28 Fevereiro 2010
Previsão de terremoto no Brasil assusta governo de São Paulo !
As placas tectônicas da disputa presidencial moveram-se no Brasil neste final de fevereiro e um abalo sísmico mais forte que o do Chile atingiu a jugular da coalizão demotucana: Serra tornou-se o candidato mais rejeitado entre todos os presidenciáveis; em menos de 60 dias, sua vantagem sobre Dilma despencou de 14 pontos para apenas 4 pontos; entre o Datafolha de dezembro e o deste final de fevereiro, tucano perdeu cinco pontos; Dilma avançou cinco; uma fatia do eleitorado equivalente a 10 pontos mudou de lado na disputa e a reacomodação não favoreceu o conservadorismo nativo; temporada de inundações em SP lavou o verniz midiático que pintava Serra como estadista aos olhos da classe média; enxurrada revelou um político manhoso, tingido com o papel crepon de bom gestor, à frente de uma administração inepta, imprevidente e manipuladora. Quando o cristal se quebra sob o peso da decepção, fica difícil reverter o plano inclinado dos apoios tradicionais. O 'estado de catástrofe' está em curso no interior da coalizão demotucana.Difícil será conter as rachaduras...
(Centro de meteorologia da Carta Maior )
(Centro de meteorologia da Carta Maior )
Lula rejeita pressão dos EUA sobre visita ao Irã: "Só presto contas ao povo brasileiro"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta sexta-feira, que não tem de prestar contas sobre sua visita ao Irã, prevista para maio, "a não ser ao povo brasileiro".
"Não vejo nenhum problema em eu visitar o Irã e não terei de prestar contas a ninguém, a não ser ao povo brasileiro", disse o presidente, durante visita a El Salvador.
O presidente havia sido questionado sobre o encontro que terá, na próxima semana em Brasília, com a secretária de Estado americano, Hillary Clinton - e se essa reunião poderia resultar numa mudança de postura do governo brasileiro em relação ao Irã.
Segundo o presidente, a relação com os Estados Unidos é "soberana".
"A relação americana é uma relação soberana. Eles visitam quem querem e eu visito quem eu quero dentro do respeito soberano de cada país", acrescentou Lula.
Acordo
O presidente Lula disse, no entanto, que "não concordará" com o governo iraniano, caso este decida ampliar seu programa nuclear para um enriquecimento de urânio acima de 20%.
"O Irã estará rompendo com o tratado que é feito por todos nós, nas Nações Unidas. E eu não poderia concordar", disse Lula.
Há duas semanas o governo iraniano deu início a um processo de enriquecimento de urânio a 20%, ponto a partir do qual a criação de uma arma nuclear torna-se mais próxima.
Desde então, diversos países, entre eles Estados Unidos e França, vêm defendendo uma nova rodada de sanções econômicas a Teerã.
O governo brasileiro tem declarado ser contrário à idéia, com o argumento de que a medida dificultaria o diálogo com o Irã, resultando em um maior isolamento do país. O tema deverá se discutido durante a visita de Hillary ao Brasil.
Experiência brasileira
Considerado um discípulo de Lula em função da proximidade entre os dois governantes, Mauricio Funes ouviu de Lula uma série de sugestões sobre como replicar em El Salvador a "experiência brasileira".
Lula disse que seu governo "assumiu o compromisso" de que, para construir casas populares, "tem de ter subsídio, sim" e anunciou a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida para 1 milhão de novas casas.
Segundo o presidente, o anúncio oficial será feito no final de março, durante o lançamento da 2ª versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Ao lado de Lula, Funes se disse "preocupado" com o fato de que o presidente brasileiro não estará à frente do governo a partir de 2011.
"Estou torcendo para que a candidata do PT, Dilma Roussef, ganhe as eleições", disse o presidente salvadorenho.
Fonte: PT
"Não vejo nenhum problema em eu visitar o Irã e não terei de prestar contas a ninguém, a não ser ao povo brasileiro", disse o presidente, durante visita a El Salvador.
O presidente havia sido questionado sobre o encontro que terá, na próxima semana em Brasília, com a secretária de Estado americano, Hillary Clinton - e se essa reunião poderia resultar numa mudança de postura do governo brasileiro em relação ao Irã.
Segundo o presidente, a relação com os Estados Unidos é "soberana".
"A relação americana é uma relação soberana. Eles visitam quem querem e eu visito quem eu quero dentro do respeito soberano de cada país", acrescentou Lula.
Acordo
O presidente Lula disse, no entanto, que "não concordará" com o governo iraniano, caso este decida ampliar seu programa nuclear para um enriquecimento de urânio acima de 20%.
"O Irã estará rompendo com o tratado que é feito por todos nós, nas Nações Unidas. E eu não poderia concordar", disse Lula.
Há duas semanas o governo iraniano deu início a um processo de enriquecimento de urânio a 20%, ponto a partir do qual a criação de uma arma nuclear torna-se mais próxima.
Desde então, diversos países, entre eles Estados Unidos e França, vêm defendendo uma nova rodada de sanções econômicas a Teerã.
O governo brasileiro tem declarado ser contrário à idéia, com o argumento de que a medida dificultaria o diálogo com o Irã, resultando em um maior isolamento do país. O tema deverá se discutido durante a visita de Hillary ao Brasil.
Experiência brasileira
Considerado um discípulo de Lula em função da proximidade entre os dois governantes, Mauricio Funes ouviu de Lula uma série de sugestões sobre como replicar em El Salvador a "experiência brasileira".
Lula disse que seu governo "assumiu o compromisso" de que, para construir casas populares, "tem de ter subsídio, sim" e anunciou a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida para 1 milhão de novas casas.
Segundo o presidente, o anúncio oficial será feito no final de março, durante o lançamento da 2ª versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Ao lado de Lula, Funes se disse "preocupado" com o fato de que o presidente brasileiro não estará à frente do governo a partir de 2011.
"Estou torcendo para que a candidata do PT, Dilma Roussef, ganhe as eleições", disse o presidente salvadorenho.
Fonte: PT
27 Fevereiro 2010
Lula em El Salvador

"O Brasil era um país capitalista, de economia capitalista, que não tinha nem crédito nem financiamento. Um país governado a vida inteira por capitalistas precisou eleger um metalúrgico que se dizia socialista para compreender que não era possível um país capitalista sem capital. E muito menos um país capitalista sem crédito e sem financiamento. Essa era uma lógica primária que qualquer imbecil deveria saber, mas a verdade é que não era assim."
Mais um vídeo com o escândalo do Demo de Brasília é liberado
Na conversa Durval pergunta ao empresário: "No caso do Fábio, do Fábio Simão, ele quer que você libere, ele quer liberar o contrato?". Beserra responde: "Quer, sim senhor". A conversa segue:
Durval - "Mas quem é que libera? Ele ou o Arruda?"
Beserra - "Ele deve estar falando do Arruda, né? Aí libera o contrato, aditiva esse contrato..."
Durval - "Esse contrato é o contrato da Sedest, né?"
Beserra - "É, sim senhor. Aí libera pro segundo colocado, não pro primeiro, né".
Durval - "Que é o Gerar... A Sofhar".
Beserra - "A Sofhar. É, sim senhor".
Durval - "E depois?"
Beserra - "Aditivar o contrato. E contratar esse Paulinelli".
Durval - "Mas como é que vai aditivar o contrato no início do contrato?"
Beserra - "Não. Depois de um mês ou dois".
Em outro trecho da conversa, Beserra fala de novo para Durval qual será o valor do contrato e de quanto deve ser o aditivo. E emenda: "Mas também não tiro um centavo do que é nosso porque o senhor sabe... Tá tudo muito apertado". Ouvido pelo iG, o representante de vendas não soube explicar a que se referia quando disse que não tiraria "um centavo do que é nosso". Mas afirmou que estava ali fazendo um favor para Durval Barbosa, nada mais.
A reportagem do iG teve acesso ao processo de licitação do qual Durval e Beserra tratam na gravação. A empresa Sofhar, segunda colocada na licitação, venceu a disputa da maneira que foi tratado no vídeo. A primeira colocada, Fundação Israel Pinheiro, foi desclassificada e o pregão reaberto quatro dias depois da conversa.
O contrato ainda não foi fechado porque o resultado da licitação foi revogado no último dia 4 de fevereiro, sete dias antes de Arruda ser preso. Um recurso da empresa Sofhar contra a revogação da licitação está em análise na Central de Compras do Distrito Federal. Os investigadores suspeitam que, ao saber do vídeo gravado em poder dos investigadores, a licitação foi revogada.
História da licitação
No dia 10 de junho de 2009, a Fundação Israel Pinheiro foi declarada vencedora da licitação com uma proposta de R$ 18,5 milhões para prestar os serviços pedidos pela Sedest. Pouco mais de um mês depois, com a fundação habilitada para assinar o contrato, o ex-secretário de Planejamento do DF, Ricardo Pinheiro Penna, pediu a anulação do pregão.
O argumento do secretário foi o de que sua mãe, Maria Ignês Uchoa Pinheiro, e sua irmã, Helena Pinheiro Penna, fazem parte do conselho curador da Fundação Israel Pinheiro. Como Penna é quem responde pelas compras de serviços do Distrito Federal, havia, segundo ele próprio, evidente conflito de interesses na contratação da fundação. Em 3 de agosto, a assessoria jurídica da Central de Compras do DF anulou a licitação.
As empresas recorreram e a deputada distrital Eliana Pedrosa (DEM), que na ocasião comandava a Sedest, pediu a reconsideração da decisão - o que não é ilegal. Segundo ela, que nunca foi acusada de participar do esquema por Durval Barbosa, seria muito mais oneroso para os cofres públicos iniciar nova licitação do que corrigir a primeira. Barbosa implicou, em depoimentos, diversos colegas de Eliana.
Em novembro do ano passado, depois de diversos recursos das empresas serem rejeitados, o ex-secretário Ricardo Penna decidiu levar em conta os argumentos da Secretaria de Desenvolvimento. Resultado: a Fundação Israel Pinheiro foi excluída da corrida pelo contrato no dia 10 de novembro. Ou seja, depois de Beserra e Durval acertarem que a segunda colocada levaria a licitação. Em seguida, as empresas remanescentes foram convocadas para a reabertura das negociações.
Em 8 de dezembro, a Sofhar venceu o pregão. Vinte dias depois, foi lavrada a ata que a declarou vencedora da licitação. Exatamente como foi tratado no gabinete de Durval. No portal de compras do governo do DF, há o resultado da licitação da qual a empresa saiu vencedora com uma proposta de R$ 17,8 milhões.
A empresa apresentou a documentação e foi habilitada para a assinatura do contrato, mas a licitação foi novamente anulada. Desta vez, por força de um problema legal. O governo sustentou que a licitação não se enquadrava na modalidade de pregão porque não se tratava de compra simples. A Sofhar contestou o argumento e o recurso aguarda análise da assessoria jurídica da Central de Compras do DF.
"Não estamos envolvidos", diz dono de empresa
Procurado pela reportagem do iG, o diretor-presidente da Sofhar, Wilmar Prochmann, negou com veemência que a empresa tenha participado de qualquer negociação para ganhar a licitação, mesmo ficando em segundo lugar. "Não estamos envolvidos. Nós participamos regularmente do processo de concorrência desde o seu início, no dia 10 de dezembro de 2008. Não houve qualquer irregularidade por parte da empresa, nem a combinação de qualquer resultado", afirmou.
Prochmann disse que não conhece Agenor Damasceno Beserra: "Não sei quem é esse senhor. Nunca o vi, nem mais gordo, nem mais magro. Não dei procuração para ninguém, não tenho representação em Brasília. Não faço ideia de quem seja. Ele não tem procuração, nem autorização para falar em nome da Sofhar, que está no mercado há 24 anos".
O diretor da empresa afirmou, ainda, que fica "muito preocupado" com o fato de "ficar exposto sem nem ao menos ter conhecimento disso". Ele disse que nunca tratou de qualquer aditivo contratual e só tomou conhecimento da existência desse vídeo e da conversa entre Beserra e Durval quando procurado pelo iG. "A licitação se iniciou muito antes dessa tal negociação e estávamos participando dela desde o começo. Se estava tudo combinado, por que a licitação foi revogada? Por que eu não levei?", questionou.
O empresário nega qualquer envolvimento no caso: "Depois que a licitação foi reaberta houve uma negociação de preço de quase duas semanas com o pregoeiro. Chegamos inclusive a manifestar nosso interesse em não mais participar do processo. Mas o pregoeiro insistiu para que continuássemos porque isso atingiria 140 mil famílias de Brasília etc. Essa acusação expõe o nome de uma empresa que não participou e não participará de nenhuma negociata".
Também procurado pelo iG, Agenor Beserra disse que nunca teve qualquer relacionamento com a Sofhar. "Pediram no gabinete do doutor Durval para que eu olhasse um processo e eu dei meu parecer. Iriam substituir, modernizar o programa de cadastramento das famílias sem fazer o necessário recenseamento em um caso desses. Eu, então, opinei que deveria ser feito um aditivo para fazer a pesquisa com essas famílias", disse.
Beserra disse que nunca esteve com Fábio Simão, mas não explicou os motivos de ter falado em nome dele, como mostra o vídeo. "Não conheço o Fábio Simão, nem o governador Arruda. Não tenho qualquer relação com eles. Não sei explicar, assim como não sei por que falamos de algo que aconteceu depois. Achava que já tinha acontecido", diz.
Agenor Beserra não deu explicações sobre o fato de, enquanto falava do valor do contrato, ter dito a Durval a seguinte frase: "Mas também não tiro um centavo do que é nosso porque o senhor sabe... Tá tudo muito apertado". "Não sei por que disse isso. Vou me dar o benefício da dúvida", afirmou ao iG.
A reportagem do iG quis mostrar o vídeo a Beserra para que pudesse esclarecer os fatos, mas ele não quis ver a gravação. "Vai me fazer mal. Não sei por que eles estão fazendo isso comigo, mas sou um homem de bem, que vive uma vida simples. E vou abrir minha vida para quem estiver investigando o caso se for chamado, para verem que não participei de nada", concluiu.
A deputada Eliana Pedrosa afirmou, por sua assessoria, que, apesar da licitação ser na Sedest, era a secretaria de Governo quem controlava as licitações. O governo do Distrito Federal afirmou, por meio de sua assessoria, que não comentará o novo vídeo publicado pela reportagem. Procurado pelo iG, Fábio Simão não retornou as ligações.
Durval - "Mas quem é que libera? Ele ou o Arruda?"
Beserra - "Ele deve estar falando do Arruda, né? Aí libera o contrato, aditiva esse contrato..."
Durval - "Esse contrato é o contrato da Sedest, né?"
Beserra - "É, sim senhor. Aí libera pro segundo colocado, não pro primeiro, né".
Durval - "Que é o Gerar... A Sofhar".
Beserra - "A Sofhar. É, sim senhor".
Durval - "E depois?"
Beserra - "Aditivar o contrato. E contratar esse Paulinelli".
Durval - "Mas como é que vai aditivar o contrato no início do contrato?"
Beserra - "Não. Depois de um mês ou dois".
Em outro trecho da conversa, Beserra fala de novo para Durval qual será o valor do contrato e de quanto deve ser o aditivo. E emenda: "Mas também não tiro um centavo do que é nosso porque o senhor sabe... Tá tudo muito apertado". Ouvido pelo iG, o representante de vendas não soube explicar a que se referia quando disse que não tiraria "um centavo do que é nosso". Mas afirmou que estava ali fazendo um favor para Durval Barbosa, nada mais.
A reportagem do iG teve acesso ao processo de licitação do qual Durval e Beserra tratam na gravação. A empresa Sofhar, segunda colocada na licitação, venceu a disputa da maneira que foi tratado no vídeo. A primeira colocada, Fundação Israel Pinheiro, foi desclassificada e o pregão reaberto quatro dias depois da conversa.
O contrato ainda não foi fechado porque o resultado da licitação foi revogado no último dia 4 de fevereiro, sete dias antes de Arruda ser preso. Um recurso da empresa Sofhar contra a revogação da licitação está em análise na Central de Compras do Distrito Federal. Os investigadores suspeitam que, ao saber do vídeo gravado em poder dos investigadores, a licitação foi revogada.
História da licitação
No dia 10 de junho de 2009, a Fundação Israel Pinheiro foi declarada vencedora da licitação com uma proposta de R$ 18,5 milhões para prestar os serviços pedidos pela Sedest. Pouco mais de um mês depois, com a fundação habilitada para assinar o contrato, o ex-secretário de Planejamento do DF, Ricardo Pinheiro Penna, pediu a anulação do pregão.
O argumento do secretário foi o de que sua mãe, Maria Ignês Uchoa Pinheiro, e sua irmã, Helena Pinheiro Penna, fazem parte do conselho curador da Fundação Israel Pinheiro. Como Penna é quem responde pelas compras de serviços do Distrito Federal, havia, segundo ele próprio, evidente conflito de interesses na contratação da fundação. Em 3 de agosto, a assessoria jurídica da Central de Compras do DF anulou a licitação.
As empresas recorreram e a deputada distrital Eliana Pedrosa (DEM), que na ocasião comandava a Sedest, pediu a reconsideração da decisão - o que não é ilegal. Segundo ela, que nunca foi acusada de participar do esquema por Durval Barbosa, seria muito mais oneroso para os cofres públicos iniciar nova licitação do que corrigir a primeira. Barbosa implicou, em depoimentos, diversos colegas de Eliana.
Em novembro do ano passado, depois de diversos recursos das empresas serem rejeitados, o ex-secretário Ricardo Penna decidiu levar em conta os argumentos da Secretaria de Desenvolvimento. Resultado: a Fundação Israel Pinheiro foi excluída da corrida pelo contrato no dia 10 de novembro. Ou seja, depois de Beserra e Durval acertarem que a segunda colocada levaria a licitação. Em seguida, as empresas remanescentes foram convocadas para a reabertura das negociações.
Em 8 de dezembro, a Sofhar venceu o pregão. Vinte dias depois, foi lavrada a ata que a declarou vencedora da licitação. Exatamente como foi tratado no gabinete de Durval. No portal de compras do governo do DF, há o resultado da licitação da qual a empresa saiu vencedora com uma proposta de R$ 17,8 milhões.
A empresa apresentou a documentação e foi habilitada para a assinatura do contrato, mas a licitação foi novamente anulada. Desta vez, por força de um problema legal. O governo sustentou que a licitação não se enquadrava na modalidade de pregão porque não se tratava de compra simples. A Sofhar contestou o argumento e o recurso aguarda análise da assessoria jurídica da Central de Compras do DF.
"Não estamos envolvidos", diz dono de empresa
Procurado pela reportagem do iG, o diretor-presidente da Sofhar, Wilmar Prochmann, negou com veemência que a empresa tenha participado de qualquer negociação para ganhar a licitação, mesmo ficando em segundo lugar. "Não estamos envolvidos. Nós participamos regularmente do processo de concorrência desde o seu início, no dia 10 de dezembro de 2008. Não houve qualquer irregularidade por parte da empresa, nem a combinação de qualquer resultado", afirmou.
Prochmann disse que não conhece Agenor Damasceno Beserra: "Não sei quem é esse senhor. Nunca o vi, nem mais gordo, nem mais magro. Não dei procuração para ninguém, não tenho representação em Brasília. Não faço ideia de quem seja. Ele não tem procuração, nem autorização para falar em nome da Sofhar, que está no mercado há 24 anos".
O diretor da empresa afirmou, ainda, que fica "muito preocupado" com o fato de "ficar exposto sem nem ao menos ter conhecimento disso". Ele disse que nunca tratou de qualquer aditivo contratual e só tomou conhecimento da existência desse vídeo e da conversa entre Beserra e Durval quando procurado pelo iG. "A licitação se iniciou muito antes dessa tal negociação e estávamos participando dela desde o começo. Se estava tudo combinado, por que a licitação foi revogada? Por que eu não levei?", questionou.
O empresário nega qualquer envolvimento no caso: "Depois que a licitação foi reaberta houve uma negociação de preço de quase duas semanas com o pregoeiro. Chegamos inclusive a manifestar nosso interesse em não mais participar do processo. Mas o pregoeiro insistiu para que continuássemos porque isso atingiria 140 mil famílias de Brasília etc. Essa acusação expõe o nome de uma empresa que não participou e não participará de nenhuma negociata".
Também procurado pelo iG, Agenor Beserra disse que nunca teve qualquer relacionamento com a Sofhar. "Pediram no gabinete do doutor Durval para que eu olhasse um processo e eu dei meu parecer. Iriam substituir, modernizar o programa de cadastramento das famílias sem fazer o necessário recenseamento em um caso desses. Eu, então, opinei que deveria ser feito um aditivo para fazer a pesquisa com essas famílias", disse.
Beserra disse que nunca esteve com Fábio Simão, mas não explicou os motivos de ter falado em nome dele, como mostra o vídeo. "Não conheço o Fábio Simão, nem o governador Arruda. Não tenho qualquer relação com eles. Não sei explicar, assim como não sei por que falamos de algo que aconteceu depois. Achava que já tinha acontecido", diz.
Agenor Beserra não deu explicações sobre o fato de, enquanto falava do valor do contrato, ter dito a Durval a seguinte frase: "Mas também não tiro um centavo do que é nosso porque o senhor sabe... Tá tudo muito apertado". "Não sei por que disse isso. Vou me dar o benefício da dúvida", afirmou ao iG.
A reportagem do iG quis mostrar o vídeo a Beserra para que pudesse esclarecer os fatos, mas ele não quis ver a gravação. "Vai me fazer mal. Não sei por que eles estão fazendo isso comigo, mas sou um homem de bem, que vive uma vida simples. E vou abrir minha vida para quem estiver investigando o caso se for chamado, para verem que não participei de nada", concluiu.
A deputada Eliana Pedrosa afirmou, por sua assessoria, que, apesar da licitação ser na Sedest, era a secretaria de Governo quem controlava as licitações. O governo do Distrito Federal afirmou, por meio de sua assessoria, que não comentará o novo vídeo publicado pela reportagem. Procurado pelo iG, Fábio Simão não retornou as ligações.
Fonte
Máfia do governo da Yeda, PSDB-RS, queima mais um arquivo

Mais um eliminado pela máfia incrustada no governo da Yeda Crucius.
É o terceiro caso consecutivo.
Primeiro foi o ex-chefe da Representação do RS em Brasília, Marcelo Cavalcante. Ele foi chefe de gabinete de Yeda quando ela era deputada federal. O corpo do Cavalcante foi encontrado no lago Paranoá, próximo à ponte Juscelino Kubitschek em fevereiro de 2009.
O segundo na lista de mortes macabras foi o empresário gaúcho Nestor Mähler, 56 anos, ex-presidente da fumageira Alliance One, e doador de 200 mil à campanha da governadora que diz que "não levanta o rabo da cadeira por menos de 100 mil". O "amigo" da Yeda foi encontrado morto em um hotel de Itumbiara (GO).(17.09.2009)
Ontem (26.02.10) foi a vez do secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, de 63 anos. Sua morte foi típica de queima de arquivo. Foi morto no Bairro Floresta, na Zona Norte da capital gaúcha. Segundo a polícia, ele foi baleado várias vezes à curta distância ao deixar um culto religioso, pouco depois das 21h.
E vamos lá, que a Yeda não tem tempo a perder. Ela precisa arrumar o palanque bem bonitinho para receber o Serra, candidato do seu partido, o PSDB, à presidência da república.
É o terceiro caso consecutivo.
Primeiro foi o ex-chefe da Representação do RS em Brasília, Marcelo Cavalcante. Ele foi chefe de gabinete de Yeda quando ela era deputada federal. O corpo do Cavalcante foi encontrado no lago Paranoá, próximo à ponte Juscelino Kubitschek em fevereiro de 2009.
O segundo na lista de mortes macabras foi o empresário gaúcho Nestor Mähler, 56 anos, ex-presidente da fumageira Alliance One, e doador de 200 mil à campanha da governadora que diz que "não levanta o rabo da cadeira por menos de 100 mil". O "amigo" da Yeda foi encontrado morto em um hotel de Itumbiara (GO).(17.09.2009)
Ontem (26.02.10) foi a vez do secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, de 63 anos. Sua morte foi típica de queima de arquivo. Foi morto no Bairro Floresta, na Zona Norte da capital gaúcha. Segundo a polícia, ele foi baleado várias vezes à curta distância ao deixar um culto religioso, pouco depois das 21h.
E vamos lá, que a Yeda não tem tempo a perder. Ela precisa arrumar o palanque bem bonitinho para receber o Serra, candidato do seu partido, o PSDB, à presidência da república.
26 Fevereiro 2010
Se gritar pega ladrão, não fica um mermão

Deputado da meia envia carta em tom de despedida para 'amigos'. Prudente sofre um processo por quebra de decoro parlamentar. Assessoria diz que texto é só para 'prestar contas' ao eleitorado.
Ah, que pena !
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Ah, que pena !
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Rei da Espanha e filhote do ditador fascista Franco vai ao Brasil para encontro com Lula

O rei da Espanha, Juan Carlos, e a rainha Sofía viajam na próxima semana para o Brasil, onde se reunirão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indicou nesta sexta-feira (26) a chancelaria espanhola.
Antes de irem ao Brasil, os reis abrirão no dia 2 de março o 5º Congresso Internacional da Língua Espanhola no Chile, junto com a presidente chilena Michelle Bachelet.
Os reis chegarão a Brasília no dia 3 de março para se reunir com Lula. O presidente e a primeira-dama Marisa Letícia oferecerão aos reis um jantar no Palácio da Alvorada, indicou.
Fonte
Antes de irem ao Brasil, os reis abrirão no dia 2 de março o 5º Congresso Internacional da Língua Espanhola no Chile, junto com a presidente chilena Michelle Bachelet.
Os reis chegarão a Brasília no dia 3 de março para se reunir com Lula. O presidente e a primeira-dama Marisa Letícia oferecerão aos reis um jantar no Palácio da Alvorada, indicou.
Fonte
Arruda, do Demo, está na forca

Comissão aprova parecer que pede impeachment de Arruda. Relatório será encaminhado ao plenário da Casa na terça-feira (2). Parecer do relator foi favorável aos quatro pedidos de impeachment.
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Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental homenageia presidente brasileiro
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) vai prestar homenagem à política africana do Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante uma cimeira especial prevista para o primeiro semestre de 2010 na Praia, em Cabo-Verde, aunciou quinta-feira o ministro caboverdiano dos Negócios Estrangeiros, José Brito.
"O Presidente Lula foi o artesão da nova dinâmica notada hoje nas relações entre o Brasil e os Estados da África Ocidental. Razoavelmente, a CEDEAO decidiu render-lhe uma homenagem solene durante uma cimeira extraordinária", indicou o responsável caboverdiano durante uma entrevista.
Ao apresentar alguns aspectos da nova política africana do Brasil, Brito sublinhou o reforço da rede diplomática brasileira em África.
"O Brasil abriu embaixadas em vários países em África, ele assinou importantes acordos com os países do continente em matéria de energia renovável e de agricultura. É totalmente normal que a África Ocidental reconheça estes esforços", prosseguiu o chefe da diplomacia caboverdiana.
Ele desejou além disso que as relações excelentes entre o Brasil e a África Ocidental sirvam de ponte para o reforço da cooperação entre África e todos os Estados da América Latina.
"Com uma forte população de origem africana, o Brasil é particularmente sensível às questões que afectam o continente. Nós desejamos aproveitar a sua liderança para reforçar as relações entre África e os países da América Latina. E porque não entre o nosso continente e todos os países emergentes", disse ainda Brito.
Eleito pela primeira vez em 2002 e reeleito no fim de 2006, o Presidente Lula deve deixar as suas funções no em dinais de 2010, pois a Constituição brasileira proíbe-o candidatar-se, apesar da sua enorme popularidade.
Durante os seus oito anos à frente do Brasil, 10ª potência económica mundial com um Produto Interno Bruto (PIB) de 1313 biliões de dólares americanos, o Presidente Lula aplicou uma política africana particularmente activa.
Ele efectuou diversas visitas oficiais a vários países africanos, dos quais Angola, a África do Sul, São Tomé e Príncipe, Moçambique e a Namíbia.
Agência Angola Press
"O Presidente Lula foi o artesão da nova dinâmica notada hoje nas relações entre o Brasil e os Estados da África Ocidental. Razoavelmente, a CEDEAO decidiu render-lhe uma homenagem solene durante uma cimeira extraordinária", indicou o responsável caboverdiano durante uma entrevista.
Ao apresentar alguns aspectos da nova política africana do Brasil, Brito sublinhou o reforço da rede diplomática brasileira em África.
"O Brasil abriu embaixadas em vários países em África, ele assinou importantes acordos com os países do continente em matéria de energia renovável e de agricultura. É totalmente normal que a África Ocidental reconheça estes esforços", prosseguiu o chefe da diplomacia caboverdiana.
Ele desejou além disso que as relações excelentes entre o Brasil e a África Ocidental sirvam de ponte para o reforço da cooperação entre África e todos os Estados da América Latina.
"Com uma forte população de origem africana, o Brasil é particularmente sensível às questões que afectam o continente. Nós desejamos aproveitar a sua liderança para reforçar as relações entre África e os países da América Latina. E porque não entre o nosso continente e todos os países emergentes", disse ainda Brito.
Eleito pela primeira vez em 2002 e reeleito no fim de 2006, o Presidente Lula deve deixar as suas funções no em dinais de 2010, pois a Constituição brasileira proíbe-o candidatar-se, apesar da sua enorme popularidade.
Durante os seus oito anos à frente do Brasil, 10ª potência económica mundial com um Produto Interno Bruto (PIB) de 1313 biliões de dólares americanos, o Presidente Lula aplicou uma política africana particularmente activa.
Ele efectuou diversas visitas oficiais a vários países africanos, dos quais Angola, a África do Sul, São Tomé e Príncipe, Moçambique e a Namíbia.
Agência Angola Press
Pastel de vento

Acabo de ler, pela primeira vez, um texto do Serra, o Alagão do Tietê.
Está colado no site do Guerra.
Ao terminar de ler a porcaria, tive a sensação de ter comido um pastel de vento.
Está colado no site do Guerra.
Ao terminar de ler a porcaria, tive a sensação de ter comido um pastel de vento.
Tenho uma proposta à Grécia: chamar o FHC ou o Lula para retirar o país do buraco
A proposta está feita.
Agora é escolher entre o neoliberalismo do ex-presidente brasileiro e grego, e o governo com Estado forte do presidente Lula.
Premiê grego: piores temores sobre a economia se confirmaram
O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, disse ao Parlamento nesta sexta-feira, após visita de inspetores da União Europeia, que os piores temores sobre a economia do país se confirmaram.
"Tudo o que foi revelado após as eleições provam que a Nova Democracia (governo anterior) fugiu de suas responsabilidade", disse ele. "A história confirmou nossos piores temores."
"O prejuízo é incalculável. Não é apenas financeiro ou fiscal, mas também afeta nossa posição de Estado. Nossa tarefa hoje é esquecer o custo político e pensar apenas na sobrevivência do país. As políticas do passado tornam necessário que procedamos com mudanças brutais e que reduzamos privilégios acumulados."
A Grécia está desesperada para ganhar de novo a confiança dos investidores. A UE também está pressionando o país por medidas radicais para reduzir seu déficit.
Autoridades do governo grego disseram que inspetores da UE, que visitaram o país junto com especialistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), fizeram uma avaliação ruim da economia do país. A mensagem geral é de que Atenas não cumprirá suas metas de redução do déficit sem cortes de custos.
"Há apenas um dilema: vamos deixar o país falir ou vamos reagir? Vamos deixar os especuladores nos sufocarem ou vamos pegar nosso destino em nossas mãos?", disse Papandreou.
"Precisamos fazer o que pudermos para administrar os perigos imediatos hoje. Amanhã será tarde demais e as consequências serão mais terríveis."
Papandreou insistiu que a Grécia não quer um pacote de ajuda de fora. "Pedimos à UE sua solidariedade e eles nos pediram para cumprirmos nossas obrigações. Vamos cumprir nossas obrigações."
"Nenhum outro país pagará nossas dívidas. É uma questão de honra, de orgulho para o nosso país colocarmos a casa em ordem."
Fonte
"Tudo o que foi revelado após as eleições provam que a Nova Democracia (governo anterior) fugiu de suas responsabilidade", disse ele. "A história confirmou nossos piores temores."
"O prejuízo é incalculável. Não é apenas financeiro ou fiscal, mas também afeta nossa posição de Estado. Nossa tarefa hoje é esquecer o custo político e pensar apenas na sobrevivência do país. As políticas do passado tornam necessário que procedamos com mudanças brutais e que reduzamos privilégios acumulados."
A Grécia está desesperada para ganhar de novo a confiança dos investidores. A UE também está pressionando o país por medidas radicais para reduzir seu déficit.
Autoridades do governo grego disseram que inspetores da UE, que visitaram o país junto com especialistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), fizeram uma avaliação ruim da economia do país. A mensagem geral é de que Atenas não cumprirá suas metas de redução do déficit sem cortes de custos.
"Há apenas um dilema: vamos deixar o país falir ou vamos reagir? Vamos deixar os especuladores nos sufocarem ou vamos pegar nosso destino em nossas mãos?", disse Papandreou.
"Precisamos fazer o que pudermos para administrar os perigos imediatos hoje. Amanhã será tarde demais e as consequências serão mais terríveis."
Papandreou insistiu que a Grécia não quer um pacote de ajuda de fora. "Pedimos à UE sua solidariedade e eles nos pediram para cumprirmos nossas obrigações. Vamos cumprir nossas obrigações."
"Nenhum outro país pagará nossas dívidas. É uma questão de honra, de orgulho para o nosso país colocarmos a casa em ordem."
Fonte
MENSALÃO TUCANO: Justiça de MG aceita denúncia contra acusados
A juíza da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, em Minas Gerais, Neide da Silva Martins, aceitou (25) denúncia contra 11 dos 14 acusados de envolvimento no chamado “MENSALÃO TUCANO” - esquema de desvio de recursos públicos para a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo do estado, em 1998. Eles vão responder na Justiça Estadual pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.
O senador Eduardo Azeredo vai responder ao processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por ter prerrogativa de foro. Em maio do ano passado, o relator do caso na Corte, ministro Joaquim Barbosa, determinou que parlamentar respondesse aos crimes no Supremo.
Entre os citados estão o empresário Marcos Valério – apontado como articulador do esquema - e o ex-ministro de Relações Institucionais da Presidência da República Walfrido Mares Guia. A juíza rejeitou denúncia contra três acusados, alegando falta de elementos.
fONTE: Agencia Brasil (fiz algumas peq, adaptações no texto para melhor compreensão).
O senador Eduardo Azeredo vai responder ao processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por ter prerrogativa de foro. Em maio do ano passado, o relator do caso na Corte, ministro Joaquim Barbosa, determinou que parlamentar respondesse aos crimes no Supremo.
Entre os citados estão o empresário Marcos Valério – apontado como articulador do esquema - e o ex-ministro de Relações Institucionais da Presidência da República Walfrido Mares Guia. A juíza rejeitou denúncia contra três acusados, alegando falta de elementos.
fONTE: Agencia Brasil (fiz algumas peq, adaptações no texto para melhor compreensão).
Pobre da minha terra, Teresina, mergulhada em roubalheiras, enquanto o povo sofre
Devassa revela abusos em série no MP do Piauí
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) começou nesta quinta-feira uma inspeção na Procuradoria Geral de Justiça do Piauí, após a divulgação do relatório da primeira inspeção na instituição. Entre outras irregularidades, foram descobertos promotores eleitorais filiados a partidos políticos, o pagamento de salário de R$ 61 mil a procuradores, sonegação de Imposto de Renda por promotores, procuradores e funcionários, além de fraudes na realização de licitações para compras de bens e contração de serviços.
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25 Fevereiro 2010
O passado que Agripino tenta esconder
Por Antonio Capistrano (*)
O senador José Agripino concedeu uma entrevista ao jornalista Bruno Barreto, editor político do jornal “O Mossoroense”, jornal matutino da cidade de Mossoró-RN. Ele foi indagado se tinha se arrependido de ter apoiado o Regime Militar, Agripino respondeu: “Eu não apoiei o Regime Militar. Nunca apoiei o Regime Militar. Pelo contrario. Eu fui prefeito no final do Regime Militar. Eu teria razões para me orgulhar de ter sido artífice da transição e da redemocratização. Ao romper com o meu partido, passando a apoiar, no Colégio Eleitoral, o nome de Tancredo Neves para presidente da república, do ponto de vista político e administrativo paguei um preço alto, na época eu era governador e muito do que estava comprometido de verbas para a minha ação no governo, foi cortada. Além do desgaste político de apoiar o mesmo candidato do meu adversário Aluízio Alves”.
Essa é a versão do senador José Agripino Maia. Mas, a verdade é outra, existem alguns equívocos ou inverdades nessa história contata pelo senador, vamos aos fatos.
José Agripino foi escolhido, pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte, prefeito de Natal em 1979, portando em pleno Regime Militar e não no final como ele diz na entrevista.
O nome de José Agripino foi encaminhado para ser homologado pela Assembleia Legislativa como prefeito da capital por Lavoisier Maia, seu primo e substituto do governador Tarcisio Maia, pai de Agripino. Vale salientar que Tarcisio e Lavoisier foram nomeados governadores biônicos pelo Regime Militar com a concordância de Aluízio Alves, naquele momento, correligionário político de ambos.
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Essa é a versão do senador José Agripino Maia. Mas, a verdade é outra, existem alguns equívocos ou inverdades nessa história contata pelo senador, vamos aos fatos.
José Agripino foi escolhido, pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte, prefeito de Natal em 1979, portando em pleno Regime Militar e não no final como ele diz na entrevista.
O nome de José Agripino foi encaminhado para ser homologado pela Assembleia Legislativa como prefeito da capital por Lavoisier Maia, seu primo e substituto do governador Tarcisio Maia, pai de Agripino. Vale salientar que Tarcisio e Lavoisier foram nomeados governadores biônicos pelo Regime Militar com a concordância de Aluízio Alves, naquele momento, correligionário político de ambos.
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Lucro do BB foi uma lição para os bancos privados, diz Delfim

por Guilherme Barros
O lucro recorde do Banco do Brasil foi uma grande lição para os bancos privados.
A afirmação é do ex-ministro Delfim Netto. Ele considerou que não foi nenhuma surpresa o resultado anunciado hoje de R$ 10,15 bilhões no ano passado, o maior da história do setor bancário.
“Agora vamos ver se esse lucro força os bancos privados a se coçar”, diz Delfim.
Ele ressalta duas coisas: em primeiro lugar, uma demonstração de acerto do governo de determinar uma política agressiva dos bancos públicos para amenizar os efeitos da crise global no País. “Foi uma sorte o Brasil ter bancos públicos, isso ajudou a encurtar a crise no País”, afirma.
Outro ponto que Delfim ressalta é a competência da equipe que está à frente do BB, todos oriundos da própria casa, inclusive o presidente Aldemir Bendine, mais conhecido como Dida.
Para Delfim, eles não cometeram nenhuma irresponsabilidade ou fizeram empréstimos ruins. “Isso é uma conversa mole, esse pessoal deu um baile”, afirmou.
Segundo Delfim, todos eles são muito competentes e sempre que saem do BB são chamados para serem diretores de bancos privados, o que mostra a capacidade deles.
Fonte
A afirmação é do ex-ministro Delfim Netto. Ele considerou que não foi nenhuma surpresa o resultado anunciado hoje de R$ 10,15 bilhões no ano passado, o maior da história do setor bancário.
“Agora vamos ver se esse lucro força os bancos privados a se coçar”, diz Delfim.
Ele ressalta duas coisas: em primeiro lugar, uma demonstração de acerto do governo de determinar uma política agressiva dos bancos públicos para amenizar os efeitos da crise global no País. “Foi uma sorte o Brasil ter bancos públicos, isso ajudou a encurtar a crise no País”, afirma.
Outro ponto que Delfim ressalta é a competência da equipe que está à frente do BB, todos oriundos da própria casa, inclusive o presidente Aldemir Bendine, mais conhecido como Dida.
Para Delfim, eles não cometeram nenhuma irresponsabilidade ou fizeram empréstimos ruins. “Isso é uma conversa mole, esse pessoal deu um baile”, afirmou.
Segundo Delfim, todos eles são muito competentes e sempre que saem do BB são chamados para serem diretores de bancos privados, o que mostra a capacidade deles.
Fonte
Hora da boa gargalhada

“Se for solto, Arruda não volta ao governo. Ele já tomou essa decisão por não ter condições emocionais de assumir a tarefa (de continuar a roubalheira).”
Palavras do seu advogado (e ex-do Daniel Mendes) Nélio Machado
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Abre a boca, abre, Mário Uribe!

Ou vocês aí na Colômbia são como os Demos, que mantêm o pacto mafioso do silêncio: caem, mas nada revelam?
Leiam sobre a prisão do primo de Álvaro Uribe, presidente narcotraficante da Colômbia na BBC
Leiam sobre a prisão do primo de Álvaro Uribe, presidente narcotraficante da Colômbia na BBC
Os ladrões do Congresso têm que ser caçados como ratos
Temer confirma fraudes em auxílio-creche e vale-transporte na Câmara
Brasília - O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), confirmou hoje (25) a existência de uma quadrilha dentro da Casa que fraudava pagamentos de auxílio-creche e vale-transporte.
"Se descobriu uma verdadeira quadrilha agindo aqui dentro da Casa", disse Temer acrescentando que a Câmara já tomou providências. "A direção-geral modificou procedimentos que poderiam dar ensejo a essas espécies de irregularidades. De modo que a Câmara estava agindo muito antes [das denúncias] e continua tomando providências". Ele ainda defendeu a instalação do ponto eletrônico na Casa como forma de coibir a prática ilegal.
A Polícia Legislativa tem investigado o caso e, segundo Temer, já enviou mais de 15 inquéritos para o Ministério Público.
Denúncia do site Congresso em Foco alega que mais de 80 funcionários da Câmara declararam morar em Formosa, cidade goiana a 80 quilômetros de Brasília. Com isso, recebiam auxílio-transporte maior: R$ 480. A prática gerava um custo de R$ 478 mil por ano. Um outro grupo cadastrava funcionários fantasmas em gabinetes para receber o auxílio-creche.
Agência Brasil
"Se descobriu uma verdadeira quadrilha agindo aqui dentro da Casa", disse Temer acrescentando que a Câmara já tomou providências. "A direção-geral modificou procedimentos que poderiam dar ensejo a essas espécies de irregularidades. De modo que a Câmara estava agindo muito antes [das denúncias] e continua tomando providências". Ele ainda defendeu a instalação do ponto eletrônico na Casa como forma de coibir a prática ilegal.
A Polícia Legislativa tem investigado o caso e, segundo Temer, já enviou mais de 15 inquéritos para o Ministério Público.
Denúncia do site Congresso em Foco alega que mais de 80 funcionários da Câmara declararam morar em Formosa, cidade goiana a 80 quilômetros de Brasília. Com isso, recebiam auxílio-transporte maior: R$ 480. A prática gerava um custo de R$ 478 mil por ano. Um outro grupo cadastrava funcionários fantasmas em gabinetes para receber o auxílio-creche.
Agência Brasil
Enquanto Serra, do PSDB, tira meleca, o povo morre afogado nas ruas de São Paulo

MULHER MORRE AFOGADA DENTRO DO CARRO EM SÃO PAULO
Uma mulher de 51 anos morreu afogada dentro do carro em uma alça de acesso da Rodovia Washington Luís em Rio Claro, a 174 km da capital paulista, durante um temporal na madrugada desta quinta-feira. A Defesa Civil de São Paulo registrava até a última quarta-feira 77 mortes provocadas pela chuva desde dezembro passado. Vinte e uma pessoas morreram em enchentes ou enxurradas. Outras nove foram atingidas por raios e 45 morreram soterradas em deslizamentos de terra ou desabamentos de imóveis.
Lourdes Aparecida Sartori, de 51 anos, saiu da Rodovia Washington Luís e encontrou a alça de acesso para a cidade, pela Avenida Tancredo Neves, alagada. O córrego Servidões, próximo ao local, havia transbordado. Com a força da água, o veículo foi arrastado e acabou totalmente submerso, preso à estrutura metálica lateral da rodovia. Populares tentaram ajudar Lourdes, mas não conseguiram por causa da força da correnteza. O Corpo de Bombeiros precisou usar barco para retirar o corpo da mulher do carro.
Na capital paulista, choveu durante toda a madrugada e a cidade voltou a ficar em estado de atenção, das 3h30m a 5h45m. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) registrava 10 pontos de alagamento no começo da manhã. O Ribeirão dos Meninos, em São Bernardo do Campo, transbordou. A maioria dos alagamentos foi registrado na Marginal Pinheiros. A temperatura caiu. A temperatura máxima, que passou de 33 graus nos últimos dias, não deve passar de 24 graus nesta quinta.
O volume de chuva também foi grande na Baixada Santista, litoral do estado. A cidade de Santos amanheceu com diversos pontos alagados. A Ecovias bloqueou o acesso da pista marginal da Via Anchieta para central, na altura do Km 59, próximo ao Casqueiro, no sentido Litoral.
- A água aqui está no joelho. Perdemos tudo, estamos sem energia. Não tem como fazer nada e nem trabalhar porque o ônibus não consegue passar na avenida - desabafava a bordadeira Juliana Delemole, que mora na Rua Caramuru, no bairro Jóquei Clube, em São Vicente.
Juliana conta que outros moradores enfrentam o mesmo problema na manhã desta quinta-feira. Em uma das casas, há pessoas que foram para o andar de cima, pois a água tomou conta do andar térreo do imóvel.
No Guarujá, casas também foram alagadas.
- Eu não tenho mais casa para morar. A água está na minha cintura. Perdi tudo - conta Miriam de Cássia Pinheiro de Moreira, moradora na Rua Porto Rico.
Segundo Miriam, a situação se agravou por volta das 2h desta quinta-feira, quando ela e sua família tiveram que se refugiar na casa da vizinha que mora no andar de cima.
- Não consegui salvar nada, só deu tempo de pedir ajuda para minha vizinha e subir com a roupa do corpo - disse.
Lourdes Aparecida Sartori, de 51 anos, saiu da Rodovia Washington Luís e encontrou a alça de acesso para a cidade, pela Avenida Tancredo Neves, alagada. O córrego Servidões, próximo ao local, havia transbordado. Com a força da água, o veículo foi arrastado e acabou totalmente submerso, preso à estrutura metálica lateral da rodovia. Populares tentaram ajudar Lourdes, mas não conseguiram por causa da força da correnteza. O Corpo de Bombeiros precisou usar barco para retirar o corpo da mulher do carro.
Na capital paulista, choveu durante toda a madrugada e a cidade voltou a ficar em estado de atenção, das 3h30m a 5h45m. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) registrava 10 pontos de alagamento no começo da manhã. O Ribeirão dos Meninos, em São Bernardo do Campo, transbordou. A maioria dos alagamentos foi registrado na Marginal Pinheiros. A temperatura caiu. A temperatura máxima, que passou de 33 graus nos últimos dias, não deve passar de 24 graus nesta quinta.
O volume de chuva também foi grande na Baixada Santista, litoral do estado. A cidade de Santos amanheceu com diversos pontos alagados. A Ecovias bloqueou o acesso da pista marginal da Via Anchieta para central, na altura do Km 59, próximo ao Casqueiro, no sentido Litoral.
- A água aqui está no joelho. Perdemos tudo, estamos sem energia. Não tem como fazer nada e nem trabalhar porque o ônibus não consegue passar na avenida - desabafava a bordadeira Juliana Delemole, que mora na Rua Caramuru, no bairro Jóquei Clube, em São Vicente.
Juliana conta que outros moradores enfrentam o mesmo problema na manhã desta quinta-feira. Em uma das casas, há pessoas que foram para o andar de cima, pois a água tomou conta do andar térreo do imóvel.
No Guarujá, casas também foram alagadas.
- Eu não tenho mais casa para morar. A água está na minha cintura. Perdi tudo - conta Miriam de Cássia Pinheiro de Moreira, moradora na Rua Porto Rico.
Segundo Miriam, a situação se agravou por volta das 2h desta quinta-feira, quando ela e sua família tiveram que se refugiar na casa da vizinha que mora no andar de cima.
- Não consegui salvar nada, só deu tempo de pedir ajuda para minha vizinha e subir com a roupa do corpo - disse.
Lula: Brasil investe em Cuba por acreditar em fim do embargo

por Laryssa Borges
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que os investimentos que o Brasil faz na ilha de Cuba são feitos na expectativa de que o embargo econômico, imposto pelos Estados Unidos em 1962, seja suspenso no curto prazo. Ferrenho crítico das sanções impostas pela Casa Branca após a chegada de Fidel Castro ao poder, Lula observou que, nos tempos de hoje, não existe argumento para a sanção persistir.
"Trabalhamos com a perspectiva de que o bloqueio à Cuba não faz mais nenhum sentido e que em algum momento ele pode cair. Portanto, Cuba terá uma capacidade extraordinária de transitar no comércio internacional. Por isso que o Brasil está entusiasmado em fazer o financiamento para que empresas brasileiras possam trabalhar aqui e ajudar no desenvolvimento do País", disse.
Nesta tarde, a 50 km de Havana, Lula visitou, ao lado do presidente Raúl Castro, as obras de ampliação do porto de Mariel, cujo projeto, orçado em US$ 800 milhões, deverá agilizar o transporte de matéria-prima de indústrias brasileiras que atuam na região.
"Isso faz parte de uma política de incentivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do governo brasileiro de fazer com que as empresas brasileiras possam competir de forma mais arrojada no mercado latino-americano, seja na venda de serviços, seja na venda de produtos. Aqui em Cuba temos mais de 30 empresas trabalhando todas as possibilidades possíveis", afirmou o presidente.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) estima que US$ 1 bilhão sejam gerados em contratos de longo prazo em acordos entre empresas brasileiras e Cuba.
Terra
"Trabalhamos com a perspectiva de que o bloqueio à Cuba não faz mais nenhum sentido e que em algum momento ele pode cair. Portanto, Cuba terá uma capacidade extraordinária de transitar no comércio internacional. Por isso que o Brasil está entusiasmado em fazer o financiamento para que empresas brasileiras possam trabalhar aqui e ajudar no desenvolvimento do País", disse.
Nesta tarde, a 50 km de Havana, Lula visitou, ao lado do presidente Raúl Castro, as obras de ampliação do porto de Mariel, cujo projeto, orçado em US$ 800 milhões, deverá agilizar o transporte de matéria-prima de indústrias brasileiras que atuam na região.
"Isso faz parte de uma política de incentivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do governo brasileiro de fazer com que as empresas brasileiras possam competir de forma mais arrojada no mercado latino-americano, seja na venda de serviços, seja na venda de produtos. Aqui em Cuba temos mais de 30 empresas trabalhando todas as possibilidades possíveis", afirmou o presidente.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) estima que US$ 1 bilhão sejam gerados em contratos de longo prazo em acordos entre empresas brasileiras e Cuba.
Terra
24 Fevereiro 2010
Quem era terrorista?
por Leda Ribeiro
Muito bom que haja alguém que viveu de perto este período negro imposto à toda América Latina e que muitos dos nossos jovens, e até pessoas de mais idade, sequer conhecem. A gente percebe isso ao conversar com as pessoas.
O Emir mostra a total falta de argumentos da oposição e da mídia ao querer enganar o povo fazendo-o crer que Dilma era uma terrorista, uma ladra, uma bandida, enfim...
Prova ele que os verdadeiros terroristas eram aqueles que estavam do lado do Império do Medo que foi instalado no nosso País a partir de 1964.
A perseguição era sem trégua a quem ousasse desafiar ou pensar diferente dos comandantes deste"Império".
Só anos mais tarde, com a Anistia e com a coragem de muitos escritores, é que fomos tomar conhecimento das atrocidades que foram praticadas neste período que muitos querem esconder.
Sabemos que o Ato Institucional Nº5, cassou todos os direitos do cidadão, principalmente os Direitos Políticos.
São inúmeros os casos de pessoas que morreram, que foram torturadas, que desapareceram, que ficaram mutiladas para sempre.
Emir cita apenas alguns porque o que ele quer mostrar é apenas os dois lados. Quem estava do lado da Democracia e quem estava do lado da ditadura. Conseguiu. De forma brilhante, como sempre.
Ficou claro que Dilma estava do lado daqueles que resistiam à ditadura. A favor da libertação total do seu Povo. E esses que a acusam agora, de que lado estavam?... É preciso perguntar?
Blog do Saraiva
Com este texto (Quem era terrorista?) Emir Sader nos brinda, mais uma vez, com seus sábios esclarecimentos.
Muito bom que haja alguém que viveu de perto este período negro imposto à toda América Latina e que muitos dos nossos jovens, e até pessoas de mais idade, sequer conhecem. A gente percebe isso ao conversar com as pessoas.
O Emir mostra a total falta de argumentos da oposição e da mídia ao querer enganar o povo fazendo-o crer que Dilma era uma terrorista, uma ladra, uma bandida, enfim...
Prova ele que os verdadeiros terroristas eram aqueles que estavam do lado do Império do Medo que foi instalado no nosso País a partir de 1964.
A perseguição era sem trégua a quem ousasse desafiar ou pensar diferente dos comandantes deste"Império".
Só anos mais tarde, com a Anistia e com a coragem de muitos escritores, é que fomos tomar conhecimento das atrocidades que foram praticadas neste período que muitos querem esconder.
Sabemos que o Ato Institucional Nº5, cassou todos os direitos do cidadão, principalmente os Direitos Políticos.
São inúmeros os casos de pessoas que morreram, que foram torturadas, que desapareceram, que ficaram mutiladas para sempre.
Emir cita apenas alguns porque o que ele quer mostrar é apenas os dois lados. Quem estava do lado da Democracia e quem estava do lado da ditadura. Conseguiu. De forma brilhante, como sempre.
Ficou claro que Dilma estava do lado daqueles que resistiam à ditadura. A favor da libertação total do seu Povo. E esses que a acusam agora, de que lado estavam?... É preciso perguntar?
Blog do Saraiva
ONU critica FHC por apoiar, juntamente com o narcotraficante Uribe, a maconha

ONU critica ex-presidentes por posição favorável à legalização da maconha. Posição está no relatório da Junta de Fiscalização a Entorpecentes. Ex-presidente Fernando Henrique é um dos defensores da causa.
Leia mais sobre a posição vexatória que o ex-presidente coloca o Brasil
São Paulo mergulhada no esgoto
Estadão sabe que não dá mais para esconder.
Quase metade das subprefeituras de São Paulo não limpou margens e calhas dos córregos da cidade após as chuvas do mês passado, o janeiro mais chuvoso dos últimos 60 anos.
São 31 subprefeituras e 13 delas (42%) passaram o primeiro mês do ano sem investimentos neste serviço. Além disso, os valores empenhados para a limpeza dos córregos neste ano, quando a administração assume o compromisso de pagamento, correspondem a cerca um quinto do gasto no mesmo período em 2009.
Sem a limpeza, os resíduos vão para os rios Tietê e Pinheiros, contribuindo para o assoreamento deles.
Quase metade das subprefeituras de São Paulo não limpou margens e calhas dos córregos da cidade após as chuvas do mês passado, o janeiro mais chuvoso dos últimos 60 anos.
São 31 subprefeituras e 13 delas (42%) passaram o primeiro mês do ano sem investimentos neste serviço. Além disso, os valores empenhados para a limpeza dos córregos neste ano, quando a administração assume o compromisso de pagamento, correspondem a cerca um quinto do gasto no mesmo período em 2009.
Sem a limpeza, os resíduos vão para os rios Tietê e Pinheiros, contribuindo para o assoreamento deles.
Homem "íntegro "é candidato a presidente do Brasil

Direita, volver
Ele é a favor da pena de morte e da prisão perpétua, promete rever o Bolsa Família, é contra a universidade pública gratuita e quer o seu voto para ser o próximo presidente do Brasil.
Leia uma análise "profunda" sobre o candidato no Blog do nosso querido e atento Professor Hariovaldo Almeida Prado
IstoÉ
Paulo Octávio não nega DNA: antes de renunciar, beneficia empresa ligada a Arruda no mensalão do DEM

Em seu último dia como governador interino, Paulo Octávio oficializou a prorrogação por um ano, sem licitação, de um contrato com uma empresa envolvida no esquema do chamado mensalão do DEM no Distrito Federal. Com a medida, Paulo Octávio favoreceu uma empresa cujos donos e ex-sócios fazem parte da relação familiar e pessoal do governador afastado, José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido), preso desde o dia 11 na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
AL apoia Argentina no impasse sobre exploração petrolífera nas Malvinas
por Nádia Pontes
Argentina ganhou apoio de líderes latino-americanos e caribenhos no impasse com o Reino Unido em relação à exploração de petróleo na região das Ilhas Malvinas.
No último dia da Cúpula da América Latina e Caribe, nesta terça-feira (23/02) no México, os 32 chefes de Estado e governo do chamado Grupo do Rio assinaram documento em que manifestam seu apoio ao governo de Cristina Kirchner.
O governo argentino defende que a exploração de petróleo pelo Reino Unido no Atlântico Sul representa uma violação das disposições das Nações Unidas. Em comunicado, a companhia britânica Desire Petroleum anunciou, nesta segunda-feira, que as perfurações já começaram.
As Ilhas Malvinas – ou Ilhas Falklands – ficam na costa argentina e fazem parte do território ultramarino britânico. A região já foi alvo de disputa armada entre os países, em 1982.
Leia mais na Deutsche Welle
No último dia da Cúpula da América Latina e Caribe, nesta terça-feira (23/02) no México, os 32 chefes de Estado e governo do chamado Grupo do Rio assinaram documento em que manifestam seu apoio ao governo de Cristina Kirchner.
O governo argentino defende que a exploração de petróleo pelo Reino Unido no Atlântico Sul representa uma violação das disposições das Nações Unidas. Em comunicado, a companhia britânica Desire Petroleum anunciou, nesta segunda-feira, que as perfurações já começaram.
As Ilhas Malvinas – ou Ilhas Falklands – ficam na costa argentina e fazem parte do território ultramarino britânico. A região já foi alvo de disputa armada entre os países, em 1982.
Leia mais na Deutsche Welle
Comentários dos afogados de São Paulo
_ Depois do Airbag, os coletes salva-vidas são os opcionais mais importantes nos carros de Sao Paulo.
_ O melhor serviço de entrega em SP é o do Submarino.
_ Ninguém passa fome em São Paulo; Bolinho de chuva é o que não Falta.
_ Vamos assistir a chuva lá em casa hoje??
_ Quem acha que a água do mundo está acabando não mora em SP.
_ Noé, precisamos de você em Sampa!!
_ Meu passeio ciclístico de hoje eu o fiz de pedalinho
_ Agora SP inteira tem casa com vista para o mar.
_ Tem carioca morrendo de inveja; agora São Paulo tem dois mares: Mar Ginal Tiete e Mar Ginal Pinheiros
_ Fagner para Kassab: “Quem dera ser um peixe para em teu límpido aquário mergulhar..
_ O Lula está lançando o balsa-familia pra ajudar São Paulo
_ Pelo menos a SABESP cumpriu o prometido: água e esgoto na casa de todo mundo.
_ O Kassab tá trocando o bilhete Único pelo bilhete Úmido!!
_ A Marta disse para o Kassab: Relaxa e boia!!!
_ Mas eu fui salvo da enchente porque eu estava transando... com uma boneca inflável.
_ Depois de tanta chuva, Kassab anunciou a construção da hidroelétrica do Anhangabaú.
_ Em SP não se fala mais direita e esquerda... agora é bombordo e estibordo!
Blog da Jussara
_ O melhor serviço de entrega em SP é o do Submarino.
_ Ninguém passa fome em São Paulo; Bolinho de chuva é o que não Falta.
_ Vamos assistir a chuva lá em casa hoje??
_ Quem acha que a água do mundo está acabando não mora em SP.
_ Noé, precisamos de você em Sampa!!
_ Meu passeio ciclístico de hoje eu o fiz de pedalinho
_ Agora SP inteira tem casa com vista para o mar.
_ Tem carioca morrendo de inveja; agora São Paulo tem dois mares: Mar Ginal Tiete e Mar Ginal Pinheiros
_ Fagner para Kassab: “Quem dera ser um peixe para em teu límpido aquário mergulhar..
_ O Lula está lançando o balsa-familia pra ajudar São Paulo
_ Pelo menos a SABESP cumpriu o prometido: água e esgoto na casa de todo mundo.
_ O Kassab tá trocando o bilhete Único pelo bilhete Úmido!!
_ A Marta disse para o Kassab: Relaxa e boia!!!
_ Mas eu fui salvo da enchente porque eu estava transando... com uma boneca inflável.
_ Depois de tanta chuva, Kassab anunciou a construção da hidroelétrica do Anhangabaú.
_ Em SP não se fala mais direita e esquerda... agora é bombordo e estibordo!
Blog da Jussara
Calderón: Lula é o líder indiscutível da América Latina

O presidente do México, Felipe Calderón, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o "líder indiscutível" da América Latina. "O presidente Lula é o líder indiscutível de nossa região, que dá equilíbrio e força à América Latina", disse Calderón.
O presidente mexicano seguiu fazendo elogios efusivos ao presidente Lula. "O Brasil é nosso maior país, que tem mais território, mais habitantes, também teria de ter forçosamente um grande presidente", afirmou, diante de aplausos dos chefes de Estado presentes à reunião de cúpula dos países latino-americanos e do Caribe.
Hoje, em seu discurso, o presidente brasileiro pediu a reformulação do Conselho de Segurança das Nações Unidas e criticou a falta de acordo na conferência sobre o clima em dezembro passado na Dinamarca.
Último Segundo
O presidente mexicano seguiu fazendo elogios efusivos ao presidente Lula. "O Brasil é nosso maior país, que tem mais território, mais habitantes, também teria de ter forçosamente um grande presidente", afirmou, diante de aplausos dos chefes de Estado presentes à reunião de cúpula dos países latino-americanos e do Caribe.
Hoje, em seu discurso, o presidente brasileiro pediu a reformulação do Conselho de Segurança das Nações Unidas e criticou a falta de acordo na conferência sobre o clima em dezembro passado na Dinamarca.
Último Segundo
23 Fevereiro 2010
Lula critica ONU por postura sobre soberania das Malvinas
Para presidente, assento permanente no Conselho de Segurança pode favorecer Reino Unido na disputa
por Tânia Monteiro
Em um forte discurso, durante sua intervenção na reunião de cúpula dos países latino-americanos e do Caribe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a Organização das Nações Unidas e o Conselho de Segurança da ONU por não se posicionarem a favor da soberania das Ilhas Malvinas pela Argentina.
"A nossa atitude é de solidariedade à Argentina", avisou Lula, que indagou "qual é a explicação geográfica, política e econômica da Inglaterra estar na Malvinas?". E emendou: "qual é a explicação de as Nações Unidas nunca terem tomado esta decisão? Não é possível que a Argentina não seja dona (das Malvinas) e seja a Inglaterra a 14 mil quilômetros de distância".
Lula questionou se a ONU age desta forma não é justamente porque a Inglaterra é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ele voltou a defender uma reformulação do órgão, ampliando sua representatividade."Será por que a Inglaterra é membro permanente que a eles pode tudo e aos outros nada? É preciso que a gente comece a instigar para que o secretário das Nações Unidas reabra este debate", afirmou.
Lula criticou ainda a reunião do clima de Copenhagen ter sido "a mais desorganizada" que ele já participou e da "pobreza de espírito" dos "governantes de países importantes" que dedicavam horas de discussões em parágrafos ou artigos do tratado. "Copenhagen não deu certo porque não tinha organização e coordenação", acusou, cobrando ainda dos países que poluíram, responsabilidade na ajuda aos países em desenvolvimento."Não é favor", disse.
A disputa
A Argentina diz que a autorização para a exploração de petróleo na região viola sua soberania e impôs restrições à navegação no entorno da ilha, localizada no Atlântico Sul. A companhia britânica Desire Petroleum alega que não quer se envolver nas disputas entre a Grã-Bretanha e a Argentina. A plataforma está localizada firmemente dentro das águas britânicas", afirma o porta-voz da companhia. Segundo ele, a Argentina está começando seu próprio programa de exploração de petróleo nas águas a oeste das ilhas.
Estadão
por Tânia Monteiro
Em um forte discurso, durante sua intervenção na reunião de cúpula dos países latino-americanos e do Caribe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a Organização das Nações Unidas e o Conselho de Segurança da ONU por não se posicionarem a favor da soberania das Ilhas Malvinas pela Argentina.
"A nossa atitude é de solidariedade à Argentina", avisou Lula, que indagou "qual é a explicação geográfica, política e econômica da Inglaterra estar na Malvinas?". E emendou: "qual é a explicação de as Nações Unidas nunca terem tomado esta decisão? Não é possível que a Argentina não seja dona (das Malvinas) e seja a Inglaterra a 14 mil quilômetros de distância".
Lula questionou se a ONU age desta forma não é justamente porque a Inglaterra é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ele voltou a defender uma reformulação do órgão, ampliando sua representatividade."Será por que a Inglaterra é membro permanente que a eles pode tudo e aos outros nada? É preciso que a gente comece a instigar para que o secretário das Nações Unidas reabra este debate", afirmou.
Lula criticou ainda a reunião do clima de Copenhagen ter sido "a mais desorganizada" que ele já participou e da "pobreza de espírito" dos "governantes de países importantes" que dedicavam horas de discussões em parágrafos ou artigos do tratado. "Copenhagen não deu certo porque não tinha organização e coordenação", acusou, cobrando ainda dos países que poluíram, responsabilidade na ajuda aos países em desenvolvimento."Não é favor", disse.
A disputa
A Argentina diz que a autorização para a exploração de petróleo na região viola sua soberania e impôs restrições à navegação no entorno da ilha, localizada no Atlântico Sul. A companhia britânica Desire Petroleum alega que não quer se envolver nas disputas entre a Grã-Bretanha e a Argentina. A plataforma está localizada firmemente dentro das águas britânicas", afirma o porta-voz da companhia. Segundo ele, a Argentina está começando seu próprio programa de exploração de petróleo nas águas a oeste das ilhas.
Estadão
No Demo é assim: se gritar pega ladrão, não fica um mermão

Paulo Octávio (chique o octávio com c) pediu desfiliação do Demo.
Mais um que pede desligamento.
Menos um nas hostis do "partido mais corrupto do Brasil".
Mais um que pede desligamento.
Menos um nas hostis do "partido mais corrupto do Brasil".
Prefeitura corta o transporte gratuito dos alunos

Willian Cardoso e Adriana Ferraz
Mães de alunos da zona leste da capital se reuniram ontem em frente à prefeitura para protestar contra o fim do transporte escolar gratuito. O corte parcial atingiu pelo menos três escolas da região e virou motivo de revolta para quem depende do serviço.
Segundo a comerciária Maria do Socorro Barbosa da Silva, 37 anos, a prefeitura afirmou que o transporte só pode ser dado quando a distância entre a casa do aluno e a escola é maior que dois quilômetros. "O problema é que somos de uma comunidade pobre, com escadões e vielas, o que coloca em risco as crianças", afirma.
Maria do Socorro diz que as mães começaram a se organizar em janeiro, quando surgiram os primeiros rumores de que o transporte seria cortado. "Já estivemos no Conselho Tutelar e no Ministério Público cobrando uma solução."
Jornal Agora
Segundo a comerciária Maria do Socorro Barbosa da Silva, 37 anos, a prefeitura afirmou que o transporte só pode ser dado quando a distância entre a casa do aluno e a escola é maior que dois quilômetros. "O problema é que somos de uma comunidade pobre, com escadões e vielas, o que coloca em risco as crianças", afirma.
Maria do Socorro diz que as mães começaram a se organizar em janeiro, quando surgiram os primeiros rumores de que o transporte seria cortado. "Já estivemos no Conselho Tutelar e no Ministério Público cobrando uma solução."
Jornal Agora
Fernando Siqueira: Os estragos que FHC fez na Petrobrás

Crimes sem castigo
por Fernando Siqueira, da Associação dos Engenheiros da Petrobrás
Aepet denuncia 10 estragos do governo FH na Petrobrás
Em reação às crescentes manifestações contra a chamada CPI da Petrobrás, criada pela oposição ao governo Lula, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) disse que as críticas dos manifestantes vão "bater no vento". "Não estamos atacando a Petrobrás, estamos defendendo a empresa. Vamos atrás de gente que não merece estar nessa empresa. É desnecessária a forma como se deu o discurso ofensivo contra o PSDB, isso já compromete essa manifestação na sua origem", avaliou Guerra, em matéria no Jornal do Brasil, dia 22.
Para refrescar a memória do senador e demais entusiastas da CPI, Fernando Siqueira, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), selecionou "Dez estragos produzidos pelo governo FHC no Sistema Petrobrás", que o jornal Hora do Povo publicou e o Portal do Mundo do Trabalho reproduz a seguir.
"Estragos produzidos na Petrobrás, pelo governo FHC, visando desnacionalizá-la:
leia mais no blog do Azenha
Em reação às crescentes manifestações contra a chamada CPI da Petrobrás, criada pela oposição ao governo Lula, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) disse que as críticas dos manifestantes vão "bater no vento". "Não estamos atacando a Petrobrás, estamos defendendo a empresa. Vamos atrás de gente que não merece estar nessa empresa. É desnecessária a forma como se deu o discurso ofensivo contra o PSDB, isso já compromete essa manifestação na sua origem", avaliou Guerra, em matéria no Jornal do Brasil, dia 22.
Para refrescar a memória do senador e demais entusiastas da CPI, Fernando Siqueira, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), selecionou "Dez estragos produzidos pelo governo FHC no Sistema Petrobrás", que o jornal Hora do Povo publicou e o Portal do Mundo do Trabalho reproduz a seguir.
"Estragos produzidos na Petrobrás, pelo governo FHC, visando desnacionalizá-la:
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A velha e boa análise sintática, lembram?
por Cristóvão Feil
Filho da puta é adjunto adnominal (ou paronomástico), se for "conheci um juiz filho da puta". Se for "o juiz é um filho da puta", daí é predicativo.
Agora, se for "esse filho da puta é um juiz", daí é sujeito.
Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do juiz e diz:
"Agora nega a liminar, filho da puta!" - daí é vocativo.
Finalmente, se for: "O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, aquele filho da puta, desviou o dinheiro da obra pública tal" - daí é aposto.
Que língua, a nossa, não?
Diário Gauche
(P.S. 'brigada, Saraiva)
Agora, se for "esse filho da puta é um juiz", daí é sujeito.
Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do juiz e diz:
"Agora nega a liminar, filho da puta!" - daí é vocativo.
Finalmente, se for: "O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, aquele filho da puta, desviou o dinheiro da obra pública tal" - daí é aposto.
Que língua, a nossa, não?
Diário Gauche
(P.S. 'brigada, Saraiva)
22 Fevereiro 2010
Mama mia! Distrito Federal sob intervenção federal?!
Para Gurgel, STF deve decretar intervenção no DF
Vannildo Mendes, da Agência Estado
BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta segunda-feira, 22, que a falência das instituições no Distrito Federal estão suficientemente demonstradas pelo inquérito da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), e que por isso o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá, a seu ver, determinar a intervenção federal. "O Executivo e o Legislativo (do DF) não têm as mínimas condições de exercer suas atribuições constitucionais, o que afeta o princípio republicano", afirmou.
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Demos empurram com a barriga na espera de um milagre

A cúpula nacional do partido Democratas já decidiu anunciar a expulsão do governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, em reunião da Executiva na próxima quarta-feira.
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Vereadores cassados junto com o Kassab
Antonio Donato Madormo (PT)
Arselino Roque Tatto (PT)
Gilberto Tanos Natalini (PSDB)
Italo Cardoso Araújo (PT)
José Américo Ascêncio Dias (PT)
José Police Neto (PSDB)
Juliana Cardoso (PT) e
Marco Aurélio de Almeida Cunha (DEM).
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Arselino Roque Tatto (PT)
Gilberto Tanos Natalini (PSDB)
Italo Cardoso Araújo (PT)
José Américo Ascêncio Dias (PT)
José Police Neto (PSDB)
Juliana Cardoso (PT) e
Marco Aurélio de Almeida Cunha (DEM).
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Noblat:: Oh, céus!
Raramente ponho os "pés" no blog do Noblat.
Encontrei o Sina de formiga do boçal no blog do Nassif.
Li toda a peça.
Do que destaco:
Noblat, se Lula tivesse perdido aquelas eleições para o Serra, a Petrobrás, o BB, a Caixa Econômica e todo o restante das estatais teriam sido privatizadas.
O Brasil teria quebrado. E não teria sido uma quebra do tipo que o FHC fez por três vezes, como conseqüência de quebras na periferia do capitalismo.
A quebra teria levado o Brasil à bancarrota, já que a crise econômica atingiu o epicentro do capitalismo.
Eu e 94% dos brasileiros dizemos: Oh, Deus! Que bom que o Lula ganhou e salvou o Brasil da desgraça. Já basta São Paulo estar afundando na lama e em crises sucessivas.
Encontrei o Sina de formiga do boçal no blog do Nassif.
Li toda a peça.
Do que destaco:
"E logo Serra que concorreu contra Lula em 2002. Se Serra tivesse vencido não haveria Lula presidente por duas vezes. Oh, céus!"
Noblat, se Lula tivesse perdido aquelas eleições para o Serra, a Petrobrás, o BB, a Caixa Econômica e todo o restante das estatais teriam sido privatizadas.
O Brasil teria quebrado. E não teria sido uma quebra do tipo que o FHC fez por três vezes, como conseqüência de quebras na periferia do capitalismo.
A quebra teria levado o Brasil à bancarrota, já que a crise econômica atingiu o epicentro do capitalismo.
Eu e 94% dos brasileiros dizemos: Oh, Deus! Que bom que o Lula ganhou e salvou o Brasil da desgraça. Já basta São Paulo estar afundando na lama e em crises sucessivas.
Kassab, Pita do Serra, será fritado em fogo lento
"Cinco empreiteiras doaram R$ 6,8 milhões à campanha eleitoral de Kassab; em troca, receberam da prefeitura demotucana de SP R$ 243 milhões em contratos pagos em 2009. O montante corresponde a 12% de todo o investimento feito pelo 'Pitta do Serra', cassado agora em primeira instância pela Justiça Eleitoral. Com a prisão de Arruda, por corrupção no Distrito Federal, e o afundamento de Kassab em SP, por incompetência e crimes eleitorais, a eleição de Serra passa a ser a última esperança da extrema direita brasileira para voltar ao poder."
(Carta Maior, com informações Estadão e agências; 22-02)

Para mídia estrangeira, Dilma Roussef é "dama de ferro" e "ex-guerrilheira"
Marcio Damasceno
Jornais e agências lembram que ministra-chefe da Casa Civil tem pouco carisma e imagem de dura, mas que tem a seu favor a alta popularidade e o "governo bem-sucedido" de seu padrinho político, o presidente Lula.
Ex-guerrilheira, dama de ferro, candidata sem carisma. Esses são alguns dos adjetivos encontrados nos comentários da imprensa internacional sobre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cuja pré-candidatura ao Palácio do Planalto foi oficializada por aclamação neste sábado (20/02), durante congresso do PT.
A grande imprensa alemã se limitou, neste domingo, a reproduzir as notas das agências internacionais sobre o lançamento da ministra pelo PT à sucessão presidencial. A francesa AFP destaca a escolha de Dilma Rousseff para concorrer à presidência do Brasil chamando-a de "ex-guerrilheira de 62 anos com reputação de dama de ferro". A inglesa Reuters lembrou que a ministra prometeu manter a disciplina fiscal, as taxas de câmbio flutuante e os níveis de inflação.
"Fama de dura e até antipática"
O correspondente no Brasil do jornal espanhol El País ressalta que Dilma nunca se candidatou a um cargo eletivo talvez porque "carece de carisma, por seu perfil tecnocrata ou pela sua fama de gestora dura e até antipática". Ele lembra que Dilma prometeu que, caso saia vencedora das urnas, seguirá "sua herança bendita", continuando o rumo do antecessor, com "políticas que impulsionaram o crescimento econômico e o progresso social, tirando da miséria 20 milhões de brasileiros".
A candidata de Lula tem "apoio dos empresários e banqueiros mais poderosos do país, que não querem mudanças", é o que observa o argentino Clarín. A correspondente do periódico no Brasil comenta que a pré-candidata tem agora como desafio "conquistar o voto feminino".
"Continuidade de um governo bem-sucedido"
Já o diário português Público afirma que Dilma Rousseff, "mais conhecida pelo perfil técnico" e roupa escura, continua no rumo para ser a candidata do PT com "um estilo mais descontraído e sorriso pronto".
A agência de notícias portuguesa Lusa sublinha que a campanha de Dilma Rousseff "deverá ser marcada pela proposta de continuidade de um governo bem-sucedido, que ostenta altíssimos índices de aprovação", acrescentando que ela vai buscar "comparações com a administração anterior, do presidente Fernando Henrique Cardoso".
Deutsche Welle
Ex-guerrilheira, dama de ferro, candidata sem carisma. Esses são alguns dos adjetivos encontrados nos comentários da imprensa internacional sobre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cuja pré-candidatura ao Palácio do Planalto foi oficializada por aclamação neste sábado (20/02), durante congresso do PT.
A grande imprensa alemã se limitou, neste domingo, a reproduzir as notas das agências internacionais sobre o lançamento da ministra pelo PT à sucessão presidencial. A francesa AFP destaca a escolha de Dilma Rousseff para concorrer à presidência do Brasil chamando-a de "ex-guerrilheira de 62 anos com reputação de dama de ferro". A inglesa Reuters lembrou que a ministra prometeu manter a disciplina fiscal, as taxas de câmbio flutuante e os níveis de inflação.
"Fama de dura e até antipática"
O correspondente no Brasil do jornal espanhol El País ressalta que Dilma nunca se candidatou a um cargo eletivo talvez porque "carece de carisma, por seu perfil tecnocrata ou pela sua fama de gestora dura e até antipática". Ele lembra que Dilma prometeu que, caso saia vencedora das urnas, seguirá "sua herança bendita", continuando o rumo do antecessor, com "políticas que impulsionaram o crescimento econômico e o progresso social, tirando da miséria 20 milhões de brasileiros".
A candidata de Lula tem "apoio dos empresários e banqueiros mais poderosos do país, que não querem mudanças", é o que observa o argentino Clarín. A correspondente do periódico no Brasil comenta que a pré-candidata tem agora como desafio "conquistar o voto feminino".
"Continuidade de um governo bem-sucedido"
Já o diário português Público afirma que Dilma Rousseff, "mais conhecida pelo perfil técnico" e roupa escura, continua no rumo para ser a candidata do PT com "um estilo mais descontraído e sorriso pronto".
A agência de notícias portuguesa Lusa sublinha que a campanha de Dilma Rousseff "deverá ser marcada pela proposta de continuidade de um governo bem-sucedido, que ostenta altíssimos índices de aprovação", acrescentando que ela vai buscar "comparações com a administração anterior, do presidente Fernando Henrique Cardoso".
Deutsche Welle
Brasil está do lado da Argentina
Brasil manifesta apoio à Argentina em disputa sobre Malvinas
Segundo Marco Aurélio Garcia, 'as Malvinas têm de ser reintegradas à soberania argentina'
Tânia Monteiro, enviada especial - O Estado de S. Paulo
O assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, declarou neste domingo, 21, que “as Malvinas têm de ser reintegradas à soberania argentina”. Garcia disse ainda que na Cúpula da América Latina e Caribe, que terá início nesta segunda-feira, 22, no balneário mexicano Cancun, “o Brasil manterá a posição histórica de solidariedade com a Argentina”. A nova polêmica surgiu depois de o Reino Unido ter decidido explorar petróleo nas Ilhas Malvinas. Garcia acompanha Lula na viagem presidencial de cinco dias ao México, Cuba, Haiti e El Salvador.
“Seguramente os países sairão daqui com uma posição de apoio firme às Malvinas, embora não saiba em que termos”, comentou Marco Aurélio Garcia. Segundo ele, “esta é uma questão de alta sensibilidade para toda a região” e, “diferentemente do passado, hoje há uma posição consensual na América Latina de apoio às reivindicações da Argentina no que diz respeito a soberania das Malvinas”.
Ele lembrou que, quando houve a Guerra das Malvinas, “a situação era diferente”. Naquela época, observou, houve países que apoiaram os ingleses, além do fato de que a Argentina “vivia um regime cruel, militar e tudo isso poderia tornar mais turva a situação”. Mas, mesmo naquele momento e naquelas circunstância, salientou, a posição da diplomacia brasileira foi de apoio à Argentina.
Fonte
Tânia Monteiro, enviada especial - O Estado de S. Paulo
O assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, declarou neste domingo, 21, que “as Malvinas têm de ser reintegradas à soberania argentina”. Garcia disse ainda que na Cúpula da América Latina e Caribe, que terá início nesta segunda-feira, 22, no balneário mexicano Cancun, “o Brasil manterá a posição histórica de solidariedade com a Argentina”. A nova polêmica surgiu depois de o Reino Unido ter decidido explorar petróleo nas Ilhas Malvinas. Garcia acompanha Lula na viagem presidencial de cinco dias ao México, Cuba, Haiti e El Salvador.
“Seguramente os países sairão daqui com uma posição de apoio firme às Malvinas, embora não saiba em que termos”, comentou Marco Aurélio Garcia. Segundo ele, “esta é uma questão de alta sensibilidade para toda a região” e, “diferentemente do passado, hoje há uma posição consensual na América Latina de apoio às reivindicações da Argentina no que diz respeito a soberania das Malvinas”.
Ele lembrou que, quando houve a Guerra das Malvinas, “a situação era diferente”. Naquela época, observou, houve países que apoiaram os ingleses, além do fato de que a Argentina “vivia um regime cruel, militar e tudo isso poderia tornar mais turva a situação”. Mas, mesmo naquele momento e naquelas circunstância, salientou, a posição da diplomacia brasileira foi de apoio à Argentina.
Fonte
21 Fevereiro 2010
Serra e o fim da era paulista na política
por Luiz Nassif
Por que José Serra vacila tanto em anunciar-se candidato?
Para quem acompanha a política paulista com olhos de observador e tem contatos com aliados atuais e ex-aliados de Serra, a razão é simples.
Seu cálculo político era o seguinte: se perde as eleições para presidente, acaba sua carreira política; se se lança candidato a governador, mas o PSDB consegue emplacar o candidato a presidente, perde o partido para o aliado. Em qualquer hipótese, iria para o aposentadoria ou para segundo plano. Para ele só interessava uma das seguintes alternativas: ele presidente ou; ele governador e alguém do PT presidente. Ou o PSDB dava certo com ele; ou que explodisse, sem ele.
Esta foi a lógica que (des)orientou sua (in)decisão e que levou o partido a esse abraço de afogado. A ideia era enrolar até a convenção, lá analisar o que lhe fosse melhor.
De lá para cá, muita água rolou. Agora, as alternativas são as seguintes:
1. O xeque que recebeu de Aécio Neves (anunciando a saída da disputa para candidato a presidente) demoliu a estratégia inicial de Serra. Agora, se desiste da presidência e sai candidato a governador, leva a pecha de medroso e de sujeito que sacrificou o partido em nome de seus interesses pessoais.
2. Se sai candidato a presidente, no dia seguinte o serrismo acaba.
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Por que José Serra vacila tanto em anunciar-se candidato?
Para quem acompanha a política paulista com olhos de observador e tem contatos com aliados atuais e ex-aliados de Serra, a razão é simples.
Seu cálculo político era o seguinte: se perde as eleições para presidente, acaba sua carreira política; se se lança candidato a governador, mas o PSDB consegue emplacar o candidato a presidente, perde o partido para o aliado. Em qualquer hipótese, iria para o aposentadoria ou para segundo plano. Para ele só interessava uma das seguintes alternativas: ele presidente ou; ele governador e alguém do PT presidente. Ou o PSDB dava certo com ele; ou que explodisse, sem ele.
Esta foi a lógica que (des)orientou sua (in)decisão e que levou o partido a esse abraço de afogado. A ideia era enrolar até a convenção, lá analisar o que lhe fosse melhor.
De lá para cá, muita água rolou. Agora, as alternativas são as seguintes:
1. O xeque que recebeu de Aécio Neves (anunciando a saída da disputa para candidato a presidente) demoliu a estratégia inicial de Serra. Agora, se desiste da presidência e sai candidato a governador, leva a pecha de medroso e de sujeito que sacrificou o partido em nome de seus interesses pessoais.
2. Se sai candidato a presidente, no dia seguinte o serrismo acaba.
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Filme que deve arrepiar os neocons do PSDB, PFL e PPS
Let´s Make Money part 01/12 (falado em inglês com sublegenda em alemão)
Ontem assisti a esse filme. Minha filha me contou ter procurado esse mesmo filme nos cinemas de Frankfurt. Mas além de ter permanecido pouco tempo em cartaz ano passado, as propagandas logo foram cobertas com outros cartazes. Tudo para encobrir a verdade de ser dita.
Ontem assisti a esse filme. Minha filha me contou ter procurado esse mesmo filme nos cinemas de Frankfurt. Mas além de ter permanecido pouco tempo em cartaz ano passado, as propagandas logo foram cobertas com outros cartazes. Tudo para encobrir a verdade de ser dita.
Demo navega em água pútrida. Primeiro caiu o Arruda, agora o Kassab

Justiça Eleitoral cassa mandato de Kassab
Condenação por captação ilícita na campanha inclui a vice. Ambos seguem no cargo enquanto recorrem
Roberto Fonseca, Fabio Leite e Eduardo Reina - Jornal da Tarde
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e a vice, Alda Marco Antonio (PMDB), tiveram o mandato cassado pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloísio Sérgio Resende Silveira, por recebimento de doações consideradas ilegais na campanha de 2008. A decisão, em primeira instância, torna Kassab o primeiro prefeito da capital cassado no exercício do mandato desde a redemocratização, em 1985. Como o recurso tem efeito suspensivo imediato, os dois podem recorrer da sentença sem ter de deixar os cargos.
Entre as doadoras consideradas ilegais estão a Associação Imobiliária Brasileira (AIB) e empreiteiras acionistas de concessionárias de serviços públicos, como Camargo Corrêa e OAS. Ao todo, a coligação de Kassab e Alda gastou R$ 29,76 milhões na campanha, dos quais R$ 10 milhões são considerados irregulares pela Justiça. A sentença será publicada no Diário Oficial de terça-feira, quando passa a contar o prazo de três dias para o recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Silveira disse neste sábado, 20, ao Jornal da Tarde que já julgou os processos de Kassab, nove vereadores e dos candidatos derrotados na eleição à Prefeitura em 2008, Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), todos alvos de representação do Ministério Público Eleitoral (MPE), mas que não poderia informar quais dos réus foram cassados antes da publicação, na terça. Falta julgar o presidente da Câmara Municipal, Antonio Carlos Rodrigues (PR), e duas empresas acusadas de repasse ilegal.
O juiz afirmou, contudo, que manteve nas suas decisões o mesmo entendimento que levou à cassação de 16 vereadores no fim do ano passado. No caso, todos os políticos que receberam acima de 20% do total arrecadado pela campanha de fonte considerada vedada foram cassados. "Se passou de 20%, independentemente do nome, tenho aplicado a pena por coerência e usado esse piso como caracterizador do abuso de poder econômico na eleição, um círculo vicioso que dita a campanha e altera a vontade do eleitor", afirmou Silveira.
Além de cassar o diploma do prefeito e da vice, a sentença os torna inelegíveis por três anos. Dos 13 vereadores que aguardavam a decisão da Justiça Eleitoral, dez ultrapassavam o limite em doações consideradas ilegais. São eles: o líder do governo, José Police Neto (PSDB), Marco Aurélio Cunha (DEM), Gilberto Natalini (PSDB) e Edir Sales (DEM), da base governista, e os petistas Antonio Donato, Arselino Tatto, Ítalo Cardoso, José Américo e Juliana Cardoso, além de Rodrigues (PR)
Leia maisw sobre o apodrecimento do demo
Roberto Fonseca, Fabio Leite e Eduardo Reina - Jornal da Tarde
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e a vice, Alda Marco Antonio (PMDB), tiveram o mandato cassado pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloísio Sérgio Resende Silveira, por recebimento de doações consideradas ilegais na campanha de 2008. A decisão, em primeira instância, torna Kassab o primeiro prefeito da capital cassado no exercício do mandato desde a redemocratização, em 1985. Como o recurso tem efeito suspensivo imediato, os dois podem recorrer da sentença sem ter de deixar os cargos.
Entre as doadoras consideradas ilegais estão a Associação Imobiliária Brasileira (AIB) e empreiteiras acionistas de concessionárias de serviços públicos, como Camargo Corrêa e OAS. Ao todo, a coligação de Kassab e Alda gastou R$ 29,76 milhões na campanha, dos quais R$ 10 milhões são considerados irregulares pela Justiça. A sentença será publicada no Diário Oficial de terça-feira, quando passa a contar o prazo de três dias para o recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Silveira disse neste sábado, 20, ao Jornal da Tarde que já julgou os processos de Kassab, nove vereadores e dos candidatos derrotados na eleição à Prefeitura em 2008, Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), todos alvos de representação do Ministério Público Eleitoral (MPE), mas que não poderia informar quais dos réus foram cassados antes da publicação, na terça. Falta julgar o presidente da Câmara Municipal, Antonio Carlos Rodrigues (PR), e duas empresas acusadas de repasse ilegal.
O juiz afirmou, contudo, que manteve nas suas decisões o mesmo entendimento que levou à cassação de 16 vereadores no fim do ano passado. No caso, todos os políticos que receberam acima de 20% do total arrecadado pela campanha de fonte considerada vedada foram cassados. "Se passou de 20%, independentemente do nome, tenho aplicado a pena por coerência e usado esse piso como caracterizador do abuso de poder econômico na eleição, um círculo vicioso que dita a campanha e altera a vontade do eleitor", afirmou Silveira.
Além de cassar o diploma do prefeito e da vice, a sentença os torna inelegíveis por três anos. Dos 13 vereadores que aguardavam a decisão da Justiça Eleitoral, dez ultrapassavam o limite em doações consideradas ilegais. São eles: o líder do governo, José Police Neto (PSDB), Marco Aurélio Cunha (DEM), Gilberto Natalini (PSDB) e Edir Sales (DEM), da base governista, e os petistas Antonio Donato, Arselino Tatto, Ítalo Cardoso, José Américo e Juliana Cardoso, além de Rodrigues (PR)
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20 Fevereiro 2010
Discurso de Dilma Roussef no congresso do PT

Queridas companheiras, queridos companheiros
Para quem teve a vida sempre marcada pelo sonho e pela esperança de mudar o Brasil, este é um dia extraordinário.
Meu partido - o Partido dos Trabalhadores - me confere a honrosa tarefa de dar continuidade à magnífica obra de um grande brasileiro.
A obra de um líder - meu líder - de quem muito me orgulho: Luiz Inácio Lula da Silva.
Jamais pensei que a vida viesse a me reservar tamanho desafio. Mas me sinto absolutamente preparada para enfrentá-lo - com humildade, serenidade e confiança.
Neste momento, ouço a voz de Minas Gerais, terra de minha infância e de minha juventude. Dessa Minas que me deu o sentimento de que vale a pena lutar pela liberdade e contra a injustiça. Ouço os versos de Drummond:
"Teus ombros suportam o mundo/ E ele não pesa mais do que a mão de uma criança"
Até hoje sinto o peso suave da mão de minha filha, quando nasceu.
Que força ela me deu. Quanta vida me transmitiu. Quanta fé na humanidade me passou.
Eram tempos difíceis.
Ferida no corpo e na alma, fui acolhida e adotada pelos gaúchos - generosos, solidários, insubmissos, como são os gaúchos.
Naqueles anos de chumbo, onde a tirania parecia eterna, encontrei nos versos de outro poeta - Mário Quintana - a força necessária para seguir em frente:
"Todos estes que aí estão/ Atravancando o meu caminho,/ Eles passarão. Eu passarinho."
Eles passaram e nós hoje voamos livremente. Voamos porque nascemos para ser livres.
Sem ódio e com serena convicção afirmo que nunca mais viveremos numa gaiola ou numa prisão.
Estamos construindo um novo país na democracia. Um país que se reencontrou consigo mesmo. Onde todos expressam livremente suas opiniões e suas idéias.
Um país que não tolera mais a injustiça social. Que descobriu que só será grande e forte se for de todos.
Vejo nesta manhã - nos jovens que nos acompanham e nos mais velhos que aqui estão - um extraordinário encontro de gerações. De gerações que, como a minha, levaram nosso compromisso com o país às últimas conseqüências.
Amadureci. Amadurecemos todos. Amadureci na vida. No estudo. No trabalho duro. Nas responsabilidades de governo no Rio Grande e aqui.
Mas esse amadurecimento não se confunde com conformismo, nem perda de convicções.
Não perdemos a indignação frente à desigualdade social, à privação de liberdade, às tentativas de submeter nosso país.
Não sucumbimos aos modismos ideológicos. Persistimos em nossas convicções, buscando, a partir delas, construir alternativas concretas e realistas.
Continuamos movidos a sonhos. Acreditando na força do povo brasileiro, em sua capacidade de buscar e construir um mundo melhor.
A história recente mostrou que estávamos certos.
Tivemos um grande mestre - o Presidente Lula. Ele nos ensinou o caminho.
Em um país, com a complexidade e as desigualdades do Brasil, ele foi capaz de nos conduzir pelo caminho de profundas transformações sociais em um clima de paz, de respeito e fortalecimento da democracia.
Não admitimos, portanto, que alguém queira nos dar lições de liberdade. Menos ainda aqueles que não tiveram e não têm compromisso com ela.
Companheiras, Companheiros
Recebo com humildade a missão que vocês estão me confiando. Com humildade, mas com coragem e determinação. Coragem e determinação que vêm do apoio que recebo de meu partido e de seu primeiro militante - o Presidente Lula.
Do apoio que espero ter dos partidos aliados que, com lealdade e competência, também são responsáveis pelos êxitos do nosso Governo. Com eles quero continuar nossa caminhada. Participo de um governo de coalizão. Quero formar um Governo de coalizão.
Estou consciente da extraordinária força que conduziu Lula à Presidência e que deu a nosso Governo o maior respaldo da história de nosso país - a força do povo brasileiro.
A missão que me confiam não é só de um partido ou de um grupo de partidos.
Recebo-a como um mandato dos trabalhadores e de seus sindicatos.
Dos movimentos sociais. Dos que labutam em nossos campos. Dos profissionais liberais. Dos intelectuais. Dos servidores públicos. Dos empresários comprometidos com o desenvolvimento econômico e social do país. Dos negros. Dos índios. Dos jovens. De todos aqueles que sofrem ainda distintas formas de discriminação.
Enfim, das mulheres.
Para muitos, elas são "metade do céu". Mas queremos ser a metade da terra também. Com igualdade de direitos, salários e oportunidades. Quero com vocês - mulheres do meu país - abrir novos espaços na vida nacional.
É com este Brasil que quero caminhar. É com ele que vamos seguir, avançando com segurança, mas com a rapidez que nossa realidade social exige.
Nessa caminhada encontraremos milhões de brasileiros que passaram a ter comida em suas mesas e hoje fazem três refeições por dia.
Milhões que mostrarão suas carteiras de trabalho, pois têm agora emprego e melhor renda.
Milhões de homens e mulheres com seus arados e tratores cultivando a terra que lhes pertence e de onde nunca mais serão expulsos.
Milhões que nos mostrarão suas casas dignas e os refrigeradores, fogões, televisores ou computadores que puderam comprar.
Outros milhões acenderão as luzes de suas modestas casas, onde reinava a escuridão ou predominavam os candieiros. E estes milhões de pontos luminosos pelo Brasil a fora serão como uma trilha incandescente que mostra um novo caminho.
Nessa caminhada, veremos milhões de jovens mostrando seus diplomas de universidades ou de escolas técnicas com a convicção de quem abriu uma porta para o futuro.
Milhões - mas muitos milhões mesmo - expressarão seu orgulho de viver em um país livre, justo e, sobretudo, respeitado em todo o mundo.
Muitos me perguntam porque o Brasil avançou tanto nos últimos anos. Digo que foi porque soubemos construir novos caminhos, derrubando velhos dogmas.
O primeiro caminho é o do crescimento com distribuição de renda - o verdadeiro desenvolvimento. Provamos que distribuindo renda é que se cresce. E se cresce de forma mais rápida e sustentável.
Essa distribuição de renda permitiu construir um grande mercado de bens de consumo popular. Ele nos protegeu dos efeitos da crise mundial.
Criamos 12 milhões de empregos formais. A renda dos trabalhadores aumentou. O salário mínimo real cresceu como nunca. Expandimos o crédito para o conjunto da sociedade. Estamos construindo um Brasil para todos.
O segundo caminho foi o do equilíbrio macro-econômico e da redução da vulnerabilidade externa.
Eliminamos as ameaças de volta da inflação. Reduzimos a dívida em relação ao Produto Interno Bruto.
Aumentamos nossas reservas de 38 bilhões de dólares para mais de 241 bilhões. Multiplicamos por três nosso comércio exterior, praticando uma política externa soberana, que buscou diversificar mercados.
Deixamos de ser devedores internacionais e passamos à condição de credores. Hoje não pedimos dinheiro emprestado ao FMI. É o Fundo que nos pede dinheiro.
Grande ironia: os mesmos 14 bilhões de dólares que antes o FMI nos emprestava, agora somos nós que emprestamos ao FMI.
O terceiro caminho foi o da redução das desigualdades regionais. Invertemos nos últimos anos o que parecia uma maldição insuperável. Quando o país crescia, concentrava riqueza nos estados e regiões mais prósperos. Quando estagnava, eram os estados e regiões mais pobres que pagavam a conta.
Governantes e setores das elites viam o Norte e o Nordeste como regiões irremediavelmente condenadas ao atraso.
A vastos setores da população não restavam outras alternativas que a de afundar na miséria ou migrar para o sul em busca de oportunidades. É o que explica o inchaço das grandes cidades.
Essa situação está mudando. O Governo Federal começou um processo consistente de combate às desigualdades regionais. Passou a ter confiança na capacidade do povo das regiões mais pobres. O Norte e o Nordeste receberam investimentos públicos e privados. O crescimento dessas duas regiões passou a ser sensivelmente superior ao do Brasil como um todo.
Nós vamos aprofundar esse caminho. O Brasil não mais será visto como um trem em que uma única locomotiva puxa todos vagões, como nos tempos da "Maria Fumaça". O Brasil de hoje é como alguns dos modernos trens de alta velocidade, onde vários vagões são como locomotivas e contribuem para que o comboio avance.
O quarto caminho que trilhamos e continuaremos a trilhar é o da reorganização do Estado.
Alguns ideólogos chegavam a dizer que quase tudo seria resolvido pelo mercado. O resultado foi desastroso.
Aqui, o desastre só não foi maior - como em outros países - porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram impedir a privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica ou de FURNAS.
Alguns falam todos os dias de "inchaço da máquina estatal". Omitem, no entanto, que estamos contratando basicamente médicos e profissionais de saúde, professores e pessoal na área da educação, diplomatas, policiais federais e servidores para as áreas de segurança, controle e fiscalização.
Escondem, também, que a recomposição do corpo de servidores do Estado está se fazendo por meio de concursos públicos.
Vamos continuar valorizando o servidor e o serviço público. Reconstituindo o Estado. Recompondo sua capacidade de planejar, gerir e induzir o desenvolvimento do país.
Diante da crise, quando o crédito secou, não sacrificamos os investimentos públicos e privados. Ao contrário, utilizamos nossos bancos para impulsionar o desenvolvimento e a garantia de emprego no País.
Na verdade, quando a crise mundial apenas começava, Lula disse em seu discurso na ONU em 2008:
É chegada a hora da política!
Nada mais apropriado. A maior prova nós demos ao mundo: o Brasil só pôde enfrentar com sucesso a crise porque tivemos políticas públicas adequadas. Soubemos articular corretamente Estado e mercado, porque colocamos o interesse público no centro de nossas preocupações.
O quinto caminho foi o de nossa presença soberana no mundo.
O Brasil não mais se curva diante dos poderosos. Sem bravatas e sem submissão, o país hoje defende seus interesses e se dá ao respeito. É solidário com as nações pobres e em desenvolvimento. Tem uma especial relação com a América do Sul, com a América Latina e com a África. Estreita os laços Sul-Sul, sem abandonar suas relações com os países desenvolvidos. Busca mudar instituições multilaterais obsoletas, que impedem a democratização econômica e política do mundo.
Essa presença global, e o corajoso enfrentamento de nossos problemas domésticos em um marco democrático, explicam o respeito internacional que hoje gozamos.
O sexto caminho para onde convergem todos os demais foi o do aperfeiçoamento democrático.
No passado, tivemos momentos de grande crescimento econômico. Mas faltou democracia. E como faltou!
Em outros momentos tivemos democracia política, mas faltou democracia econômica e social. E sabemos muito bem que quando falta democracia econômica e social, é a democracia como um todo que está ameaçada. O país fica à mercê das soluções de força ou de aventureiros.
Hoje crescemos, distribuindo renda, com equilíbrio macro-econômico, expansão da democracia, forte participação social na definição das políticas públicas e respeito aos Direitos Humanos.
Quem duvidar do vigor da democracia em nosso país que leia, escute ou veja o que dizem livremente as vozes oposicionistas. Mas isso não nos perturba. Preferimos as vozes dessas oposições - ainda quando mentirosas, injustas e caluniosas - ao silêncio das ditaduras.
Como disse o Presidente Lula, a democracia não é a consolidação do silêncio, mas a manifestação de múltiplas vozes. Nela, vai desaparecendo o espaço para que velhos coronéis e senhores tutelem o povo. Este passa a pensar com sua cabeça e a constituir uma nova e verdadeira opinião pública.
As instituições funcionam no país. Os poderes são independentes. A Federação é respeitada. Diferentemente de outros períodos de nossa história, o Presidente relacionou-se de forma republicana com governadores e prefeitos, não fazendo qualquer tipo de discriminação em função de suas filiações partidárias.
Não praticamos casuísmos. Basta ver a reação firme e categórica do Presidente Lula ao frustrar as tentativas de mudar a Constituição para que pudesse disputar um terceiro mandato. Não mudamos - como se fez no passado - as regras do jogo no meio da partida.
Como todos podem ver, temos um extraordinário alicerce sobre o qual construir o terceiro Governo Democrático e Popular. Temos rumo, experiência e impulso para seguir o caminho iniciado por Lula. Não haverá retrocesso, nem aventuras. Mas podemos avançar muito mais. E muito mais rapidamente.
Queridas companheiras, queridos companheiros.
Não é meu propósito apresentar aqui um Programa de Governo. Este Congresso aprovou as Diretrizes para um programa que será submetido ao debate com os partidos aliados e com a sociedade.
Hoje quero assumir alguns compromissos como pré-candidata, para estimular nossa reflexão e indicar como pretendemos continuar este processo iniciado há sete anos.
Vamos manter e aprofundar aquilo que é marca do Governo Lula - seu olhar social. Queremos um Brasil para todos. Nos aspectos econômicos e em suas projeções sociais, mas também um Brasil sem discriminações, sem constrangimentos. Ampliaremos e aperfeiçoaremos os programas sociais do Governo Lula, como o Bolsa Família, e implantaremos novos programas com o propósito de erradicar a miséria na década que se inicia.
Vamos dar prioridade à qualidade da educação, essencial para construir o grande país que almejamos, fundado no conhecimento e na justiça social. Mas a educação será, sobretudo, um meio de emancipação política e cultural do nosso povo. Uma forma de pleno acesso à cidadania. Daremos seguimento à transformação educacional em curso - da creche a pós-graduação.
Os jovens serão os primeiros beneficiários da era de prosperidade que estamos construindo. Nosso objetivo estratégico é oferecer a eles a oportunidade de começar a vida com segurança, liberdade, trabalho e realização pessoal.
No Brasil temos hoje 50 milhões de jovens, entre os 15 e os 29 anos de idade. Mais de um quarto da população brasileira. E eles têm direito a um futuro melhor.
O Brasil precisa muito da juventude. De profissionais qualificados. De mulheres e homens bem formados.
Isto se faz com escolas que propiciem boa formação teórica e técnica, com professores bem treinados e bem remunerados. Com bolsas de estudo e apoio para que os alunos não sejam obrigados a abandonar a escola. Com banda larga gratuita para todos, computadores para os professores, salas de aula informatizadas para os estudantes. Com acesso a estágios, cursos de especialização e ajuda para entrar no mercado de trabalho de todo o Brasil.
Serão esses jovens bem formados e preparados que vão nos conduzir à sociedade do conhecimento
Protegeremos as crianças e os mais jovens da violência, do assédio das drogas, da imposição do trabalho em detrimento da formação escolar e acadêmica.
As crianças e os mais jovens devem ser, sim, protegidos pelo Estado, desde a infância até a vida adulta, para que possam se realizar, em sua plenitude, como brasileiros.
Um País se mede pelo grau de proteção que dá a suas crianças. São elas a essência do nosso futuro. E é na infância que a desigualdade social cobra seu preço mais alto. Crianças desassistidas do nascimento aos cinco anos serão jovens e adultos prejudicados nas suas aptidões e oportunidades. Cuidar delas adequadamente é combater a desigualdade social na raiz.
Vamos ampliar e disseminar por todo o Brasil a rede de creches, pré-escolas e escolas infantis. Um tipo de creche onde a criança tem acesso a socialização pedagógica, aos bens culturais e aos cuidados de nutrição e saúde indispensáveis a seu pleno desenvolvimento. Isso é o que está previsto no PAC 2.
Vamos resolver os problemas da saúde, pois temos um incomparável modelo institucional - o SUS. Com mais recursos e melhor gestão vamos aprimorar a eficácia do sistema. Vamos reforçar as redes de atenção à saúde e unificar as ações entre os níveis de governo. Darei importância às Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, ao SAMU, aos hospitais públicos e conveniados, aos programas Saúde da Família, Brasil Sorridente e Farmácia Popular.
Vamos cuidar das cidades brasileiras. Colocar todo o empenho do Governo Federal, junto com estados e municípios, para promover uma profunda reforma urbana, que beneficie prioritariamente as camadas mais desprotegidas.
Vamos melhorar a habitação e universalizar o saneamento. Implantar transporte seguro, barato e eficiente. Vamos reforçar os programas de segurança pública.
A conclusão do PAC 1 e a implementação do PAC 2, junto com a continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida serão decisivos para realizar esse compromisso.
Vamos fortalecer a proteção de nosso meio ambiente. Continuaremos reduzindo o desmatamento e impulsionando a matriz energética mais limpa do mundo. Vamos manter a vanguarda na produção de biocombustíveis e desenvolver nosso potencial hidrelétrico. Desenvolver sem agredir o meio ambiente, com usinas a fio d'água e utilizando o modelo de usinas-plataforma. Aprofundaremos nosso zoneamento agro-ecológico. Nossas iniciativas explicam a liderança que alcançamos na Conferência sobre a Mudança do Clima, em Copenhague. As metas voluntárias de Copenhague, assumidas pelo Brasil, serão cumpridas, haja ou não acordo internacional. Este é o nosso compromisso.
Vamos aprofundar os avanços já alcançados em nossa política industrial e agrícola, com ênfase na inovação, no aperfeiçoamento dos mecanismos de crédito, aumentando nossa produtividade.
Agregar valor a nossas riquezas naturais, é fundamental numa política de geração de empregos no País. Tudo que puder ser produzido no Brasil, deve ser - e será - produzido no Brasil. Sondas, plataformas, navios e equipamentos aqui produzidos, para a exploração soberana do Pré-sal, vão gerar emprego e renda para os brasileiros. Emprego e renda que virão também da produção em indústrias brasileiras de fertilizantes, combustíveis e petroquímicos derivados do óleo bruto. Assim, com este modelo soberano e nacional, a exploração do Pré-sal dará diversidade e sofisticação à nossa indústria.
Os recursos do Pré-sal, aplicados no Fundo Social, sustentarão um grande avanço em nossa educação e na pesquisa científica e tecnológica. Recursos que também serão destinados para o combate à pobreza, para a defesa do meio ambiente e para a nossa cultura.
Vamos continuar mostrando ao mundo que é possível compatibilizar o desenvolvimento da agricultura familiar e do agronegócio. Assegurar crédito, assistência técnica e mercado aos pequenos produtores e, ao mesmo tempo, apoiar os grandes produtores, que contribuem decisivamente para o superávit comercial brasileiro.
Todas as nossas ações de governo têm uma premissa: a preservação da estabilidade macro-econômica.
Vamos manter o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante.
Vamos seguir dando transparência aos gastos públicos e aperfeiçoando seus mecanismos de controle.
Vamos combater a corrupção, utilizando todos os mecanismos institucionais, como fizemos até agora.
Vamos concretizar, junto com o Congresso, as reformas institucionais que não puderam ser completadas ou foram apenas parcialmente implantadas, como a reforma política e a tributária.
Vamos aprofundar nossa postura soberana no complexo mundo de hoje. Seremos intransigentes na defesa da paz mundial e de uma ordem econômica e política mais justa.
Enfim, vamos governar para todos. Com diálogo, tolerância e combatendo as desigualdades sociais e regionais.
Companheiras e companheiros
Faremos na nossa campanha um debate de idéias, com civilidade e respeito à inteligência política dos brasileiros. Um debate voltado para o futuro.
Recebo essa missão especialmente como um mandato das mulheres brasileiras, como mais uma etapa no avanço de nossa participação política e como mais uma vitória contra a discriminação secular que nos foi imposta. Gostaria de repetir: quero com vocês, mulheres do meu País, abrir novos espaços na vida nacional.
Queridas amigas e amigos
No limiar de uma nova etapa de minha vida, quando sou chamada à tamanha responsabilidade, penso em todos aqueles que fizeram e fazem parte de minha trajetória pessoal.
Em meus queridos pais. Em minha filha, meu genro e em meu futuro neto ou neta. Nos tantos amigos que fiz. Nos companheiros com quem dividi minha vida.
Mas não posso deixar de ter uma lembrança especial para aqueles que não mais estão conosco. Para aqueles que caíram pelos nossos ideais. Eles fazem parte de minha história.
Mais que isso: eles são parte da história do Brasil.
Permitam-me recordar três companheiros que se foram na flor da idade.
Carlos Alberto Soares de Freitas. Beto, você ia adorar estar aqui conosco.
Maria Auxiliadora Lara Barcelos Dodora, você está aqui no meu coração. Mas também aqui entre nós todos.
Iara Yavelberg. Iara, que falta fazem guerreiras como você.
O exemplo deles me dá força para assumir esse imenso compromisso.
A mesma força que vem de meus companheiros de partido, sobretudo daquele que é nosso primeiro companheiro - Luiz Inácio Lula da Silva.
Esse ato de proclamação de minha candidatura tem uma significação que transcende seu aspecto eleitoral.
Estamos hoje concluindo o Quarto Congresso do Partido dos Trabalhadores.
Mais do que isso: estamos celebrando os Trinta Anos do PT.
Trinta anos desta nova estrela que veio ocupar lugar fundamental no céu da política brasileira.
Em um período histórico relativamente curto mudamos a cara de nosso sofrido e querido Brasil.
O PT cumpriu essa tarefa porque não se afastou de seus compromissos originais. Soube evoluir. Mudou, quando foi preciso.
Mas não mudou de lado.
Até chegar à Presidência do país, o PT dirigiu cidades e estados da Federação, gerando práticas inovadoras políticas, econômicas e sociais que o mundo observa, admira e muitas vezes reproduz. Fizemos isso, preservando e fortalecendo a democracia.
Mas, a principal inovação que o Partido trouxe para a política brasileira foi colocar o povo - seus interesses, aspirações e esperanças - no centro de suas ações.
Olhando para este magnífico plenário o que vejo é a cara negra, branca, índia e mestiça do povo brasileiro.
Esta é a cara do meu partido.
O rosto daqueles e daquelas que acrescentam a sua jornada de trabalho, uma segunda jornada - ou terceira - a jornada da militância.
Quero dizer a todos vocês que tenho um enorme orgulho de ser petista. De militar no mesmo partido de vocês. De compartilhar com Lula essa militância.
Estou aceitando a honrosa missão que vocês me delegam com tranqüilidade e determinação.
Sei que não estou sozinha.
A tarefa de continuar mudando o Brasil é uma tarefa de milhões. Somos milhões.
Vamos todos juntos, até a vitória.
Viva o povo brasileiro!
Para quem teve a vida sempre marcada pelo sonho e pela esperança de mudar o Brasil, este é um dia extraordinário.
Meu partido - o Partido dos Trabalhadores - me confere a honrosa tarefa de dar continuidade à magnífica obra de um grande brasileiro.
A obra de um líder - meu líder - de quem muito me orgulho: Luiz Inácio Lula da Silva.
Jamais pensei que a vida viesse a me reservar tamanho desafio. Mas me sinto absolutamente preparada para enfrentá-lo - com humildade, serenidade e confiança.
Neste momento, ouço a voz de Minas Gerais, terra de minha infância e de minha juventude. Dessa Minas que me deu o sentimento de que vale a pena lutar pela liberdade e contra a injustiça. Ouço os versos de Drummond:
"Teus ombros suportam o mundo/ E ele não pesa mais do que a mão de uma criança"
Até hoje sinto o peso suave da mão de minha filha, quando nasceu.
Que força ela me deu. Quanta vida me transmitiu. Quanta fé na humanidade me passou.
Eram tempos difíceis.
Ferida no corpo e na alma, fui acolhida e adotada pelos gaúchos - generosos, solidários, insubmissos, como são os gaúchos.
Naqueles anos de chumbo, onde a tirania parecia eterna, encontrei nos versos de outro poeta - Mário Quintana - a força necessária para seguir em frente:
"Todos estes que aí estão/ Atravancando o meu caminho,/ Eles passarão. Eu passarinho."
Eles passaram e nós hoje voamos livremente. Voamos porque nascemos para ser livres.
Sem ódio e com serena convicção afirmo que nunca mais viveremos numa gaiola ou numa prisão.
Estamos construindo um novo país na democracia. Um país que se reencontrou consigo mesmo. Onde todos expressam livremente suas opiniões e suas idéias.
Um país que não tolera mais a injustiça social. Que descobriu que só será grande e forte se for de todos.
Vejo nesta manhã - nos jovens que nos acompanham e nos mais velhos que aqui estão - um extraordinário encontro de gerações. De gerações que, como a minha, levaram nosso compromisso com o país às últimas conseqüências.
Amadureci. Amadurecemos todos. Amadureci na vida. No estudo. No trabalho duro. Nas responsabilidades de governo no Rio Grande e aqui.
Mas esse amadurecimento não se confunde com conformismo, nem perda de convicções.
Não perdemos a indignação frente à desigualdade social, à privação de liberdade, às tentativas de submeter nosso país.
Não sucumbimos aos modismos ideológicos. Persistimos em nossas convicções, buscando, a partir delas, construir alternativas concretas e realistas.
Continuamos movidos a sonhos. Acreditando na força do povo brasileiro, em sua capacidade de buscar e construir um mundo melhor.
A história recente mostrou que estávamos certos.
Tivemos um grande mestre - o Presidente Lula. Ele nos ensinou o caminho.
Em um país, com a complexidade e as desigualdades do Brasil, ele foi capaz de nos conduzir pelo caminho de profundas transformações sociais em um clima de paz, de respeito e fortalecimento da democracia.
Não admitimos, portanto, que alguém queira nos dar lições de liberdade. Menos ainda aqueles que não tiveram e não têm compromisso com ela.
Companheiras, Companheiros
Recebo com humildade a missão que vocês estão me confiando. Com humildade, mas com coragem e determinação. Coragem e determinação que vêm do apoio que recebo de meu partido e de seu primeiro militante - o Presidente Lula.
Do apoio que espero ter dos partidos aliados que, com lealdade e competência, também são responsáveis pelos êxitos do nosso Governo. Com eles quero continuar nossa caminhada. Participo de um governo de coalizão. Quero formar um Governo de coalizão.
Estou consciente da extraordinária força que conduziu Lula à Presidência e que deu a nosso Governo o maior respaldo da história de nosso país - a força do povo brasileiro.
A missão que me confiam não é só de um partido ou de um grupo de partidos.
Recebo-a como um mandato dos trabalhadores e de seus sindicatos.
Dos movimentos sociais. Dos que labutam em nossos campos. Dos profissionais liberais. Dos intelectuais. Dos servidores públicos. Dos empresários comprometidos com o desenvolvimento econômico e social do país. Dos negros. Dos índios. Dos jovens. De todos aqueles que sofrem ainda distintas formas de discriminação.
Enfim, das mulheres.
Para muitos, elas são "metade do céu". Mas queremos ser a metade da terra também. Com igualdade de direitos, salários e oportunidades. Quero com vocês - mulheres do meu país - abrir novos espaços na vida nacional.
É com este Brasil que quero caminhar. É com ele que vamos seguir, avançando com segurança, mas com a rapidez que nossa realidade social exige.
Nessa caminhada encontraremos milhões de brasileiros que passaram a ter comida em suas mesas e hoje fazem três refeições por dia.
Milhões que mostrarão suas carteiras de trabalho, pois têm agora emprego e melhor renda.
Milhões de homens e mulheres com seus arados e tratores cultivando a terra que lhes pertence e de onde nunca mais serão expulsos.
Milhões que nos mostrarão suas casas dignas e os refrigeradores, fogões, televisores ou computadores que puderam comprar.
Outros milhões acenderão as luzes de suas modestas casas, onde reinava a escuridão ou predominavam os candieiros. E estes milhões de pontos luminosos pelo Brasil a fora serão como uma trilha incandescente que mostra um novo caminho.
Nessa caminhada, veremos milhões de jovens mostrando seus diplomas de universidades ou de escolas técnicas com a convicção de quem abriu uma porta para o futuro.
Milhões - mas muitos milhões mesmo - expressarão seu orgulho de viver em um país livre, justo e, sobretudo, respeitado em todo o mundo.
Muitos me perguntam porque o Brasil avançou tanto nos últimos anos. Digo que foi porque soubemos construir novos caminhos, derrubando velhos dogmas.
O primeiro caminho é o do crescimento com distribuição de renda - o verdadeiro desenvolvimento. Provamos que distribuindo renda é que se cresce. E se cresce de forma mais rápida e sustentável.
Essa distribuição de renda permitiu construir um grande mercado de bens de consumo popular. Ele nos protegeu dos efeitos da crise mundial.
Criamos 12 milhões de empregos formais. A renda dos trabalhadores aumentou. O salário mínimo real cresceu como nunca. Expandimos o crédito para o conjunto da sociedade. Estamos construindo um Brasil para todos.
O segundo caminho foi o do equilíbrio macro-econômico e da redução da vulnerabilidade externa.
Eliminamos as ameaças de volta da inflação. Reduzimos a dívida em relação ao Produto Interno Bruto.
Aumentamos nossas reservas de 38 bilhões de dólares para mais de 241 bilhões. Multiplicamos por três nosso comércio exterior, praticando uma política externa soberana, que buscou diversificar mercados.
Deixamos de ser devedores internacionais e passamos à condição de credores. Hoje não pedimos dinheiro emprestado ao FMI. É o Fundo que nos pede dinheiro.
Grande ironia: os mesmos 14 bilhões de dólares que antes o FMI nos emprestava, agora somos nós que emprestamos ao FMI.
O terceiro caminho foi o da redução das desigualdades regionais. Invertemos nos últimos anos o que parecia uma maldição insuperável. Quando o país crescia, concentrava riqueza nos estados e regiões mais prósperos. Quando estagnava, eram os estados e regiões mais pobres que pagavam a conta.
Governantes e setores das elites viam o Norte e o Nordeste como regiões irremediavelmente condenadas ao atraso.
A vastos setores da população não restavam outras alternativas que a de afundar na miséria ou migrar para o sul em busca de oportunidades. É o que explica o inchaço das grandes cidades.
Essa situação está mudando. O Governo Federal começou um processo consistente de combate às desigualdades regionais. Passou a ter confiança na capacidade do povo das regiões mais pobres. O Norte e o Nordeste receberam investimentos públicos e privados. O crescimento dessas duas regiões passou a ser sensivelmente superior ao do Brasil como um todo.
Nós vamos aprofundar esse caminho. O Brasil não mais será visto como um trem em que uma única locomotiva puxa todos vagões, como nos tempos da "Maria Fumaça". O Brasil de hoje é como alguns dos modernos trens de alta velocidade, onde vários vagões são como locomotivas e contribuem para que o comboio avance.
O quarto caminho que trilhamos e continuaremos a trilhar é o da reorganização do Estado.
Alguns ideólogos chegavam a dizer que quase tudo seria resolvido pelo mercado. O resultado foi desastroso.
Aqui, o desastre só não foi maior - como em outros países - porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram impedir a privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica ou de FURNAS.
Alguns falam todos os dias de "inchaço da máquina estatal". Omitem, no entanto, que estamos contratando basicamente médicos e profissionais de saúde, professores e pessoal na área da educação, diplomatas, policiais federais e servidores para as áreas de segurança, controle e fiscalização.
Escondem, também, que a recomposição do corpo de servidores do Estado está se fazendo por meio de concursos públicos.
Vamos continuar valorizando o servidor e o serviço público. Reconstituindo o Estado. Recompondo sua capacidade de planejar, gerir e induzir o desenvolvimento do país.
Diante da crise, quando o crédito secou, não sacrificamos os investimentos públicos e privados. Ao contrário, utilizamos nossos bancos para impulsionar o desenvolvimento e a garantia de emprego no País.
Na verdade, quando a crise mundial apenas começava, Lula disse em seu discurso na ONU em 2008:
É chegada a hora da política!
Nada mais apropriado. A maior prova nós demos ao mundo: o Brasil só pôde enfrentar com sucesso a crise porque tivemos políticas públicas adequadas. Soubemos articular corretamente Estado e mercado, porque colocamos o interesse público no centro de nossas preocupações.
O quinto caminho foi o de nossa presença soberana no mundo.
O Brasil não mais se curva diante dos poderosos. Sem bravatas e sem submissão, o país hoje defende seus interesses e se dá ao respeito. É solidário com as nações pobres e em desenvolvimento. Tem uma especial relação com a América do Sul, com a América Latina e com a África. Estreita os laços Sul-Sul, sem abandonar suas relações com os países desenvolvidos. Busca mudar instituições multilaterais obsoletas, que impedem a democratização econômica e política do mundo.
Essa presença global, e o corajoso enfrentamento de nossos problemas domésticos em um marco democrático, explicam o respeito internacional que hoje gozamos.
O sexto caminho para onde convergem todos os demais foi o do aperfeiçoamento democrático.
No passado, tivemos momentos de grande crescimento econômico. Mas faltou democracia. E como faltou!
Em outros momentos tivemos democracia política, mas faltou democracia econômica e social. E sabemos muito bem que quando falta democracia econômica e social, é a democracia como um todo que está ameaçada. O país fica à mercê das soluções de força ou de aventureiros.
Hoje crescemos, distribuindo renda, com equilíbrio macro-econômico, expansão da democracia, forte participação social na definição das políticas públicas e respeito aos Direitos Humanos.
Quem duvidar do vigor da democracia em nosso país que leia, escute ou veja o que dizem livremente as vozes oposicionistas. Mas isso não nos perturba. Preferimos as vozes dessas oposições - ainda quando mentirosas, injustas e caluniosas - ao silêncio das ditaduras.
Como disse o Presidente Lula, a democracia não é a consolidação do silêncio, mas a manifestação de múltiplas vozes. Nela, vai desaparecendo o espaço para que velhos coronéis e senhores tutelem o povo. Este passa a pensar com sua cabeça e a constituir uma nova e verdadeira opinião pública.
As instituições funcionam no país. Os poderes são independentes. A Federação é respeitada. Diferentemente de outros períodos de nossa história, o Presidente relacionou-se de forma republicana com governadores e prefeitos, não fazendo qualquer tipo de discriminação em função de suas filiações partidárias.
Não praticamos casuísmos. Basta ver a reação firme e categórica do Presidente Lula ao frustrar as tentativas de mudar a Constituição para que pudesse disputar um terceiro mandato. Não mudamos - como se fez no passado - as regras do jogo no meio da partida.
Como todos podem ver, temos um extraordinário alicerce sobre o qual construir o terceiro Governo Democrático e Popular. Temos rumo, experiência e impulso para seguir o caminho iniciado por Lula. Não haverá retrocesso, nem aventuras. Mas podemos avançar muito mais. E muito mais rapidamente.
Queridas companheiras, queridos companheiros.
Não é meu propósito apresentar aqui um Programa de Governo. Este Congresso aprovou as Diretrizes para um programa que será submetido ao debate com os partidos aliados e com a sociedade.
Hoje quero assumir alguns compromissos como pré-candidata, para estimular nossa reflexão e indicar como pretendemos continuar este processo iniciado há sete anos.
Vamos manter e aprofundar aquilo que é marca do Governo Lula - seu olhar social. Queremos um Brasil para todos. Nos aspectos econômicos e em suas projeções sociais, mas também um Brasil sem discriminações, sem constrangimentos. Ampliaremos e aperfeiçoaremos os programas sociais do Governo Lula, como o Bolsa Família, e implantaremos novos programas com o propósito de erradicar a miséria na década que se inicia.
Vamos dar prioridade à qualidade da educação, essencial para construir o grande país que almejamos, fundado no conhecimento e na justiça social. Mas a educação será, sobretudo, um meio de emancipação política e cultural do nosso povo. Uma forma de pleno acesso à cidadania. Daremos seguimento à transformação educacional em curso - da creche a pós-graduação.
Os jovens serão os primeiros beneficiários da era de prosperidade que estamos construindo. Nosso objetivo estratégico é oferecer a eles a oportunidade de começar a vida com segurança, liberdade, trabalho e realização pessoal.
No Brasil temos hoje 50 milhões de jovens, entre os 15 e os 29 anos de idade. Mais de um quarto da população brasileira. E eles têm direito a um futuro melhor.
O Brasil precisa muito da juventude. De profissionais qualificados. De mulheres e homens bem formados.
Isto se faz com escolas que propiciem boa formação teórica e técnica, com professores bem treinados e bem remunerados. Com bolsas de estudo e apoio para que os alunos não sejam obrigados a abandonar a escola. Com banda larga gratuita para todos, computadores para os professores, salas de aula informatizadas para os estudantes. Com acesso a estágios, cursos de especialização e ajuda para entrar no mercado de trabalho de todo o Brasil.
Serão esses jovens bem formados e preparados que vão nos conduzir à sociedade do conhecimento
Protegeremos as crianças e os mais jovens da violência, do assédio das drogas, da imposição do trabalho em detrimento da formação escolar e acadêmica.
As crianças e os mais jovens devem ser, sim, protegidos pelo Estado, desde a infância até a vida adulta, para que possam se realizar, em sua plenitude, como brasileiros.
Um País se mede pelo grau de proteção que dá a suas crianças. São elas a essência do nosso futuro. E é na infância que a desigualdade social cobra seu preço mais alto. Crianças desassistidas do nascimento aos cinco anos serão jovens e adultos prejudicados nas suas aptidões e oportunidades. Cuidar delas adequadamente é combater a desigualdade social na raiz.
Vamos ampliar e disseminar por todo o Brasil a rede de creches, pré-escolas e escolas infantis. Um tipo de creche onde a criança tem acesso a socialização pedagógica, aos bens culturais e aos cuidados de nutrição e saúde indispensáveis a seu pleno desenvolvimento. Isso é o que está previsto no PAC 2.
Vamos resolver os problemas da saúde, pois temos um incomparável modelo institucional - o SUS. Com mais recursos e melhor gestão vamos aprimorar a eficácia do sistema. Vamos reforçar as redes de atenção à saúde e unificar as ações entre os níveis de governo. Darei importância às Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, ao SAMU, aos hospitais públicos e conveniados, aos programas Saúde da Família, Brasil Sorridente e Farmácia Popular.
Vamos cuidar das cidades brasileiras. Colocar todo o empenho do Governo Federal, junto com estados e municípios, para promover uma profunda reforma urbana, que beneficie prioritariamente as camadas mais desprotegidas.
Vamos melhorar a habitação e universalizar o saneamento. Implantar transporte seguro, barato e eficiente. Vamos reforçar os programas de segurança pública.
A conclusão do PAC 1 e a implementação do PAC 2, junto com a continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida serão decisivos para realizar esse compromisso.
Vamos fortalecer a proteção de nosso meio ambiente. Continuaremos reduzindo o desmatamento e impulsionando a matriz energética mais limpa do mundo. Vamos manter a vanguarda na produção de biocombustíveis e desenvolver nosso potencial hidrelétrico. Desenvolver sem agredir o meio ambiente, com usinas a fio d'água e utilizando o modelo de usinas-plataforma. Aprofundaremos nosso zoneamento agro-ecológico. Nossas iniciativas explicam a liderança que alcançamos na Conferência sobre a Mudança do Clima, em Copenhague. As metas voluntárias de Copenhague, assumidas pelo Brasil, serão cumpridas, haja ou não acordo internacional. Este é o nosso compromisso.
Vamos aprofundar os avanços já alcançados em nossa política industrial e agrícola, com ênfase na inovação, no aperfeiçoamento dos mecanismos de crédito, aumentando nossa produtividade.
Agregar valor a nossas riquezas naturais, é fundamental numa política de geração de empregos no País. Tudo que puder ser produzido no Brasil, deve ser - e será - produzido no Brasil. Sondas, plataformas, navios e equipamentos aqui produzidos, para a exploração soberana do Pré-sal, vão gerar emprego e renda para os brasileiros. Emprego e renda que virão também da produção em indústrias brasileiras de fertilizantes, combustíveis e petroquímicos derivados do óleo bruto. Assim, com este modelo soberano e nacional, a exploração do Pré-sal dará diversidade e sofisticação à nossa indústria.
Os recursos do Pré-sal, aplicados no Fundo Social, sustentarão um grande avanço em nossa educação e na pesquisa científica e tecnológica. Recursos que também serão destinados para o combate à pobreza, para a defesa do meio ambiente e para a nossa cultura.
Vamos continuar mostrando ao mundo que é possível compatibilizar o desenvolvimento da agricultura familiar e do agronegócio. Assegurar crédito, assistência técnica e mercado aos pequenos produtores e, ao mesmo tempo, apoiar os grandes produtores, que contribuem decisivamente para o superávit comercial brasileiro.
Todas as nossas ações de governo têm uma premissa: a preservação da estabilidade macro-econômica.
Vamos manter o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante.
Vamos seguir dando transparência aos gastos públicos e aperfeiçoando seus mecanismos de controle.
Vamos combater a corrupção, utilizando todos os mecanismos institucionais, como fizemos até agora.
Vamos concretizar, junto com o Congresso, as reformas institucionais que não puderam ser completadas ou foram apenas parcialmente implantadas, como a reforma política e a tributária.
Vamos aprofundar nossa postura soberana no complexo mundo de hoje. Seremos intransigentes na defesa da paz mundial e de uma ordem econômica e política mais justa.
Enfim, vamos governar para todos. Com diálogo, tolerância e combatendo as desigualdades sociais e regionais.
Companheiras e companheiros
Faremos na nossa campanha um debate de idéias, com civilidade e respeito à inteligência política dos brasileiros. Um debate voltado para o futuro.
Recebo essa missão especialmente como um mandato das mulheres brasileiras, como mais uma etapa no avanço de nossa participação política e como mais uma vitória contra a discriminação secular que nos foi imposta. Gostaria de repetir: quero com vocês, mulheres do meu País, abrir novos espaços na vida nacional.
Queridas amigas e amigos
No limiar de uma nova etapa de minha vida, quando sou chamada à tamanha responsabilidade, penso em todos aqueles que fizeram e fazem parte de minha trajetória pessoal.
Em meus queridos pais. Em minha filha, meu genro e em meu futuro neto ou neta. Nos tantos amigos que fiz. Nos companheiros com quem dividi minha vida.
Mas não posso deixar de ter uma lembrança especial para aqueles que não mais estão conosco. Para aqueles que caíram pelos nossos ideais. Eles fazem parte de minha história.
Mais que isso: eles são parte da história do Brasil.
Permitam-me recordar três companheiros que se foram na flor da idade.
Carlos Alberto Soares de Freitas. Beto, você ia adorar estar aqui conosco.
Maria Auxiliadora Lara Barcelos Dodora, você está aqui no meu coração. Mas também aqui entre nós todos.
Iara Yavelberg. Iara, que falta fazem guerreiras como você.
O exemplo deles me dá força para assumir esse imenso compromisso.
A mesma força que vem de meus companheiros de partido, sobretudo daquele que é nosso primeiro companheiro - Luiz Inácio Lula da Silva.
Esse ato de proclamação de minha candidatura tem uma significação que transcende seu aspecto eleitoral.
Estamos hoje concluindo o Quarto Congresso do Partido dos Trabalhadores.
Mais do que isso: estamos celebrando os Trinta Anos do PT.
Trinta anos desta nova estrela que veio ocupar lugar fundamental no céu da política brasileira.
Em um período histórico relativamente curto mudamos a cara de nosso sofrido e querido Brasil.
O PT cumpriu essa tarefa porque não se afastou de seus compromissos originais. Soube evoluir. Mudou, quando foi preciso.
Mas não mudou de lado.
Até chegar à Presidência do país, o PT dirigiu cidades e estados da Federação, gerando práticas inovadoras políticas, econômicas e sociais que o mundo observa, admira e muitas vezes reproduz. Fizemos isso, preservando e fortalecendo a democracia.
Mas, a principal inovação que o Partido trouxe para a política brasileira foi colocar o povo - seus interesses, aspirações e esperanças - no centro de suas ações.
Olhando para este magnífico plenário o que vejo é a cara negra, branca, índia e mestiça do povo brasileiro.
Esta é a cara do meu partido.
O rosto daqueles e daquelas que acrescentam a sua jornada de trabalho, uma segunda jornada - ou terceira - a jornada da militância.
Quero dizer a todos vocês que tenho um enorme orgulho de ser petista. De militar no mesmo partido de vocês. De compartilhar com Lula essa militância.
Estou aceitando a honrosa missão que vocês me delegam com tranqüilidade e determinação.
Sei que não estou sozinha.
A tarefa de continuar mudando o Brasil é uma tarefa de milhões. Somos milhões.
Vamos todos juntos, até a vitória.
Viva o povo brasileiro!
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