')

- Clique Brazil's air industry takes off ('Indústria aérea brasileira decola')

-Clique 'Our growth quality is better than China' ('A qualidade de nosso crescimento é melhor que a da China')

- Clique 'Unaccustomed' debate on race sparked in Brazil (Debate incomum sobre raça surge no Brasil)

Lula sobre o Irã


"Vocês estão acompanhando pela imprensa. Nas vésperas que eu estava lá, tinha gente dizendo ‘Ah, o Lula é inocente, o Lula não sabe nada’. Porque tem gente que ao invés de sentar na mesa para negociar prefere mostrar ‘Eu tenho força, ou dá ou desce!’. Eu não sou assim. Comigo ninguém dá e todo mundo desce. Esse é o meu lema." Lula, 26.05.2010

Charge Online do Bessinha

Desejo incontido

Francisco Solano de Lima - João Pessoa - PB

Vozes do retrocesso democrático revelam um desejo incontido. Insinuam usando disfarces verbais aquilo que outrora foi dito por Carlos Lacerda, contra o então candidato Getúlio Vargas.

"Não pode ser candidato, se for não pode ser eleito; se for eleito, não pode tomar posse; e se tomar posse não pode governar, a gente derruba". [Carlos Lacerda (UDN-RJ), jornal Tribuna da Imprensa, em 1950].

Em 1954, muito pressionado, o presidente eleito, Getúlio Vargas, cometeu o suicídio, deixando a famosa carta que explicava a sua atitude, e com este gesto extremo reagiu aos golpistas. Diante desse trágico acontecimento, logo veio o clamor público e o golpe foi então adiado.

Em 1955 os golpistas voltaram a carregar as baterias, houve uma tentativa de golpe, que quase impediu a posse do presidente Juscelino Kubitschek, eleito pela coligação PSD-PTB, em 3 de outubro. A oposição derrotada (UDN) tentou impugnar o resultado, recebendo o apoio embutido da Marinha e da Aeronáutica. Mas, o general Henrique Teixeira Lott, então ministro da Guerra, militar exemplar, nacionalista e legalista, colocou os tanques nas ruas do Rio de Janeiro, para dissuadir a trama, e assim, a tentativa fracassou.

Em 1961, depois da renúncia espontânea do presidente Jânio Quadros, houve uma tentativa de golpe contra a posse legal do vice-presidente João Goulart. Este havia sido eleito com enorme quantidade de votos. Nesta fase os candidatos a vice-presidentes eram votados separadamente.

Dez anos depois viabilizaram o golpe teleguiado pelos Estados Unidos. Em alto mar do litoral brasileiro uma frota norte-americana aguardava o sucesso do golpe encomendado, como de fato aconteceu, em 1º de abril de 1964, (ou 31 de março como querem os antigos golpistas). Nesta fase, com exceção do jornal Última Hora, toda a imprensa pediu e comemorou o golpe, que resultou em 21 anos de ditadura.

Depois, implantada e consolidada a ditadura, o feitiço virou contra o feiticeiro. Mais tarde, Carlos Lacerda, um dos expoentes do grupo civil-militar que apoiava o golpe de Estado terminou também sendo cassado.
Em 2005, na fase do "mensalão", a extrema-direita oposicionista andou elaborando a hipótese de um golpe. Mas, pesquisaram e perceberam que a maior parte do povo brasileiro continuava apoiando o presidente Lula, então retrocederam. Eis aqui o significado da frase, o presidente Lula está blindado!!

Depois disto, mudaram de tática e passaram a sabotar politicamente usando a mídia (PIG) com toda força. Agora, queriam ver o presidente Lula "sangrar". Isto foi dito abertamente por alguns líderes do DEM e seguidores. A mídia repercutindo a frase sem medir o tamanho da estupidez. Mas, o tenebroso plano político não deu certo.

Agora, o presidente Lula está chegando ao final do seu mandato, com enorme apoio popular e um estrondoso sucesso no campo internacional. Mundialmente reconhecido, solicitado, querido, aplaudido. Como uma enorme águia plana nas alturas, onde nenhum abutre pode jamais lhe alcançar.

Enquanto isto, escondidos, enrustidos, os gabirus fuçam nas águas turvas da mentira. Assim, terceirizam a fala, aquilo que gostariam de falar abertamente em favor de um golpe, e para tanto, interpretam e repercutem o que dizem alguns conhecidos membros tagarelas do poder judiciário.

Em 2010, a mesma mídia e os mesmos "jornalistas" auxiliados por "analistas" que defenderam a legalidade do golpe hondurenho, agora sonham transplantar para o Brasil essa nova versão de golpe, made in USA, que eles chamam de soft power. Impulsionados pelo desejo exacerbado, cegos pela paixão, tentam ensaiar um arremedo da mesma novela da falsa legalidade.

Os defensores do atraso farão tudo para tumultuar o processo eleitoral. Nesta luta nada deve ser ignorado, subestimado, esquecido, incluindo as manobras jurídicas eleitorais. Mas é sempre bom ponderar, avaliar corretamente os fatos para não entrar no jogo sujo desses gabirus da mídia mercantil.

Com base na verdade dos fatos vamos continuar fazendo a parte que interessa, esclarecendo, agregando, somando, e sem esquecer de apoiar também os parlamentares progressistas, os candidatos a deputados e senadores, para que se possa eleger e melhorar a bancada no Congresso Nacional.

26 Maio 2010

Charge Online do Bessinha

Putz !

Mesmo eu tendo me cadastrado no Blog da Dilma umas 200 vezes, a página continua pedindo meu email.

Putz !

Da serie: BYE-BYE SERRA 2010!

por Valdírio Guerra

SP perde para Rio e Brasília em ranking de qualidade de vida

A cidade de São Paulo ocupa a 117ª posição em um ranking de qualidade de vida divulgado nesta quarta-feira pela consultoria internacional em recursos humanos Mercer.

Todos os anos, a empresa divulga a lista, que em 2010 inclui 221 cidades ao redor do mundo. O RANKING LEVA EM CONTA ASPECTOS COMO POLÍTICA, SOCIEDADE, ECONOMIA, SAÚDE, SANEAMENTO, ESCOLAS, SERVIÇOS PÚBLICOS, TRANSPORTE E MORADIA.

Nesta relação, para o qual os dados foram coletados entre setembro e novembro de 2009, Viena, capital da Áustria, continua no topo da lista e Bagdá, capital do Iraque, é a última colocada.

SÃO PAULO APARECE ATRÁS DAS OUTRAS DUAS CIDADES BRASILEIRAS INCLUÍDAS NO RANKING, RIO DE JANEIRO (116º) E BRASÍLIA (104º).

"Altos índices de criminalidade também continuam sendo um dos maiores problemas em muitas cidades da região", acrescentou.

O local das Américas Central e do Sul com a melhor colocação no ranking de qualidade de vida é Pointe-à-Pitre, em Guadalupe, no 62º lugar, seguido de San Juan, em Porto Rico (72º), e a capital argentina, Buenos Aires (78º).

Guadalupe, no Caribe, é um território ultramarino da França - ou seja, faz parte da União Europeia. Pointe-à-Pitre é considerada a capital econômica do arquipélago.

"Governo do Serra PSDB/DEM trabalhando por você, por um São Paulo cada vez PIOR”.

Após acordo com Irã, premiê turco chega hoje ao Brasil

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyiq Erdogan, um dos principais negociadores do acordo nuclear do Irã, chega nesta quarta-feira a São Paulo para uma visita que vai até domingo no Brasil. Erdogan desembarca no Brasil no momento em que a comunidade internacional avalia o acordo e o governo dos Estados Unidos pressiona o Conselho de Segurança das Nações Unidas a aprovar sanções econômicas contra o Irã.

Ao chegar a São Paulo, Erdogan tem encontro com a comunidade turca e visitará a Embraer, fabricante de aviões. Entre um compromisso e outro, ele almoça com o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, e janta com empresários. Só no começo da manhã de sexta-feira ele viaja a Brasília, onde tem uma série de compromissos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Leia mais no Terra

Destino do PIG

Lula é inspiração para esquerda democrática, diz premiê português



Jair Rattner

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, vê o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, como “um dos grandes nomes da esquerda mundial”. Em entrevista exclusiva à BBC Brasil antes de embarcar para uma visita de três dias ao Brasil, Sócrates afirmou que o presidente tem um capital político que não deve ser desperdiçado e que Lula poderia ocupar qualquer posição de relevo na cena internacional.

O primeiro-ministro afirmou ainda que o crescimento econômico e político brasileiro pode ajudar Portugal e disse acreditar que seu país está se tornando uma plataforma para empresários brasileiros atuarem no mercado europeu.

A respeito da economia europeia, ele afirmou que o euro não está em risco e que a moeda só sofreu os problemas que teve por ser "jovem". Diz que a economia da zona euro não tem motivos para ser pior avaliada do que a norte-americana ou a japonesa, por ter um déficit inferior.

No Brasil, Sócrates irá para participar no 3º Fórum para a Aliança das Civilizações, que ocorre esta semana no Rio de Janeiro com a presença de Lula.

Na quinta-feira, ele estará na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na capital paulista, para um encontro com empresários brasileiros que investem em Portugal na Fiesp.

Na sexta, terá um encontro no Rio de Janeiro com empresários portugueses interessados em fechar negócios no Brasil. No sábado, o primeiro-ministro português vai à Venezuela, para uma visita de um dia.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista: Leia mais na BBC

Sócrates visita Brasil e Venezuela

Margarida Vaqueiro Lopes - Diário Econômico

O primeiro-ministro parte amanhã numa viagem oficial de quatro dias ao Brasil e à Venezuela, com o objectivo de reforçar investimentos bilaterais.

José Sócrates faz a sua primeira paragem em São Paulo, na quinta-feira, para um encontro com empresários portugueses e brasileiros na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), uma das entidades empresariais mais importantes do Brasil.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro segue para o Rio de Janeiro, onde vai encontrar-se com empresários portugueses interessados em investir no gigante da América do Sul.

Segundo a agência Lusa, um grupo de duas dezenas de empresas - entre as quais a OGMA, a Cimpor, a Efacec ou a Esporão - seguirá para o Rio de Janeiro, extra-comitiva, para participar nessa reunião.

Sócrates vai também estar presente na sessão de abertura do II Fórum da Aliança das Civilizações, instituição presidida por Jorge Sampaio. O primeiro-ministro português vai ainda encontrar-se com o secretário-geral das Nações Unidas e com outros chefes de governo cujos nomes não foram ainda divulgados.

A visita de Sócrates ao Brasil realiza-se uma semana depois de Lula da Silva ter estado em Portugal para participar na Cimeira Luso-Brasileira, na qual o presidente do Brasil disse que queria ver reforçados os investimentos portugueses no país.

Na madrugada de sábado José Sócrates segue para Caracas, na Venezuela, onde deverá assinar vários acordos com Hugo Chávez, embora ainda não sejam públicos os temas nem os objectivos sobre os quais incidem.

Diretor do FMI diz que Brasil é 'história de sucesso'

por Caio Quero

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan, classificou o Brasil como uma "história de sucesso" na economia global e afirmou que as perspectivas do país para os próximos anos parecem "boas".

As declarações foram feitas nesta terça-feira durante um seminário em São Paulo promovido pela emissora de TV a cabo Globo News.

Durante o evento, Strauss-Khan comparou as economias da Europa com algumas economias da América Latina, como o Brasil, e disse que os latino-americanos "estão se saindo bem" da crise.

"Quando você olha para a América Latina, além do Brasil - que é o exemplo mais interessante -, outros países, como o Peru e o Chile, estão se saindo muito bem", disse.

O diretor do Fundo também elogiou a reação à crise econômica dos países emergentes em geral, além dos latino-americanos, e disse que o poder de decisão deles no órgão aumentou.

"As economias emergentes estão participando ativamente das tomadas de decisão no Fundo e suas vozes são muito mais poderosas hoje que no passado".

"Eu acho que não podemos mais dizer que o FMI é uma instituição nas mãos dos Estados Unidos ou da Europa."

Strauss-Khan segue para Brasília, onde deve se encontrar com na quarta-feira o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Leia mais na BBC

Programção de Dilma Rousseff para hoje


Quarta-feira (26 de maio)

8h - Entrevista - Rádio Tupi AM de São Paulo

11h - Entrevista - Rádio Record de São Paulo

18h30 - Entrevista a Carlos Nascimento, do SBT, em São Paulo

25 Maio 2010

Para lembrar ao calhorda do Noblat

Noblat é um calhorda

O calhorda do Noblat, depois de apoiar o discurso da procuradora louca da República e vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, agora se faz de vítima.

O Noblat não passa de um calhorda mentiroso.

Ele acusa o PHA de permitir comentários agressivos e se auto-elogia por censurar as grosserias postadas em seu blog de vestal.

O Calhorda, por exemplo, me proibiu de postar no seu blog no período da perseguição que ele e sua gangue do PIG perseguia o governo Lula sistematicamente.

E olha que eu não uso palavrão.

Seus comentaristas são reacionários e de baixo nível.

Recebeu o troco, Calhorda. Bem merecido.

Charge Online do Bessinha

A verdade por inteiro – resposta à Folha de S. Paulo

Blog do Planalto


Enviamos carta à direção de redação da Folha de S. Paulo em resposta à manchete de domingo (23/5) “Lula articula seu futuro na ONU ou Banco Mundial”, mas o jornal só publicou parte dela. Consideramos importante para esclarecer o assunto que as pessoas tenham acesso à íntegra da resposta, conforme publicamos abaixo:

Ao diretor de Redação da Folha de S. Paulo,
Otavio Frias Filho.

A manchete da Folha de S. Paulo deste domingo (23/05), “Lula articula seu futuro na ONU ou Banco Mundial”, não é verdadeira. O repórter Kennedy Alencar, que assina o texto, enganou-se ou foi levado a engano por fontes desinformadas ou desqualificadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez, não está fazendo e não incentiva qualquer articulação visando ocupar postos em organismos multilaterais.

Ao contrário, ele tem desencorajado qualquer conversa nesse sentido e já manifestou diversas vezes publicamente que tal pretensão não está em seus planos para o futuro. O comentário mais recente sobre tal proposta foi feito na entrevista concedida ao Correio Braziliense em 20 de abril próximo passado e publicada na edição do dia seguinte, na qual o presidente afirma categoricamente: “Não existe projeto internacional”.

“Jornalista: Agora em relação a essa coisa, seu projeto internacional, ONU, essa coisa da África, o senhor falou muito.

Presidente: Mas não existe projeto internacional.

Jornalista: Chefiar uma instituição. Como é que o senhor (incompreensível)?

Presidente: Esse negócio da ONU… vamos ter claro o seguinte: a ONU não pode ter, como secretário-geral, um político. Ela tem que ter um burocrata do sistema ONU. É, porque senão você entra em confronto com os outros presidentes. Quem manda na ONU são os presidentes representados na Assembleia da ONU. De repente, se você colocar um político… sabe? Você imagina se um presidente americano deixar a Presidência e quiser ser Secretário-Geral da ONU. Isso não é uma coisa…?
Então, eu acho que vamos melhorar a ONU, queremos a reforma, mas eu acho que a burocracia tem que continuar existindo nas Nações Unidas, para manter uma certa harmonia.”

Este continua sendo o pensamento do presidente Lula e vale para qualquer outra instituição multilateral.

Nelson Breve,
Secretário de Imprensa da Presidência da República

A réplica do jornalista Kennedy Alencar, publicada na seção Painel do Leitor, abaixo de parte de nossa carta:

As informações foram obtidas em conversas nas últimas três semanas com auxiliares diretos do presidente e diplomatas brasileiros e estrangeiros que participaram de conversas sobre uma articulação para Lula ocupar, no futuro, o cargo de secretário-geral da ONU ou de presidente do Banco Mundial.

A tréplica da Secretaria de Imprensa:

O presidente Lula voltou a negar tal articulação ontem, conforme texto da própria Folha (ver matéria da Eliane Cantanhede). O repórter deveria riscar as fontes ruins de seu caderno ao invés de continuar se apoiando nelas sem apresentar informações mais consistentes.

Lista dos paises que serão alcançados pelo canal internacional da TV Brasil

1.Angola
2.Benin
3.Botsuana
4.Burkina Faso
5.Burundi
6.Camarões
7.Arquipélago de Cabo Verde
8.República Centro Africana
9.Chade
10.Comores
11.Congo
12.Costa do Marfim
13.República Democrática do Congo
14.Djibuti
15.Guiné Equatorial
16.Eritréia
17.Etiópia
18.Gabão
19.Gana
20.Guiné
21.Guiné Bissau
22.Quênia
23.Lesoto
24.Libéria
25.Madagascar

Noblat, aliado dos golpistas, abre o verbo : A direita prepara o golpe !

Terá ela coragem de dar o golpe?

Abusos ameaçam eleição de Dilma, diz procuradora

Sérgio Torres - Folha:

A candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência caminha para ter problemas já no registro e, se eleita, na sua diplomação.

A afirmação é da procuradora da República e vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, que avalia que esses problemas podem surgir se casos de desrespeito à legislação eleitoral continuarem na pré-campanha.

Cureau diz haver “uma quantidade imensa de coisas” na pré-campanha de Dilma que podem ser interpretadas como abusos de poder econômico e político.

O Ministério Público Eleitoral está reunindo informações sobre os eventos dos quais a ex-ministra tem participado para pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a abertura de uma Aije (Ação de Investigação Judicial-Eleitoral) por abuso de poder econômico e político.

Em tese, a Aije poderá resultar na negação do registro ou no cancelamento da diplomação pela Justiça Eleitoral, como já falou, há dez dias, o ministro Marco Aurélio Mello, do TSE.

Assinante do jornal leia mais em Abusos ameaçam eleição de Dilma, diz procuradora

(Comentário meu (do Noblat) : Há abusos suficientes para ameaçar o registro da candidatura de Dilma, admitem dois ministros do Tribunal Superior Eleitoral ouvidos por este blog. Mas falta ao tribunal coragem para tomar qualquer medida mais drástica a esse respeito. )

Comentário meu - Glória: Vai em frente com esse discurso, Noblat covarde. Você acha que o povo se manterá sentado e apoiará como fez no Golpe de 64? Você acha que vocês reacionários conseguirão apear o PT do poder como fizeram com o Collor e seu partideco PMN? Tenta, Noblat. Tenta, sua vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau. Vocês vão quebrar a cara. O Brasil se levantará contra esse golpe.


Mais sobre a procuradora

Revista > Edição 30 – Janeiro/2010 > Cidadania

Poderosas!

Pela primeira vez, seis dos onze cargos mais altos da Procuradoria Geral da República estão nas mãos de mulheres

Eduardo Hollanda

(…)

Sandra, a vigilante do nosso patrimônio

Em 1978, Sandra Cureau (…)

(…)

“(…) E fez, também, com que voltasse a ter uma convivência profissional quase que diária com uma velha amiga, colega desde os 18 anos de idade, quando foram calouras da Faculdade de Direito em Porto Alegre: a ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie. “Na nossa turma também estava o Manoel Castilho, que foi consultor-geral da República e é casado com a Ela, nossa caloura”, lembra. “E o Jobim (o ministro da Defesa Nelson Jobim) era nosso veterano”, recorda, rindo. Sandra admite que, durante as sessões do TSE, tem de se controlar quando dialoga com a velha amiga sobre os processos em julgamento. “Sabe que às vezes dá vontade de dar uma risada? Mas nós duas mantemos a postura formal, claro.”

(…)”

Aqui

Só rindo, e muito do PIG: Ha! Ha! Ha!



Blog o Esquerdopata

Taí uma coisa que nunca entendi: Por que a Espanha sempre se mete nas questões da América do Sul?

Sempre que vejo alguma reunião dos países da América do Sul e Latina em geral a figura da Espanha se faz presente.

E eu sempre me pergunto: que diabo eles fazem ali, se pertencem à Europa?

Segue uma boa análise do historiador colombiano Medófilo Forero, que afirma que nás não precisamos da Espanha como porta-voz.

"América Latina não precisa de porta-vozes estrangeiros", diz historiador

Historiador colombiano defende união dos países latinos para que "joguem como um time" e não se deixem representar pela Espanha na Europa. "Único país na América Latina com capacidade de ser porta-voz é o Brasil", diz.

Nem toda a América está comemorando o bicentenário de sua independência da Espanha. É o que acredita Medófilo Forero, historiador das universidades Nacional da Colômbia e de Lomonosov, na Rússia.

"Os indígenas da América não comemoram, eles reclamam há duas décadas insistentemente seus direitos. Eles exigem o respeito a suas identidades culturais porque têm uma experiência negativa na vida republicana posterior à independência", defende o historiador.

Outros, por seu lado, "celebram de forma exaltada, dizendo que se conquistou a liberdade e começou uma nova era", diz Forero. Segundo ele, trata-se dos descendentes dos crioulos, das elites econômicas e políticas. "Por outro lado, entre os mestiços reina notável indiferença. E entre os jovens há certa curiosidade, mas sem entusiasmo", acrescenta.

Forero acredita na importância de marcos históricos para um país. Apesar das diferentes percepções dos latino-americanos, ele vê o bicentenário como uma boa ocasião para se fazer balanços, examinar promessas e planejar o futuro. "Para não cair numa postura niilista sobre a independência do colonialismo espanhol, o melhor a ser feito é incentivar todos a recuperarem a memória dos papéis que desempenharam durante aquele processo, tornando explícitos tanto seus desencantos quanto suas expectativas para o futuro", sugere o historiador.

Leia mais

Lula: "Quanto mais falam mal de mim melhor pra mim"



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desdenhou nesta segunda-feira das críticas da oposição.

Durante cerimônia de lançamento da transmissão internacional da TV Brasil, o presidente disse que não queria criar uma rede pública de televisão para falar bem de si próprio ou de seu governo, mas divulgar fatos e momentos positivos do país.

"Estou num momento da minha vida que, quanto mais mal de mim eles falam, melhor para mim, porque quando se mente demais as pessoas descobrem que é mentira", discursou o presidente, arrancando risadas dos presentes.

Lula lembrou ainda trecho de seu discurso de posse em que prometeu fazer primeiro o necessário e o possível para que, quando menos as pessoas esperassem, seu governo fizesse o impossível. "Esperem para ver o que nós somos capazes", comentou.

Detentor de uma popularidade recorde, de 76 por cento segundo o Datafolha, Lula deixa o governo no fim do ano depois de dois mandatos.

Sua candidata à Presidência da República, a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), está tecnicamente empatada nas pesquisas de intenção de voto com o principal pré-candidato da oposição, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB).

Antes do discurso de Lula, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, também mandou recado aos críticos da TV Brasil: "A turma do contra está se dando mal."

(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Carmen Munari)

Lula da Silva lança novo canal estatal que chega a 49 países africanos

Notícias Lusófonas


O presidente brasileiro lançou hoje a TV Brasil Internacional, que chegará, inicialmente, a 49 países africanos, entre eles todos os de língua oficial portuguesa - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

"Nós queremos provar que é possível fazer uma televisão pública de qualidade, republicana, que não seja chapa branca, mas que também não seja oposição à priori, que tenha discernimento de fazer análises políticas correctas, de contar os factos como eles são. Nós queremos uma televisão pública que possa mostrar o Brasil lá fora como ele é", afirmou o presidente brasileiro, durante a cerimónia no Palácio do Itamaraty.

Segundo Lula da Silva, quando os africanos assistirem a parte da programação da TV Brasil Internacional, eles vão pensar que é a televisão africana, tal é a similaridade de comportamentos entre os povos.

Os programas serão transmitidos, entretanto, apenas em português, o que limitará as audiências nos países africanos anglófonos e francófonos.

Para o presidente brasileiro, a chegada à África da TV brasileira, que tem "exímia qualidade", em sua opinião, resgata um pouco a dívida histórica com os africanos, "que não pode ser mensurada em dinheiro, mas deve ser quitada com solidariedade e parcerias".

O início, hoje, das emissões da TV Brasil Internacional foi marcado por uma declaração do presidente de Moçambique, Armando Guebuza, que considera o novo canal uma forma de enriquecer a comunicação social em África.

De acordo com Guebuza, a TV Brasil Internacional vai contribuir para aproximar ainda mais o país sul-americano de Moçambique e de África.

A programação do novo canal será composta por conteúdos próprios da TV Brasil, com ênfase em aspectos informativos e culturais, ajustados ao fuso horário de Angola - quatro horas a mais do que o horário de Brasília.

A intenção é de que a TV Brasil Internacional chegue depois aos países africanos que ainda não recebem o sinal, nomeadamente Egipto, Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos, e aos países sul-americanos.

A etapa seguinte será a transmissão do novo canal para os Estados Unidos da América.

Faz bem ler análise desse calibre sobre o PT de vez em quando

Tenho saudades do PT de antigamente. Diferentemente de vocês que estão no Brasil, posso e dou-me ao luxo de vivenciar novamente aquilo que vivemos em anos passados com o de Die Linke. Aqui, penamos, lutamos por cada voto. Todo final de semana (de agora em diante até outubro) fazemos Infotische (nos encontramos em algum ponto - no meu caso aqui no meu bairro, na saída do metrô) e destribuimos jornais e folhetos informativos além de conversarmos com o povo.

Os caminhos do PT – 2

Por Ney Henrique

Apenas um comentario: ( teclado sem acentos, desculpe) Nassif

As lutas sociais do PT se travam nas esferas do executivo federal desde que Lula assumiu o governo. E elas estao la: na geracao de emprego, na valorizacao do trabalho, na defesa do papel do estado, nas politicas de protecao social.

A aparicao de liderancas “tecnicas” e portanto uma consequencia da consolidacao do PT como partido de massas, como bem lembra o Ruda.

Entretanto, antes de ser uma fraqueza, o aparecimento dessas “liderancas tecnicas” demonstra sim um amadurecimento do partido. Que no passado nao raro era acusado de radical e pouco pragmatico.

O PT vive hoje simplesmente um outro momento. Antes da eleicao de Lula, a fase era de convencer a sociedade que que valia a pena dar uma chance ao PT, e nessa fase o importante e realmente o discurso de cunho mais ideologico.

Apos a eleicao de Lula, comeca a fase de demonstrar que a promessa pode ser cumprida. E o momento de estabelecer a organizacao politica necessaria para levar a cabo os projetos. E a transicao do discuro para a acao transformadora. Esse e provavelmente o periodo mais dificil, o projeto nao consolidado ainda encontrar forte resistenciano status quo. Lula e seu governo conseguiram passar essa fase. O lulismo foi consolidado, e o receio da oposicao em criticar o presidente ou atacar seus principais programas comprova isso.

Portanto, o que entra em disputa na proxima eleicao, nao e a consolidacao do PT ou do Lulismo, mas sim sua confirmacao como forca politica HEGEMONICA no Brasil. A formacao da alianca com o PMDB ( que vai sempre na onda ) durante o segundo mandato de Lula e o amplo leque de aliancas que se forma em torno da candidatura de dilma e um indicativo desse processo.

Ate quando o modelo nao se esgotara e uma questao em aberto.

Que nao se esqueca que Lula era o presidente de honra do PT quando eleito presidente da republica. em outras palavras, a dicotomia entre Lula e PT e artificial. Lula e a maior forca politica do PT e quem moldou a linha mestra do partido.

A “virada” do Datafolha: crime eleitoral?

Blog do Miro

A nova pesquisa do Datafolha, divulgada neste final de semana, não deve ter causado desarranjo apenas no comando da campanha demotucana. Ela criou graves desajustes na direção do próprio instituto, comandado pela famíglia Frias, que também é proprietária do jornal FSP (Folha Serra Presidente). Em abril, quando todos os outros institutos confirmavam o crescimento de Dilma Rousseff e o empate técnico com José Serra, o Data-da-Folha surpreendeu ao indicar o aumento da distancia – da boca do jacaré, no jargão do setor – entre o tucano e a petista (12 pontos).

Em cerca de um mês, aqueles doze pontos de diferença simplesmente sumiram – num verdadeiro “fenômeno sísmico”, segundo a ironia do blogueiro Paulo Henrique Amorim. Agora, segundo o suspeito instituto, os dois candidatos estão empatados em 37% – Serra despencou cinco pontos e Dilma subiu sete. Diante destes números “impressionantes”, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, sacou uma desculpa risível. “O principal fato que pode ser apontado como responsável por essa alta da candidata é o programa partidário de TV que o PT apresentou recentemente”.

Desculpa esfarrapada e cinismo

Talvez temendo pelo seu emprego, Paulino evitou comentar possíveis “erros” – ou manipulações – na pesquisa anterior, tão favorável ao demotucano num momento crucial para consolidação dos apoios a sua candidatura. Na ocasião, vários especialistas em pesquisas denunciaram mudanças metodológicas que beneficiaram Serra – como a maior coleta de dados em bairros e cidades das elites brasileiras e sua redução nas regiões Norte e Nordeste. Encurralado, o Datafolha deflagrou uma guerra de baixarias contra os outros institutos para tentar salvar a sua pele.

A desculpa apresentada agora para justificar o “fenômeno sísmico” também é furada. Afinal, no mesmo período da pesquisa, o DEM também expôs seu candidato no horário gratuito de rádio e televisão. Além disso, o governo de São Paulo promove um intenso bombardeio de propaganda sobre o “paraíso” da administração tucana no estado. Já a mídia golpista não cessa sua artilharia contra o governo Lula – inclusive opondo-se ao acordo Brasil-Irã – e mantém a total blindagem sobre José Serra. O “Zé Alagão”, por exemplo, até sumiu das telinhas no período das enchentes.

A crise de identidade demotucana

A nova pesquisa Datafolha, agora mais próxima da realidade, revela as dificuldades da oposição neoliberal-conservadora. A fantasia do “Serrinha paz e amor” não colou. A bruxaria marqueteira, que tentava vender a imagem do tucano como “continuador” do governo Lula, não surtiu efeito. Se a aparição de Dilma Rousseff num único programa já causou este “fenômeno sísmico”, segundo a desculpa esfarrapada de Mauro Paulino, imagine quando tiver início a propaganda eleitoral de rádio e TV, em agosto. A candidata será ainda mais identificada com o presidente Lula!

Como observa o sítio Carta Maior, o “cavalo-de-pau” do Datafolha “reflete a crise de identidade na candidatura Serra. O patético figurino do candidato ‘cordial progressista’ tentado nos últimos meses derreteu pelo artificialismo abusivo que nenhum gênio do marketing pode contornar... Só o Datafolha ainda não havia mensurado esse vazio, mas agora não dava mais para esconder. As coisas então ficam assim: ou a mídia muda totalmente seu discurso golpista e adere ao ‘lulismo’ de Serra; ou Serra sai do armário e se junta ao udenismo anti-Lula do diretório midiático”.

Ajuste no discurso para a guerra

Tudo indica que vingará a segunda alternativa. Já na reunião do diretório nacional do PPS, José Serra promoveu ajustes no seu discurso, abandonando sua pele de cordeiro. Ele fez duros ataques ao governo Lula, num discurso terrorista sobre a existência do “bolchevismo sem utopias”. Sem ter mais como esconder, Serra também defendeu as privatizações do reinado de FHC, atacando o “patrimonialismo selvagem” do atual governo. Para alegria da mídia golpista, o tucano assume o figurino do brucutu neoliberal e sinaliza que a campanha tende para baixaria, nua e crua.

Diante desta tendência belicista, o Movimento dos Sem Mídia (MSM), liderado pelo blogueiro Eduardo Guimarães, acertou em cheio ao ingressar com representação junto à Justiça Eleitoral solicitando a fiscalização dos institutos de pesquisa. No caso do Datafolha, há fortes indícios de que ele já cometeu um grave crime eleitoral. Nada justifica seu recente “fenômeno sísmico”. Novas manipulações podem estar em orquestração, principalmente para o momento em que a campanha entrar na sua fase mais decisiva. Qualquer ingenuidade, vacilo ou tibieza poderá ser fatal.

Grupo Deolinda - Portugal

Charge Online do Bessinha

24 Maio 2010

Agora vai. Pesquisa Dataprado saída fresca do forno

Eu estava certa que o Serra atingira os 107%.

Que pena.

Da próxima vez conseguiremos.



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Lula barrou Obama no Irã. Pois o Homem da Guerra já arranjou outro fronte

Obama pede a militares prontidão para agressão norte-coreana


Por Jeff Mason

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou que as forças militares dos EUA se coordenem com a Coreia do Sul para "garantir prontidão" para deter futuras agressões da Coreia do Norte, disse a Casa Branca na segunda-feira.

Os Estados Unidos deram forte apoio aos planos do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, de punir a Coreia do Norte por afundar um de seus navios de guerra, disse em comunicado o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

A Casa Branca exigiu à Coreia do Norte que se desculpasse e mudasse seu comportamento, disse ele.

"Apoiamos a exigência do presidente Lee por um pedido de desculpas imediato da Coreia do Norte e para que os responsáveis pelo ataque sejam punidos. Mais importante, que coloque um fim ao seu comportamento beligerante e ameaçador", disse Gibbs.

"O apoio dos EUA à defesa da Coreia do Sul é inequívoca, e o presidente deu ordens para que comandantes militares se coordenem com os colegas da República da Coreia para garantir prontidão e impedir futuras agressões", disse ele.

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Entrevista de Celso Amorim à BBC

Aviso a Josias de Sousa: a inveja é boa: ela corroi o invejoso por dentro

Leiam o que o blogueiro dos Fria diz:

"De alma leve, a presidenciável petê desperdiçou (???) o tempo livre de que dispõe desde a tarde de sexta (21) entre restaurantes refinados, logradouros famosos e lojas."


Quer dizer então que lazer é desperdício?

Ouçam a voz do representante do inimigo da Lei Áurea.

Lazer? Para que lazer? Só ele - Josias - e seus colegas amestrados podem se dar tal luxo.

Pobre e reais representantes do povo tem mais é que trabalhar.

Além do mais nota-se que a Dilma está numa loja em liquidação. Vê-se claramente na foto do sabujo. O nome da loja ele fez questão de cortar.

Estivesse Dilma na Daslu uiuiuiui, seria um escândalo!

Petição MIL: Lula da Silva a Secretário-Geral da ONU

Olhem só que interessante.

Acabo de receber o endereço de uma Petição pró Lula para Secretário Geral das Nações Unidas, promovida pelos portugueses.

Reproduzo abaixo o texto da Petição (iniciada dia 19.05.2010) Até o momento consta 121 assinaturas de gente de vários países.

A todas as Autoridades Políticas da Comunidade Lusófona

Reconhecendo o grande prestígio internacional justamente granjeado pelo Presidente do Brasil, Lula da Silva, o MIL: Movimento Internacional Lusófono defende que ele seja proposto, pelos Estados e regiões de expressão e tradição lusófona, para próximo Secretário-Geral da ONU: Organização das Nações Unidas.

Não se podendo recandidatar ao cargo que ocupa, uma pessoa com o seu grande prestígio internacional não deverá ficar, pura e simplesmente, desaproveitada. A sua eleição como Secretário-Geral da ONU seria, também, o reconhecimento da cada vez maior importância da Comunidade Lusófona – e, em particular, do Brasil – à escala global. E seria, sobretudo, uma boa notícia para o mundo.

Entrevista - Amorim destaca diplomacia: "EUA foram surpreendidos"


BRASÍLIA - A sensação é inevitável, mesmo para quem, como o repórter, conhece o palácio há quase 50 anos: Niemeyer concebeu o novo Itamaraty para o chão e a paisagem de nosso surpreendente milênio, para o chão e a paisagem de outra e surpreendente nação, a dos brasileiros de hoje. O amplo salão de acesso é o vestíbulo de novo milênio e de nova consciência do mundo e de nós mesmos, nesse inquieto planeta, a cada dia menor em sua ubiquidade, a cada dia maior em sua dúvida quanto à própria sobrevivência.

Do novo Itamaraty são ausentes as vetustas colunas e a retilínia arquitetura do velho Itamaraty, no qual passeava a nobreza do barão do Rio Branco. As curvas de Niemeyer e a clareza dos salões, com a invasão da luz de Brasília, correspondem ao que somos, enquanto os cisnes idosos, sob a sombra das palmeiras do antigo palácio carioca, recordam o que fomos. As águas, mais leves, do Planalto, são outras, outras, mais próximas do chão, as plantas que adornam seus jardins. Outro, é claro, o chanceler, aliviado da obesidade de seu poderoso antecessor, posto que submetido a regime de viagens exaustivas, com o sono conturbado pelos fusos horários.

>> O chanceler menos solene

Celso Amorim é, em todos os seus gestos e palavras, o menos solene de todos os chanceleres conhecidos. Nenhum outro poderia ser o chefe da diplomacia com Lula na Presidência, nem com Itamar – mesmo incluídos os paisanos, isto é, os ministros políticos que, em alguns casos, se esforçam para adquirir caricatural physique du rôle. Amorim, o discutido presidente da Embrafilme que patrocinou a produção de Pra frente, Brasil, provavelmente não conseguiria o mesmo desempenho com um presidente vindo das velhas famílias do Império, ou das novas famílias de imigrantes enriquecidos em São Paulo.

>> Irã: era preciso tentar tudo

A atualidade determina a pauta de nossa conversa: que perspectivas há, no caso do Irã? Amorim se move entre a cautela profissional e o natural orgulho da ação positiva brasileira no mundo atual. Confessa, de início, que não tinha muita convicção de que houvesse grande possibilidade de acordo entre os Estados Unidos e o Irã, mas, da mesma forma, entendia que era preciso tentar tudo, para obter alguma coisa.

– Sempre fomos muito bem tratados, tanto da parte do presidente (dos EUA) Obama, quanto da parte da secretária (de Estado) Hilary Clinton. Posso dizer que não havia divergências quanto ao resultado pretendido, que era o de obter garantias de que o Irã só iria usar a tecnologia nuclear para fins pacíficos, mas os meios não pareciam os mesmos. Nós acreditávamos, e continuamos acreditando, na persuasão, no convencimento, na conversa amistosa, na sinceridade de nossos propósitos. Eles, no entanto, se mostravam muito céticos, quanto à possibilidade de que o Irã viesse a aceitar as condições que haviam proposto em outubro passado. Creio que eles se mostraram surpreendidos com o resultado. É provável que não esperassem a aquiescência do Irã aos esforços da Turquia e do Brasil, que agiram como países soberanos, interessados na paz. Eles gostariam de ter iniciado o processo de punição antes de nossos entendimentos – e responderam com a decisão da secretária de Estado de propor as sanções às chamadas grandes potências.

Atrevo-me a observar que há uma diferença doutrinária, digamos, entre o presidente e sua competidora nas eleições primárias dentro do Partido Democrata, e que, provavelmente, Obama não pense exatamente como a secretária de Estado, que busca afirmar-se na ala direita de seu partido no Congresso. Amorim sorri com suave malícia. Ele sabe que eu não espero a contribuição de seu juízo, posto que, qualquer que ele fosse, seria diplomaticamente inoportuno.

>> China e Rússia

E, agora, o que ocorrerá? – levo-o a retomar o seu pensamento. Amorim está otimista. Acha que os demais membros do Conselho de Segurança – sobretudo a China e a Rússia – podem concordar com a ideia, mas provavelmente não aceitem o conteúdo da resolução proposta por Washington.

“Tempo e paciência caminham juntos”

Nesse momento, Amorim se desculpa, diante de um sinal de uma assessora que chega à porta. Deve atender a um chamado de seu colega turco, com quem estivera conversando antes de nossa entrevista. Não bem retornou ao Brasil, e está em contato permanente com Teerã e Ancara. De Teerã teve a promessa de que a carta, endereçada à ONU, reiterando os termos do acordo, que o governo de Ahmadinejad ficou de enviar até segunda feira, está sendo cuidadosamente redigida – e será enviada a tempo.

– Essas coisas levam tempo, recomendam a ponderação, reclamam consultas. Na diplomacia, tempo e paciência caminham juntos.

Acrescenta que, pouco a pouco, os norte-americanos e europeus compreenderão a necessidade de cautela. Isso, repete, fortalece seu otimismo, o mesmo otimismo de Lula. Lembra que, com o passar das poucas horas, já se percebem os sinais da prudência, por parte dos membros permanentes do Conselho, e com direito a veto.

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