31 Dezembro 2011

Populismo e único feito do Piñera: abolição da gravata - para economizar energia!

Pesquisa indica alta rejeição de Piñera e prestígio de Bachelet e Camila Vallejo

Os resultados da pesquisa do Centro de Estudos Públicos dão a Piñera uma aprovação por parte da população de apenas 23%, a mais baixa para um mandatário desde o retorno da democracia em 1990, abaixo inclusive dos 28% do democrata-cristão Eduardo Frei, em 1998, em plena crise asiática. Além da baixa aprovação, a pesquisa aponta um nível de rejeição também inédito: 62%. Do lado da oposição, a ex-presidenta Michelle Bachelet e a líder estudantil Camila Vallejo emergem com força.

Carta Maior

Paulo Henrique Amorim

Prece que o blog Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim sumiu do mapa.

Nada vejo.

Sumiu todinho.

Charge Online do Bessinha



30 Dezembro 2011

Charge Online do Bessinha

2011: um ano infernal para o DEM


2011 foi um ano desastroso para a oposição de direita no Brasil. Derrotada pela terceira vez seguida nas eleições presidenciais, ela não conseguiu se recuperar do trauma. Sevada historicamente no patrimonialismo e no fisiologismo, ela sofreu deserções e crises internas. Sem programa e sem rumo, ela hoje depende basicamente da mídia direitista para sobreviver em estado vegetativo.

O caso mais emblemático é o do DEM – ex-Arena durante a ditadura militar, ex-PDS no período da redemocratização e ex-PFL nos áureos tempos do tsunami neoliberal. A decadência da legenda ultraconservadora é acelerada. Em 1998, o PFL/DEM elegeu 105 deputados federais; no ano passado, foram apenas 43. Em 2000, ele elegeu 1.026 prefeitos; em 2008, foram somente 495.

O teste derradeiro de 2012

Quantos prefeitos o DEM elegerá em 2012? Muitos apostam que a queda será ainda mais violenta, principalmente após a saída de vários caciques conservadores, que rumaram para o PSD de Gilberto Kassab. Há quem afirme que o partido não resistirá ao teste das eleições municipais do próximo ano. Muitos abandonarão o navio à deriva e a sigla fechará as suas portas!

A própria Folha serrista reconhece que a situação da legenda é delicada: “Nos últimos dois anos, o DEM perdeu suas duas maiores estrelas: José Roberto Arruda caiu do governo do Distrito Federal acusado de corrupção e o prefeito Gilberto Kassab abandonou a sigla para criar o próprio partido. Ao sair, ele arrastou consigo um de cada cinco deputados federais da oposição”.

Demos rumam para o inferno

O Estadão confirma o péssimo diagnóstico em reportagem desta terça-feira (27). “Apenas em 2011, o DEM perdeu 17 deputados federais de um total de 43, um senador de um total de seis, e um governador de um total de dois, além de prefeitos, vereadores e deputados estaduais, a maioria para o PSD”. A piada que circula é que os demos caminham para o inferno, se o diabo deixar!

Diante deste cenário calamitoso, os demos apostam todas as fichas nas eleições do próximo ano. Uma aposta de vida ou morte! O partido ainda possui alguns oligarcas locais e certo tempo para propaganda partidária na rádio e televisão. Mas estes trunfos não aliviam a barra. Alguns caciques cotados para disputar prefeituras, como ACM Neto em Salvador, já vacilam. Temem o vexame!

Extinção, fusão ou nova sigla?

“Ficaram no DEM os que têm compromisso. E as próximas eleições nos dirão se isso ainda rende votos no Brasil”, filosofa Agripino Maio, presidente nacional da sigla. Mas ele mesmo sabe que a situação é difícil. No seu próprio estado, no Rio Grande do Norte, o senador assiste desesperado o calvário da única governadora que restou no DEM, Rosalba Ciarlini, que despenca nas pesquisas.

Para Raquel Ulhôa, do jornal Valor, “se o desempenho da legenda em 2012 for pífio, há quem aposte na extinção. A tendência, dizem, é que parte dos integrantes do DEM iria para o PSDB e outra, para o PMDB”. Há também que acredite na criação de uma nova sigla, com uma roupagem mais de direita, ou na fusão com o PSDB e o PPS, outros dois partidos em grave crise. A conferir!

29 Dezembro 2011

Charge Online do Bessinha

A probabilidade

Chico Barauna 28-12-2011.

Infelizmente aconteceu mais um evento probabilístico negativo, cuja soma é cinco. Dilma Rousseff, Fernando Lugo, Hugo Chávez, Lula da Silva, e agora a presidenta Cristina Kirchner.

Dependendo do universo considerado a quantidade de eventos terá maior ou menor significado estatístico. Esta lista de cinco eventos já mostra uma tendência, merece um estudo amplo. Se por hipótese, a lista aumentar com mais um caso entre os presidentes trabalhistas, então teremos constatado um sintoma.

Sim, claro que devemos estranhar, mas vamos ficar ainda no campo das hipóteses. Contudo, devemos observar que, as propriedades comuns dos elementos definem qualquer conjunto. Devemos notar que nesse conjunto os cinco elementos têm propriedades comuns.

Em todo caso, os presidentes Rafael Correia, Evo Morales, José Mujica, Ollanta Humala, Daniel Ortega, a ex-presidenta Michele Bachelet, e outros, devem ficar em alerta, redobrar cuidados, fazer exames, estes de preferência em Cuba.

Finalmente, a extrema direita, a mídia do PIG e o câncer serão derrotados. Desejamos que a presidenta Cristina Kirchner vença mais este desafio e logo se recupere, para a alegria do povo argentino. Longa vida para Cristina !!

Lula, Chaves, Cristina, Dilma, Lugo, Arafat ...

E por que não Angela Merkel, Blair, Obama, Schroeder, Berlusconi, e, e...

G1

EUA podem ter induzido câncer em líderes sul-americanos, diz Chávez. 'Não seria estranho se tivessem desenvolvido uma tecnologia', disse. Chávez achou 'estranho' o fato de 5 líderes da região terem a doença.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, especulou nesta quarta-feira (28) sobre a existência de uma "tecnologia americana para induzir ao câncer", no dia seguinte do anúncio de que a colega argentina, Cristina Kirchner, sofre da doença que vitimou também outros líderes sul-americanos.

"Não seria estranho se tivessem desenvolvido uma tecnologia para induzir ao câncer e ninguém soubesse disso até agora", declarou Chávez a respeito dos Estados Unidos, alvos recorrentes das suas críticas.

O presidente da Venezuela, que afirma estar recuperado de um câncer diagnosticado em junho, afirmou que não pretendia "lançar acusações temerárias", mas considerou "muito estranho" o fato de cinco líderes sul-americanos terem sido diagnosticados com a doença recentemente.

"É muito difícil explicar o que está acontecendo conosco na América Latina, mas não deixa de ser estranho, muito estranho", completou Chávez durante um discurso realizado diante das Forças Armadas.

"Talvez se descubra dentro de 50 anos" esse suposto plano americano para induzir ao câncer, disse o presidente, no poder desde 1999. "Não sei, só deixo para reflexão", acrescentou.

Chávez costuma acusar o governo dos Estados Unidos, com o qual mantém relações diplomáticas tensas, de estar por trás de supostos planos para tirá-lo do poder após as eleições presidenciais de outubro de 2012, nas quais disputará o terceiro mandato.

O presidente se mostrou convencido, por outro lado, de que Kirchner "vencerá" o câncer de tireoide, do qual será operada em 4 de janeiro.

Ele explicou ter conversado por telefone com a colega argentina, depois do anúncio de sua doença, na véspera, e disse tê-la sentido de "muito bom ânimo".

O chefe de Estado venezuelano também deu as "boas vindas" à cúpula de "vencedores do câncer", que ele planeja realizar no começo de 2012 e à qual se prevê que participem seus colegas de Brasil, Dilma Rousseff, e Paraguai, Fernando Lugo, bem como o ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Chávez manifestou a Kirchner "seus melhores desejos pelo pronto restabelecimento de sua saúde, ao mesmo tempo em que ratificou todo o seu apoio moral", segundo comunicado divulgado previamente pela chancelaria venezuelana.

O presidente venezuelano foi operado, em junho, em Cuba, de um tumor cancerígeno, cuja localização nunca revelou.

26 Dezembro 2011

Governo Dilma se une ao CNJ e fecha o ano em confronto com STF



Órgão da Presidência, Advocacia Geral da União aciona Supremo Tribunal Federal para cassar liminar da própria corte que proíbe órgão de controle externo do Judiciário de apurar conduta de juízes. Segundo mandado de segurança, investigar é de 'interesse direto do povo'. Dilma também peitou STF ao negar aumento salarial.

André Barrocal Carta Maior

BRASÍLIA - O governo Dilma termina o ano em confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF), a corte máxima do país e que, em termos políticos, fala pelos tribunais brasileiros. Na votação do orçamento 2012, não aceitou separar dinheiro para aumentar o salário de juízes e seus servidores. E, na polêmica sobre o direito de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigar a magistratura, uniu-se ao órgão de controle externo do Judiciário na disputa contra o STF.

A Advocacia Geral da União (AGU), que responde diretamente ao presidente da República e defende os interesses do governo federal em julgamentos no STF, entrou com um mandado de segurança na corte para derrubar liminar concedida por um ministro do mesmo Supremo que proibira a Corregedoria do CNJ de abrir processos para apurar a conduta de juízes e servidores do Judicário.

A ação do advogado Luiz Inácio Adams, que está no cargo desde a gestão Lula, lista uma série de argumentos jurídicos para questionar a concessão da liminar, no apagar das luzes do ano judiciário, pelo ministro Marco Aurélio Mello. Teria havido atropelo de uma lei que trata da magistratura e regras internas e processuais do STF. Mas tem alguns trechos que mostram que também há uma decisão política por trás da iniciativa.

A ação menciona que o CNJ tem cerca de 500 reclamações disciplinares em investigação e diz: "As centenas de irregularidades são investigadas em todo o território nacional, e muitas delas envolvem altos membros dos mesmos tribunais. Não se pode olvidar que são apreciados pelo CNJ casos de extrema gravidades e repecussão social, citando-se a título de exemplo a distribuição irregular de processos, o favorecimento em concursos públicos, fraudes e até mesmo indícios de enriquecimento ilícito e a venda de sentenças judiciais".

E complementa, no parágrafo seguinte: "Todos esses fatores, de interesse direto do povo, detentor de todo o poder, nos termos do artigo primeiro, parágrafo único da Constituição, tornam de clareza solar os riscos que o óbice à atução orginária do Conselho Nacional de Justiça impõe a toda coletividade, vulnerando o próprio Estado Democrático de Direito".

A liminar que a AGU quer cassar foi concedida num dia, segunda-feira (19), que o STF tiinha aberto as portas, em tese, apenas para empossar uma ministra, Rosa Weber, declarar oficialmente o fim do ano judiciário e sair de férias até fevereiro. Quem solicitara a liminar tinha sido uma entidade corporativa da magistratura, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

A liminar foi concedida durante o dia e publicizada pelo próprio ministro Marco Aurélio. Naquela mesma segunda-feira (19), porém, uma outra liminar foi dada por um ministro do STF também para golpear poderes do õrgão de controle externo do judiciário, mas de forma quase clandestina.

Às 21h, o ministro Ricardo Lewandowski proibiu a Corregedoria do CNJ de continuar investigando a vida patrimonial de 216 mil pessoas, entre juízes e servidores, que trabalham em tribunais de todo o país. Atendeu a um pedido de três entidades corporativas, a AMB, a Associação Nacional dos Juízes Federais (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

Brasil é sexta economia, dizem The Guardian e Daily Mail

Terra

O Brasil ultrapassou o Reino Unido e se tornou a 6ª maior economia do mundo, de acordo com dados do Centro de Economia e Pesquisa de Negócios (CEBR, em inglês), consultoria responsável pelos resultados. A crise bancária de 2008 e a consequente recessão foram os pivôs da queda britânica, que pela primeira vez é ultrapassada por um país sul-americano no ranking das maiores economias do planeta, informam nesta segunda-feira os jornais The Guardian e Daily Mail.

O topo da lista é ocupado pelos Estados Unidos, seguidos por China, Japão, Alemanha e França. O Guardian ressalta que o crescimento esperado de Rússia e Índia para os próximos dez anos podem deixar o Reino Unido ainda mais para baixo na lista das maiores economias. O periódico ainda ironiza os franceses que, apesar de ocuparam a 5ª colocação, devem apresentar um ritmo de queda maior que o dos britânicos nos próximos anos.

"O Brasil tem batido os europeus no futebol por um longo tempo, mas batê-los na economia é um novo fenômeno", disse o CEO do CEBR, Douglas McWilliams. "Nosso ranking mostra como o mapa da economia está mudando, com países da Ásia e produtores de commodities (produtos básicos com cotação no mercado internacional) escalando o ranking, enquanto nós na Europa caímos para baixo", acrescentou.

O Daily Mail lembra que os britânicos ainda têm uma qualidade de vida muito mais elevada, mas destaca o poder e o potencial brasileiro como motivos para a subida no ranking, além da situação política estável, o que atrai os investidores.

Charge Online do Bessinha



22 Dezembro 2011

Ulalá, a Maria Inês Nassif arrasa na análise política

2011 e 2012, por Maria Inês Nassif

Da Carta Maior

2011, o ano em que a mídia demitiu ministros. 2012, o ano da Privataria.

A imprensa estará muito menos disposta a comprar uma briga durante a CPI da Privataria – quer porque ela começa questionando a lisura de aliados sólidos da mídia hegemônica em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, quer porque esse tema é uma caixinha de surpresas.

Maria Inês Nassif

Em 2005, quando começaram a aparecer resultados da política de compensação de renda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva – a melhoria na distribuição de renda e o avanço do eleitorado “lulista” nas populações mais pobres, antes facilmente capturáveis pelo voto conservador –, eles eram mensuráveis. Renda é renda, voto é voto. Isso permitia a antevisão da mudança que se prenunciava. Tinha o rosto de uma política, de pessoas que ascendiam ao mercado de consumo e da decadência das elites políticas tradicionais em redutos de votos “do atraso”. Um balanço do que foi 2011, pela profusão de caminhos e possibilidades que se abriram, torna menos óbvia a sensação de que o mundo caminha, e o Brasil caminha também, e até melhor. O país está andando com relativa desenvoltura. Não que vá chegar ao que era (no passado) o Primeiro Mundo num passe de mágicas, mas com certeza a algo melhor do que as experiências que acumulou ao longo da sua pobre história.

p class="texto">O perfil político do governo Dilma é mais difuso, mas não se pode negar que tenha estilo próprio, e sorte. As ofensivas da mídia tradicional contra o seu ministério permitirão a ela, no próximo ano, fazer um gabinete como credora de praticamente todos os partidos da coalizão governamental. No início do governo, os partidos tinham teoricamente poder sobre ela, uma presidenta que chegou ao Planalto sem fazer vestibular em outras eleições. Na reforma ministerial, ela passa a ter maior poder de impor nomes do que os partidos aliados, inclusive o PT. Do ponto de vista da eficiência da máquina pública – e este é o perfil da presidenta – ela ganha muito num ano em que os partidos estarão mais ocupados com as questões municipais e em que o governo federal precisa agilidade para recuperar o ritmo de crescimento e fazer as obras para a Copa do Mundo.

Sorte ou arte, o distanciamento de Dilma das denúncias contra os seus ministros, o fato de não segurar ninguém e, especialmente, seu estilo de manter o pé no acelerador das políticas públicas independentemente se o ministro da pasta é o candidato a ser derrubado pela imprensa, não a contaminaram com os malfeitos atribuídos a subalternos. Prova é a popularidade registrada no último mês do ano.

Mais sorte que arte, a reforma ministerial começa no momento em que a grande mídia, que derrubou um a um sete ministros de Dilma, se meteu na enrascada de lidar com muito pouca arte no episódio do livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Passou recibo numa denúncia fundamentada e grave. Envolve venda (ou doação) do patrimônio público, lavagem de dinheiro – e, na prática, a arrogância de um projeto político que, fundamentado na ideia de redução do Estado, incorporou como estratégia a “construção” de uma “burguesia moderna”, escolhida a dedo por uma elite iluminada, e tecida especialmente para redimir o país da velha oligarquia, mas em aliança com ela própria. Os beneficiários foram os salvadores liberais, príncipes da nova era. O livro “Cabeças de Planilha”, de Luís Nassif, e o de Amaury, são complementares. O ciclo brasileiro do neoliberalismo tucano é desvendado em dois volumes “malditos” pela grande imprensa e provado por muitas novas fortunas. Na teoria. Na prática, isso é apenas a ponta do iceberg, como disse Ribeiro Jr. no debate de ontem (20), realizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, no Sindicato dos Bancários: se o “Privataria” virar CPI, José Serra, família e amigos serão apenas o começo.

A “Privataria” tem muito a ver com a conjuntura e com o esporte preferido da imprensa este ano, o “ministro no alvo”. Até a edição do livro, a imprensa mantinha o seu poder de agendamento e derrubava ministros por quilo; Dilma fingia indiferença e dava a cabeça do escolhido. A grande mídia exultou de poder: depois de derrubar um presidente, nos anos 90, passou a definir gabinetes, em 2011, sem ter sido eleito e sem participar do governo de coalizão da mandatária do país. A ideologia conservadora segundo a qual a política é intrinsicamente suja, e a democracia uma obra de ignorantes, resolveu o fato de que a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizimou a oposição institucional, em 2010, e a criação do PSD jogou as cinzas fora, terceirizando a política: a mídia assumiu, sem constrangimentos, o papel de partido político. No ano de 2011, a única oposição do país foi a mídia tradicional. As pequenas legendas de esquerda sequer fizeram barulho, por falta de condições, inclusive internas (parece que o P-SOL levou do PT apenas uma vocação atávica para dissidências internas; e o PT, ao institucionalizar-se, livrou-se um pouco dela – aliás, nem tanto, vide o último capítulo do livro do Amaury Ribeiro Jr.).

Quando a presidenta Dilma Rousseff começar a escolher seus novos ministros, e se fizer isso logo, a grande mídia ainda estará sob o impacto do contrangimento. Dilma ganhou, sem imaginar, um presente de Papai Noel. A imprensa estará muito menos disposta a comprar uma briga durante a CPI da Privataria – quer porque ela começa questionando a lisura de aliados sólidos da mídia hegemônica em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, quer porque esse tema é uma caixinha de surpresas.

Isso não chega a ser uma crise que a democracia não tenha condições de lidar. Na CPI dos Anões do Orçamento, que atingiu o Congresso, os partidos viveram intensamente a crise e, até por instinto de sobrevivência, cortaram na própria carne (em alguns casos, com a ajuda da imprensa, jogaram fora a água da bacia com alguns inocentes junto). A CPI pode ser uma boa chance de o Brasil fazer um acerto com a história de suas elites.

E, mais do que isso, um debate sério, de fato, sobre um sistema político que mantém no poder elites decadentes e é facilmente capturado por interesses privados. Pode dar uma boa mão para o debate sobre a transparência do Estado e sobre uma verdadeira separação da política e do poder econômico. 2012 pode ser bom para a reforma política, apesar de ter eleições municipais. Pode ser o ano em que o Brasil começará a discutir a corrupção do seu sistema político como gente grande. Cansou essa brincadeira de o tema da corrupção ser usado apenas como slogan eleitoral. O Brasil já está maduro para discutir e resolver esse sério problema estrutural da vida política brasileira.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.

Neoliberalismo alemão: povo não tem o que comer


Foto tirada hoje (22.12.2011) aqui na esquina de minha casa, no ponto de ônibus.

Papai Noel de costas.

Hamburger Tafel (Tafel significa mesa).

É a propaganda de uma instituição que distribui comida a um preço irrisório.

Para os deserdados do pseudo-socialista chanceler Schoeder, do SPD, e do Fischer, do Partido Verde.

São os novos-pobres do país mais rico da Europa.

Na propaganda é dito para você não olhar para o lado, mas sim ver que na casa de muitas famílias de Hamburgo os pratos estarão vazios no dia de Natal. E dá o número de uma conta de banco para serem feitas doações.

É triste, muito triste.

Ainda mais quando vemos riqueza por todo lado.


Oferta tucana em SP: Minha Casa, meu Incêndio



Leia aqui sobre mais um incêndio provocado?, em São Paulo.

Charge Online do Bessinha


A Cochita não sabe que "comunista" não é xingamento, mas elogio

A Atriz venezuelana María Conchita Alonso acusou o vencedor do Oscar Sean Penn de ser "... um comunista!" Depois de receber um "Você é uma porca", a cubana de nascimento devolveu um "você é um comunista imbecil."

Leia mais sobre a desavença aqui.

21 Dezembro 2011

CPI da Privataria é protocolada com 206 assinaturas


Apuração de denúncias sobre pagamento de subornos relacionados às privatizações dos anos 90 não será usada de forma eleitoreira, garante o delegado Protógenes (PCdoB-SP).

O deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP) protocolou nesta quarta-feira (21) a CPI da Privataria, para investigar pagamentos de propinas e lavagem de dinheiro durante as privatizações da década de 90, feitas no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). As acusações estão no livro “A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que também dispersa acusações sobre espionagem dentro do próprio PT. O requerimento apresentado tinha 206 assinaturas e vai ser levado à análise pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que até agora não autorizou a criação de nenhuma comissão parlamentar de inquérito, apesar de outros quatro estarem “na fila”.

Mais:
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/cpi-da-privataria-e-protocolada-com-206-assinaturas/

Mercosul e Palestina assinam tratado de livre-comércio

O Mercosul e a Palestina assinaram nesta terça-feira um tratado de livre-comércio durante a cúpula de chefes de Estado do bloco em Montevidéu, no que constitui o primeiro acordo deste tipo de um organismo de integração com esse território.

O acordo foi assinado em Montevidéu pelos ministros das Relações Exteriores dos quatro países-membros do bloco: Antonio Patriota (Brasil), Luis Almagro (Uruguai), Jorge Lara Castro (Paraguai) e Héctor Timerman (Argentina), e pelo chanceler palestino, Riyad al-Maliki.

No evento, transmitido pelo circuito fechado de televisão da cúpula, estavam presentes os presidentes das nações do bloco: Dilma Rousseff (Brasil), Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai) e Fernando Lugo (Paraguai). Também compareceu ao evento o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e pelo chanceler do país, Ricardo Maduro.

O tratado tem importância mais política do que econômica, dado o baixo intercâmbio comercial entre as duas partes. Ele representa uma cópia do convênio assinado entre Mercosul e Israel em 2007, que entrou em plena vigência neste ano.

Esse tratado representa mais um passo no apoio da região ao estabelecimento de um Estado palestino, depois que os quatro países do grupo o terem reconhecido como tal entre dezembro de 2010 e março deste ano.

Al Maliki agradeceu aos países do Mercosul "em nome do povo palestino, que está desenhando seu lugar no mapa através do reconhecimento dos países". "Esperamos que (os países do Mercosul) possam nos ajudar a acabar com o sofrimento do povo palestino e a levar adiante um acordo de paz entre Palestina e Israel", destacou o ministro.

Segundo a Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), exceto pela Argentina, os países do Mercosul praticamente não têm intercâmbio comercial com a Palestina.

Com informações da AFP. http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201112202112_EFE_80631963

Charge Online do Bessinha

EUA saiu do Iraque, mas ...

...deixou 15.000 funcionários para trás.

. Todos trabalhando na embaixada americana em Bagdá.

. Gastos previstos com o maior número de "funcionários" de uma embaixada no mundo:

750 milhões de dólares!

Baita embaixada, hein?

Equador pede entrada no Bloco e Venezuela espera manobra


A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF PEDIU UM ESFORÇO MAIOR PARA A INCORPORAÇÃO DO PAÍS DE HUGO CHÁVEZ NO MERCOSUL, BLOQUEADA PELO PARAGUAI. "ESTE PROCESSO DE AMPLIAÇÃO SÓ NOS FORTALECE", DISSE.

21 de Dezembro de 2011 às 06:10 Brasil 247

247 com agências internacionais - Os presidentes do Mercosul receberam nesta terça-feira o pedido formal de ingresso do Equador no Bloco, durante a Cúpula de Montevidéu, enquanto a Venezuela aguarda uma fórmula para permitir sua adesão, bloqueada pelo Parlamento paraguaio.

O presidente uruguaio, José Mujica, que entregou a presidência do bloco à argentina Cristina Kirchner, anunciou a criação de um grupo de trabalho para definir as etapas que Quito deve cumprir visando seu pleno ingresso no Mercosul.

Este grupo de trabalho deverá apresentar ao Conselho Mercado Comum do Mercosul os resultados de suas análises no prazo de 180 dias.

A presidente Dilma Rousseff pediu "um esforço maior" para a incorporação da Venezuela, firmada em 2006 em nível presidencial, mas bloqueada pelo Paraguai, cujo Parlamento é dominado pela oposição ao presidente Fernando Lugo.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disparou contra os que impedem o ingresso de seu país no Bloco: "não sei se estão conscientes do dano que fazem não apenas à Venezuela, mas a todos, incluindo ao povo paraguaio".

"Incorporemos ao Mercosul mais países da América do Sul do porte e da importância da Venezuela", destacou Dilma Rousseff, afirmando que "este processo de ampliação só nos fortalece".

Os líderes do Bloco firmaram ainda o Protocolo de Montevidéu, que prevê uma série de medidas caso algum membro do Mercosul ou associado seja alvo de golpe de Estado.

O acordo prevê que "em caso de ruptura ou ameaça de ruptura da ordem democrática", os demais Estados se reunirão para realizar gestões diplomáticas que promovam o restabelecimento da democracia no país afetado.

Na área econômica, o Bloco decidiu elevar transitoriamente as alíquotas sobre as importações de produtos de fora do Mercosul "acima da Tarifa Externa Comum".

O Mercosul também firmou um tratado de livre comércio com o Estado Palestino, o que constitui o primeiro acordo comercial entre os palestinos e países da América do Sul.

Além de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, o Mercosul tem como Estados associados Equador, Peru, Colômbia e Chile, enquanto a Venezuela está em processo de plena adesão.

http://www.brasil247.com.br/pt/247/mundo/31291/Equador-pede-entrada-no-Bloco-e-Venezuela-espera-manobra.htm

20 Dezembro 2011

Presidente venezuelano Hugo Chávez chama Obama de 'farsante'

Presidente venezuelano Hugo Chávez chama Obama de 'farsante'. Declaração surgiu após uma entrevista de Obama criticando Chávez. Obama, se meta com tuas coisas, com teu país, disse o líder venezuelano.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou nesta segunda-feira (19) de "farsante" o líder americano, Barack Obama, que concedeu uma entrevista criticando o governo venezuelano.

"Mister Obama decidiu nos atacar (...) Obama, se meta com tuas coisas, com teu país, que leva ao desastre. Agora quer ganhar votos atacando a Venezuela, não seja irresponsável. Farsante, você é um farsante!", disse Chávez durante uma reunião do gabinete exibida pela TV estatal.

Nesta segunda, o jornal venezuelano El Universal publicou uma entrevista com Obama na qual o presidente se diz "preocupado" com o governo Chávez, que tem "restringido os direitos do povo" da Venezuela e "ameaçado os valores democráticos".

Segundo Chávez, o presidente Obama é uma "vergonha" e a "maior decepção" para as comunidades afrodescendente e pobre dos Estados Unidos, que acreditaram nele quando assumiu o poder.

"Você é uma vergonha para toda esta gente, então nos deixe em paz, tranquilos. Busca teus votos aí, cumprindo o que prometeu ao teu povo....", disse Chávez visivelmente irritado.

Caracas e Washington não trocam embaixadores desde 2010 e para os Estados Unidos a relação diplomática com a Venezuela é a mais complicada da América do Sul.

Obama também criticou as relações de Caracas com Havana e Teerã, e estimou que "cedo ou tarde" a Venezuela "terá que determinar que possível vantagem leva mantendo relações com um país que viola os direitos humanos universais e está isolado".

Feliz Natal!



http://www.spiegel.de/fotostrecke/fotostrecke-76497.html

Silent Night

Charge Online do Bessinha

Presidente alemão Christian Wulff navega num mar de lama



O Presidente alemão é um individuo muito cara-de-pau.

Mente pelos poros.

. Quando governador da Baixa Saxônia fez 6 férias às expensas de amigos milionários, apesar de saber que não lhe era permitido.

. Comprou voo classe econômica para fazer férias na Baixa da Égua. Ao descobrir quem era o passageiro e sua esposa, o comandante imediatamente fez um prestativo upgrade. O ex-governador viajou na classe business. Quando descoberto a maracutaia, o Cara-de-Pau correu para pagar a diferença.

. Pediu a um amigo bilionário um empréstimo de meio milhão de Euro a baixos juros. Comprou uma casa. Sonegou a informação ao ser sabatinado pelo Parlamento alemão. Como governador teria que usar os meios que os cidadãos comuns usam para comprar uma casa e não usar sua posição política para pagar menos juros. Agora que foi descoberto, o Presidente alemão disse que o empréstimo veio da mulher do multimilionário, amiga de sua esposa. O multimilonário declarou que sua antiga funcionária e atual esposa veio para o casamento sem rendas e que por isso o empréstimo saiu da conta dela, mas que ele, o marido, tem plenos poderes e o dinheiro veio dele. Contou mais. Para que a imprensa não descobrisse, o cheque foi dado sem o nome do receptor. Isso é que é confiança!

. Hoje nos jornais mais uma devassa na vida do mentiroso. Ainda governador, mas em campanha para a reeleição, o Cara-de-Pau publicou uma biografia, da qual o seu partido, o CDU comprou milhares de exemplares para presentear simpatizantes. Detalhe até então escondido: a propaganda do livro, feita em diversos jornais da região, foi paga -apenas 43 mil Euro - por um amigo bilionário, que realizou a bondade poucos dias depois do Cara-de-Pau ser reeleito.


http://www.bild.de/politik/inland/christian-wulff/so-bezahlte-carsten-maschmeyer-die-anzeigen-fuer-das-wulff-buch-21658234.bild.html

Cristina enfrenta a mídia. Dilma, não!

Por Altamiro Borges

Os barões da mídia estão enfurecidos com as ações do governo para garantir a autêntica liberdade de expressão. Mas não contra a presidenta Dilma, mas sim contra a presidenta Cristina Kirchner. Até a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) divulgou uma nota para condenar as medidas democratizantes do governo da Argentina. A “oposicionista” Judith Brito também milita no país vizinho?

O alvo da gritaria agora é o projeto que põe fim ao monopólio do papel-jornal. Ele já foi aprovado na Câmara dos Deputados e já seguiu para votação no Senado. Em editoriais e várias “reporcagens”, principalmente do jornalista Ariel Palácios, do Estadão e da TV Globo, o fim deste antigo monopólio representa mais uma investida de Cristina Kirchner contra a imprensa. Dá para entender?

Bem de “interesse público”

Pelo projeto, o papel-jornal é declarado bem de “interesse público”, devendo ser incentivada a sua “produção e comercialização”. Desta forma, essa matéria prima deixa de ser monopólio dos grupos Clarín e Nación, que detinham a única fábrica deste papel na Argentina. Esse privilégio foi adquirido durante a ditadura militar, numa troca de favores entre os generais carrascos e a mídia servil.

Como reconhece o próprio Ariel Palácios, “o projeto é um golpe direto aos dois maiores jornais do país, o Clarín e o La Nación, ambos de posições críticas em relação ao governo. Alguns setores da oposição – principalmente os partidos de centro e centro-direita – afirmam que o projeto de Cristina não passa de uma ‘estatização disfarçada’ da única fábrica de papel-jornal do país”.

O fim do monopólio no papel-jornal

A fábrica Papel Prensa é controlada pelo Grupo Clarín (49% das ações). La Nación (com 22% das ações) e o Estado argentino (com 27,5%) são seus sócios minoritários. Caso o projeto seja confirmado no Senado, Clarín e La Nación serão obrigados a vender as suas ações, já que as novas regras proíbem que os jornalões privados tenham participação na Papel Prensa.

O projeto ainda acaba com os subsídios ao papel-jornal (que também existem no Brasil) e fixa a cobrança de impostos. Daí toda a gritaria da mídia golpista da Argentina e dos seus comparsas no Brasil. A sorte dos barões nativos (Comentário GL: e azar do povo, que como sempre: se lasque!) é que a presidenta Dilma ainda insiste no “namorico” com a mídia e arquivou o projeto de novo marco regulatório no setor.

*****

Futebol para todos

Em tempo: Logo após a sua folgada reeleição, a presidenta Cristina Kirchner também anunciou a ampliação dos investimentos no programa “Futebol para todos”. Fruto de um acordo firmado há dois anos com a Associação de Futebol da Argentina (AFA), ele garante financeiramente a transmissão de todos os jogos do campeonato local na televisão aberta.

Antes, o grupo Clarín detinha a exclusividade das transmissões (a exemplo da TV Globo no Brasil) e só exibia as partidas na TV por assinatura. Além de gastar fortunas para assistir ao seu time, o torcedor argentino, tão apaixonado como o brasileiro pelo futebol, ainda ficava ao sabor da programação e dos horários do grupo Clarín (como no Brasil).

Essa mamata acabou, para desespero dos barões da mídia! Que inveja da Argentina, do Messi e da Cristina Kirchner.

http://altamiroborges.blogspot.com/2011/12/cristina-enfrenta-midia-dilma-nao.html?spref=tw

Charge Online do Bessinha

19 Dezembro 2011

O ano em que um livro desmascarou a imprensa



do Blog Balaio do Kotscho

"Se a Gazeta Esportiva não deu, ninguém sabe o que aconteceu".

(Slogan de um antigo jornal de São Paulo, nos tempos pré-internet, que ainda inspira muitos jornalistas brasileiros).

***

Daqui a cem anos, quando os historiadores do futuro contarem a história da velha mídia brasileira, certamente vão reservar um capítulo especial para o que aconteceu em 2011.

Foi o ano em que um livro desmascarou o que ainda restava de importância e influência da chamada grande imprensa na formação da opinião pública brasileira.

O suicídio coletivo foi provocado pelo lançamento de um livro polêmico, A Privataria Tucana, do premiado repórter Amaury Ribeiro Júnior, com denúncias sobre o destino dado a bilhões de reais na época do processo de privatização promovido nos anos FHC.

Como envolve personagens do alto tucanato em nebulosas viagens de dinheiro pelo mundo, o livro foi primeiro ignorado pelos principais veículos do país, com exceção da revista "Carta Capital" e dos telejornais da Rede Record; nos dias seguintes, os poucos que se atreveram a tocar no assunto se limitaram a detonar o livro e o seu autor.

Sem entrar no mérito da obra, o fato é que, em poucos dias, A Privataria Tucana alcançou o topo dos livros mais vendidos do país e invadiu as redes sociais, tornando-se tema dominante nas rodas de conversa do Brasil que tem acesso à internet.

No final de semana, o fenômeno editorial apareceu nas listas de jornais e revistas, mas não mereceu qualquer resenha ou reportagem sobre o seu conteúdo.

Em 47 anos de trabalho nas principais redações da imprensa brasileira, com exceção da revista "Veja", nunca tinha visto nada igual, nem mesmo na época da ditadura militar, quando a gente não era proibido de escrever _ apenas, os censores não deixavam publicar.

Foi como se todos houvessem combinado que o livro simplesmente não existiria. Esqueceram-se que há alguns anos o mundo foi revolucionado por um negócio chamado internet, em que todos nos tornamos emissores e receptores de informações, tornando-se impossível esconder qualquer notícia.

O que mais me espantou foi o silêncio dos principais colunistas e blogueiros do país _ falo dos profissionais considerados sérios _, muitos deles meus amigos e mestres no ofício, que sempre preservaram sua independência, mesmo quando discordavam da posição editorial da empresa onde estão trabalhando.

Nenhum deles ousou escrever, nem bem nem mal, sobre A Privataria Tucana, com a honrosa exceção de José Simão, o mais sério de todos eles.

Alguns ainda tentaram dar alguma desculpa esfarrapada, como falta de tempo para ler e investigar os documentos publicados no livro, mas a grande maioria simplesmente saiu por aí assobiando e mudando de assunto.

O que aconteceu? Faz algum tempo, as entidades representativas da velha mídia criaram o Instituto Millenium, uma instituição voltada à defesa dos seus interesses e negócios, o que é muito justo.

Sob a bandeira da "defesa da liberdade de expressão", segundo eles sempre ameaçada por malfeitores do PT e de setores do governo federal, os barões da mídia promoveram vários saraus para denunciar os perigos que enfrentavam. O principal deles, claro, era "a volta da censura".

Pois a censura voltou a imperar escandalosamente na semana passada. Só que, desta vez, não promovida por orgãos do Estado, mas pelas próprias empresas jornalísticas abrigadas no Instituto Millenium. Os antigos donos do poder midiático decidiram apagar do mapa, não uma reportagem ou uma foto, mas um livro.

O episódio certamente será um divisor de águas no relacionamento entre a grande imprensa e seus clientes. Por mais que cada vez menos gente acreditasse nessa conversa, seus porta-vozes sempre insistiam em nos garantir que a mídia grande era independente, apartidária, isenta, preocupada apenas em contar o que está acontecendo e denunciar os malfeitos do governo, em defesa do interesse nacional e da felicidade de todos.

Agora, caiu definitivamente a máscara. Neste final de semana, ouvi de várias pessoas, em diferentes ambientes, que vão cancelar assinaturas de publicações em que não confiam mais.

Como jornalista ainda apaixonado pela profissão, fico triste com tudo isso, mas não posso brigar com os fatos. Foi vergonhoso ver o que aconteceu e não deu para esconder. Graças à internet, todo mundo ficou sabendo.

E agora? O que vão dizer aos seus ouvintes, leitores e telespectadores? Que tudo não passou de um engano, uma ilusão de ótica? Vão publicar um "erramos" coletivo ou vai ficar tudo por isso mesmo?

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/

Charge Online do Bessinha

"Privataria Tucana" chega aos cinemas de todo o mundo



http://cloacanews.blogspot.com/2011/12/exclusivo-privataria-tucana-chega-ao.html

18 Dezembro 2011

Nego do PT tem rabo preso, Eduardo!

O Eduardo Guimarães pergunta por que o pessoal do PT não apoia maciçamente a CPI da Privataria.

"Nos últimos dias, o deputado Candido Vaccareza, líder do governo na Câmara dos Deputados, o presidente daquela Casa, deputado Marco Maia, e a própria presidente Dilma Rousseff deram declarações contrárias à instalação da CPI da Privataria, proposta pelo deputado comunista Protógenes Queiroz, que já contabiliza mais assinaturas do que as 171 necessárias."

http://www.blogcidadania.com.br/2011/12/por-que-governo-e-cupula-do-pt-nao-apoiam-a-cpi-da-privataria/

Grécia: alunos desmaiam na escola com fome

Os professores na Grécia estão preocupados com os vários casos que se têm registado nos últimos meses de alunos que desmaiam nas escolas por fome e desnutrição e já alertaram as autoridades para o caso.


Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/grecia-alunos-desmaiam-na-escola-com-fome=f695098#ixzz1gtxYBwj3

Iraque livre

Taliban tem novo endereço no Katar



. O presidente (irmão do maior traficante de ópio) do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que para se chegar a uma Paz no país, seria necessário conversar diretamente com o Taliban.

(Só agora perceberam, mas a gente sabe também do porquê. Os "aliados" querem debandar do país para se prepararem para a invasão iraniana. Vão se ferrar.)

. Estão envolvidos nas negociações os invasores EUA, Alemanha e a Onu.

. Por isso a abertura de um escritório dos Talibãs está sendo aberto no Katar.

http://www.nzz.ch/nachrichten/politik/international/die_taliban_wollen_eine_vertretung_eroeffnen_1.13683558.html

Presidente alemão enfrenta novas acusações sobre empréstimo privado



Deutsche Welle

Apesar de Christian Wulff ter dito que os 500 mil euros saíram da conta da esposa do amigo empresário, mídia alemã divulga que Egon Geerkens tinha uma procuração com plenos poderes sobre a conta bancária da mulher.

Um dia após "lamentar" ter fornecido informações incompletas a respeito de um empréstimo particular para financiamento de uma casa, uma reportagem publicada pelo semanário Der Spiegel levanta novas questões envolvendo o nome do presidente alemão, Christian Wulff. A revista publicou na sexta-feira (16/12) que o empresário Egon Geerkens, amigo de longa data de Wulff, foi, de fato, o mediador de um empréstimo de mais de meio milhão de euros ao presidente.

Segundo a reportagem, Geerkens teria negociado pessoalmente com Wulff – que na época, em 2008, ainda era governador da Baixa Saxônia. O empréstimo teria sido pago por meio da conta de Edith Geerkens, esposa do empresário. Geerkens, contudo, detinha uma procuração que lhe dava plenos poderes para gerenciamento da tal conta.

Quem mediou o empréstimo?

Em 2010, o presidente não declarou oficialmente este empréstimo para financiamento imobiliário perante a Assembleia Legislativa, como deveria ter feito. Segundo ele, isso aconteceu porque a soma havia sido concedida pela esposa de Geerkens. Wulff reconheceu que a situação agora "pode dar uma impressão errada".

Na última quinta-feira (15/12), o presidente lamentou publicamente a omissão dos fatos relacionados ao caso e suas declarações incompletas de 2010. Wulff não admite, contudo, que este tenha sido um comportamento errôneo. Ele defende que informou corretamente à Assembleia Legislativa não ter relações comerciais com Egon Geerkens. Wulff e o empresário rejeitaram as novas acusações através de seus advogados.

Segundo o semanário Der Spiegel, Geerkens teria confirmado, todavia, ter tratado diretamente com Wulff a respeito dos detalhes do empréstimo. Os dois teriam acertado que evitariam a menção de seus nomes juntos em qualquer contexto. "Nós dois somos muito conhecidos em Osnabrück. Por isso não queria que qualquer aprendiz de banco visse que estava fluindo tanto dinheiro da minha conta para a de Wulff", afirmou o empresário, de acordo com a revista alemã.

Os advogados de Wulff afirmam que o dinheiro do empréstimo veio, de fato, da conta de Edith Geerkens. E o banco Sparkasse, de Osnabrück, também confirmou a transferência do dinheiro. Os documentos deverão ser expostos nesta segunda-feira (19/12) no escritório dos advogados de Wulff, em Berlim.

Ler mais http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15609671,00.html

Iraque: o fim de uma guerra baseada na mentira

Por Marco Antonio L

Uma guerra oficialmente declarada morta

Sáb, 17 de Dezembro de 2011 08:30

Pepe Escobar (de Bagdá), Asia Times Online
http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/ML17Ak02.html

Traduzido pela Vila Vudu

BAGDÁ – Na 5ª-feira, o Pentágono declarou oficialmente morta sua “guerra ao terror” de US$3 trilhões (e aumentando) – com invasão, ocupação e destruição da nação iraquiana, com o país preparado para guerra civil (“guerra de baixa intensidade”) entre sunitas e xiitas e com o mundo muçulmano cofiando as barbas, sem entender que fim levou o Oriente Médio Ampliado [orig. Greater Middle East] do governo George W Bush.

Num bunker de concreto sem o telhado, no antigo aeroporto de Bagdá convertido em base militar, o chefe do Pentágono, Leon Panetta, elogiou os mais de um milhão de norte-americanos e norte-americanas, em uniforme militar ou com os uniformes das empresas de mercenários, pelo “notável avanço” em termos de morte e destruição que os EUA alcançaram nos últimos nove anos, mas reconheceu os graves desafios que o país, praticamente destruído, enfrentará.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/iraque-o-fim-de-uma-guerra-baseada-na-mentira#more

Charge Online do Bessinha


Mino: ai de quem mexe na “reserva moral” do País


Pergunto aos meus intrigados botões por que a mídia nativa praticamente ignorou as denúncias do livro de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, divulgadas na reportagem de capa da edição passada de CartaCapital em primeira mão. Pergunto também se o mesmo se daria em países democráticos e civilizados em circunstâncias análogas. Como se fosse possível, digamos, que episódios da recente história dos Estados Unidos, como os casos Watergate ou Pentagon Papers, uma vez trazidos à tona por um órgão de imprensa, não fossem repercutidos pelos demais. Lacônicos os botões respondem: aqui, no Brazil-zil-zil, a aposta se dá na ignorância, na parvoíce, na credulidade da plateia.

Ou, por outra: a mídia nativa empenha-se até o ridículo pela felicidade da minoria, e com isso não hesita em lançar uma sombra de primarismo troglodita, de primeva indigência mental, sobre a nação em peso. Não sei até que ponto os barões midiáticos e seus sabujos percebem as mudanças pelas quais o País passa, ou se fingem não perceber, na esperança até ontem certeza de que nada acontece se não for noticiado por seus jornalões, revistonas, canais de tevê, ondas radiofônicas.

Mudanças, contudo, se dão, e estão longe de serem superficiais. Para ficar neste específico episódio gerado pelo Escândalo Serra, o novo rumo, e nem tão novo, se exprime nas reações dos blogueiros mais respeitáveis e de milhões de navegantes da internet, na venda extraordinária de um livro que já é best seller e na demanda de milhares de leitores a pressionarem as livrarias onde a obra esgotou. A editora cuida febrilmente da reimpressão. Este é um fato, e se houver um Vale de Josaphat para o jornalismo (?) brasileiro barões e sabujos terão de explicar também por que não o registraram, até para contestá-lo.

Quero ir um pouco além da resposta dos botões, e de pronto tropeço em -duas razões para o costumeiro silêncio ensurdecedor da mídia nativa. A primeira é tradição desse pseudojornalismo arcaico: não se repercutem informações publicadas pela concorrência mesmo que se trate do assassínio do arquiduque, príncipe herdeiro. Tanto mais quando saem nas páginas impressas por quem não fala a língua dos vetustos donos do poder e até ousa remar contracorrente. A segunda razão é o próprio José Serra e o tucanato em peso. Ali, ai de quem mexe, é a reserva moral do País.

Estranho percurso o do ex-governador e candidato derrotado duas vezes em eleições presidenciais, assim como é o de outra ave misteriosa, Fernando Henrique Cardoso, representativos um e outro de um típico esquerdismo à moda. Impávidos, descambaram para a pior direita, esta também à moda, ou seja, talhada sob medida -para um país- que não passou pela Revolução Francesa. Donde, de alguns pontos de -vista, atado à Idade Média. O movimento de leste para oeste é oportunista, cevado na falta de crença.

Não cabe mais o pasmo, Serra e FHC tornaram-se heróis do reacionarismo verde-amarelo, São Paulo na vanguarda. Estive recentemente em Salvador para participar de um evento ao qual compareceram Jaques Wagner, Eduardo Campos e Cid Gomes, governadores em um Nordeste hoje em nítido progresso. Enxergo-o como o ex-fundão redimido por uma leva crescente de cidadãos cada vez mais conscientes das -suas possibilidades e do acerto de suas escolhas eleitorais. Disse eu por lá que São Paulo é o estado mais reacionário da Federação, choveram sobre mim os insultos de inúmeros navegantes paulistas.

Haverá motivos para definir mais claramente o conservadorismo retrógado de marca paulista? E de onde saem Folha e Estadão, e Veja e IstoÉ, fontes do besteirol burguesote, sempre inclinados à omissão da verdade factual, embora tão dedicados à defesa do que chamam de liberdade de imprensa? Quanto às Organizações Globo e seus órgãos de comunicação, apresso-me a lhes conferir a cidadania honorária de São Paulo, totalmente merecida.

17 Dezembro 2011

Hora de rever as privatizações


Do blog do Zé Carlos

Se outros efeitos não causar à vida nacional o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., suas acusações reclamam o reexame profundo do processo de privatizações e suas razões. Ao decidir por aquele caminho, o governo Collor estava sendo coerente com sua essencial natureza, que era a de restabelecer o poder econômico e político das oligarquias nordestinas e, com elas, dominar o país. A estratégia era a de buscar aliança internacional, aceitando os novos postulados de um projetado governo mundial, estabelecido pela Comissão Trilateral e pelo Clube de Bielderbeg. Foi assim que Collor formou a sua equipe econômica, e escolheu o Sr. Eduardo Modiano para presidir ao BNDES - e, ali, cuidar das privatizações.

Primeiro, houve a necessidade de se estabelecer o Plano Nacional de Desestatização. Tendo em vista a reação da sociedade e as denúncias de corrupção contra o grupo do presidente, não foi possível fazê-lo da noite para o dia, e o tempo passou. O impeachment de Collor e a ascensão de Itamar representaram certo freio no processo, não obstante a pressão dos interessados.

Com a chegada de Fernando Henrique ao Ministério da Fazenda, as pressões se acentuaram, mas Itamar foi cozinhando as coisas em banho-maria. Fernando Henrique se entregou à causa do neoliberalismo e da globalização com entusiasmo. Ele repudiou a sua fé antiga no Estado, e saudou o domínio dos centros financeiros mundiais – com suas conseqüências, como as da exclusão do mundo econômico dos chamados “incapazes” – como um Novo Renascimento.

Ora, o Brasil era dos poucos países do mundo que podiam dizer não ao Consenso de Washington. Com todas as suas dificuldades, entre elas a de rolar a dívida externa, poderíamos, se fosse o caso, fechar as fronteiras e partir para uma economia autônoma, com a ampliação do mercado interno. Se assim agíssemos, é seguro que serviríamos de exemplo de resistência para numerosos países do Terceiro Mundo, entre eles os nossos vizinhos do continente.

Alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos- entre eles Federico Mayor Zaragoza, em artigo publicado em El País há dias, e Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia - constataram que o desmantelamento do Estado, a partir dos governos de Margareth Thatcher, na Grã Bretanha, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, foi a maior estupidez política e econômica do fim do século 20. Além de concentrar o poder financeiro em duas ou três grandes instituições, entre elas, o Goldman Sachs, que é hoje o senhor da Europa, provocou o desemprego em massa; a erosão do sistema educacional, com o surgimento de escolas privadas que só servem para vender diplomas; a contaminação dos sistemas judiciários mundiais, a partir da Suprema Corte dos Estados Unidos – que, entre outras decisões, convalidou a fraude eleitoral da Flórida, dando a vitória a Bush, nas eleições de 2000 -; a acelerada degradação do meio-ambiente e, agora, desmonta a Comunidade Européia. No Brasil, como podemos nos lembrar, não só os pobres sofreram com a miséria e o desemprego: a classe média se empobreceu a ponto de engenheiros serem compelidos a vender sanduíches e limonadas nas praias.

É o momento para que a sociedade brasileira se articule e exija do governo a reversão do processo de privatizações. As corporações multinacionais já dominam grande parte da economia brasileira e é necessário que retomemos as atividades estratégicas, a fim de preservar a soberania nacional. É também urgente sustar a incontrolada remessa de lucros, obrigando as multinacionais a investi-los aqui e taxar a parte enviada às matrizes; aprovar legislação que obrigue as empresas a limpa e transparente escrituração contábil; regulamentar estritamente a atividade bancária e proibir as operações com paraísos fiscais. É imprescindível retomar o conceito de empresa nacional da Constituição de 1988 – sem o que o BNDES continuará a financiar as multinacionais com condições favorecidas.

A CPI que provavelmente será constituída, a pedido dos deputados Protógenes Queiroz e Brizola Neto, naturalmente não se perderá nos detalhes menores – e irá a fundo na análise das privatizações, a partir de 1990, para que se esclareça a constrangedora vassalagem de alguns brasileiros, diante das ordens emanadas de Washington. Mas para tanto é imprescindível a participação dos intelectuais, dos sindicatos de trabalhadores e de todas as entidades estudantis, da UNE, aos diretórios colegiais. Sem a mobilização da sociedade, por mais se esforcem os defensores do interesse nacional, continuaremos submetidos aos contratos do passado. A presidente da República poderia fazer seu o lema de Tancredo: um governante só consegue fazer o que fizer junto com o seu povo.

16 Dezembro 2011

Milhares sofreram abuso em instituições católicas na Holanda, diz relatório


Dezenas de milhares de crianças sofreram abuso sexual em instituições católicas holandesas desde 1945, segundo um relatório preparado por uma comissão independente no país.


Phil Nijhuis BBC

Investigação foi realizada após uma série de denúncias no leste da Holanda.

O documento diz ainda que líderes da Igreja Católica sabiam dos abusos, mas não tomaram medidas para acabar com os frequentes episódios que aconteciam em escolas, seminários e orfanatos.

Após realizar uma pesquisa com mais de 34 mil pessoas, o relatório estima que uma em cada cinco crianças em instituições católicas sofreram algum tipo de abuso.

Denúncias

A investigação foi realizada após uma série de denúncias no leste da Holanda. Em agosto de 2010, a comissão independente começou a analisar 1,8 mil relatos e acabou identificando 800 supostos responsáveis pelos abusos, 100 dos quais ainda estão vivos.

A comissão buscou ainda descobrir detalhes do que aconteceu e sugerir que tipo de indenização deveria ser oferecida às vítimas.

No mês passado, a Igreja Católica na Holanda criou um sistema de indenizações entre 5 mil e 100 mil euros (R$ 12 mil - R$ 240 mil), dependendo da gravidade do abuso sofrido.

Segundo analistas, a população holandesa, 29% católica, aguardava ansiosamente os resultados da pesquisa realizada pela comissão.

Não, “privataria” não é o novo dossiê Cayman



Brasil 247

POR MAIS QUE DESQUALIFIQUEM O LIVRO DE AMAURY RIBEIRO, FHC, SERRA E OS PRINCIPAIS LÍDERES DO PSDB PERDERAM A BATALHA DA PRIVATIZAÇÃO. O MOTIVO É UM SÓ: RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA VIROU SINÔNIMO DE CORRUPÇÃO NO BRASIL; ARTIGO DE LEONARDO ATTUCH.

16 de Dezembro de 2011 às 05:01

Leonardo Attuch _247 – “Lixo, lixo”, disse José Serra. “Literatura menor”, emendou Aécio Neves. “Infâmia”, completou Fernando Henrique Cardoso.

Com a declaração de FHC, os três principais líderes do PSDB finalmente emitiram sua opinião sobre “Privataria tucana”, livro lançado na última semana pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que tem realimentado a guerra política entre PT e PSDB – dois partidos que, na vida real, têm muito mais semelhanças do que diferenças.

Polêmico por natureza, o trabalho de Amaury dividiu a crítica em dois grupos: a turma do “não li e não gostei”, tucana, e a dos que “não leram e gostaram”, petistas.

Pouca gente realmente se deu ao trabalho de atravessar as duzentas e poucas páginas do livro. Eu fui um deles. E ainda que haja eventuais erros de apuração e de análise, o livro não pode ser comparado ao “dossiê Cayman” e à “lista de Furnas”, como querem os tucanos. Aliás, abre parêntese, não deve ter sido coincidência o fato de Veja ter dedicado sua capa desta semana à suposta montagem da lista de Furnas – era uma vacina.

O que diferencia “privataria” dessas “infâmias”, como diria FHC, tem nome e sobrenome. Trata-se de Ricardo Sérgio de Oliveira, um personagem que se transformou em sinônimo de corrupção no Brasil – e à prova de falsificações. Flagrado nos grampos do BNDES, Ricardo Sérgio se vangloriava por trabalhar “no limite da irresponsabilidade”.

FHC sabe que Ricardo Sérgio é indefensável. Tanto que o demitiu tão logo os grampos do BNDES vazaram.

José Serra também sabe que Ricardo Sérgio é indefensável. Tanto que jamais deu ou dará qualquer declaração a favor do personagem.

E quem foi Ricardo Sérgio? Simplesmente, o principal arrecadador de campanha do PSDB na era FHC. E que caiu de paraquedas no Banco do Brasil, na diretoria internacional, com poderes absolutos sobre o cofre dos fundos de pensão, na época da privatização.

Um personagem que não estava ali por acaso. Estava ali para fazer o que fez. E como fez...

No livro, Amaury traz fatos novos, mas também requenta muito do que já havia sido publicado na imprensa – inclusive por mim (leia, no fim deste artigo, a reportagem “Um roteiro de propina”, publicada na Istoé Dinheiro, sobre o esquema montado na venda da Telemar).

Entre as novidades de Amaury, estão os documentos que mostram como a Petros, fundo de pensão da Petrobras, adquiriu edifícios adquiridos por Ricardo Sérgio e seu “laranja” Ronaldo de Souza, logo após a privatização. Ou ainda as transações financeiras entre Ricardo Sérgio e Gregório Marin Preciado, “primo” de José Serra. Ou, quem sabe, as transferências entre Ricardo Sérgio e Carlos Jereissati, um dos donos da telefonia no Brasil.

Se os tucanos estão tão indignados com o livro, deveriam processar o autor, tratado por eles como “falsário”, e periciar os documentos apresentados.

Mas eles não vão se mexer.

Se o fizerem, descobrirão que Ricardo Sérgio é exatamente aquilo que todos sempre souberam que é.

E se os petistas estão tão eufóricos com o livro, deveriam também sugerir ao autor uma suíte chamada “Privataria petista”.

Vão acabar descobrindo que há muitos Ricardos Sérgios também do seu lado.

O protesto nu contra os islamitas



Direto da Redação

Berna (Suiça) - Ela se chama Aliaa Magda Elmahdy, é egípcia e decidiu enfrentar os islamitas que, pelo jeito, se apropriaram da « primavera árabe ».

Ameaçada de morte, essa jovem de 20 anos, ainda com cara de adolescente, tirou toda roupa e nua desfechou seu ataque contra os fanáticos muçulmanos, capazes de acabarem com todos os direitos das mulheres conquistados, no século passado, pela mulheres egípcias e mergulharem o Egito numa Idade Média corânica.

« Eu reivindico minha liberdade sexual, o direito de não me casar, meu ateismo. As mulheres devem poder viver sua vida como bem entendem », é o desafio lançado por Aliaa.

Se fosse na França medieval, ela seria queimada na fogueira como filha do diabo ou feiticieira, pelos religiosos católicos da Inquisição. Mas a Idade Média cristã-ocidental acabou com a modernização do cristinianismo decorrente dos movimentos da Reforma, de Lutero a Zwinglio e Calvino, e seus estertores foram provocados pela Renascença e pelo Iluminismo, com o laicismo sacralizado pela Revolução Francesa.

Entretanto, no mundo religioso árabe, sem uma central religiosa ditadora dos dogmas, como o Vaticano, ainda é difícil se esperar uma modernização e uma leitura liberal do Corão, para se chegar à moderação e a uma separação do poder divino e poder temporal como aconteceu na Europa. Além disso, a divisão entre sunitas e xiitas (minoritários), é relativizada pela ascenção dos integristas que pregam o retorno à chariá, a aplicação literal da lei do Corão, uma lei que poderia ter seu lugar naqueles anos do VII século, mas hoje é uma lei cruel e desumana.

Por que a importância do desafio de Aliaa Magda Elmahdy ? Porque a tendência hoje, nos países transformados pela « primavera árabe » é a do poder político ser tomado pelos Irmãos Muçulmanos, movimento integrista combatido na tentativa panarábica do líder laico, anticolonialista e não religioso Gamal Abel Nasser. Para Nasser, a tentativa frustrada de unificação árabe visava criar uma frente contra os países colonialistas, Inglaterra e França principalmente, para desenvolver os países árabes.

Os integristas de hoje estão conseguindo a unificação árabe pela religião e, embora os inimigos sejam praticamente os mesmos, os ocidentais, mas as consequências serão desastrosas. O integrismo islamita se alimenta da pobreza, já que os donos do petróleo não souberam distribuir a riqueza nem instaurar regimes com participação popular.

A instauração da chariá é o retorno literal aos preceitos do Corão com punições físicas, tortura e morte, em nome de uma rigorosa moralização dos costumes. E as principais vítimas são as mulheres, que retornam a ser meros objetos, obrigadas a cobrir todo o corpo a fim de não tentarem os homens. Justamente quando estavam conquistando alguns dos direitos mais que comuns entre as mulheres ocidentais.

Evidentemente, existe a exceção turca, país muçulmano que optou pela laicidade, na queda do Império Otomano. O risco é o dos islamitas, usando de força e inquisição, acabarem com sociedades muçulmanas liberais como a existente na Tunísia. Quanto ao Egito, parece já ter o destino selado, devendo ser proibido mesmo às turistas se bronzearem nas praias.

Em termos futuros, basta se imaginar a presença de governos teocráticos islamitas em frente à Europa, do outro lado do Mediterrâneo. Sem se contar a atual presença islamita dentro da Europa. E o mais absurdo é que foi o próprio Ocidente o autor desse quadro – a destruição do Iraque de Sadam Hussein e da Líbia de Kadafi foram o equivalente a retirar as barreiras que continham os xiitas do Irã e os Irmãos Muçulmanos do Egito. Abriu-se a Caixa de Pandora.

15 Dezembro 2011

Charge Online do Bessinha

"A Privataria Tucana": Boris Casoi parece chupar limão ao falar sobre o tema

Para os que são contra as cotas para negros nas universidades

Homicídios de negros aumenta e de brancos diminui

A quantidade de vítimas brancas teve queda de 27,5% entre 2002 e 2010; e o aumento de vítimas negras foi de 23,4% no mesmo período


Desde 2002, o número de homicídios envolvendo a população branca vem diminuindo, enquanto ocorre um aumento de assassinatos da população negra. É o que revela o Mapa da Violência 2012. A quantidade de vítimas brancas caiu de 18.852, em 2002 para 13.668, em 2010, ou seja, uma queda de 27,5%. No mesmo período, o número de vítimas negras aumentou de 26.952 para 33.264, aumento de 23,4%. Para o autor do estudo, Julio Waiselfisz, a privatização da segurança pública no Brasil ajuda a aumentar essa diferença.

Em 2002, proporcionalmente, morreram 45,8% mais negros do que brancos. Em 2010, foram 139% mais negros assassinados do que brancos, ou seja, muito mais do que o dobro. As regiões Nordeste e Norte são as que apresentam maior vitimização negra, termo usado na pesquisa justamente para mostrar a porcentagem da população negra assassinada, em relação com a população branca.

Os cinco Estados onde há o maior número de homicídios de negros, em comparação com os homicídios de brancos são Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Distrito Federal e Sergipe, todos com taxas acima de 50 assassinatos por 100 mil negros. No outro extremo, estão Paraná - único Estado ondem morrem mais brancos do que negros -, Rondônia e Mato Grosso.

Censo

O percentual de pessoas que se declararam pretas passou de 6,2% para 7,6% na última década, segundo Censo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento foi maior entre as que se declararam pardas, de 38,5% para 43,1% no mesmo período. Em 2010, aproximadamente 91 milhões de pessoas se classificaram como brancas, 15 milhões como pretas, 82 milhões como pardas, 2 milhões como amarelas e 817 mil como indígenas.

De acordo com o levantamento de 2010, São Paulo é a cidade com maior número de pretos e pardos em todo o país, com cerca de 4,2 milhões, seguido do Rio de Janeiro (cerca de 3 milhões) e Salvador (cerca de 2,7 milhões).

Yves Montand - Bella Ciao

Blogosfera pauta agenda política

do Blog do Miguel do Rosário

Depois de um início preguiçoso, a semana promete encerrar pegando fogo, por isso não encontrei melhor ilustração para o post do que uma pintura de Hieronymus Bosch, com sua agitação infernal. E desta vez, a pauta política, pela primeira vez na história da república, não está sendo conduzida pela mídia, e sim pela combativa blogosfera progressista.

A panela esquenta sobre dois bocais do fogão legislativo: no Senado e na Câmara.

O líder do PT no Senado, o pernambucano Humberto Costa, subiu à tribuna ontem para pedir a reabertura de investigações sobre o processo de privatização, em virtude das graves e documentadas denúncias contidas no livro de Amaury Ribeiro, a Privataria Tucana.






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Brasil quer ajudar a Europa, mas impõe condições


País coloca-se como experiente no enfrentamento de crises e dispõe-se a ajudar UE em troca de processo decisório equilibrado. Enquanto isso, governo faz balanço positivo do primeiro ano Dilma Roussef e traça metas.


Autora: Ericka de Sá - Revisão: Roselaine Wandscheer


Inquietação é a palavra de ordem no governo brasileiro no que se refere à crise europeia. A presidente brasileira, Dilma Rousseff, tem demonstrado publicamente que acompanha de perto o desenrolar da crise e as estratégias adotadas pelos países do continente.

"Ela [Dilma] está colocando no centro das preocupações a necessidade que os países desenvolvidos têm hoje de se colocarem de acordo, seja na União Europeia, seja nos Estados Unidos", disse o assessor especial da presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, em conversa com correspondentes estrangeiros em Brasília nesta quarta-feira (14/12).

Mas o governo brasileiro está preocupado com as medidas adotadas. "Esperamos que esse acordo recente entre os países da União Europeia, com exceção do Reino Unido, possa dar alguma estabilidade, mas temos dúvidas de que essa estabilidade possa vir se outras questões de fundo não forem atacadas", disse ao comentar a decisão tomada pela cúpula europeia de repassar 200 bilhões de euros até a próxima segunda-feira ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Brasil, por sua vez, apresenta-se como possível credor. "A posição brasileira no que diz respeito a auxílios é que estaríamos dispostos a fazer as contribuições necessárias via FMI, mas, ao mesmo tempo, acreditamos que essas contribuições devam ser refletidas numa mudança da própria composição da direção do Fundo", alertou Garcia.

Além de inquietação, há um sentimento de temor que ronda o governo brasileiro, que se manifesta em uma dimensão econômica e política. "A Europa é um dos componentes da civilização brasileira e não podemos ficar alheios a esses problemas políticos. Ficamos um pouco inquietos com as consequências que a crise europeia pode ter do ponto de vista do funcionamento do sistema democrático", disse o assessor.

Neoliberalismo: Estudantes inglesas recorrem à prostituição para pagar universidade

O número de estudantes da Inglaterra que recorrem à prostituição para financiar os seus estudos está aumentando, segundo dados divulgados pela União Nacional de Estudantes britânica (NUS, na sigla em inglês).

Kieran Turner e Owen Phillips

De acordo com a organização estudantil, cortes promovidos pelo governo na ajuda de custo oferecida para estudantes do ensino universitário e o aumento dos preços de anuidades e do custo de vida no país vem contribuindo para a atual situação.

A NUS afirmou ainda que também está em ascensão o número de estudantes que está investindo em jogatina e experimentos médicos para ajudar a pagar os estudos.
Mas o governo diz que ainda oferece aos alunos um ''generoso pacote'' de auxílio financeiro.

Bessinha, FELIZ ANIVERSÁRIO E MUITOS ANOS DE VIDA!

14 Dezembro 2011

Bella Ciao - (Deutsch / Italienisch) - Hannes Wader & Konstantin Wecker

Blogueiro que denunciou estupro envolvendo filho do diretor da RBS é encontrado morto

Mosquito foi o blogueiro mais incisivo nas denúncias sobre o caso de estupro envolvendo o filho do dono da poderosa RBS, afiliada da TV Globo


Comentário do Site: A morte de Mosquito, que jamais se calou diante da operação abafa implementada por um grupo poderoso e pelos seus cúmplices, é um alívio para quem não estava nem um pouco acostumado a ter o calcanhar pisoteado. Agora já podem retomar tranquilamente a rotina. Caberá novamente às mídias alternativas fazer um pouco de barulho em meio ao silêncio conveniente; um silêncio que nem sequer esboça sinal de partida.

O blogueiro Hamilton Alexandre, o Mosquito, foi encontrado morto em seu apartamento, em Palhoça, Santa Catarina, na tarde de ontem (13). Segundo a polícia, tratou-se de "suicídio por enforcamento". A rápida conclusão, porém, não convenceu seus amigos e familiares, que exigem rigorosa apuração do caso.

Com suas "tijoladas" na internet, Mosquito fez inúmeros inimigos. Nos últimos tempos, ele alertou que estava sendo ameaçado. Na semana retrasada, ele anunciou o fim da sua página: "O blog Tijoladas acabou para eu continuar vivo. Não é uma capitulação. Não mudei meu modo de pensar. Não mudei minhas convicções".