26 maio 2010

Sócrates visita Brasil e Venezuela

Margarida Vaqueiro Lopes - Diário Econômico

O primeiro-ministro parte amanhã numa viagem oficial de quatro dias ao Brasil e à Venezuela, com o objectivo de reforçar investimentos bilaterais.

José Sócrates faz a sua primeira paragem em São Paulo, na quinta-feira, para um encontro com empresários portugueses e brasileiros na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), uma das entidades empresariais mais importantes do Brasil.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro segue para o Rio de Janeiro, onde vai encontrar-se com empresários portugueses interessados em investir no gigante da América do Sul.

Segundo a agência Lusa, um grupo de duas dezenas de empresas - entre as quais a OGMA, a Cimpor, a Efacec ou a Esporão - seguirá para o Rio de Janeiro, extra-comitiva, para participar nessa reunião.

Sócrates vai também estar presente na sessão de abertura do II Fórum da Aliança das Civilizações, instituição presidida por Jorge Sampaio. O primeiro-ministro português vai ainda encontrar-se com o secretário-geral das Nações Unidas e com outros chefes de governo cujos nomes não foram ainda divulgados.

A visita de Sócrates ao Brasil realiza-se uma semana depois de Lula da Silva ter estado em Portugal para participar na Cimeira Luso-Brasileira, na qual o presidente do Brasil disse que queria ver reforçados os investimentos portugueses no país.

Na madrugada de sábado José Sócrates segue para Caracas, na Venezuela, onde deverá assinar vários acordos com Hugo Chávez, embora ainda não sejam públicos os temas nem os objectivos sobre os quais incidem.

Um comentário:

Outros disse...

... "Segundo a agência Lusa, um grupo de duas dezenas de empresas - entre as quais a OGMA, a Cimpor, a Efacec ou a Esporão - seguirá para o Rio de Janeiro, extra-comitiva, para participar nessa reunião."

É, não restam dúvidas de que nós os portugueses temos grandes empresas para fazer investimentos de vulto no Brasil. Só faltou esclarecer que das quatro empresas acima citadas, duas, ou seja, nada menos que 50% delas são, precisamente, empresas brasileiras. As OGMA, que são já há muito tempo propriedade da Embraer e a CIMPOR, cuja maioria do capital pertence, desde há pouco tempo, a CNS, a Votorantim e a Camargo Corrêa. Enfim, sinal dos tempos.