30 Agosto 2011

Midia alemã é safada

O Morgen Post de hoje traz uma foto (procurei o link mas não encontrei) enorme de uma jovem segurando uma arma e dizendo:

- Eu tive que matar por Kadafi.



Nunca vi na mídia alemã uma foto (como a acima) de jovens judias afirmando:

- NÓS TEMOS QUE MATAR POR NETANJAHU.

Israel arma com bombas colonos judeus invasores das terras palestinas

Exército israelense arma e treina colonos para possíveis confrontos

Do Terra

O Exército israelense começou a armar e treinar colonos judeus na Cisjordânia para possíveis distúrbios em setembro, quando os palestinos deverão comparecer à ONU em busca de reconhecimento internacional. A informação foi publicada nesta terça-feira pelo diário Ha'aretz, que precisa que as Forças Armadas israelenses estão fornecendo gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral aos responsáveis pela segurança dos assentamentos e fixando "linhas vermelhas" ao redor de cada colônia, a partir das quais as tropas poderão disparar contra os manifestantes palestinos.

De acordo com o jornal, o Exército israelense está atualmente em processo de finalização dos preparativos da "Operação Sementes de Verão", cujo propósito é preparar os soldados para a possibilidade de enfrentamentos com palestinos em setembro, quando se prevê que a Assembleia Geral da ONU votará a favor do reconhecimento do Estado palestino. O principal temor da Defesa israelense é que uma declaração palestina de independência desencadeie uma revolta popular "que inclua desordens maciças", reza um documento ao qual o diário teve acesso.

Entre esses incidentes estão "marchas em direção aos principais cruzamentos, comunidades israelenses e centros educacionais, além de esforços para danificar símbolos do governo israelense". Além disso, não estão descartados possíveis tiroteios no meio dos protestos e até ataques terroristas, embora uma das maiores preocupações do Exército seja a possibilidade de confrontos entre palestinos e colonos.

Por esse motivo, nas últimas semanas o Exército testou a preparação das brigadas responsáveis pelos assentamentos e dos chefes de segurança dos mesmos. A Defesa israelense também decidiu equipar os oficiais chefes encarregados da segurança das colônias para dispersar manifestantes e buscou identificar pontos fracos ao redor dos assentamentos.

O Exército estabeleceu duas linhas virtuais nos enclaves judeus próximos a aldeias palestinas; se a primeira delas for cruzada por palestinos, estes serão atacados com gases e outros meios antidistúrbios. E se a segunda, uma "linha vermelha", também for atravessada, os soldados terão autorização para abrir fogo contra as pernas dos manifestantes.

Um porta-voz do Exército manifestou que "o Exército israelense leva a cabo um diálogo profissional com elementos da liderança dos assentamentos e com o pessoal de segurança de rotina, e está investindo grandes recursos para treinar suas forças do ponto de vista defensivo, assim como da preparação para qualquer cenário.

Estado da Palestina JÁ!




Enquanto o povo palestino vem insistindo por uma paz justa para o conflito, os sucessivos governos israelenses continuam não cumprindo as inúmeras resoluções da ONU, negando-se a negociar a paz com a retirada de suas tropas dos territórios palestinos ocupados.

Além disso, prosseguem na construção de assentamentos israelenses em territórios palestinos. Mantêm nos cárceres mais de oito mil presos políticos, reprimindo violentamente as manifestações pacíficas de palestinos e israelenses que defendem a criação do Estado da Palestina. Seguem com a construção do muro do apartheid ou muro da vergonha – que foi declarado ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça – um muro que hoje já tem cerca de 750 km de extensão, e que proíbe a livre circulação de pessoas e produtos entre as cidades e vilas palestinas e confisca vastas áreas agrícolas dos palestinos.

Em setembro deste ano, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), reconhecida internacionalmente como única e legítima representante do povo palestino, irá solicitar da ONU a aprovação do Estado da Palestina como membro pleno desta organização, tendo como fronteiras as linhas de 1967 e compreendendo a Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental como Capital.

Caberá a ONU, com base no direito internacional e em suas próprias resoluções, (em especial a 181, de 1947, que reconhece o Estado da Palestina) ratificar e admitir o Estado da Palestina como membro pleno.

Uma paz justa e duradoura pressupõe a criação, de fato, do Estado da Palestina, e a inclusão deste como membro pleno da ONU, com todos os direitos e deveres que tal decisão implica. O reconhecimento de um Estado palestino soberano, baseado no fim da ocupação, na erradicação dos assentamentos e na solução do problema do retorno dos refugiados e de Jerusalém, de acordo com as próprias resoluções da ONU, atende aos interesses fundamentais dos povos da região.

Apoiaremos as mobilizações populares d@s palestin@s que lutam contra o governo antidemocrático de Israel. Nós, militantes de organizações representativas do povo brasileiro, afirmamos: apoiar o povo palestino é apoiar todos os povos em sua caminhada de paz, justiça e liberdade! Ouçam as vozes do povo brasileiro.

Corrupção: Crime hediondo ??



Cerca de 72 mil pessoas já votaram na enquete sobre transformar a Corrupção em crime hediondo.

Vote também.

A enquete colada na página do senado vai até amanhã. Encontra-se no canto direita, encima.

29 Agosto 2011

Lula viaja para a Bolívia, Costa Rica e El Salvador



Blog do Lula

Nesta segunda-feira (29), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde se encontrará com o presidente Evo Morales e fará junto com ele um encontro com os movimentos sociais no estádio Real Santa Cruz, às 19h, horário local.

Na terça-feira (30) de manhã, Lula fará uma palestra sobre integração regional e o desenvolvimento social e econômico dos países latinoamericanos para a Confederação de Empresários Privados Bolivianos, a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Santa Cruz, a Câmara Agropecuária do Oriente e a Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos.

Ainda na terça, Lula viaja para a Costa Rica, onde se encontra com a presidenta Laura Chinchilla. Na quarta-feira (31) vai para El Salvador, onde se reúne com o presidente Maurício Funes e onde também irá falar sobre a importância da integração latino-americana.

Na quinta-feira (1), em San Salvador, Lula irá conhecer dois projetos do governo salvadorenho. O Ciudad Mujer, centros que oferecem uma série de serviços sociais integrados para as mulheres e a inauguração do projeto Territórios da Ciudadania, projeto nascido da experiência e da cooperação com o projeto Territórios da Cidadania, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Na própria quinta-feira, o ex-presidente retorna ao Brasil, onde participará, na sexta-feira, do Congresso do Partido dos Trabalhadores, e no sábado visitará as obras do estádio do Corinthians, em São Paulo.

Cardápio de uma prisão em Hamburg



Fonte: Mamapress

O poeta piauiense Fábio de Almeida fotografou o cardápio da semana na cantina da vara de execuções criminais de Hamburg.

De acordo com meu companheiro, que olhou atenciosamente para o tal cardápio, parece que a comida não é para os prisioneiros, mas sim para os funcionários.

Lombo de porco assado na segunda, ensopado de carne na terça, uma suculenta feijoada na quarta, galinha d´angola na quinta e prá coroar muqueca-de-peixe na sexta-feira.



Charge Online do Bessinha





Será que a "Veja" dança dessa vez? E, o que seria de nós sem os blogues?

Polícia Federal já está no caso Veja/Hotel Naoum

por Conceição Lemes Do Vi o Mundo

O principal cenário da “denúncia” da Veja desse final desse final de semana é o Hotel Naoum, em Brasília. Nele, segundo a revista, José Dirceu tem um “gabinete” instalado, onde “o ex-ministro recebe autoridades da República para, entre outras atividades, conspirar contra o governo Dilma.”

A matéria traz uma sequência de dez fotos tiradas do andar em que fica o apartamento de José Dirceu. Numa delas, aparece o próprio. Nas demais, ministros, deputados, senadores que lá estiveram. Por isso, entrevistei há pouco Rogério Tonatto, gerente geral do hotel.

Viomundo — No seu ramo de negócio, privacidade é vital. A do Naoum, porém, foi quebrada com a reportagem da Veja. O senhor não teme que, por isso, clientes deixem de se hospedar no seu hotel?

Rogério Tonatto — Eu não acredito, não, porque todo mundo conhece a nossa respeitabilidade. O hotel tem 22 anos, é considerado o melhor da cidade. É o hotel que mais recebeu comitivas oficiais em todo o país, da Princesa Diana a Fidel Castro. São mais de 150 comitivas oficiais.

O que foi feito aqui é uma coisa criminosa, que a gente repudia. Nós estamos realmente chocados, pois temos uma história muito forte com a cidade. Não vamos deixar que episódio isolado como esse abale o nome do hotel.

Viomundo – Acha mesmo que não vai ter repercussão na sua clientela? As fotos exibidas na Veja demonstram que a privacidade do seu cliente está em risco.

Rogério Tonatto – A privacidade de clientes está sob risco em qualquer lugar do mundo. O que fizeram no hotel é um crime. Aliás, muitos clientes têm-nos ligado para prestar solidariedade, dizendo que o hotel não merece isso.

Viomundo – O senhor sabe como foram feitas as imagens?

Rogério Tonatto — A gente não sabe ainda com certeza, pois a questão está sob investigação. A nossa suspeita é de que essa câmera foi plantada. Achamos que não saíram do circuito interno do hotel.

Viomundo — Não saíram mesmo do circuito interno?

Rogério Tonatto — Nós estamos investigando. Mas tudo indica que não. Até porque a maioria dos nossos funcionários tem muito tempo de casa, são pessoas comprometidas com o hotel. Eu sinceramente não acredito que possa ter saído de forma inconseqüente do hotel. Nisso, a gente está bem tranqüilo.

Já falamos com todos os funcionários, a começar pelo pessoal de segurança. Está todo mundo muito chateado, muito perplexo. São pessoas que têm um carinho muito grande pelo empreendimento. Você não tem noção do que a gente realmente está passando…

Viomundo – É possível dizer com 100% de certeza que as fotos não foram tiradas do seu sistema de segurança?

Rogério Tonatto – Neste instante, não tenho condições de precisar 100%. A principal hipótese é a de que uma câmera tenha sido plantada no hotel. A gente trabalha mais com essa hipótese.

Viomundo – A sua equipe tem condições de avaliar se as imagens saíram ou não do circuito interno, não tem?

Rogério Tonatto – Tem, sim, e já detectaram algumas diferenças em relação às fotos publicadas. Por exemplo, são horas diferenciadas em relação às presenças das pessoas citadas. Mas isso a Polícia Civil de Brasília e a Polícia Federal estão apurando. Agora, é precipitado eu falar mais coisas. Não quero atrapalhar a investigação. O que eu posso dizer é que vamos apurar todo esse delito até o final.

Viomundo — Tem ideia de quem teria filmado o andar do apartamento do ex-ministro José Dirceu?

Rogério Tonatto — Não temos a menor ideia. Sabemos que um repórter esteve lá, que tentou invadir um dos apartamentos. Prontamente nosso staff não deixou. É um staff bem preparado, conseguiu detectar a tentativa de invasão. Demos queixa na polícia. Enfim, tomamos todas as medidas que medidas que tem de ser adotadas nessas circunstâncias.

Esse é um caso que tem de ser apurado pela polícia especializada, porque a gente não compartilha com esse tipo de conduta, independentemente de quem seja o cliente.

Viomundo – O senhor disse que a Polícia Federal está apurando o caso…

Rogério Tonatto — A Polícia Federal foi acionada, está tomando providências, já está no caso, assim como a Polícia Civil. Elas já estão no encalço de quem cometeu esse crime. Nós estamos trabalhando em todas as frentes para que ele seja solucionado o mais rapidamente possível.

Viomundo — Que medidas o hotel vai tomar em relação à Veja?

Rogério Tonatto – Amanhã às 9 horas da manhã já temos uma reunião agendada com os nossos advogados. Neste momento, não tenho condições de dizer se a gente a vai processar a Veja. Não sou competente na área, preciso de orientação jurídica sobre as medidas a serem tomadas.

Viomundo – Quem vai pagar os prejuízos do hotel, já que a imagem dele foi manchada?

Rogério Tonatto — Nós estamos realmente indignados e preocupados com tudo isso. Mas uma coisa garanto: alguém vai pagar. Não sei lhe precisar quem neste momento, mas alguém vai pagar. Vamos tomar todas as medidas para que esse episódio não fique impune. Nós estamos muito seguros da nossa importância. E o hotel não merece um espetáculo criminoso como este.

28 Agosto 2011

Indio da Costa cobra dez pau pra ensinar ladrão a ser político profissional


Futuro presidente do PSD/RJ ensina a ganhar eleição

Por uma taxa de R$ 10, o ex-deputado Indio da Costa promete formar candidatos qualificados para disputar vagas nas Câmaras Municipais brasileiras em 2012. O futuro presidente do PSD no Rio mandou espalhar 65 outdoors pela capital fluminense para anunciar o curso Seja Vereador. Em três horas de aula, ele espera passar noções de atividade legislativa, administração pública municipal e mostrar aos alunos "como ganhar uma eleição".

"Nosso objetivo é elevar o nível da política brasileira. A ideia é atrair pessoas novas, que nunca militaram politicamente e têm capacidade de gerar voto", explica Indio, que foi vereador, deputado federal e candidato a vice na chapa do tucano José Serra na campanha presidencial do ano passado.

Leia mais sobre a "furada" aqui

A FILHA DE JANETE NO YOUTUBE (RENAN)

Charge Online do Bessinha





27 Agosto 2011

E quem disse que Facebook não é cultura?

Piada que meu amigo Flávio conta no seu facebook.

O padre pergunta a seu fiel que está no confessionário:

- Meu filho,quais são os seus pecados?

- padre, eu comunguei há três anos.

- ok, meu filho, quais são os seus pecados?

- Eu comunguei há três anos.

- Está bem meu filho eu sei que você comungou há três anos. Isso não é pecado! Conte-me seus pecados, seus verdadeiros pecados.

- Padre estou lhe dizendo: EU COMO-UM-GAY-HÁ-TRêS-ANOS!

26 Agosto 2011

Brasileiros na Alemanha com filhos pequenos, ATENÇÃO !

Hoje pela manhã ouvi algo estarreceder.

Uma pessoa acima de qualquer suspeita no assunto contou-me algo horroroso.

Os dentistas alemães estão aplicando anestesia geral nas crianças.

Razão:

Anestesia local não dá dinheiro.

Anestesia geral dá.

E o crime, pois isso é um crime, está sendo cometido e o governo nada faz.

Por isso, brasileiros residentes na Alemanha, não aceitem a desculpa ou justificativa que os dentistas dos seus filhos pequenos dão.

Tudo não passa de mais um truque que os dentistas estão usando para faturar encima das nossas crianças.

Se foi algum "filhinho de papai" que seja condenado e pague pelo crime

No Piauí é muito comum "filhinho de papai" cometer crime e escapar ileso de suas "brincadeirinhas".

Estudante é achada morta em obra da nova sede do MPF do Piauí

A estudante de direito Fernanda Veras, 19 anos, foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (25), na obra da nova sede do Ministério Público Federal (MPF), em Teresina. O crime, segundo investigação da Polícia Civil, deve ter ocorrido durante a madrugada.

A última vez em que ela foi vista com vida, a estudante estava em uma confraternização com outros estudantes da faculdade, em um restaurante da capital do Piauí.

Ainda segundo a polícia, o corpo da jovem estava com marcas de ferimento profundo na cabeça e um dos braços quebrado, o que indicaria que houve luta corporal entre a vítima e o agressor antes da morte.

Segundo o delegado Mamede Rodrigues Cardoso Vieira Neto, o vigia da obra e o ex-namorado da vítima prestaram depoimento durante a tarde desta quinta-feira. O funcionário da obra teria passado informações sobre a descrição do homem que entrou com a vítima ao local. O ex-companheiro disse à polícia, segundo o delegado, que ele esteve com ela antes do crime, em um restaurante, mas que voltou para casa em seguida.

"Ela foi até a faculdade, mas deixou a instituição antes da última aula. De lá, ela seguiu com colegas de classe até um restaurante. O crime aconteceu no começo da madrugada de hoje [quinta-feira]. A vítima chegou em um carro, acompanhada", disse o delegado.

A obra do prédio do MPF não tem cercas, de acordo com a polícia, o que facilitaria o acesso de pessoas estranhas à construção.

25 Agosto 2011

Hora do riso


FHC é tratado como presidente em reunião

Segundo pessoas presentes à reunião hoje no IFHC, entre Fernando Henrique Cardoso e economistas que compuseram sua equipe, FHC recebeu tratamento de presidente.

O seminário parecia uma reunião ministerial.

Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda, tratava Fernando Henrique por presidente, e FHC mediou todo o debate.

Era ele quem indicava quem falava, e a que hora falava.

Fernando Henrique intercedeu poucas vezes, fez algumas brincadeiras, ao seu estilo, e questionou quando Edmar Bacha disse que o PIB do Brasil teria condições de crescer apenas 4% ao ano.

O ex-presidente foi equilibrado o tempo todo, mas era tratado como se fosse o presidente da República e o chefe de todos os presentes.


Guilherme Barros

Charge Online do Bessinha




Sobraram os pés

Eva, a segundo mulher da história da humanidade.

Aqui você vê a estátua representando a escrava do Adão em plena forma.


Embaixo você vê o que sobrou da empregada do Adão.

Só os pés.

O artista Bernd Stöcker já se prontificou a fornecer uma outra Eva ao custo de 30 mil euro.

O bairro está arrecadando dinheiro para a reposição.



Na Alemanha isso acontece também.

E foi no bairro ao lado do meu. Rahlstedt.

Primeiro Mundo é outra coisa.

Relação com a Líbia está acima de governos, diz embaixador brasileiro



Contato com rebeldes ficou a cargo do embaixador brasileiro no Cairo

O Brasil teria recebido do Conselho Nacional de Transição (CNT), o organismo representante dos rebeldes líbios, a indicação de que os contratos das empresas brasileiras na Líbia devem ser respeitados e que as relações entre os dois países devem continuar boas após a possível oficialização da queda do regime do coronel Muamar Khadafi.

Leia mais na BBC

24 Agosto 2011

A Otan, a Líbia, e a esperteza dos tolos

por Mauro Santayana

O dia 11 de novembro de 1630 foi decisivo para a história da França e da Europa. Nesse dia, em Versailles, um jovem rei, Luís 13, rompeu com a mãe, a Rainha Maria de Médicis, e entregou todo o poder político da França a seu ministro, o Cardeal de Richelieu. Richelieu amanhecera deposto pela Rainha, mas um de seus conselheiros o convenceu a ir até o monarca, e expor-lhe suas razões. Foi uma conversa sem testemunhas. O fato é que Luis 13 teve a atitude que correspondia ao filho de Henrique IV: “entre minha mãe e o Estado, fico com o Estado”.

Ao tomar conhecimento da reviravolta, quando os inimigos do Cardeal festejavam sua derrota, o poeta Guillaume Bautru, futuro Conde de Serrant – um dos fundadores da Academia Francesa, libertino, sedutor, e homem de frases curtas e fortes – resumiu os fatos, ao ridicularizar os açodados: “c’est la journée des dupes”. Em nossa boa língua pátria, “o dia dos tolos”. Ao mesmo tempo em que se vingava da princesa italiana, que o humilhara, Richelieu iniciava uma fase de grandeza da monarquia de seu país que só se encerraria 162 anos depois, com a decapitação de Luís 16.

A história é cheia de jornadas semelhantes. Os planos, por mais bem elaborados sejam, nunca se cumprem exatamente e, na maioria das vezes, se frustram, diante dos caprichosos deuses do inesperado. O caso da Líbia, se o examinarmos com cuidado, está prometendo ser uma operação “des dupes”. Não vai, nesta análise, qualquer juízo moral sobre Khadafi. É certo que se trata de um megalômano, que, tendo chegado ao poder aos 27 anos, provavelmente não estivesse preparado para administrar o êxito que coroou a sua participação na revolta contra outro déspota, o rei Idris. Mas Khadafi não teria sido quem foi, durante 42 anos, se a Europa e os Estados Unidos não tivessem tido atitude sinuosa e incoerente para com o seu regime. Reagan chegou a determinar o ataque aéreo a Trípoli e Bengazi, em 1986, quando uma residência de Khadafi foi atingida e uma sua filha adotiva morreu. Esses ataques, longe de enfraquecer o governante, fortaleceram-no, e desestimularam os poucos inimigos tribais internos.

Os interesses econômicos da Europa, que fazia bons negócios com o dirigente do velho espaço dos beduínos, berberes e tuaregues, ditaram as oscilações da diplomacia diante de Trípoli. A bolsa, sempre pejada e generosa, de Khadafi, favorecia seus entendimentos e os de seus filhos com altos funcionários das chancelarias européias e financiavam festas suntuosas a que eram convidadas as grandes celebridades do show business e dos círculos ociosos da grã-finagem internacional. Enfim, Khadafi fazia o que quase todos fazem. Não é por acaso que Berlusconi sempre o teve como um de seus mais devotados amigos, até que, coerente com seu caráter, somou-se à cruzada contra Trípoli.

Khadafi, por mais insano tenha sido – e todos podiam identificar os sinais de sua mente vacilante – fez um governo de bem-estar social, como nenhum outro da região. Contando com os recursos do petróleo, criou sistema de assistência à saúde que, mesmo restrito aos centros urbanos, tem sido exemplar. Reduziu drasticamente os níveis de mortalidade infantil, possibilitou o tratamento gratuito de toda a população, universalizou a educação, estimulou a agricultura nas raras terras cultiváveis, e fixou salários dignos para os trabalhadores. É certo que se enriqueceu e enriqueceu seus familiares e favoritos, mas os líbios não tinham por que queixar-se de sua política social. Em contrapartida, não admitia qualquer tipo de oposição.

Monsieur Sarkozy, que anda fazendo apostas perigosas com a posteridade, e Cameron, da Grã Bretanha, foram os grandes animadores da intervenção maciça da Otan contra a Líbia. A ocasião era propícia. A Europa se encontra combalida com a crise econômica e o avanço da corrupção está erodindo a coesão de seus povos. O tema é de particular intimidade da França, detentora, na História, dos mais espetaculares escândalos, entre eles o da frustrada construção do Canal do Panamá por uma companhia francesa: a empresa obtivera, mediante propinas a muitos parlamentares, a concessão de uma loteria especial para o financiamento da obra, recolhera investimentos pesados dos homens de negócios europeus e dos poupadores modestos, e quebrou espetacularmente poucos meses depois. Durante muito tempo, “panamá” passou a ser sinônimo, em todas as línguas, de negócios escusos e da corrupção política. Talvez com a única exceção dos tempos de De Gaulle, nunca houve governo na França imune a denúncias de sujeiras semelhantes. A corrupção foi uma das causas da Revolução Francesa.

Quase todos estão saudando a vitória contra Khadafi, mas isso não significa que tenham conquistado a Líbia. São grupos internos de interesses diferentes que se uniram, para livrar-se de um inimigo comum, com o apoio das potências estrangeiras, que bombardearam sistematicamente a população civil – o que, convenhamos, é terrorismo puro. Mas, sempre que as armas se calam, novo e mais complicado conflito se inicia. Quem assumirá o poder? Irão as tribos do deserto, que se relacionam entre elas mediante complexa malha de fidelidade, fundada no parentesco e nas alianças bélicas seculares, unir-se sob um protetorado estrangeiro? É duvidoso.

Há uma questão de fundo, que Sarkozy e Cameron, em seu açodamento, desprezaram. Londres e Paris, pressurosos em aproveitar os episódios dos países árabes, a fim de reocuparem seu domínio colonial, tomando o lugar da Itália na influência sobre a Líbia, esqueceram-se de Israel. Mubarak, do Egito, o principal aliado de Tel-Aviv, e fiel vassalo de Washington, perdeu o poder e corre o risco de perder também a cabeça. Israel tomou a iniciativa de provocar as novas autoridades do Egito ao cometer o ataque fronteiriço, que causou a morte de oficiais daquele país, na pressão para que se feche novamente a passagem aos palestinos. Nada indica que os governos que eventualmente sucedam aos déspotas destituídos no Egito e na Tunísia, e os que possam vir a ser derrubados nas vizinhanças, sejam mais condescendentes com Israel. Até mesmo a Síria é uma incógnita, no caso em que Assad perca o mando. A Itália, acossada pela crise econômica e pela desmoralização de Berlusconi, em lugar da neutralidade, somou-se, na undécima hora, aos agressores.

Os fundamentalistas se somam aos que saúdam os movimentos de rebeldia nos países árabes. A Palestina, por intermédio do Hamas, aplaude o fim de Khadafi. Terá suas razões para isso. E a rede Al Jazeera já está emitindo de Trípoli. Como se queixou Khadafi, a Al-Qaeda não o apoiava.

Enfim, para lembrar o burlador Conde de Serrant, é bem provável que este ano de 2011 fique na história como o ano dos tolos.

200 panzer "Leopard 2" vendidos à Arábia Saudita

Como todos sabemos, a Alemanha vive em plena democracia.

E democracia significa cidadania em primeiro plano.

Se hoje vemos mendigos dormindo nas ruas, e aposentados catando garrafas vazias nas latas de lixo para completar a aposentadoria, isso não passa de detalhes secundários a uma grande democracia como a alemã.

Cena comum hoje na Alemanha


Na segunda-feira à noite fui a uma reunião do Die Linke, onde nos foi apresentado pelo nosso representante no parlamento em Berlim Jan van Aken, a nova negociata alemã.



Esse pequeno tanque de guerra custa (a unidade) 7 milhões.

A democrática Arábia Saudita comprou apenas 200 desses pirulitos.

No vídeo acima, o ministro das relações exteriores, Guido Westerwelle, afirma que não pode se pronunciar publicamente sobre o tema, mas que o povo alemão pode ficar tranquilo que a negociata, digo, a venda foi feita da maneira mais responsável possível.

Claro que todos acreditamos em suas palavras.

O Oriente Próximo vive num mar de tranquilidade, todos sabemos.

E se a Arábia comprou esses pirulitos adaptados a debelar tumultos e destruir barricadas urbanas foi apenas um detalhe.

Além do mais, 70 policiais alemães foram enviados à ilha real para ensinar aos policiais sauditas a serem mais amáveis com sua população civil.

Para complementar, a Alemanha está construindo uma fábrica de armas na pacata Arábia Saudita (como fez na época do Xá Parlevi no Irã).

Certamente a construção da fábrica está incluída no pacote dos pirulitos.

E não menos importante, uma empresa alemã está construindo um muro separando a Arábia do resto do mundo.

Jan van Aken deve ir à Arábia em outubro para conferir as obras alemãs em solo sagrado árabe.

P.S. A Alemanha já prometeu ao Estado democrático de Israel um submarino. Novinho da silva. De presente. O democrático Estado de Israel não pagará um único centavo pelo brinquedo.

Charge Online do Bessinha



Frase do Primeiro-Ministro Cameron sobre a Líbia


"Esta não é nossa revolução, mas nós podemos estar orgulhosos, que parte desse júbilo fomos nós que provocamos."

E eu digo: Quão feliz estou pelo Brasil não ter participado de mais um bombardeamento contra terras alheias. E mais ainda: por não participar do saque que se seguirá às riquezas da Líbia.



22 Agosto 2011

Charge Online do Bessinha


Jane Eamon Satisfied Mind Johnny Cash


Alemanha: "Nie wieder Krieg!" (nunca mais guerra)

Bonito, né?!

Mas isso é só discurso.

Alemanha está até o pescoço na guerra contra Kadafi.

E isso é o que foi descoberto por acaso. Imaginem só o que ainda permanece secreto.

Participação militar de alemães em campanha da Líbia gera polêmica

Posição oficial de Berlim é de que nenhum soldado alemão foi escalado para a campanha da Líbia. No entanto, soldados da Bundeswehr têm ajudado seus aliados da Otan na avaliação de alvos no território líbio.


"Não mobilizaremos soldados alemães para nenhuma guerra na Líbia", assegurou o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, em março de 2011.

De fato, a Alemanha se absteve de votar no Conselho de Segurança da ONU sobre a ação militar internacional no país do Norte da África. No entanto, a realidade é menos categórica, como demonstram as informações recentes de que a Bundeswehr vem colaborando na seleção de alvos para a campanha de bombardeios aéreos da Otan contra o regime de Muammar Kadafi.

O Ministério da Defesa em Berlim admitiu que 11 militares alemães trabalham nessa função, no quartel-general da Otan de Poggio Renatico, em Nápoles, Itália. Eles integram uma equipe de 250 homens e não atuam em posições influentes.
Leia mais na DW

21 Agosto 2011

Loucura !!!!!

Acabo de ler um texto sobre vegetarianismo.

Para cada caloria de um bife, 26 calorias vegetais são consumidas pelo boi.

Para cada quilo de carne bovina são necessários dez quilos de alimento vegetal.

Para um bife de carne bovina são consumidos até 15 mil litros de água.

Nos EUA o uso do antibiótico é maior nos animais do que no ser humano.

Na Alemanha são mortos 56 milhões de porcos por ano.

Isso dá 1500 porcos por hora.

Aleluia !!!!

Eu sou vegetariana há muito.

Antes de morrer ainda me tornarei vegan.

Charge Online do Bessinha


19 Agosto 2011

Charge Online do Bessinha





12 laranjas confessam fraudes


O grupo acusado de sonegar R$ 1 bilhão em fraudes fiscais envolvendo empresas do ramo petroquímico teve pelo menos 12 laranjas confessos. Em depoimentos colhidos pela Polícia Federal na Operação Alquimia, eles disseram atuar num esquema encabeçado pelos irmãos Paulo Sérgio e Ismael Cavalcanti, dono do grupo Sasil.

O empresário Paulo César Costa Pinto Cavalcanti, um dos proprietários do grupo Sasil, está foragido. Ele é um dos principais investigados na Operação Alquimia, deflagrada pela Polícia Federal, e dono de uma ilha localizada na costa de Salvador, na Bahia. O empresário estaria na Europa

O Sasil é uma distribuidora do ramo de produtos químicos e termoplásticos. O grupo é sediado na Bahia e tem operação nacional.


EUA e Europa pedem a saída de ditador sírio; Brasil diverge

Itamaraty também se distancia de potências que defendem sanções ao regime

O presidente dos EUA, Barack Obama, e líderes europeus defenderam abertamente, pela primeira vez, a saída do ditador Bashar al-Assad, cujo o governo há cinco meses reprime diariamente com violência protestos pr reformas, que já deixaram pelo menos 2 mil civis mortos. A Europa e os EUA - que unilateralmente já congelaram bens sírios e proibiram negócios com o país - trabalham no Conselho de Segurança da ONU por sanções econômicas mais duras. Já o Conselho de Direitos Humanos afirmou que os ataques à população civil podem ser considerados crimes contra a Humanidade. O Brasil, segunda a embaixadora Regina Dunlop, não se une aos que exigem a saída de Assad nem defende sanções, neste momento. Na Líbia, os rebeldes conquistaram, a 50 quilômetros de Trípoli, uma refinaria que abastece a capital com gás e petróleo. Há rumores de que o ditador Kadafi esteja doente.

fonte: O Globo

18 Agosto 2011

Zara é acusada de trabalho escravo



O Ministério Público do Trabalho instaurou inquérito civil para apurar denúncia de trabalho escravo em fornecedores da Zara em São Paulo. A fiscalização encontrou uma adolescente e 15 adultos (alguns bolivianos) sem condições adequadas de segurança e higiene, ganhando até R$ 300 por mês. A Zara foi a única responsabilizada.

17 Agosto 2011

Receita Federal, PF e MPF fazem operação para recuperar R$ 1 bilhão


A Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta quarta-feira a Operação Alquimia, com o objetivo de combater organização criminosa suspeita de fraudar o Fisco. A organização é composta por quase 300 empresas nacionais, estabelecidas principalmente nos Estados da Bahia e São Paulo, e estrangeiras, sendo que a maioria tem sede nas Ilhas Virgens Britânicas - pelo menos 50 são “laranjas”.

As ações ocorrem simultaneamente no Distrito Federal e em mais 17 Estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. Essa é uma das maiores operações do gênero nos últimos anos no País.

Leia mais no IG

Justiça condena quatro por vazamento em gráfica da Folha de São Paulo

A Justiça Federal condenou quatro dos cinco envolvidos no vazamento da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2009, na gráfica da Folha de São Paulo. A informação foi divulgada nesta terça-feira.

Apontado pela Polícia Federal como mentor do vazamento das provas da gráfica Folha de São Paulo, Felipe Pradella foi condenado a cinco anos e três meses de reclusão, a maior pena imputada.

O Ministério da Educação cancelou o Enem daquele ano, que aconteceria nos dias 3 e 4 de outubro, depois que o jornal O Estado de S. Paulo avisou sobre o vazamento da prova.

IG

Charge Online do Bessinha

Ô, Bessa, você quer desmoralizar(??) os caras, meu?



Ah, o amor, como é lindo !



O tal aí da foto se chama Christian von Boetticher e era até 4-5 dias atrás o tudo do partido da Angela Merkel em Schleswig-Holstein.

Ele era o candidato a governador.

Ele era o chefe do partido no estado.

Ele era também o homem que mantinha uma relação amorosa com uma jovem de 16 anos em 2010.

Segundo ele e a adolescente, o que houve entre os dois foi amor puro.

Se conheceram pelo facebook.

No primeiro encontro, trancaram-se no quarto de um hotel de luxo e ali permaneceram durante dois dias.

Amor, ah, o amor!

É lindo.

Pois não é que, ao ser escolhido para ser o candidato a governador de Schleswig-Holstein, o amor do Christian von Boetticher acabou de repente.

A adolescente ficou a ver navios com o sentimento de que o tal Christian a amava acima de tudo.

Ah, o amor !

Como o Christian von Boetticher é verdadeiro e desejava passar a imagem de um ser íntegro, que não mantém relações com uma adolescente, logo depois do término do caso com a jovem, viajou com sua companheira de partido, com quem vivia, para Las Vegas.

E se casou.

Mas esqueceu de comunicar o fato ao seu Partido, o CDU.

E agora o Bild Zeitung descobriu a certidão de casamento, que é válida na Alemanha.

Ah, o amor é lindo !

E o pessoal do CDU todo é de uma honestidade com seus eleitores de dá dó.

Previsível


No dia em que a Alemanha - maior economia da zona da euro - divulgou expansão de apenas 0,1% no segundo trimestre (a previsão era 0,5%), a chanceler Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy discutiram saídas para a crise. Entre as sugestões, a criação de Conselho e novo imposto sobre transações financeiras. A freada no PIB alemão interrompeu o movimento recente de alta nas bolsas.

Pois é.

Tudo isso era previsível.

Afinal, o neoliberalismo vigora aqui a ferro e fogo.

A meta é acabar com o estado-social e implantar a Mão Invisível sobre tudo e sobre todos.

16 Agosto 2011

Vixe Santa Maria! Parece que nem todos os militares comunam com o Jobim e a Cantanhêde

CARTA AO SENHOR JOBIM

Luiz Gonzaga Schroeder Lessa - Carta publicada site da Academia Brasileira de Defesa

12 de agosto de 2011

Como era natural, o senhor se foi, sem traumas, sem solavancos, substituído quase que por telefone, não durando mais do que cinco minutos o seu despacho de despedida com a presidente, que, de forma providencial, já tinha até o seu substituto definido. Surpreso? Nem tanto.

Substituição aceita com a maior naturalidade, pois ela é parte da rotina militar.

O senhor talvez esperasse adesões e simpatias que não ocorreram, primeiro, pela disciplina castrense e, depois, pelo desgaste acumulado ao longo dos seus trágicos 4 anos de investidura no cargo de ministro da defesa. E como um dia é da caça e outro do caçador, o senhor foi expelido do cargo de forma vergonhosa, ácida, quase sem consideração a sua pessoa, repetindo os atos que tantas vezes praticou com exemplares militares que tiveram, por dever de ofício, a desventura de servir no seu ministério (veja que omiti a palavra comando, porque o senhor nunca os comandou).

O desabafo à revista Piauí, gota d’água para a sua saída, retrata com fidelidade e até mesmo estupefação o seu ego avassalador, que julgava estar acima de tudo e de todos, a prepotência, a arrogância e a afetada intimidade com os seus colaboradores no trato dos assuntos funcionais, o desconhecimento dos preceitos da ética e do comportamento militar, a psicótica necessidade de se fantasiar de militar, envergando uniformes que não lhe cabiam não apenas por seu tamanho desproporcional, mas, também, pela carência de virtudes básicas, como se um oficial-general se fizesse unicamente pelos uniformes, galões e insígnias que usa, esquecendo que a sua verdadeira autoridade emana dos longos anos de serviços prestados à Nação e da consideração e do respeito que nutre pelos seus camaradas. O senhor, de fato, nunca a entendeu e nunca foi compreendido e aceito pela tropa, por faltar-lhe um agregador essencial – a alma de Soldado.

Sua trajetória no Ministério da Defesa foi a mais retumbante desmistificação daquilo que prometeu realizar.

Infelizmente, as Forças Armadas ficaram piores, ainda mais enfraquecidas. Suas promessas de reaparelhamento e modernização não se realizaram. Continuam despreparadas para cumprir as suas missões e, na realidade, são forças desarmadas, só empregadas no cumprimento de missões policiais, muito aquém das suas responsabilidades constitucionais.

A Marinha poderá até apresentar um saldo positivo no seu programa de submarinos, mas a força de superfície está acabada, necessitando de urgente renovação, que não veio. A Aeronáutica prossegue sonhando com os modernos caças com que lhe acenaram, programa que desafia a paciência e aguarda por mais de 10 anos. O Exército parece ser o que se encontra em pior situação no tocante ao seu equipamento e armamento, na quase totalidade com mais de 50 anos de uso. Nem mesmo o seu armamento básico, o fuzil, teve substituto à altura. Evolução tecnológica, praticamente, nenhuma. O crônico problema salarial que, por anos, atormenta e inferioriza os militares que são tratados quase como párias, não teve uma programação que pretendesse amenizá-lo. A Comissão da Verdade, em face da sua dúbia atitude, é obra inconclusa, que tende a se agravar como perigoso fator desagregador da unidade nacional.

O que fez o senhor ao longo desses quatro últimos anos para reverter essa situação, Sr Jobim. Nada! Só palavrório, discursos vazios, promessas que não se cumpriram, enganações e mais enganações. Mas sempre teve a paciência, a lealdade e a fidelidade dos Comandantes de Força.

A Estratégia Nacional de Defesa é o maior embuste que tenta vender. Megalômana, sem prazos e recursos financeiros delimitados por específicos programas governamentais, é um documento político para ser usado ou descartado ao sabor das circunstâncias, como atualmente ocorre, quando é vítima dos severos cortes orçamentários impostos às Forças Armadas, que inviabilizam os seus sonhos de modernização. Mal sobram recursos necessários para a sua vida vegetativa.

O caos aéreo que prometeu reverter com a modernização da infraestrutura aeroportuária só fez crescer e ameaça ficar fora de controle.

Você (como gosta de chamar os seus oficiais-generais) foi um embuste, Jobim.

Por tudo de mal que fez à Nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde. Vamos ficar livres das suas baboseiras, das suas palavras ao vento, das suas falácias, das suas pretensões de efetivamente comandar as Forças Armadas, mesmo que para isso tivesse que usurpar os limites constitucionais.

Você parte amargando a compreensão de que nada mais foi do que um funcionário ad nutum, como todos os demais, demitido por extrapolar os limi-tes das suas atribuições. A contragosto, é forçado a admitir que o verdadeiro comandante das Forças Armadas é a Presidente Dilma que, sem cerimônia, não tem delegado essa honrosa missão exercendo-a, por direito e de fato, na plenitude da sua competência.

Você acusou o golpe. Não teve, nem sequer, a disposição de transmitir o cargo que exerceu. Faceta da sua personalidade que a história saberá julgar.

Como no Brasil tudo o que está ruim pode ficar ainda pior, vamos ter que aturar o embaixador Amorim, que por longos 8 anos deslustrou o Itamaraty e comprometeu a nossa tradicional e competente diplomacia. Sem afinidade com as Forças, alheio aos seus problemas e necessidades mais prementes, com notória orientação esquerdista, só o tempo dirá se a sua indicação valeu a pena.

No fundo, creio mesmo que só ao Senhor dos Exércitos caberá cuidar das nossas Forças Armadas.

1) O autor é General-de-Exército, Ex-Presidente do Clube Militar e Membro Fun-dador da Academia Brasileira de Defesa.

2) As matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, o pensamento da ABD.

Ler a reporcagem toda, não leio. É uma cascata de mentiras

"A economia francesa estagna, a alemã consegue 0,1 de crescimento (no trimestre). As grandes economias freiam a conjuntura no espaço do euro, a Bolsa alemã (DAX) reage com prejuízo. Os experts se preocupam com o consumo fraco em muitos países (da zona do euro). Apesar do aumento de empregados, o povo não gasta.

Die Wirtschaft in Frankreich stagniert, Deutschland schafft nur ein Mini-Plus: Die größten Ökonomien bremsen die Konjunktur im Euro-Raum, der Dax reagiert mit Verlusten. Sorge bereitet Experten der schwache Konsum in vielen Ländern: Trotz steigender Beschäftigung geben die Menschen ihr Geld nicht aus. Spiegel

Aqui em portugues

Eu gostaria de pegar a parte Apesar do aumento de empregados, o povo não gasta.

Sinceramente não perco mais meu tempo lendo tais mentiras da mídia alemã.

Pois o tal "aumento de emprego" é pura balela.

O chamado "emprego" não passa de trabalho em troca de salários baixíssimos que não dá para o individuo sobreviver. O chamado "empregado" é obrigado a pedir ajuda do governo para poder pagar o apartamento onde mora e poder comer para não morrer de fome.

Tenho muitos colegas de Partido angustiados com a situação.


Nunca é tarde para arranjar um trabalho


. Nunca é tarde para arranjar um local de trabalho.

O jovem Till Reiter (38) não se admirou ao receber a carta de uma firma para onde enviara seu currículum.

Ele conseguira um trabalho !

Uau !

Só que a carta chegou 15 anos apos o envio do curriculum.

Por isso eu digo: não desanime. O seu dia chegará.

Fonte: Bild

Instituto Lula é criado formalmente em São Paulo


O Instituto Lula, entidade que sucede o Instituto Cidadania, foi criado formalmente nesta segunda-feira (15) em São Paulo. Reunidas em assembleia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve presente, acompanhado da ex-primeira dama Marisa Letícia, 38 pessoas referendaram o estatuto social da organização.

O principal eixo de atuação do instituto será a cooperação do Brasil com a África e a América Latina, área em que Lula já vem atuando após a sua saída do governo.

Leia mais no Blog do Lula

15 Agosto 2011

Charge Online do Bessinha


Parlamentarismo nem a pau


Como vocês sabem, vivemos na Alemanha sob o parlamentarismo.

No parlamentarismo, quando um governo ou uma coalisão perde a maioria, nova eleição acontece.

Isso acontece quando o partido que está no poder constata que não tem maioria nos estados e propõe eleição.

Mas isso só quando o partido do governo quer.

Pois aqui na Alemanha, o CDU e o FDP há muito perderam apoio da população, teem perdido eleições nos estados, mas não largam o osso.

Vejam só a pesquisa de opinião desse final de semana (esse resultado tem se repetido há meses).

FDP está na miséria.

CDU cai.

Os dois partidos que governam a Alemanha só chegam a 37%.

E daí?

E daí que mesmo sendo parlamentarismo, CDU e FDP perdendo estados um atrás do outro, permanecem no poder.

Só chamam por novas eleições se quiserem.

E isso eles não querem nem a pau.

Por isso, ó, parlamentarismo é bonito no papel ou em nações que levam o caso a sério.

Alemanha não é o caso.

Nem o Brasil seria.

Imaginem o PSDB e o PFL no poder.

Parlamentarismo nem a pau.

Os argentinos devem estar acompanhando a crise do Chile, pois ...


Cristina Kirchner pode vencer no primeiro turno as eleições de 23 de outubro. Números preliminares oficiais indicaram que ela teve ontem mais de 45% dos votos nas primárias e está mais de 30 pontos percentuais acima do segundo colocado. A oposição ficou dividida entre Eduardo Duhalde e Ricardo Alfonsin.

12 Agosto 2011

A Deutsche Welle se mostra tendenciosa nessa reportagem

A longa reportagem da Deutsche Welle sobre os diversos muros construídos ao redor do mundo para separar povos mostra seu caráter tendencioso, para não dizer vergonhoso.

Assim a reporcagem explica o Muro da Humilhação que os judeus construíram para matar os palestinos de fome:

"Uns o chamam de "muro antiterrorista", outros o veem como o "novo Muro de Berlim". Para se proteger contra ataques terroristas de extremistas palestinos, Israel separou grande parte da Cisjordânia do território israelense com paredes e cercas. No entanto, a barreira de separação avança, em parte, profundamente sobre território palestino, separa agricultores de seus campos e obriga as pessoas a grandes desvios.

De acordo com as autoridades israelenses, a barreira de separação reduziu o número de ataques terroristas. Internacionalmente, esta forma de proteção das fronteiras permanece controversa. O Tribunal Internacional em Haia ressalta, em seu relatório sobre a construção do muro, que a edificação limita muito o direito dos palestinos à autodeterminação."


Tá certo, ô xente !


A ONG Sociedade Evangélica Beneficente do Paraná, recebeu do Ministério do Turismo R$ 7,5 milhões para dar cursos de qualificação. Mas o treinamento pode ser concluído em dez minutos pela internet.

E o quê que o sujeito tá querendo? Ir para o escritório da ONG e ficar 15 minutos? Fazendo o quê, se o treinamento pode ser dado em 10 minutos?

Eu acho inclusive que o tempo é muito longo.

Pode ser encurtado para 3.

Ora, ora, tenham santa paciência!

Charge Online do Bessinha



O problema é mais embaixo

O sociólogo Silvio Caccia Bava destrincha o discurso da direita em relação à revolta dos despossuídos de futuro na Inglaterra.

Dilma: estamos vencendo o pensamento do atraso



Tijolaço

O que se falou no post anterior sobre o que é, de fato, o pensamento e a ação da Presidenta Dilma Roussef está expresso no discurso que ela fez hoje, ao visitar as obras da siderúrgica que se está construindo junto ao Porto de pecém, no Ceará.

Dilma foi direto ao ponto, politizando seu discurso que, infelizmente, não tem a repercussão que deveria.

Disse que aquela siderúrgica era uma “vitória contra a inércia do pensamento do atraso” que achava que o Nordeste não podia se industrializar, não podia ter siderúrgicas ou refinarias de petróleo.

Exaltada, Dilma disse que “nós não vamos enfrentar a crise com recessão… Nós vamos enfrentar a crise gerando emprego e assegurando renda e defendendo o mercado interno”.

Essa é a presidenta que o país precisa ver.

11 Agosto 2011

Não é sacanagem não


O Jornal Welt Online noticiou que ao encontrar-se com Dilma Rousseff, o Primeiro Ministro do Canadá foi ao toalete e chorou.

O Stephen Harper, segundo o jornal, queria fazer o discurso antes e não depois do banquete oferecido pelo governo brasileiro.

Ainda segundo o jornal, o governo canadense desmentiu a informação, dizendo que o Primeiro Ministro foi ao toalete fazer o habitual.


WELT: Brasilien/Kanada: Premier soll auf Klo geweint haben
Bei einem dilpomatischen Treffen mit der brasilianischen Präsidentin Dilma Rousseff soll der kanadische Premier Stephen Harper auf dem Klo geweint haben. Grund: Er wollte seine Rede vor und nicht nach dem Essen halten. Die kanadische Regierung dementierte: Der Premier habe das Klo "aus den üblichen Gründen" aufgesucht.



Deu no Morgen Post de Hamburg

Prisioneiros de Celle, cidade do estado da Baixa Saxônia, fazem greve de fome.

Exigem que uma decisão da Alta Corte Européia seja aplicada em Celle.

Decisão essa que permite prisioneiros alemães a terem acesso a sexo sem serem incomodados, acesso livre à internet e TV a cabo.

Um diabético já foi levado ao hospital depois de 10 dias de greve.

Os outros passam bem.

Estou pensando me oferecer a fazer a cama deles todas as manhãs.

Charge Online do Bessinha



Prefeito de Belô, Marcio Lacerda(PSB), cospe no eleitor, com apoio do PT mineiro

- Freto, sim. E daí?

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, disse que fretou jatinho com verba pública porque tinha de ir a compromissos de interesse da cidade. "Por voo comercial, dada a insegurança do transporte aéreo brasileiro, eu nem teria ido", disse ele, intimado a devolver R$ 874 mil.



'O importante é a fachada'


Gravações feitas pela PF mostram que o secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa, preso na Operação Voucher, orientou dirigentes de empresas a montar negócios onde o mais "importante é a fachada". Metade dos presos já foi solta. O uso de algemas causou polêmica.

Ah, essas algemas danadas, que teimam em desobedecer e se agarrarem em braços de gente "branca"! (é, porque de branco só a aparência).

Essas algemas danadas deveriam procurar os pretos, putas e pobres.

Ladrões da base, chefiados pelo PMDB, se rebelam contra Dilma e obstruem votações

Insatisfeita com a não liberação de emendas parlamentares e as demissões em ministérios controlados por partidos aliados e envolvidos em escândalos, parte da base do governo Dilma na Câmara decidiu obstruir as votações esta semana. Um bloco informal, liderado pelo PMDB, foi montado por 201 parlamentares rebelados.

10 Agosto 2011

O tempo exausto



por Mauro Santayana

Em todos os séculos houve a percepção de que o mundo chegava a seu fim, com a extinção da vida na Terra, como castigo divino ou inevitável cataclismo. Mas a vida, essa inexplicável rebelião da matéria, que encontra sua perfeição e perversão na existência do homem, consegue impor-se. O preço da sobrevivência é o conflito. Desde que o registro da vida da espécie existe, a existência tem sido a crônica da resistência contra as forças naturais, os outros seres biológicos, feras, bactérias e vírus, e, sobretudo, contra parcelas da própria espécie.

Há uma tese, presente em vários pensadores, e de forma difusa, que explica o conflito básico do homem entre o predador e o solidário. O instinto de caça e de destruição, enfim, de canibalismo direto ou sutil, só consegue ser combatido pela inteligência. A inteligência conduziu o homem a se ver como ser frágil e precário que só poderia sobreviver em comunhão com os outros, multiplicando a força individual, certo de que sua proteção dependia da vida do companheiro. Mas houve o momento em que essa mesma inteligência, que indicava a solidariedade como necessária à existência individual e coletiva, passou a servir ao instinto predador. Ora o homem é o lobo do homem, na definição de Plauto, ora o homem é o anjo do homem, como ocorre, quase todos os dias, no heroísmo de pessoas simples, que chegam a morrer para salvar a vida de outras. Os homens são construtores de sua História. E a História, não obstante a presunção de alguns acadêmicos parvos, como Fukuyama, nunca chegará a seu fim – a menos que o Sol esfrie de repente ou de repente estoure, na impaciência de seus gases comprimidos.

O tempo histórico de vez em quando entra em exaustão. São momentos, que podem durar décadas ou séculos, em que os ritos essenciais da vida são perturbados pelas superestruturas da sociedade, e o indivíduo redescobre a solidariedade, aquele sentimento de que a sua sobrevivência (e sua autonomia como ente, ou aquele que é) só pode ser defendida se contar com o outro. Nesses momentos, para o bem – e, algumas vezes, para o mal – surgem as grandes mudanças, com novas normas de convivência da espécie. Embora possam identificar-se como religiosas ou étnicas, são necessariamente políticas, porque se referem à vida prática dos seres humanos.

Ontem, Londres entrava em seu terceiro dia de tumultos urbanos. Não é a primeira vez que isso ocorre. Além dos protestos sangrentos de Brixton, de há trinta anos, a cidade conheceu o conflito brutal de 1780, em que centenas de católicos foram massacrados pelos protestantes açulados por Lord George Gordon. Vivendo como cidadãos de segunda classe, desde Henrique VIII, os católicos recuperaram sua cidadania de acordo com o Catholic Relief Act, de 1778. Gordon, um nobre frustrado em sua tentativa de fazer carreira no Almirantado, encontrou sua chance para a demagogia, mobilizando os protestantes contra a lei e os levando a queimar propriedades de católicos e a assassiná-los em plena rua. Antes de ser condenado à prisão por rebeldia, Gordon se converteu ao judaísmo. Acabou morrendo na prisão de Newgate.

Há uma diferença entre as agitações urbanas e as revoluções. Como resumia um autor inconveniente, Lenine, sem teoria revolucionária não há revolução. Jean Tulard, um dos melhores historiadores contemporâneos, é seguro quando afirma que as rebeliões populares podem ser facilmente vencidas, seja pela repressão policial, seja pelo engodo por parte do poder. As revoluções necessitam de um esforço intelectual poderoso, de líderes que pensem uma nova ordem e a imponham no exercício da razão. Esses líderes podem surgir no desenvolvimento natural das rebeliões, como ocorreu na França de 1789, depois da Queda da Bastilha, ou em demoradas e pacientes carreiras políticas.

Londres repete, com a mesma impaciência, o que está ocorrendo em várias partes do mundo, e parece provável que virá a ocorrer nas regiões ainda preservadas. O tempo, e nele, os homens, parecem exaustos do modelo da sociedade contemporânea, baseado na competitividade, na voracidade do consumo e do lucro. É uma sociedade contraditória. De um lado, a aplicação tecnológica das descobertas científicas torna a vida mais confortável e mais durável, mas não parece que isso responda aos anseios mais profundos da espécie. E, ainda pior: a tecnologia torna a crueldade mais organizada e mais eficaz. O nazismo foi a mais perfeita utilização da tecnologia para o assassinato em massa de toda a História. Os norte-americanos os repetem, desde a Guerra do Golfo, no Oriente Médio.

Como em outras épocas, a civilização se encontra diante de uma ruptura. O sistema econômico, submetido ao domínio do capital financeiro, entra em crises sucessivas, com a criminosa especulação dos operadores no mercado de capitais. Os indignados, com razões maiores ou menores, se multiplicam. A internet substitui – é outra das surpresas da tecnologia – os agitadores de rua, na condução dos protestos. Falta apenas a ideologia, a que se referem, entre outros, Lenine e Tulard.

Debilitada mental Cantanheda ataca de novo

Amorim rebate críticas e defende general do Exército



Em resposta aos seus críticos militares, o novo ministro da Defesa, ex-chanceler Celso Amorim, provoca: "Você não pode fazer das Forças Armadas uma coisa partidária nem para a esquerda, nem para a direita".

Em entrevista no novo gabinete, Amorim, 69, disse que o comandante do Exército, general Enzo Peri parece uma pessoa "não apenas ilibada, mas até um asceta".

Um relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), como a Folha revelou na terça-feira, diz que Enzo favoreceu firmas ligadas a militares ao dispensá-las de licitação entre 2003 e 2007.

Folha - Quem convidou o sr. a presidente Dilma ou o ex-presidente Lula?

Celso Amorim - A presidente Dilma, claro. Fui sendo prevenido aos poucos, ela me ligou poucos minutos antes do anúncio, e eu só falei com o presidente Lula no domingo, depois de conversar pessoalmente com ela.

Folha - O sr. tinha mágoa de não ter sido convidado para nada por ela na troca de governo?

Mágoa nenhuma. Sou a favor da renovação e eu não podia querer me perpetuar num cargo ou disputar outro. Já tinha até alugado apartamento em Brasília para o depois. Essa coisa de que não nos damos bem é do imaginário. Ao contrário, nós nos damos excelentemente bem.

Folha - O seu nome foi cogitado para a Defesa quando o ministro Waldir Pires caiu e depois no início do governo Dilma. O sr. tinha a expectativa de assumir a pasta?

Nunca tive essa expectativa, nem era uma aspiração, mas há uma relação óbvia entre as funções dos ministérios das Relações Exteriores e da Defesa. Eu já considerava minha carreira de homem público completa, esperava ser professor, colunista, palestrante.

Folha - Aliás, o sr. mantém a crítica que fez na revista "Carta Capital" ao voto favorável do governo Dilma a um relator especial da ONU para apurar abusos contra Direitos Humanos no Irã?

Hoje, eu sou parte do governo e tenho de participar solidariamente das decisões do governo, e essa pasta pertence a outro ministro. Como intelectual independente, o que eu escrevi e disse claramente é que, se fosse eu, não teria tomado aquela atitude.

Folha - Uma das mais fortes críticas que oficiais militares fazem ao sr. é justamente a ligação com o Irã.

Nós nunca ficamos amiguinhos do Irã, e o Irã jamais foi uma prioridade da nossa política externa. O que foi uma prioridade, sim, num determinado momento, foi resolver um problema grave para o mundo que, aliás, continua existindo: o problema do programa nuclear do Irã. Como resguardar de um país ter um programa país e ao mesmo tempo resolver as desconfianças que havia? Tentamos viabilizar uma proposta dos países do Ocidente, a começar dos Estados Unidos, que depois mudaram de posição e acharam que não era mais assim. Mas a verdade é que tivemos estímulo deles. Ou seja: nunca houve uma aventura iraniana, como alguns querem fazer crer. Houve uma atitude independente e transparente nossa.

Folha - O sr. é "esquerdista"?

Esses rótulos, é melhor deixar os outros colocarem. Uns dizem que fui colocado pela presidente Dilma por ser nacionalista, o que agrada aos militares. Outros, que foi porque sou esquerdista, o que não agrada a eles. Mas, no Brasil, nacionalismo não é confundido com esquerdismo?

Folha - A presidente disse que o sr. é patriota. Como o sr. define esse conceito?

Nossa ideologia é a pátria e a Constituição. Fui sempre um profissional do interesse nacional. Uma coisa é você ficar trancado na sua casa, torcendo para o Brasil num jogo de futebol, o que é muito bom e todos nós fazemos isso. Mas outra é você ser um profissional do interesse nacional. Acho que sempre fui e de várias maneiras, em negociações comerciais, políticas, de segurança nacional. Você não descreve com palavras e sim com atitudes.

Folha - A brincadeira automática, depois que a presidente disse que o sr. é patriota é que o Patriota não é nenhum Amorim... Já disseram até que ele volta na prática a ser secretário-geral do Itamaraty.

Isso não tem nenhum sentido. Eu tenho muito o que aprender aqui na minha pasta, nem vou ter tempo para olhar para a dos outros. Eu e o Patriota trabalhamos juntos quinze anos e, desse susto, nem ele nem vocês morrem.

Folha - O sr. vai trazer diplomatas?

Não estou pensando nisso.

Folha - Vai trocar eventualmente algum comandante militar?

Não é minha intenção nem recebi nenhuma orientação nesse sentido, ao contrário.

Folha - Num dos seus artigos, o sr. também escreveu que não são satisfatórias as relações entre o poder civil e os militares e a responsabilidade por atos cometidos na ditadura. Como pretende avançar nos dois casos?

Não me recordo exatamente das palavras que usei nesse artigo, que era sobre como o Brasil pode ajudar na transição dos países árabes e comento o que ocorreu no Brasil, inclusive sobre as relações de civis e militares. Não é que eu disse que não são satisfatórias, mas que talvez algumas pessoas não vejam como satisfatórias. É uma constatação de um fato, mais do que um juízo de valor. Mas sei que a subordinação das Forças Armadas ao poder civil é clara e que a presidente Dilma exerce esse comando obviamente, e o ministro da Defesa é um instrumento dessa hierarquia.

Folha - Por que o sr. não fez nenhuma referência no seu discurso à Comissão da Verdade negociada entre civis e militares?

Fiz referências a Direitos Humanos, e acho que esse assunto, da Comissão da Verdade, está bem encaminhado. Acabei de chegar, hoje é meu primeiro dia de trabalho, e não tenho todas as respostas, mas tenho grande esperança de que a Comissão da Verdade possa ajudar a resolver essas questões. Vai ter algum reclamo de um lado e de outro? Não sei, mas sei que é uma boa base para aplainar a questão no futuro.

Folha - O sr. defende a responsabilização dos militares por atos cometidos na ditadura, como houve na Argentina, no Uruguai, no Chile?

Nem as situações que geraram os fatos nem as soluções foram idênticas. O mais importante é o restabelecimento da verdade. Acho que esse assunto está bem encaminhado. Se houver bom senso de todos os lados e uma boa articulação política, que cabe ao ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo, do PT], nós chegaremos a uma boa conclusão.

Folha - O general Augusto Heleno...

A quem aprecio, pelo bom trabalho que fez no Haiti e que eu acompanhei, porque nós trabalhamos juntos...

Folha -... disse que o comprometimento ideológico tem repercussão altamente negativa entre os militares. O sr. concorda?

Acho que você não pode fazer das Forças Armadas uma coisa partidária, mas acho que nem para a esquerda, nem para a direita, nem para o centro. Agora, patriotismo é patriotismo. Cada um interpreta a seu modo, e para isso nós temos a presidente da República, que é quem escolhe, quem decide e quem foi eleita pelo provo brasileiro.

Folha - E as reações de setores militares contra a escolha de um novo diplomata, depois da passagem do embaixador José Viegas pela Defesa?

Não fui escolhido por ser um diplomata. Fui ministro por nove anos e meio, no governo Itamar e nos oito anos do presidente Lula, e ministro é um cargo político. Estou assumindo um lugar novo que tem muitos desafios para mim, como teria para qualquer outro. Mas a gente aprende, se trabalhar com afinco e souber ouvir.

Folha - Vou lhe repassar uma pergunta que me foi feita por um oficial: e se fosse um general mandando no Itamaraty, os diplomatas iriam gostar?

Os diplomatas são muito disciplinados, a tradição era que os ministros não fossem da carreira e houve mesmo um que vinha da carreira militar, o general da reserva Juracy Magalhães. Então, o importante é ser patriota, ter humildade para ouvir e capacidade para decidir.

Folha - Se a gente somar tudo o que o sr. disse no seu discurso de posse sobre soldos, equipamentos, investimentos, o sr. vai precisar de muitos bilhões de reais, mas os tempos não são justamente de corte?

Bem, eu não vou resolver isso sozinho. O que eu disse é que vou me empenhar e que percebo uma sensibilidade grande da presidente para a Defesa.

Folha - Ela deu algum sinal de que vai descontingenciar recursos para facilitar sua chegada?

Acho que não seria correto eu falar sobre isso, mas certamente vou falar com os ministros da área econômica. Qual a solução? Quando será a solução? Não sei. Vamos ver. E a questão do investimento na indústria de defesa faz parte da solução, não do problema. Nos EUA, a empresa privada é responsável pelos investimentos em ciência e tecnologia, mas, ora, tudo por encomenda do Pentágono. Isso mostra a importância que a Defesa tem para a indústria, para o desenvolvimento, para os empregos, para a tecnologia de ponta. A aviação brasileira nasceu dessa forma.

Folha - E o outro lado da moeda? Boa parte, ou a maior parte, da responsabilidade da crise norte-americana é justamente pelos gastos na área militar.
Mas ninguém fala que vamos nos envolver em aventuras militares como os EUA se envolveram. Eles estão com duas a três guerras ao mesmo tempo.

*Folha - No domingo, antes mesmo da sua posse, mulheres de militares fizeram manifestação por aumento de soldos. Os comandantes lhe pediram isso na reunião do fim de semana?

Foi mais geral. Vamos esperar um pouquinho.

*Folha - E os caças, vêm ou não vêm?

Os caças terão que vir. Achava isso como ministro das Relações Exteriores e continuo achando agora como ministro da Defesa. Mas o momento exato ainda não dá para dizer.

Folha - Nisso, o sr. e o ministro Jobim combinam? Ambos querem os Rafale franceses?

Havia um problema de preços e toda uma discussão sobre transferência de tecnologia. Naquela época, no governo Lula, parecia que o que tinha mais condições de fazer essa transferência era o francês. Se ainda é, não sei, porque não acompanhei o desenrolar das discussões sobre isso e sobre uma renegociação de preços.

Folha - Naquele momento, o recuo não foi por causa de cortes no Orçamento, mas sim a chateação do presidente Lula porque o Sarkozy tirou o tapete do Brasil na discussão sobre Irã na ONU?

O presidente Lula disse isso para você? Para mim não disse...

Folha - Como fazer com o programa nuclear da Marinha, se não há dinheiro para mais nada?

A última visita interna que fiz como chanceler foi justamente a Aramar, até porque sempre fui um entusiasta do programa nuclear da Marinha. O Brasil tem de ter independência nessa área, ter capacidade de dominar o ciclo completo. Acho que vai ter recursos, sim. A presidente é nacionalista, patriota e sabe da importância de proteger os nossos recursos, principalmente agora com o pré-sal.

Folha - Como o Brasil, com uma dimensão continental, com Amazônia, pré-sal e água, não tem satélite até hoje? É possível falar em soberania?

São projetos que continuarão a ser desenvolvidos, em conjunto com o Ministério de Ciência e Tecnologia. Há sensibilidade para isso. Quanto à soberania, o mais importante é a atitude psicológica. Você tem de acreditar que é soberano. Você pode ter satélite, foguete, o que quiser, mas sem atitude sua soberania não vale nada. Se tiver atitude certa, vai ter o satélite certo, mas você pode ter o satélite certo e não ter a atitude certa.

Folha - E o acordo com os EUA para o uso da base de Alcântara, vai avançar?

Foi paralisado no Congresso Nacional e não se trata de questão ideológica. Não tem muito cabimento brasileiros não terem acesso a certos lugares dentro do território nacional. É uma questão de soberania inegociável.

Folha - O ministro Jobim e o sr. estabeleceram uma linha de distanciamento dos EUA, mas o chanceler Patriota faz uma linha de aproximação. Onde o sr. se encaixa agora?

Você faz uma pergunta com várias premissas que comportam discussão. O ministro Jobim até patrocinou, junto conosco, um acordo militar com os EUA... Não percebi nenhum distanciamento enquanto fui ministro. Acho que o ministro Patriota faz jus ao nome, e o ministro Jobim também agiu patrioticamente. O que nós temos que ver é o interesse brasileiro. Às vezes, será interessante fazer acordo com os EUA e, em outras, com outros países. Temos de ter a cabeça aberta. É preciso acabar com essa mania de que o que é a favor do Brasil é contra os EUA.

Folha - Por que o sr. defende a saída do Haiti?

Defendo uma saída gradual do Haiti, pois cumprimos bem nossa missão lá, quero dizer, as Forças Armadas cumpriram. Dizem que democracia é quando um presidente eleito passa o governo para um outro presidente eleito, e foi isso o que ocorreu lá. Então, é hora de discutir uma saída organizada, inclusive com as Nações Unidas, claro. Não sei se em agosto, dezembro, janeiro, não é o que importa. O que importa é como. Uma possibilidade é sair, mas deixando um batalhão de engenharia do Exército lá, por exemplo.

Folha - Por que o sr. citou especificamente a África no seu discurso?

Cabo Branco é o ponto mais oriental do Brasil. Fica mais perto de Dacar e Cabo Verde do que de Porto Velho ou Rio Branco, provavelmente. Então, são nossos vizinhos. As águas territoriais brasileiras e da África ficam muito perto umas das outras, quase se tocam. Então, são vizinhos de Além-Mar, como diziam os militares, e isso exige cooperação.Trabalhamos juntos na área militar com Angola, Guiné Bissau, Namíbia. Mas nossa prioridade era e é a Unasul, para assegurar a paz que gera desenvolvimento.

Folha - Segundo reportagem da Folha*, o comandante do Exército, Enzo Péri, é investigado pelo TCU pois, quando diretor do Departamento de Engenharia e Construção da Força, assinou 27 contratos sem licitação com um instituto que subcontratava empresas ligadas a militares. Que providências o sr. vai tomar?

Bom, o próprio general me disse que já há investigações militares e tomadas de conta iniciadas por ele próprio em relação a possíveis.... Não sei nem que termo usar, vamos falar possíveis irregularidades.

Folha - O comandante vai investigar ele próprio?

Essas coisas são muito difíceis de a gente falar, mas é preciso separar o joio do trigo. A minha forte impressão é de que estamos com o trigo. Estou há muito pouco tempo aqui, mal cheguei, mas tenho 50 anos de serviço público e conheço as pessoas pelo olho. Às vezes a gente erra, mas quase sempre. O general Enzo me dá a impressão de uma pessoa não apenas ilibada, mas até de um asceta. Minha impressão é totalmente positiva. O que tiver de ser investigado será investigado, mas é preciso ver isso tudo direito, sem precipitação.

*Folha - Como o sr. pretende contribuir para a faxina ética que a presidente determinou em outras áreas?

Moralidade é importante em qualquer governo. As denúncias aparecem e são comprovadas? Têm de ter consequência. A presidente Dilma, me parece, vai aprofundar a inclusão social, o desenvolvimento e a moralidade pública.

*Folha - Como foi seu encontro de hoje [ontem] de manhã com o antecessor Jobim?

Fui ao apartamento dele, porque ele está doente, com o rosto inchado, mas tivemos uma boa conversa sobre os projetos que estão em andamento.

Folha - Se houver resistências públicas de oficiais, como já houve nos bastidores, como o sr. pretende agir?

Não fique me colocando alçapões inexistentes...

Folha - Qual sua ambição no Ministério da Defesa? Quando o sr. sair, o que pretende deixar para dizer que a missão foi cumprida?

Ter deixado o Brasil mais capacitado a se defender, ter uma atitude ainda mais altiva, sem abaixar a cabeça.

Folha - O deputado José Genoino vai continuar na Defesa?

Vai. Se quiser, pode botar um ponto de exclamação.

José de Filippi e Lula: nota à imprensa

Atendendo a solicitações de jornalistas, a assessoria de imprensa do deputado federal José de Filippi Júnior (PT-SP), presidente do Instituto Cidadania, informa que, ao contrário do noticiado pela revista Veja (edição 2.229, de 06 de agosto de 2011), o parlamentar não se encontrou, nas últimas semanas, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nem tratou de assuntos relacionados às finanças do futuro Instituto Lula. Estas especulações surgiram de nota publicada por Josias de Souza, em seu blog na Folha de S. Paulo, sem qualquer relação com a realidade.

Blog do Lula

Charge Online do Bessinha


09 Agosto 2011

Ministério do Turismo "dança"

Secretário-executivo do Turismo está entre os 38 presos em operação da PF

PF diz que ação visa 'combater desvios' em verba de emendas parlamentares.

O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, que tem o cargo mais importante da pasta depois do ministro, está entre 38 presos na Operação Voucher da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (9).

Conforme a PF, a ação visa "combater o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares ao Orçamento da União".

leia mais no G1