30 abril 2006

E agora José?


Num texto intitulado "O epílogo da crise", o nobre jornalista do Estadão, Noblat, dá sinais de jogar a toalha e parecer entregar os pontos, como se desistisse de sua campanha anti-Lula.

Durante o ano inteirinho esse jornalista covarde jogou merda no ventilador, esperando que suas mentiras chegassem aos que têm acesso à internet. Mas parece que seu plano de ‘informar’ os brasileiros nos mais distantes rincões do país e propagar suas ‘verdades’ como fogo ateado ao pó da dinamite seca, fracassou.

Por quê?

Suas invencionices tem sido desmentidas sistematicamente, suas lorotas, desmascaradas sucessivamente, e o que tem lhe sobrado é ficar com cara de tacho. Cada notícia que anuncia é passada em peneira de mineração de diamante. Não sobra nada. A não ser pedras jogadas de volta no leito do rio de mentiras.

Acho que por isso está desistindo. O que ele e toda a imprensa tucana denominou de mensalão, não foi provado. O land rover recebido pelo secretário-geral do PT foi devolvido, e o premiado se demitiu. Roberto Jefferson é carta velha do baralho, joga na tchurma dos parlamentares corruptos há muito tempo, pelo menos 20 anos, o que indica ter feito parte dos governos dominados pelo PSDB/PFL. Ou alguém nesse mundo acredita que o parlamentar foi corrompido durante o governo Lula? Está mais do que provado que o Marcos Valério também foi outro que aprendeu a ‘arte’ de pedir empréstimos e repassar dinheiro sujo com as hordas do PSDB.

Até mesmo o nobre jornalista reconhece no seu texto que sobre a quebra do sigilo do laranja Francenildo não tem mais nada a esclarecer. Os ministros da Economia e Justiça já depuseram diante da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e da PF.

Dizer que sobrou incólume ‘apenas’o presidente da República é provar mais uma vez sua cegueira. O jornalista tenta nos fazer engolir a idéia que Lula foi omisso. Mas todos os relatórios finais das inúmeras CPIs nada conseguiram provar.

Ora, ora, seu Noblat. A CPI do Fim do Mundo, controlada pela oposição, perdeu toda a credibilidade devido as palhaçadas encenadas diante das câmeras do senado. Foi culpa de vocês terem chamado para depor toda sorte de bandido preso pela PF durante o governo Lula. Outro tiro no pé foi a tentativa de quebrar o sigilo bancário de Paulo Okamotto, presidente do Sebrae e amigo de Lula. Foi mais um sinal da insanidade de vocês demagogos.

O senhor fala de Estado dominado por quadrilha. Onde anda seu bocão para atacar as maiores gangs do Brasil? Eu posso lhe indicar dois pesos-pesados da corrupção brasileira: O FHC e o clã ACM. Nunca ouviu falar sobre eles? Não precisa responder. Claro que o senhor nada sabe, afinal, sua capacidade de vê é seletiva.

Já que o senhor não pode pegar o governo do Lula pela ética, sugiro que faça pelo econômico. Não dá? Que pena. A economia vai bem, obrigado, não é? Ah, a massa que o senhor diz apoiar o presidente, estar sendo manipulada e não ter rosto, é o povo. É essa massa que sai para trabalhar todos os dias, e enfrenta os ônibus cheios, as ruas barulhentas e violentas, herança da direita que monopoliza a terra.

Noblat, meu caro jornalista vendido. Fico só a imaginar o tamanho do seu desespero em ver que muitos que hoje tem acesso aos meios formadores de opinião, molharam o pó da pólvora que você supunha provocaria uma grande explosão.

Não, Noblat. O que a direita pôde chafurdar durante esse longo ano que passou, ela o fez. E você foi pedra importante nesse jogo sujo.

Você está desesperado, não é? Seu testemunho de que a candidatura do principal adversário de Lula, o ex-governador Geraldo Alckmin, capenga, mostra em que ânimo você se encontra.

Faz mal não. Eu só queria lhe fazer uma pergunta:

E agora, José, a festa (de vocês) acabou, a luz apagou...

Glória Leite

DA LU


Do jeito que a coisa anda, a DA LU venderá seu 'nome' para uma firma americana e ganhará uns trocados extras para financiar a compra de algumas fivelas para o cabelo. Afinal, os acessórios precisam combinar com os 400 vestidos prêt-a-porter que ela mantem nos armários.

Em todo caso, se ninguém se interessar pela marca DA LU, o Picolé de Chuchu pode retirar uma graninha da Nossa Caixa para comprar os balangandangos da esposa.

Glória

Êta Toledozinho corrupto!

De O Estadão
O Governo do Peru ordenou hoje a retirada "imediata" de seu embaixador em Caracas, Carlos Urrutia, pela "persistente e flagrante intromissão" do governante da Venezuela, Hugo Chávez, na política interna do país.

Um comunicado oficial da Chancelaria informou que a decisão foi tomada também pelos insultos de Chávez ao presidente do Peru, Alejandro Toledo, e ao candidato presidencial Alan García.

Chávez chamou ontem García de "canalha, gatuno e ladrão", depois que este antes o chamou de "sem-vergonha" por se opor aos tratados de livre-comércio assinados pelo Peru e Colômbia com os Estados Unidos, enquanto seu país vende grandes quantidades de petróleo aos americanos.

O governante venezuelano reiterou hoje em Cuba seus qualificativos contra o candidato peruano e disse que este e o presidente Toledo são "jacarés do mesmo poço".

"O Governo do Peru decidiu a retirada imediata de seu embaixador na República Bolivariana da Venezuela em razão da persistente e flagrante intromissão em assuntos internos do Peru, em clara violação dos princípios e normas do direito internacional", diz a nota oficial.

As declarações de Chávez, que apóia abertamente o rival de García no segundo turno eleitoral, o nacionalista Ollanta Humala, foram rechaçadas hoje de maneira unânime por autoridades, políticos e imprensa peruanos.

Os jornais dedicaram suas capas ao tema com termos como "ditador" e "pistoleiro", e reivindicaram ao Governo de Toledo a retirada do embaixador em Caracas.

O cardeal Juan Luis Cipriani, arcebispo de Lima, considerou que o governante da Venezuela cometeu uma "ingerência grosseira e inaceitável" na política interna peruana.

Comentário meu: os argumentos do Alan Garcia não tem pé nem cabeça. Vender o petróleo da Venezuela aos EUA mostra uma relação comercial saudável. Agora, o Tratado de Livre Comércio, que deixa o Peru e a Colômbia de joelhos diante dos americanos, e que nem através da Constituição o povo pode mudar o acordo, mostra a camisa de ferro em que os americanos tentam colocar os latinos mais fracos. Para não dizer corruptos.

Quanto ao cardeal Juan Luis Cipriani, seria melhor que se colocasse ao lado do povo. Chega da Igreja Católica defender os poderosos, os que tem comida na mesa, escolas católicas para filho de gente rica e férias na Europa.

FHC pode se candidatar à presidência


Vixe Maria, assim também é querer demais! Mas como tem males que vem para o bem, ter que suportar o ex diante das câmaras nos traria a vitória, logo, logo no primeiro turno.

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, admitiu nesta sexta-feira que o PSDB possui bons pré-candidatos à Presidência da República e cogitou a hipótese de que, se a campanha de Geraldo Alckmin não decolar, pode haver lugar até para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como candidato.

"Alckmin é bom candidato, Serra é bom candidato e o próprio FHC é bom candidato", disse.

Lula não tem do que reclamar. Com tal oposição, entregando tudo de mão beijada... Só falta colocar o nazista Bornhausen como vice. Aí pronto. O prato tá feito. É só 'traçar'.

Glória

29 abril 2006

‘‘Lula é um fenômeno’’



Entrevista de Carlos Alberto Parreira à IstoÉ

O técnico da Seleção fala de política, sexo e das mágicas de Ronaldinho Gaúcho às vésperas da convocação para a Copa

Carlos Alberto Parreira diz estar calmo. As quatro décadas de futebol, afirma, lhe ensinaram a controlar a ansiedade. Mas indagado a respeito dos dias que faltam para o primeiro jogo da Seleção Brasileira na Copa da Alemanha, diante da Croácia, ele responde em um milésimo de segundo, talvez menos: “51.” Parreira, silenciosamente, conta os dias. A partir de 15 de maio, com a convocação, ele se tornará o centro das atenções no país do futebol. Enquanto isso, divide seu tempo entre a família – o xodó é a netinha de pouco mais de um ano – e uma atividade que também o entusiasma: as palestras. Entre os dias 4 e 6 de maio ele participará do Congresso Brasileiro de Psicologia Esportiva, promovido pela Universidade São Judas, de São Paulo. O treinador falou com exclusividade a ISTOÉ. Acompanhe:

ISTOÉ – Quem dorme mais tranqüilo, o sr. ou o presidente Lula?

Carlos Alberto Parreira – Difícil para os dois, hein? O presidente é cobrado diariamente. Não dão colher de chá. É crítica aqui, é charge ali, é CPI. Mas no período da Copa, e já a partir de 15 de maio, com a convocação, serei mais cobrado que ele, tenho certeza. Vão esquecer um pouquinho o presidente.

ISTOÉ – Dá para dizer, então, que o futebol é o ópio do povo?

Parreira – Acho que o futebol ajuda muito, sim, no humor do País. Não temos guerra, não temos tragédias naturais nem atentados, então o futebol é que serve para unir o povo. Ele faz brotar o nacionalismo. Talvez apenas na campanha das Diretas-já tenhamos visto isso. Se ganharmos haverá euforia. Mas não resolve nada. Vencemos em 2002, mas a miséria continua a mesma, a fome continua a mesma, a violência não diminui. Nossos índices sociais ainda são ridículos e tristes. A Copa do Mundo não fará do Brasil um país melhor. Mas vai criar durante um mês, admito, um ambiente de euforia, e quero participar disso.

ISTOÉ – O sr. põe o presidente e o treinador da Seleção em patamar semelhante diante da opinião pública. Mesmo com a vitória em 1994, o sr. foi muito criticado, e agora tem nova chance. Lula merece outra chance também?

Parreira – O Lula é um fenômeno. Nessa crise toda pela qual o PT passou, ele manteve intocados os índices de popularidade. É um homem de valor e carisma impressionantes. O Lula ganhou em 2002 e o Brasil não afundou, ao contrário. A economia melhorou, o dólar se manteve, a inflação não aumenta. O governo dele tem sido bom. É difícil dar abrigo a 30 milhões de pessoas sem habitação, é difícil resolver os problemas de educação e saúde, mas esses problemas não nasceram com o Lula.

ISTOÉ – O sr. acompanha a crise do mensalão?

Parreira – No início acompanhei, mas já não dá mais. Chega um ponto em que a gente cansa. São tantos nomes, tantos envolvimentos, tanta coisa.

ISTOÉ – Se o presidente pedisse ao sr. para convocar um jogador, eleseria atendido?

Parreira – Não. Mas isso o presidente não fará nunca. Assim como ele não deveria me atender se eu sugerisse o nome de um ministro. Isso nunca aconteceu, não adianta forçar a história.

ISTOÉ – Mas o Médici, em 1970, impôs o nome do Dário...

Parreira – É mentira, não houve essa interferência.

ISTOÉ – Falemos de jogadores atuais. O quinteto com Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Adriano, Robinho e Kaká é um sonho impossível?

Parreira – Em futebol tudo é possível. O Parreira pode? Pode sim. Para quem não tem compromisso, para quem não tem responsabilidade ou não toma decisão tudo é possível. Dá para botar o Dida de ponta-de-lança, o Ronaldo no gol... Pergunto: é coerente voltar ao telefone de manivela? Dá para levar ao ar aviões de turboélice na era do jato? O progresso é inexorável. Com o futebol é assim também. Ele evoluiu e se transformou, embora exista algo que dentro de campo jamais mudará.

ISTOÉ – O que é?

Parreira – O equilíbrio tático. Uma equipe, para ganhar, tem que saber defender e atacar. Por isso uso sempre uma definição do Sepp Herberger, treinador da Alemanha durante 29 anos, campeão de 1954. Ele escreveu um conceito visionário: o futebol moderno se caracteriza por atacar e defender com a máxima eficiência. Podem me acusar de ser repetitivo, mas nunca li ou ouvi nada melhor. É atual até hoje. Não adianta fazer um time apenas com os talentosos, é preciso ter o carregador de piano.

ISTOÉ – Se o quinteto é impossível, o quarteto com Ronaldinho, Ronaldo, Kaká e Adriano pode funcionar, porque pressupõe a entrada de um carregador de piano atrás...

Parreira – Já é uma ousadia. É quase um 4-2-4, esquema de jogo que funcionou no final dos anos 1950 e início dos 1960. É muito pouca gente para brigar pela bola no meio de campo. Há evoluções que se cristalizam, e não adianta trabalharmos contra elas. Não é por acaso que o 4-4-2 se mantém desde 1966. É o posicionamento mais eficiente porque distribui os jogadores de modo adequado pelo gramado. Você acha que daria certo uma equipe com dez Pelés? Com dez Garrinchas?

ISTOÉ – Não, mas é bonito pensar que sim...

Parreira – Mas não daria tampouco com dez Dungas. A beleza do futebol é esse equilíbrio, ter quem defenda para permitir o ataque.

Alckmin, o ópio do povo



Caso o Picolé de Chuchu tivesse alguma chance de vencer Lula, o futuro do povo brasileiro estaria assegurado.

Os panfletos "Época" e "Veja" destilam semanalmente páginas e mais páginas sobre o candidato do PSDB. Floreiam, embelezam e perfumam o antigo, modesto classe média prefeito de Pindamonhangaba.

E pasmem! Os panfletos tentam mostrar o pré-candidato à presidência sob tal áurea, que narram todos os seus dons e proezas como divinos.

Segundo a "Época", o Chuchu, nos seus áureos tempos de médico do interior, aplicou mais de três mil anestesias!!!!

Se a coisa foi tão deslumbrante como os panfletos querem dar a impressão, sob seu comando o povo brasileiro não mais sentirá fome, não precisará trabalhar e viverá apenas para os prazeres dos sentidos.

Ganhando a presidência, o Chuchuzinho aplicará 180 milhões de anestesias no povo. Os 2 milhões restantes que escapará da dopação (Daniela Mercury, Cristiane Torlone, Caetano, etc) serão seus amigos que usurparão a nação adormecida.

Glória Leite

Que catinga!


Assim, nem o maior demagogo da história do Brasil, `güenta'. Por isso, se viu obrigado a tapar o nariz.

Diálogo entre o jornalista Mitre e o ex-governador Alckmin no programa Canal Livre da Band:

- É verdade que o sr. vai percorrer o Nordeste até o dia 15 de maio?

- Na verdade eu só não visitei dois estados do Nordeste: Acre e Roraima.

E eu: ha! ha! ha! O homem nem conhece o Brasil e quer ser Presidente.

Lula critica Alckmin



Durante o 13° encontro do PT, ocorrido ontem em São Paulo, o Presidente Lula discursou durante 1 hora e meia. Entre jingles de "Olê, olé, olé, oláááááááá, Lula, Lulaaaaaa!", o Presidente ironizou o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alkmin, que usa freqüentemente o termo "choque de gestão" para mostrar seu projeto de governo - caso vença as eleições. Lula qualificou o termo "de modismo".

"Eu não preciso de choque para ser responsável. Eu sou responsável de nascença", afirmou Lula, e seguiu dizendo que seu governo pratica a responsabilidade fiscal.

"O que este país está precisando é de um choque de inclusão social, um choque de políticas públicas para ajudar a população pobre."

Dos choques do PSDB/PFL o brasileiro está saturado: choque de fome, choque de falta de escola, choque de crianças da FEBEM abandonadas, choque de prisões superlotadas, choque de dívidas com o FMI, choque de ACM e sua trupe de ladrões, choque de Bornhausen xingando o povo de "raça", choque de Fernando Henrique Cardoso dando o Brasil de graça para os americanos, choque de cidades superpovoadas porque o campo é monopolizado por latifundiários, choque de discursos vazios, choque de repetidas mentiras ao longo desses 500 anos, choques, choques e choques...

Glória

28 abril 2006

Nenhum centavinho de nadica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje uma solução para Varig de acordo com as leis vigentes no mercado.

"A Varig, como outras empresas do Brasil, virou uma espécie de paixão nacional, mas essas coisas você não trata com coração", ressaltou Lula. "Essas coisas você trata com racionalidade de uma empresa privada que tem problemas e que precisa encontrar a solução para os problemas de acordo com as leis de mercado", disse ele. "Nós agora vamos trabalhar para ver se encontramos uma solução."

Glória

Olha aí o Fernandão


Esse é o "home" da Sorbonne, intelectual, sociólogo e servo americano, que chamou aposentado de vagabundo e os brasileiros de neobobos.

Glória

Quanta baboseira!


Que a Daniela Mercury entende de aché e da boa música da Bahia, eu sempre soube. Agora, que ela entendesse da realidade brasileira e fosse uma boa diplomata, sempre duvidei.

Quem não se lembra dela se auto-denominando "uma branca de alma negra"? Com tal declaração ela quiz explicar a seus admiradores a origem da sua voz forte e vibrante. Posteriormente, a cantora botou a boca no trombone e condenou a Igreja Católica com relação à camisinha. Como punição, seu show diante do Papa foi cancelado.

Na última segunda-feira, a divina, a maravilhosa dona de uma alma negra - mas de pele branca - fez um apelo durante um show no Pavilhão de Exposições de Aveiro, em Portugal. Pediu aos brasileiros residentes no país, que castigassem o Presidente Lula.

“Eu sei que estavam na minha frente milhares de brasileiros, que têm direito de votar e eleger. O Brasil precisa de alternância, porque o segundo mandato de cada governo tem sido frustrante.” Como exemplo, a cantora de alma negra – mas de pele branca – citou o desastrado e corrupto governo do Fernando Henrique Cardoso.

Sem papas na língua, Daniela continuou: “Não me cansarei de pedir aos meus conterrâneos, em todos os meus shows, que não votem em Lula da Silva”.

Como Daniela pôde afirmar que o segundo mandado dos presidentes têm sido frustrantes, quando no Brasil não existia reeleição? Alguém precisa informar a essa garota que a lei que criou a reeleição para presidente foi comprada a peso de ouro pelo ex-presidente FHC.

Considero um crime o que essa senhora está fazendo contra o povo pobre brasileiro. Será que ela não vê que todo esse escarcel que a grande mídia faz de maneira descarada não passa de uma grande palhaçada? O que foi até agora provado contra o PT? Como dizer que houve compra de votos de parlamentares, quando políticos do PT também receberam dinheiro? E se receberam, me pergunto pra quê se vender para passar leis propostas pelo próprio partido a que pertencem?!

Provavelmente, a dona Daniela lê apenas os jornais da grande mídia, especializados em achincalhar o governo Lula e a proteger o Picolé de Chuchu. Se acompanhasse revistas e meios de informação sérios entenderia o que realmente está acontecendo no Brasil. Veria que o programa social brasileiro está de vento em popa. 8 milhões de famílias recebem comida através do Bolsa Família. Pais recebem ajuda do governo mas em contrapartida têm que mandar os filhos para a escola e vacinar. Os programas sociais estão interligados, exigem a compra de alimentos e leite de produtores familiares. Além disso, sua execução é descentralizada, controlada pelas prefeituras, de forma que não pode ser acusada de ser apenas uma medida eleitoral de Lula. É um programa premiado e elogiado no mundo inteiro e conta com recursos de entidades internacionais, que viram nele uma estratégia inteligente de superar a miséria. Não fosse a mídia comprada, o programa poderia ter crescido ainda mais no Brasil, recebendo mais doações e contribuído com um número maior de pessoas.

Será que a Daniela pensa como a direita, que alega ser esse programa assistencialista? E se for? A Europa também o faz e muitos desses brasileiros, que foram assistir ao show da dona Daniela, que pagaram muito caro pelas entradas e tiveram que ouvir o seu pedido irracional, vivem do dinheiro do social dos Estados Europeus.

Dona Daniela, se o europeu pobre não recebesse assistência do Estado, já estaria na rua destruído tudo, pondo fogo e matando gente. Como no Brasil.

Mas devo reconhecer que a senhora fechou seu discurso para a platéia em Portugal com chave de ouro ao dizer que “é apenas uma gotinha no mar” de lama em que o Brasil esteve mergulhado durante centenas de anos.

Vá em frente e oxalá a senhora peça votos para o chefe político da Bahia, sua terra, o Antônio Carlos Magalhães e sua trupe do PFL.

Glória

Movimento gay organizado

Vejam como os gays estão organizados no Brasil. De 9 a 13 de agosto, em Cocalzinho, GO, haverá o 1° Forum de Saúde Homossexual, organizado pelos próprios gays, sem interferência do governo, e com debates sobre direitos trabalhistas e civis.

Glória

Apareceu a margarida olê, olê, olá...


Rafael de Araújo, sobre quem escrevi no último final de semana, reapareceu. O jogador brasileiro do FC Zürich voltou a participar do treino de quarta feira.

Segundo o comunicado do jornal desportivo "Blick", o problema foi resolvido. "A questão era dinheiro". Os agentes, que Rafael chama de amigos, o aconselharam a não ir ao treino. De acordo com outro jornal, o "Tages-Anzeiger", ele negociou novo contrato com melhores condições.

E agora ele ri feliz da vida.

Glória

Grupo carnavalesco de Pernambuco na França


O Grupo Troça Carnavalesca Barbapapa de Olinda (PE) representará o Brasil no 4° Encontro Mundial de Bonecos Gigantes, de hoje (28) até domingo, na cidade de Steenvoorde (França). O evento é único na Europa e é realizado a cada seis anos, com a presença dezenas de bonecos gigantes de vários países do mundo.

Neste ano, além do Brasil, participarão do encontro Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Burkina Faso, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Portugal e Canadá. O grupo pernambucano levará ao evento os bonecos Barbapapa, Morena e Tarado da Sé. Os 15 integrantes do grupo têm autorização oficial da Prefeitura de Olinda para representar a cidade que é a Capital Brasileira da Cultura 2006. Estão previstas diversas apresentações do Barbapapa, que levará a orquestra de frevo do maestro Carlos, além de algumas alegorias, passistas, caboclos de lança e outras figuras tradicionais do folclore de Pernambuco.

Glória

Supremo agora é comandado por uma mulher


A ministra Ellen Gracie Northfleet tomou posse nesta quinta-feira da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Em seus 177 anos de história, essa é a primeira vez que o STF é comandado por uma mulher.

Separada, mãe de uma filha e com 58 anos de idade, Ellen Gracie poderá assumir por alguns dias a Presidência da República, o que também será inédito. Isso deverá ocorrer em maio, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará para a Áustria e os seus sucessores imediatos deverão evitar substituí-lo para não ficarem inelegíveis.

Ellen Gracie já exercia o cargo interinamente há cerca de um mês em substituição ao ministro Nelson Jobim, que se aposentou para tentar uma volta à carreira política. A mudança de administração já é notada em detalhes da rotina da Corte. Além de pequenas reformas, a ministra é responsável por modificações na forma de administrar o tribunal.

Até a segurança do STF dá sinais de mudança. As modificações começaram pela escolha da chefia do setor. A ministra convidou para o posto a capitã Keydina Lima, de 29 anos, da Polícia Militar do Ceará, que já atuou no batalhão de choque e atualmente estava cedida para o Tribunal de Justiça do Estado para fazer a segurança de autoridades. Não há registros de que uma mulher tenha ocupado o cargo antes no STF.

O teste de Keydina no posto ocorreu nesta semana, durante reunião com a equipe de segurança a Presidência da República, que esteve no tribunal para fazer uma avaliação da área. Na ocasião, a capitã foi firme com os seguranças de Lula, causando surpresa na equipe que comandará no Supremo.

A expectativa é de que Ellen Gracie nomeie nos próximos dias outras mulheres para cargos de coordenação no Supremo. E é possível que em breve ela deixe de ser a única mulher a ocupar o cargo de ministro no STF. O presidente Lula deverá anunciar nos próximos dias o nome do ministro ou da ministra que ocupará a cadeira deixada por Jobim. A escolha deverá ficar entre as juristas Misabel Derzi, Maria Lúcia Karan e Carmen Lúcia Antunes Rocha

Do Estadão

27 abril 2006

Afirmação feita pelo ex-presidente


"Pobre quando chega lá em cima acha que é outra coisa."

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo e ex-presidente da República, no Programa do Jô Soares (06/04/2006)

Assédio moral atinge escolas alemãs

Especialistas alemães alertam para o fato do assédio moral não ser uma questão preocupante apenas no trabalho, mas também nas escolas.
Durante meses ou anos, crianças em idade escolar são alvo de zombaria de seus próprios colegas, afirmam os estudiosos .

O número de crianças que já sofreram este tipo de assédio na Alemanha é estimado em 500 mil. Mesmo assim, o "mobbing" continua sendo visto como um tabu e as conseqüências físicas e psicológicas deste tipo de agressão permanecem desconhecidas na maior parte das vezes.

Comprar só o que precisa

Age corretamente o governo federal ao abrandar as regras para a venda fracionada de medicamentos, a fim de permitir que o programa -lançado no início de 2005- finalmente saia do papel. Como princípio, a venda fracionada é inatacável. O consumidor economiza ao adquirir apenas a quantidade de medicamento de que necessita. Ao deixar de estocar em casa sobras de tratamentos anteriores, fica menos sujeito a riscos como a automedicação e a ingestão involuntária. Esse último ponto pode parecer desimportante, mas não é. Dados do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas da USP indicam que pouco mais de 40% dos quadros de intoxicação assistidos pelo órgão são provocados por remédios, que superam em muitos itens como produtos químicos, saneantes domésticos, agrotóxicos e drogas ilícitas. Diminuir a quantidade de medicamentos que as pessoas guardam em casa, portanto, é prestar um serviço à saúde pública.

Caso Dorothy Stang

O Tribunal do Júri do Pará condenou ontem Amair Feijoli da Cunha, o Tato, a 18 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da missionária norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, 73. A pena inicial, por homicídio duplamente qualificado, foi de 27 anos. Mas os sete jurados decidiram que Tato, apontado como o intermediário do assassinato da freira, teve como atenuante o fato de ter colaborado na apuração do crime. Por isso a pena foi reduzida em um terço.

Contra a corrupção na Bolívia


Evo Morales, presidente da Bolívia, luta também, como o Lula, contra uma erva daninha que sobrevive a todo clima. A peste chamada corrupção dá do Polo Norte ao Sul, passando por países tropicais e temperados. Leis são feitas, sistemas de controle são aperfeiçoados, prisões são ampliadas, mas nenhuma inseticida eficiente foi ainda inventada.

Como paleativo Morales acaba de criar, por decreto, um Conselho Nacional que tem como finalidade investigar casos de corrupção e de fortunas que crescem do nada. O Presidente explicou, em entrevista coletiva, que o novo organismo será formado por representantes da Central Operária Boliviana, do Colégio Nacional de Advogados, do Comitê Executivo da Universidade Boliviana e da Federação de Mulheres Camponesas Bartolina Cava.

Morales tenta envolver toda a sociedade com a questão, tornando-a um agente ativo na caça aos malfeitores. Para isso determinou que a luta contra a corrupção será coordenada por promotores e juízes especializados da recém-criada Força Especial de Luta Contra o Crime, uma unidade de inteligência financeira e patrimonial, e pela Controladoria Geral da República.

"O principal inimigo dos bolivianos é a corrupção", acusou o Presidente, o qual afirma que a erva há muito está "institucionalizada" no país.

Glória

A oposição quer que o Brasil afunde

Para aprovar o Orçamento da União foi um lenga-lenga sem fim. Agora os estudantes têm que brigar pra poderem ir à universidade.

Um grupo de estudantes ligados a movimentos sociais tentou ontem entrar no plenário da Câmara e foi barrado por seguranças durante uma manifestação em favor da aprovação do projeto que estabelece cotas para alunos carentes e negros em universidades públicas. As cerca de 50 pessoas que participaram do ato gritavam palavras de ordem pedindo a aprovação urgente do projeto. O projeto prevê a reserva de 50% das vagas para alunos da rede pública -dentro desse percentual haverá a reserva de vagas a afrodescendentes e indígenas de acordo com a proporção desses grupos no Estado onde fica a instituição. Ele já foi aprovado e poderia ter sido encaminhado ao Senado. No entanto, a oposição quis discutir mais o tema, o que retardou o envio aos senadores.

26 abril 2006

Nossa política



Não preciso dizer nada. A charge do Bira fala por si.

Olha 'nóis' lá!

Até na Palestina 'nóis' brasileiros marcamos presença. Pois não é que um patrício fundou a maior estação de rádio dos territórios palestinos, a Ajyal (Gerações)?

O cabra se chama Adib Bakri, tem 53 anos, nasceu em Jilijlia, uma pequena aldeia perto de Ramallah, e em 1968, com 15 anos, foi morar no Brasil, onde adquiriu a cidadania brasileira.

Segunda a jornalista Guila Flintn, da BBC Brasil, o empresário morou em Porto Alegre, junto com seus irmãos, onde dirigia uma grande empresa de comércio de produtos têxteis. Em 1994 decidiu realizar seu sonho de fundar uma estação de rádio, e retornou para a Terra Prometida.

"Sempre adorei ouvir rádio. Desde criança eu passava dias escutando as rádios brasileiras, a Guaíba, a Farroupilha e a rádio Caiçara-música-não-pára'', lembrou Bakri, em entrevista à BBC Brasil. "Quando voltei aos territórios palestinos, resolvi finalmente realizar meu sonho e fundei a Ajyal. Em sete anos, nossa rádio conquistou dois terços da audiência, tanto na Cisjordânia como na faixa de Gaza." Não demorou mais do que quatro anos para Bakri fundar uma segunda emissora, a Angham (Ritmo), direcionada para o público jovem.

"Nossas emissoras são totalmente independentes e apartidárias", afirma Bakri. "O que me interessa é manter a boa qualidade e o alto nível profissional do nosso trabalho."

O problema maior são os conflitos regionais. "Depois que Ariel Sharon decidiu destruir a infra-estrutura da mídia palestina, as tropas israelenses invadiram nossos escritórios e quebraram todos os aparelhos."

Sobre seus tempos de Brasil, Adib Bakri diz que ainda mantém contato com muitos amigos que tinha no Brasil, inclusive membros da comunidade judaica.

"Tenho muitos amigos judeus no Brasil, amigos do peito, gente fina", diz. "Em Porto Alegre costumávamos ir juntos à praia e ao futebol."

Bakri se diz pessimista quanto à perspectiva de uma paz definitiva na região a curto prazo, mas acha que isso pode acontecer no futuro.

"A médio e longo prazo estou otimista, os dois povos não agüentam mais as guerras."

Meirelles - presidente do Banco Central


O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira em Nova York que ainda não discutiu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre sua permanência frente ao BC caso ele seja reeleito.

"Não há nenhum tipo de discussão, como seria impróprio a esta altura", disse Meirelles, acrescentando que o tema é "prematuro porque ainda estamos tão longe da eleição".

Meirelles foi o principal orador de uma conferência sobre a América Latina promovida pela agência de classificação de risco Fitch.

Desde a renúncia do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, Meirelles é o integrante do governo Lula com mais prestígio em Wall Street.

Durante seu discurso, Meirelles disse que certamente chegará o momento em que a questão da independência formal do Banco Central será discutida no Brasil.Mas ao ser perguntado por jornalistas sobre sua expectativa quanto à aprovação da lei que garanta a autonomia jurídica do BC em relação ao Poder Executivo, Meirelles disse que "essa é uma prerrogativa do Congresso Nacional. Não cabe ao presidente do Banco Central discutir a questão."

Meirelles também se recusou a comentar sobre em que condições aceitaria continuar na presidência do BC num eventual segundo mandato de Lula. "Posso garantir que o governo está compromissado com a manutenção de uma política monetária e fiscal sólida, que já se traduz em indicadores positivos, como baixa inflação e juros numa trajetória descendente", afirmou.

Quanto à meta da inflação para 2008, Meirelles disse que o Conselho Monetário Nacional (CMN) do Banco Central deve se reunir no próximo mês de junho para defini-la. "Essa decisão tem que ser tomada no tempo adequado, mantendo-se as formalidades", disse.

O presidente do BC também voltou a reafirmar sua posição sobre o câmbio brasileiro. Indagado se o real estaria artificialmente valorizado diante do dólar, ele disse: "Uma boa posição para qualquer presidente do Banco Central é não ter opinião sobre câmbio ou sobre a taxa de juros".


Tudo fechado


O medo da Alemanha de ser atacada por terroristas durante os jogos da Copa do Mundo cresce na proporção em que a hora H se aproxima.

O ministro da Defesa, Wolfgang Tiefensee (SPD), declarou ao jornal Hannoverschen Allgemeinen que 5,4 quilômetros do espaço aéreo em torno dos campos de futebol serão fechados 3 horas antes, durante e 3 horas depois dos jogos.

Renan enterra pedido para investigar Lula


Não haverá a 'CPI do Lula', ou 'CPI do Armagedon', como vinha sendo chamada no Congresso a comissão pedida pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE). Na semana passada, ele apresentou requerimento com a assinatura de 35 senadores, 8 a mais que o número mínimo exigido, pedindo a abertura de comissão para investigar as relações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu amigo Paulo Okamotto, presidente do Sebrae; os negócios da firma do filho de Lula com a Telemar e mais três itens.

Ontem, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu arquivar o pedido de criação da CPI, alegando que o requerimento não aponta um fato específico para ser investigado, ao contrário do que determina o regimento do Senado. Renan argumentou que o pedido lista 'fatos difusos, desconexos'.

Marcha em Auschwitz


Milhares de jovens judeus, polacos e sobreviventes do Holocausto marcharam ontem pelo antigo campo de concentração nazi de Auschwitz em memória das vítimas exterminadas durante a II Guerra Mundial.
Com o antigo primeiro-ministro israelita Shimon Peres à cabeça, cerca de oito mil pessoas participaram da marcha anual entre os campos de Auschwitz e de Birkenau, a aproximadamente três quilômetros de distância.

Políticas sociais do Brasil


O programa Bolsa Família, criado pelo governo Lula, faz sucesso em Washington e melhora as perspectivas de combate à pobreza na América Latina, segundo relatório do Banco Mundial.

Entre 2002 e 2005 a pobreza teve uma redução de pouco menos de 1% na América Latina. O índice teria sido ainda menor se não fosse o Brasil, onde a queda foi bem mais acentuada: o número de pobres teve uma diminuição de 3% desde que o presidente Lula assumiu o governo.

“O impacto das políticas sociais no Brasil tem sido extraordinariamente impressionante. O programa Bolsa Família tem tido um papel importante na redução da pobreza “, afirmou na última semana o economista-chefe do Bird, François Bourguignon.

Para alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milênio, aprovadas em 2000 por 189 governantes, os países latino-americanos devem reduzir de 11,3% em 1990 para 5,7% em 2015 a proporção de pessoas com renda inferior a US$ 1 por dia. Pela última estimativa, esses pobres ainda serão 6,2% no final do período. De todo modo, o resultado seria pior sem o desempenho do Brasil, conforme disse o economista-chefe do Bird, François Bourguignon.

Na última semana, o próprio presidente do Bird, Paul Wolfowitz, lembrou que programas como o Bolsa Família podem produzir um "enorme impacto" na pobreza com a aplicação de menos de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto- o conjunto das riquezas produzidas no país). “Programas desse tipo sugerem que é possível provocar um grande impacto sobre a pobreza e no número de pessoas que vivem na miséria. No caso do Brasil eu creio que estamos falando em nada menos do que meio ponto percentual do seu PIB”.

Segundo Wolfowitz, a América Latina em geral deveria se empenhar mais em promover projetos “que realmente façam diferença”. O executivo disse que a grande questão é saber como fazer com que o crescimento econômico seja mais rápido, sem que isso implique necessariamente em grandes saltos. “O importante é ver o que se pode fazer para distribuir melhor os resultados do crescimento que já existe. Eu creio que há a possibilidade de se obter melhores resultados na redução da pobreza, mesmo com um crescimento econômico limitado”, afirmou.

Crescimento e Desenvolvimento



Com o período eleitoral, volta à cena, no Brasil, o debate histórico entre crescimento e desenvolvimento, para além do círculo de ferro que, na busca da estabilidade econômica, aprisiona não só o crescimento, mas também o desenvolvimento. A estabilidade é uma condição para o crescimento, mas não significa, necessariamente, desenvolvimento.

Alguns críticos atribuem, ao Plano Real e ao governo FHC, a estabilidade – um absurdo, já que, naqueles anos, o Brasil quebrou três vezes, multiplicou sua dívida externa por dois e, por dez, a interna. Aumentou a carga tributária em dez pontos do PIB, apesar de ter privatizado praticamente todo o patrimônio da nação. No final dos oito anos de FHC, tínhamos um descontrole tanto da inflação como do câmbio, e o risco Brasil era o maior do mundo.

O que mudou nos quatro anos do governo Lula? Mudou o necessário para que o Brasil possa retomar o desenvolvimento. Sua fragilidade externa foi superada; a dívida interna desdolarizada; a inflação controlada e sua credibilidade externa, hoje, é um fato. Nunca o risco Brasil esteve tão baixo. Temos crédito, saímos do FMI e pagamos um terço de nossa dívida externa; acumulamos, em três anos de governo Lula, US$ 103 bilhões de superávit comercial, contra os US$ 2 bilhões dos oito anos de governo FHC. Temos superávit na balança de contas correntes e aumentamos nossas reservas.

Mudou, também, o papel do Estado, dos bancos públicos, das estatais e do investimento público. O BNDES voltou a financiar o desenvolvimento industrial e a infra-estrutura do país; o Banco do Brasil, a agroindústria e a agricultura familiar; a Caixa Econômica Federal, o saneamento e a habitação. São, hoje, bancos de fomento e não da privatização. O Estado voltou a planejar, saneou suas empresas, especialmente na área energética.

Na área social, temos mais empregos – serão cinco milhões em quatro anos –, salários e aposentadorias com aumento real, cesta básica mais barata, crédito mais acessível e, também, mais barato, além de um vasto programa social.

Quais são as questões-chave para a retomada sustentável do crescimento? Mais abertura, mais privatizações, menos impostos, flexibilização trabalhista, choque de gestão, ou o país está preparado para o desenvolvimento e precisa de uma redução segura e gradual dos juros para 7%, numa primeira etapa, e 5%, numa segunda?

Reduzir os juros reais para os patamares mencionados significa reduzir o serviço da dívida interna, com uma economia de, no mínimo, R$ 50 bilhões por ano, levando-se em conta que, em 2005, a União pagou R$ 115 bilhões de juros da sua dívida interna.

Teremos, então, margem de manobra para mais investimentos em infra-estruturas social e econômica, em educação e inovação tecnológica. E poderemos, também, reduzir a carga tributária, de maneira seletiva e progressiva, visando a estimular os investimentos e o consumo, desde que tenhamos capacidade para realizar uma reforma administrativa, dando eficiência e transparência aos gastos públicos.

Juros mais baixos garantirão o nível necessário de investimento. O país poderá crescer 5%, 6% ao ano e criar as condições para enfrentar o déficit da Previdência, reduzindo-o, dos atuais 2% do PIB, para 1%. Na verdade estaremos, em poucos anos, reduzindo a relação dívida pública/PIB a 30%, e poderemos chegar ao déficit nominal zero, mesmo diminuindo o superávit fiscal.

Essa estratégia não elimina reformas microeconômicas e nem desconhece a necessidade de uma melhoria na gestão dos gastos públicos e de uma redução da carga tributária, mas prioriza a redução dos juros e a retomada sustentável do crescimento com desenvolvimento.

Rema contra a maré da volta das privatizações tucanas, com o discurso fácil da qualidade dos gastos públicos que finge desconhecer que pagamos R$ 115 bilhões de juros da dívida interna, única explicação para a alta carga tributária brasileira.

Retoma o projeto de desenvolvimento nacional, abandona políticas neoliberais e supera a, ainda que necessária, política de assistência social de caráter distributivista. Retoma o fio da nossa história, podendo, agora, priorizar a integração sul-americana e a reafirmação do Brasil no mundo, na defesa de nossos interesses nacionais e regionais.

Artigo originalmente publicado no Jornal do Brasil em 21/04/2006

Viajar para o Brasil em pé



Já pensou, viajar para o Brasil durante 15 horas em pé?

Pois é. Os fabricantes de aviões planejam "aumentar" o conforto da patuléia e já oferecem às empresas aéreas aviões com novo design. Em vez de ocuparem os 77,5 centímetros dos assentos atuais da classe econômica, a ralé passará a ocupar apenas 62 centímetros. Nada mal.

Se a idéia prosperar, em vez de poltronas, a plebe viajará, confortavelmente, recostada em apoios verticais, amarrada por cinto de segurança e de quebra receberá alguma coisa (ainda não foi definido o quê) para as costas e outra para a cabeça.

Na reportagem do "The New York Times" a empresa franco-alemã, Airbus, será a primeira companhia a oferecer lugares para viagens de pé. E em vez de um Airbus 380 carregar 500 bois, digo, pessoas, passará a transportar 853.

Segundo o jornal, legalmente não existe impecilho para que o projeto tome forma. O importante é que as condições de segurança estejam garantidas.

Antecipadamente fica aqui o esclarecimento sobre a dúvida quanto à forma que nós, plebe, informaremos a amigos e inimigos sobre futuras viagens ao Brasil:

"Eu vou para - Salvador, Recife, São Paulo, Quixeramobim, Pindamonhangaba, etc - de pé (ou em pé)."

Tanto faz. A gramática permite os dois casos. O importante será notar em que estado físico e psicológico chegaremos ao nosso destino. Certamente nos afastaremos da aeronave com o mesmo entusiasmo que esses senhores da foto o fazem.

Glória

Mais sobre Jean


A família do brasileiro Jean Charles de Menezes tem toda razão em achar que a polícia londrina desejava manchar sua história. Afinal, essa polícia precisava retirar de si a responsabilidade por ter morto, de maneira irresponsável, um inocente no dia 22 de julho do ano passado.

Logo depois que as fotos de Jean apareceram na imprensa, como "terrorista" envolvido nos atentados dos metrôs de Londres e depois como vítima do erro da polícia, surgiu no "pedaço" uma moça de 20 anos, dizendo tê-lo reconhecido como o cara que lhe violentou.

Mais uma vez a eficiente polícia inglesa deu um tiro no pé: espalhou a notícia de ter morto um estrupador. Nessa terça a Scotland Yard, através de exames de DNA, esclareceu que o eletricista de 27 anos não teve nada com o ataque ocorrido num hotel do centro de Londres na noite de Ano Novo de 2002.

O teste foi possível através da comparação das amostras do sangue de Jean Charles (retirado com autorização da família) com o DNA recolhido da vítima do estupro.

Glória

25 abril 2006

Só vai dá "Ele"


O homem que parece ser candidato, não à presidência do Brasil mas à do céu, caminha a passos largos para atingir seus objetivos. Espiritualmente já atingiu o ponto de equilíbrio. Paira sobre todos, inclusive, sobre o povo brasileiro. Seu acumpunturista parece que faz bem o serviço. O Picolé de Chuchu, conhecido também por Alckmin, está em sua forma plena - ZEN. Como bebida predileta, o pré-candidato aos céus toma os chás que seu filho (aquele envolvido em maracutais zen) vende em saquinhos. Sua esposa, a Lu, depois de doar todos os seus 400 vestidos prêt-a-porter a instituições de caridade, em favelas, também está zen. Que beleza!

Nas mãos desse pessoal, nós brasileiros, estamos assegurados!

Glória

QUESTÃO DE ORDEM


Os outros nomes da UDN

Mais uma vez os golpistas se reúnem. Quando um governo começa a distribuir renda, como no sistema escandinavo, a fim de sustentar um tímido “welfare state”, como faz Lula com o Bolsa-Família, contra ele se reúnem bacharéis e banqueiros, políticos, jornalistas e inocentes úteis.

BRASÍLIA - Sexta-feira (21), em Diamantina, o governador Aécio Neves fez o elogio de Juscelino, ao transferir para aquela cidade as solenidades comemorativas de 21 de abril. Para que ficasse bem nítida a intenção, Aécio convidou a filha de Juscelino, Maristela Kubitschek Lopes, para ser a Oradora Oficial da cerimônia. Esse elogio a Juscelino seria impensável, durante os últimos anos de sua vida. Oficialmente, Juscelino era um “morto civil”. Durante o seu governo, no qual rompera os cânones do imobilismo, o presidente fora acusado de corrupção e de ofender a família brasileira com seus amores, reais ou fictícios. O político mineiro, ao candidatar-se para suceder Vargas, e eleger-se em 3 de outubro de 1955 e a empossar–se em 31 de janeiro do ano seguinte – herdara todo o ódio que a União Democrática Nacional endereçara a Vargas. O partido constituía o velho resíduo do bacharelismo nacional, de origem oligárquica, que perdera sua posição hegemônica na sociedade, a partir da Revolução de 30.

A política deixara de ser assunto restrito (ou quase restrito) aos advogados. Novas forças surgiam, em conseqüência da ação modernizadora de Vargas, e a UDN não podia admiti-las. O último grande ato de poder dos udenistas fora a Constituição de 1946, na qual, a pretexto de salvaguardar a ordem jurídica, os advogados exageraram em suas idéias “soi-disant” liberais, mas mantiveram para a classe dominante as posições angulares do poder. E como não podiam deixar de fazer, inscreveram na Lei Fundamental seus próprios privilégios corporativos.
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Amazônia ganha primeira universidade da floresta


Agora é pra valer. Nasceu no Acre a primeira Universidade de Floresta (Uniflora), que tem o propósito de reunir cientistas e pajés para trocar experiências em favor do desenvolvimento da Amazônia.

O objetivo da instituição é fazer pesquisas científicas sobre a biodiversidade amazônica, com respeito à pluralidade cultural da região e aos direitos das comunidades indígenas, seringueiras e ribeirinhas. A Uniflora é formada pelo Centro de Formação e Tecnologias da Floresta (Ceflora), pelo Instituto da Biodiversidade e pelo Campus Ufac - Floresta.

O deputado Henrique Afonso (PT-AC), considerado padrinho da universidade que idealizou, informou que mais de 90% da biodiversidade da floresta amazônica permanece desconhecida para a ciência. "A Universidade da Floresta é uma concepção inovadora na produção do conhecimento, porque valoriza nossa riqueza ecológica, ao mesmo tempo que valoriza o conhecimento das populações tradicionais e indígenas", disse.

Segundo o deputado Nilson Mourão (PT-AC), a Uniflora é parte integrante da universidade Federal do Acre. "A questão florestal é a base do desenvolvimento regional, para isso é necessário juntar o conhecimento científico produzido nas academias com o saber das populações tradicionais", informou.

Nossa nova representante no cenário internacional

Foi-se o tempo em que na área dos esportes éramos bons apenas no futebol. Cada dia são descobertos mais e mais atletas brasileiros de primeira linha em modalidades que aparentemente nada teríamos haver.

Marta Lara Rodrigues é motivo de orgulho para todos nós. Nascida em São Paulo e filha de pai americano, se tornou recentemente a primeira brasileira a ganhar medalha de prata no Campeonato Nacional de Patinação Artística no gelo nos Estados Unidos. Agora ela se prepara para se apresentar na Alemanha no campeonato internacional. Pena que o Brasil não seja membro definitivo mas apenas provisório do ISU - International Skate Union.

Desde criança Lara se apaixonou pelo esporte e o praticava nos shoppings da cidade. Com 11 anos teve que ser operada para corrigir uma acentuada escoliose. Recebeu barras de aço na coluna o que limitou seus movimentos.

"Por causa das barras, a maior parte da minha coluna é rígida. Tenho mobilidade do pescoço até a área dos ombros, daí é rígido até a cintura, onde volto a ter movimento. Com o tempo, fui aprendendo a usar a mobilidade das outras partes do meu corpo para compensar essa deficiência na minha espinha", confidenciou a brasileira.

Marta não enfrenta apenas o desafio de ser uma das melhores patinadoras do mundo. Ela desafia os que a chamam de 'louca', por se aventurar em praticar tão perigoso esporte nas suas condições físicas, e de ter nascido num país que está muito longe de ser famoso por suas estações de esqui.

Glória

Finalmente!


Em reunião convocada pelo presidente da CUT, João Felício (na foto), líderes do movimento sindical e de entidades sociais discutem nesta terça-feira uma estratégia de reação a um eventual pedido de impeachment de Lula. “Se algum tresloucado neoliberal avançar nessa direção, nós vamos reagir”, avisa Felício. Leia abaixo a entrevista que o presidente de Central Única dos Trabalhadores concedeu ao Josias, da Folha:



- O que acha da tese do impeachment?

Não consigo nem imaginar que um pedido de impeachment prospere.

- Caso prospere, haverá reação?

Se algum tresloucado do neoliberalismo avançar nessa direção, nós vamos reagir.

- A posição é consensual no movimento social?

A esmagadora maioria pensa assim. Não vamos aceitar isso pacificamente. Não seremos meros expectadores de ações golpistas, udenistas ou qualquer nome que se queira dar.

- A OAB analisa a viabilidade do impeachment. O que acha?

Espero que a OAB não entre com uma proposta dessa natureza. Falar em impeachment do Lula é loucura. Vai dividir o país.

- A denúncia do Ministério Público não repôs o tema em pauta?

Para pedir impeachment, precisa ter um fato muito concreto. Não pode ter ilação. Impeachment é coisa séria, não é como comprar rabanete na feira. Na denúncia do Ministério Público não aparece a responsabilização do Lula.

- Há uma articulação para se contrapor ao impeachment?

Nesta terça-feira, aqui na CUT, faremos uma reunião dos movimentos sociais. Estaremos nós, o MST, a UNE... Chamamos também presidentes de alguns partidos: o Ricardo Berzoini (PT), o Renato Rabelo (PC do B), o Eduardo Campos (PSB). É um encontro de análise da conjuntura política. E vamos tratar desse assunto.

- A causa é forte o bastante para levar gente às ruas?

Tenho certeza absoluta. Não vamos aceitar que aqueles que têm saudade do poder retornem desse jeito. Quem quiser o poder que vá às urnas. O Lula tem suporte popular. Se for preciso, vamos provar isso. Quem tentar vai dar um tiro no pé.

- O feitiço do impeachment pode virar contra os feiticeiros?

Vai virar. Vai ficar clara a tentativa de derrubar um presidente que tem um olhar para o social muito mais avançado do que qualquer outro presidente na história.

- Qual a capacidade de mobilização dos opositores do impeachment?

Só a CUT tem 3.300 sindicatos filiados. Temos uma base de associados de 7,2 milhões de trabalhadores. No nosso caso, não será uma reação da CUT, como instituição. Quem não aceita é a militância sindical.

- Até onde vai o apoio da CUT ao governo?

Ninguém determina as opções da CUT. As nossas postulações, a nossa agenda são determinadas pela CUT. Somos contra, por exemplo, o superávit fiscal do governo Lula. Mas achamos que, para chegar aonde a gente quer, o Lula é o mais adequado. No mundo do trabalho, ninguém vai nos provar que a coisa piorou. Temos provas concretas de que melhorou. O Lula, para o que a gente quer, é melhor do que o FHC ou o (Geraldo) Alckmin, que vai radicalizar o que o Fernando Henrique fez.

Desafios ao PT


Sou ideologicamente PT embora nunca tenha me inscrito no partido. Sempre dei-lhe o aval no âmbito de minha atuação. Por isso, como observador participante, me permito pensar alguns desafios que seguramente serão suscitados no 13º Encontro Nacional para definir a estratégia da reeleição do Presidente Lula e os marcos do programa de Governo.

Primeiramente importa demonstrar humildade e reconhecer: "caímos na tentação da política tradicional que inclui em sua prática uma aliança excusa com o poder econômico. Por isso não é transparente. Erramos. Mas todo erro tem correção. Pecamos. Mas todo pecado tem perdão. Caímos porque nos descolamos do povo e dos movimentos sociais que dia a dia nos convertem para as práticas corretas. Só nos redimimos, se voltarmos a esse primeiro amor e refizermos a aliança com os movimentos sociais".

Que querem os movimentos sociais e o povo? Mudanças profundas que dêem outro rumo ao Brasil no interesse das maiorias sempre marginalizadas e excluídas. Mas esse mesmo povo entende que não fazemos o que queremos, mas o que podemos ou o que nos deixam fazer. O terreno é ocupado e minado. Mas nem tudo é mina. Há espaço para inovações. O PT inovou na política externa, criando alianças que se opõem à lógica unilinear do neoliberalismo. Inovou nas políticas sociais, criando uma rede integrada que beneficia cerca de 8 milhões de famílias. Mas podia inovar mais, especialmente na gestão macroeconômica que deveria ser adequada ao projeto social. Faltou a "virtu", a ousadia necessária para abrir cunhas na rigidez monetarista imperante na Fazenda. Faltou amparar-se mais na verdade das coisas: que a financeirização do capital é um engodo do capitalismo mundial e que não se sustenta por si próprio e que um dia vai explodir para a desgraça de todos; faltou escutar mais o grito dos movimentos sociais e as boas razões da inteligentzia crítica. Importa retomar esta questão, pois sem ela não se faz a passagem ao pós-liberalismo.

A correção desta política reembasará a esperança de que um outro Brasil é possível como os povos de Porto Alegre gritam já há anos. Estão mostrando a viabilidade de outro mundo possível e de uma globalização de rosto humano.

É fundamental consolidar a derrota que o PT infligiu à coalizão liberal-conservadora que sempre ocupou o poder central e que, na perspectiva popular, desgraçou o Brasil. Ela o fez um dos paises mais desiguais e por isso mais injustos do mundo. Este grupo não aceita que alguém do povo que se expressa na linguagem da cultura popular, tão legítima quanto qualquer outra, defina os destinos políticos do Brasil. Esta coalizão está se articulando e fazendo qualquer tipo de aliança para voltar ao poder. Ela não tem nenhuma ética a apresentar. Seu projeto político é intrinsecamente anti-ético porque é anti-social não buscando o Estado de Bem Estar Social mas o Estado mínimo que privatiza. Desta forma repassa o bem público que é de todos à propriedade privada que é de alguns. Prioriza a competição ao invés da cooperação, base da convivência e da democracia.

O PT e seus aliados precisam se orgulhar da ruptura que introduziram na história do Brasil: de que alguém do povo, oriundo da "lasqueira da vida" conseguiu chegar lá e direcionar as políticas de Estado ao social e aos pobres. Esse legado deve ser ciosamente preservado. E só o conseguiremos reelegendo neste ano o Presidente Lula.

Leonardo BOFF - Artigo originalmente publicado no site Adital em 24/04/2006

Harvard no Brasil

A Universidade de Harvard abrirá em julho escritório em São Paulo para facilitar a vinda de estudantes e professores e a ida de brasileiros que queiram estudar lá. Ainda em 2006 haverá bolsas de graduação exclusivas para brasileiros nas áreas de Educação, Saúde e Administração Pública em Harvard.

Garotinho e seu futuro ministro das finanças


José Onésio Rodrigues Ferreira, 33, assaltante que cumpre pena no complexo penitenciário de Bangu (zona oeste do Rio), é fundador da empresa Virtual Line Projetos e Consultoria de Informática, que teria doado R$ 50 mil à pré-campanha do candidato à Presidência pelo PMDB, Anthony Garotinho. Seu nome saiu da sociedade neste mês. A doação ocorreu em fevereiro, quando Ferreira era sócio. A Virtual faz parte de lista de empresas divulgadas como doadoras. Algumas têm endereços fictícios em Rio Bonito (70km do Rio), conforme publicou o jornal "O Globo" no domingo. Antes de ser preso, há dois meses, Ferreira morava em uma vila no pé do Tuiuti (São Cristóvão, zona norte), morro controlado pela facção criminosa Comando Vermelho. Sua ex-mulher, Sarajane Aparecida Luz Costa, também é ex-sócia da firma. Seu endereço residencial fica dentro da favela. "Fomos laranjas. Não ganhei nada para fazer isso. Moro em um cômodo no porão da casa da minha mãe, na favela, com dois filhos. Sou depiladora e ganho R$ 385 por mês", disse Sarajane à Folha, em entrevista por telefone.

É cobra engolindo cobra

O PFL ameaçou romper o acordo de composição formal de chapa com o PSDB para a Presidência, deixando de indicar o vice de Geraldo Alckmin, caso os tucanos mantenham resistência a alianças em ao menos oito Estados. Contrariado com o lançamento da candidatura do deputado Eduardo Paes (PSDB) ao governo do Rio de Janeiro, o prefeito da capital fluminense, Cesar Maia, foi o porta-voz do alerta, que representaria uma perda de cerca de seis minutos diários do tempo de Alckmin em rádio e TV. À mesa com Alckmin, durante seminário do PFL sobre política externa, Maia constrangeu o tucano ao pregar a possibilidade de o PFL ficar fora da chapa para ampliar a bancada, embora mantendo apoio informal à candidatura. Com ironia, Maia sugeriu que talvez "melhor seja que o PFL não tenha candidato a vice". E tenha "maior flexibilidade, para montar alianças e oferecer a Vossa Excelência [Alckmin] uma bancada com mais dez ou 12 deputados".

Gueto de luxo da Daslu


Quem não sabe que a Daslu é protegida pela elite brasileira e principalmente pela paulista, a qual acha que carrega Deus na barriga?

Essa elite tem feito um escarcel contra Lula. Os sanguessugas da direita afirmam que é impossível o Presidente da República não saber o que ocorria com a contabilidade do PT.

E eu agora me pergunto em que pé andam as investigações da Polícia Federal, que nunca foi tão independente como agora, sobre umas transaçõezinhas escusas de importação-exportação feitas nos porões da Daslu. Sabemos que a PF puxou o fio da linha e descobriu muito lixo debaixo do tapete. E evidentemente que a chefona do Gueto Daslu, a Tranchesi, afirmou à PF que, caso tenha ocorrido irregularidades nas operações de sua empresa, foram sem seu conhecido!

Acho que esse pessoal que nos enganou tanto tempo pensa que o Brasil não mudou. Que continuamos no cabresto das (des)informações que eles, ao longo desses 500 anos, nos prestaram com tanto "desinteresse". Se essa máfia algum dia retomar o poder, evidentemente a primeira coisa que fará será desaparelhar a PF, cortar investimentos e demitir seus agentes em massa. E voltar a sufocar tudo que se interpuser no seu caminho para o desmonte do Brasil.

Glória Leite

24 abril 2006

Terrorismo?


Estão faltando 46 dias para a maior festa do mundo. E o sistema de segurança interno alemão não descansa com medo dos terroristas que o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinedschad, trará consigo a tiracolo. Segundo o jornal Bild virão para assistir sua seleção, 840 fãs iranianos, mais 31 jornalistas.

CDU expert em segurança interna, Reinhard Norbert, disse para o jornal, que todos os fãs deveriam passar por uma malha fina e se apresentar às embaixadas e consulados alemães em seus respectivos países. Ele sugere que todos se submetam a entrevistas e investigações, e que caso seja constatado condenação judicial e/ou expulsão da Alemanha, que esses fãs sejam proibidos de entrarem no país.

Vendo dessa maneira, a antiga direção do Banco do Brasil, durante o governo do FFHH, está fadada a assistir os jogos no Brasil. Afinal, o ex-presidente do BB, Paulo César Ximenes, junto com Ricardo Sérgio de Oliveira e mais cinco cúmplices, foram condenados pela justiça brasileira a 11 anos de prisão. A condenação em 2006 foi resultado de longa investigação em torno das falcatruas e gestão temerária em empréstimos à construtora Encol que se deram entre 94-95.

Só para lembrar: O Oliveira é aquele que foi grampeado falando sobre "o limite da irresponsabilidade".

O quê é terrorismo? Precisamos definir o que diabo seja isso. Os roubos sistemáticos que a direita tem cometido no Brasil e com isso retirado da população o direito de comer, estudar e ter saúde, é ou não é um ato de terrorismo? Vou logo respondendo que para mim, é! O danado é que esse tipo de terrorismo não choca tanto quanto se explodir com dinamite levando pessoas inocentes consigo. A modalidade de terrorismo da direita brasileira tem nos acompanhado diariamente, lenta mas sistematicamente nos últimos 500 anos. Está diluído, não choca pois o assistimos durante todo os dias e horas de nossas vidas.

Não digo que seja correto, não estou de acordo com os atos terroristas cometidos pelos fanáticos religiosos ou os dos que defendem seus valores através da violência imediatista. Mas o que a direita, representada no momento pelo PSDB e pelo PFL (na foto está o presidente desse pseudo-partido), defensores de causas espúrias, têm feitos ao longo dos séculos no Brasil, é terrorismo, sim!

Glória Leite

Jogador brasileiro desaparece


Desde ontem (23) a polícia suíça investiga o desaparecimento do atacante brasileiro Rafael de Araújo, 21, do FC Zurich, time da primeira divisão do país. O jogador, que deveria ter se apresentado para jogar diante do St. Gall, não se apresentou, gerando desconfianças. O técnico do time, Lucien Favre, acha que o brasileiro foi seqüestrado. Favre denuncia, inclusive, que os agentes do atleta estavam "cercando" Rafael. Alguns membros da direção do clube informaram à polícia que esses mesmos agentes chantageram-no durante a pausa de inverno do Campeonato Suíço. O atacante tem contrato com o FC Zurich até junho de 2009.

Glória

23 abril 2006

45 razões para não votar em Alckmin


Divulgado durante as eleições municipais de 2004, está circulando novamente pela internet um minucioso levantamento sobre os desastres causados pelos 12 anos de gestão tucana no Estado de São Paulo. É uma arma afiada que serve para quebrar a blindagem da mídia em torno de Geraldo Alckmin, que se gaba de ser um “administrador competente” e um “gerente eficiente”. Relembrando o número da legenda do PSDB, o texto lista 45 razões para não se votar no candidato da oposição liberal-conservadora no pleito presidencial de outubro. O artigo a seguir apenas sintetiza e atualiza esta poderosa peça acusatória:

1- Em 1995, quando o PSDB assumiu o governo do Estado de São Paulo, a participação paulista no PIB era de 37%. Em 2004, ela era apenas de 32,6% - ou seja, o Estado perdeu 12% de participação na riqueza nacional no tucanato. Isto significa menor crescimento econômico e menos geração de renda e empregos;

2- Segundo o Dieese, o declínio econômico explica a taxa de desemprego de 17,5% em 2004, que cresceu 33,6% ao longo do governo tucano. Ela é superior à média nacional - cerca de 10%. Para agravar o drama dos desempregos, Alckmin ainda reduziu em R$ 9 milhões o orçamento das frentes de trabalho;

3- Antes de virar governador, Alckmin conduziu todo processo de privatização das estatais, que arrecadou R$ 32,9 bilhões entre 1995-2000. Apesar da vultuosa soma arrecadada, o Balanço Geral do Estado mostra que a dívida paulista consolidada cresceu de R$ 34 bilhões, em 1994, para R$ 138 bilhões, em 2004;

4- No exercício financeiro de 2003, as contas do Estado atingiram um déficit (receita menos despesa) de mais de R$ 572 milhões. E Alckmin ainda se gaba de ser um “gerente competente”;

5- São Paulo perdeu R$ 5 bilhões na venda do Banespa, considerando o total da dívida do banco estatal com a União paga às pressas por Alckmin para viabilizar sua venda ao grupo espanhol Santander;

6- De 1998 a 2004, o orçamento estadual apresentou estimativas falsas de “excesso de arrecadação” no valor de R$ 20 bilhões. Boa parte deste dinheiro foi desviada para campanhas publicitárias;

7- Alckmin isentou os ricos de impostos. De 1998 a 2004, a arrecadação junto aos devedores de tributos caiu 52%, representando uma perda de quase R$ 1 bilhão que poderiam ser investidos nas áreas sociais;

8- Os investimentos também declinaram no desgoverno Alckmin. Sua participação percentual nos gastos totais caiu para 3,75%, em 2004 - bem inferior o montante de 1998, de 5,3% dos gastos;

9- Alckmin arrochou os salários dos servidores públicos. O gasto com ativos e inativos caiu de 42,51% das despesas totais do Estado, em 1998, para 40,95%, em 2004, resultado da política de arrocho e redução das contratações via concurso público. Já os cargos nomeados foram ampliados na gestão tucana;

10- Alckmin não cumpriu a promessa do desenvolvimento regional do Estado. Das 40 agências previstas em 2003, nenhuma foi criada. Os R$ 5,8 bilhões orçados para o desenvolvimento não foram aplicados;

11- Alckmin cortou os gastos nas áreas sociais. Apesar do excesso de arrecadação de R$ 12 bilhões, entre 2001-2004, o governo deixou de gastar os recursos previstos. No ano de 2004, a área de desenvolvimento social perdeu R$ 123 milhões;

12- Alckmin concedeu regime tributário especial às empresas, o que explica a fragilidade fiscalizatória na Daslu, que teve a sua proprietária presa por crimes de sonegação fiscal e evasão de divisas. Vale lembrar que Alckmin esteve presente na abertura desta loja de luxo; ele até cortou a sua fita inaugural;

13- No desgoverno Alckmin, houve redução de 50% no orçamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que existe há 106 anos e é responsável por estudos sobre desenvolvimento econômico, geração de renda e fortalecimento da indústria paulista. Em julho passado, o IPT demitiu 10% dos seus funcionários;

14- Alckmin extinguiu o cursinho pré-vestibular gratuito (Pró-Universitário), deixando de investir R$ 3 milhões, o que impediu a matrícula de 5 mil alunos interessados na formação superior;

15- Alckmin vetou a dotação orçamentária de R$ 470 milhões para a educação. A “canetada” anulou a votação dos deputados estaduais. O ex-governador mentiu ao afirmar que investia 33% do orçamento em educação, quando só aplicava o mínimo determinado pela Constituição Estadual – 30%;

16- O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais avaliou que a qualidade do ensino paulista é o pior do Brasil. Segundo esta fonte oficial, a porcentagem de alunos que se encontram nos estágios crítico e muito crítico representava 41,8% do total de alunos - 86,6% pior do que a média nacional;

17- O programa de transferência de renda de Alckmin atendia 60 mil pessoas com um benefício médio de R$ 60. Durante a gestão da prefeita Marta Suplicy, o mesmo programa atendia 176 mil famílias com um complemento de renda de R$ 120;

18- Após 12 anos de reinado tucano, as escolas continuaram sem a distribuição gratuita de uniformes, material escolar e transporte, ao contrário da experiência na administração da prefeita Marta Suplicy;

19- Geraldo Alckmin, que na mídia se diz contra aumento de impostos, elevou a taxa de licenciamento dos veículos em mais de 200% (em valores reais) ao longo de seu desgoverno;

20- A Comissão de Fiscalização da Assembléia Legislativa rejeitou as contas de Alckmin de 2004, após encontrar um saldo de R$ 209 milhões de recursos do Fundef que jamais foram investidos na educação e verificar que o aumento custo das internações hospitalares, apesar da diminuição do tempo de internação;

21- Alckmin vetou projeto de lei que instituía normas para democratizar a participação popular em audiências públicas e na elaboração do orçamento, o que revela seu caráter autoritário e antidemocrático;

22- O investimento em saúde no desgoverno Alckmin não atingiu sequer os 12% da receita de impostos, conforme determina a Lei. Para maquiar esta ilegalidade, o governo retirou da receita estadual os R$ 1,8 bilhão que o governo estadual recebeu pela lei Kandir, prejudicando a saúde pública;

23- Desafiando a Lei e o próprio Tribunal de Contas do Estado, Alckmin contabilizou nas contas da saúde programas que não guardam relação com o setor, como a assistência aos detentos nas penitenciárias;

24- A ausência de políticas públicas e a redução dos investimentos resultaram na flagrante precarização dos serviços de saúde. Muitos leitos ficaram desativados e desocupados por falta de pessoal e material. Só no Hospital Emílio Ribas, menos de 50% dos leitos ficaram desocupados e maioria deles foi desativada;

25- Devido à incompetência gerencial de Alckmin, o Hospital Sapopemba, que atende uma vasta parcela da população da periferia, ficou durante muito tempo com cerca de 90% dos seus leitos desocupados;

26- A média salarial dos servidores estaduais da saúde ficou 47% abaixo da rede municipal na gestão de Marta Suplicy. A ausência de contratações e os salários aviltados resultaram no aumento das filas, na demora para se marcar consultas e no abandono de postos de atendimento – como o de Várzea do Carmo;

27- O prometido Hospital da Mulher ficou mais de dez anos no papel. Alckmin ainda teve a desfaçatez de estender uma faixa no esqueleto do prédio com publicidade da inauguração da obra inacabada;

28- Alckmin fez alarde das unidades de computadores do Acessa-SP. O saldo de doze anos de tucanato foi de um Acessa para cada 158.102 habitantes. Em apenas quatro anos de gestão de Marta, a proporção foi de um Telecentro para cada 83.333 habitantes;

29- Alckmin foi responsável pelo maior déficit habitacional do Brasil, segundo a ONU. O déficit é de 1,2 milhão de moradias. Desde 2000, o governo não cumpre a lei estadual que determina, no mínimo, 1% do orçamento em investimentos na área de habitação. Os recursos não aplicados somaram R$ 548 milhões;

30- Alckmin fez com que São Paulo declinasse no ranking nacional do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o que atesta a brutal regressão social no Estado durante o reinado tucano.

31- Desde a construção do primeiro trecho do Metrô, em setembro de 1974, os tucanos foram os que menos investiram na ampliação das linhas - apenas 1,4 km de linhas/ano, abaixo da média de 1,9 km/ano da história da empresa. O Metrô de São Paulo é o mais caro do Brasil e um dos mais caros do mundo;

32- Ao deixar o governo, Alckmin voltou a atacar a educação ao vetar o aumento em 1% no orçamento, aprovado pela Assembléia Legislativa. Numa fraude contábil, ele ainda transferiu parte da receita do setor para a área de transporte, o que representou um corte de R$ 32 milhões na educação;

33- Apesar do silêncio da mídia, Alckmin esteve envolvido em várias suspeitas de corrupção. Um diálogo telefônico entre os deputados estaduais Romeu Tuma Jr. e Paschoal Thomeu revelou o flagrante esquema de compra de votos na eleição do presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, em março passado;

34- Durante 12 anos de governo do PSDB, cerca de 60 mil professores foram demitidos. O valor da hora aula no Estado é uma vergonha; não passa de R$ 5,30! Alckmin também tem inaugurado Fatecs (escolas técnicas) de “fachada”, sem as mínimas condições de funcionamento;

35- O governo tucano expulsou mais do que assentou famílias no campo. Da promessa de assentar 8 mil famílias, apenas 557 foram contempladas. Outro descaso aconteceu na habitação: os tucanos prometeram construir 250 mil casas, mas, desde 1999, só foram erguidas 37.665 unidades;

36- Alckmin impôs a maior operação-abafa de Comissões Parlamentares de Inquérito no país para evitar a apuração das denúncias de corrupção. Ao todo, 65 pedidos de CPIs foram engavetados. Entre elas, as que investigariam ilícitos na Febem, nas obras de rebaixamento da Calha do Tietê, na CDHU e no Rodoanel;

37- Somente na obra de rebaixamento da calha do rio Tietê foram registrados aditivos que ultrapassaram o limite legal de 25%. O valor inicial da obra era de R$ 700 milhões, mas o custo efetivo ultrapassou R$ 1 bilhão. Além disso, o valor inicial do contrato de gerenciamento saltou de R$ 18,6 para R$ 59,3 milhões;

38- O Tribunal de Contas da União (TCU) também detectou irregularidades em 120 contratos da CDHU, que recebe 1% do ICMS arrecadado pelo Estado, ou seja, cerca de R$ 400 milhões. Mais uma evidência dos atos ilícitos cometidos pelo PSDB paulista de Geraldo Alckmin;

39- Alckmin também deve explicações sobre a privatização da Eletropaulo, ocorrida em 1998. A empresa acumulou uma dívida superior a R$ 5,5 bilhões, incluindo mais de R$ 1 bilhão com o BNDES, que foi bancado pelo Estado. Entre 1998-2001, a empresa privatizada remeteu US$ 318 milhões ao exterior;

40- Já na privatização dos pedágios, Alckmin doou à empresa Ecovias R$ 2,6 milhões ao reajustar a tarifa do sistema Anchieta-Imigrantes acima da inflação, o que feriu o Código de Proteção ao Consumidor. Em apenas um ano, a empresa privatizada arrecadou nas tarifas excorchantes R$ 2.675.808,00;

41- Alckmin vetou o estacionamento gratuito nos shoppings de São Paulo e o projeto de lei que garantia a liberação das vagas nos hipermercados, tudo para beneficiar os poderosos conglomerados comerciais;

42- Alckmin abusou da repressão no seu governo. Ele usou a tropa de choque da PM para reprimir os 500 estudantes e docentes que protestaram contra o veto às verbas para educação na Assembléia Legislativa, transformada numa praça de guerra. A PM também reprimiu duramente as ocupações de terra do MST;

43- Alckmin gastou R$ 5,5 milhões nas obras do aeroporto “fantasma” em Itanhaém, no litoral sul. Ele tem capacidade para receber um Boeing 737, com cem passageiros, mas até o ano passado foi usado, em média, por cinco pessoas ao dia. O aeroporto é motivo de justificadas suspeitas de irregularidades;

44- Alckmin reduziu os investimentos públicos, apesar dos excedentes de arrecadação entre 2001-2004. O Estado deixou de gastar cerca de R$ 1,5 bilhões na saúde; R$ 4 bilhões na educação; R$ 705 milhões na habitação; R$ 1,8 bilhão na segurança pública; e R$ 163 milhões na área de emprego e trabalho;

45- Em 2004, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de Alckmin deixou de aplicar R$ 51 milhões previstos no orçamento. Programas nas áreas de alimentação e nutrição devolveram a verba. Os recursos poderiam ser convertidos em 53.346 cestas básicas, 780.981 refeições e 670.730 litros de leite por mês.

Chego a ter medo de tanta "ética"

O Picolé de Chuchu (PSDB) é mesmo um menino levado. Bateu o pé e derrubou do pedestal o Serra, candidato perpétuo à árdua tarefa de tentar derrubar o Lula da Presidência a qualquer preço.

Para desgrudar do chão e deslanchar a nível nacional criou um slogan para sua campanha que se chama "banho de ética". O danado é que ele está conseguindo não só dá um banho como levantar verdadeiras ondas a la Hawaí. Cada dia se descobre que o rapozote andou aprontado. A mais nova descoberta é a história de assessores que fazem tudo por amor.

O Picolé colocou na direção do banco estatal de São Paulo, Nossa Caixa, uma quadrilha de bandidos que está sendo processada pelo Ministério Público e que um dia trabalhou em outros bancos oficiais durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Um dos acusados é o ex-presidente do Banco do Estado de Goiás Waldin Rosa de Lima. O cara foi proíbido pelo Banco Central de dirigir instituições financeiras por conceder empréstimos sem cumprir as normas bancárias. Outro envolvido é o senhor Elmar Gueiros, também punido pelo BC, com multa, por supostas irregularidades na alienação de bens.

O próprio presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro, diz que o banco não remunerava os dois assessores. "Não tenho a menor idéia se eles receberam remuneração", afirmou.

Acho provocativo os governistas implicarem com tais cidadãos. De repente eles trabalhavam de graça, assim, só por prazer. Afirmar que a Nossa Caixa se encontra com o pé na lama e acusar a direção do banco e o Picolé - que evidentemente não sabia de nada - de má fé, de manipulação e de assalto aos cofres públicos, é feio.

"Aidimin" nega tudo. Não, não e não! É tudo um absurdo!, jura ele de pé junto. Ele fala que os desvios de "apenas" R$ 43 milhões para propaganda, sem amparo legal seria "apenas" um "erro formal".

Depois de tantas braçadas no "mar da ética", cada vez me convenço mais de que o Picolé de Chuchu é o homem certo para governar... o céu. Na terra, o pré-candidato à presidência da República, já fez pacto com a Opus Dei, com o movimento ultra-direitista Tradição, Família e Propriedade e por último terá como vice, nada mais nada menos do que o Jorge Bornhausen. Isso, aquele que disse num desabafo sincero: "finalmente nos livraremos desta raça pelo menos por trinta anos".

Glória Leite

A importância da vitória de Lula para a América Latina

O ciclo eleitoral latino-americano, iniciado com as eleições de Evo Morales na Bolívia, de René Preval no Haiti e de Michele Bachelet no Chile, concluirá com a eleição argentina de abril de 2007. O continente sairá dessas eleições com a cara que ostentará por toda a primeira metade do século. Não é exagerada essa afirmação, porque uma série de projetos embrionários podem se consolidar e ganhar caráter quase irreversível - como a nova Constituição boliviana, o gasoduto continental, a Comunidade Sul-americana de Nações - ou podem ser estancados e revertidos, com a retomada do seu oposto - a Alca e a consolidação da hegemonia dos EUA sobre os destinos do continente.

As eleições peruana e equatoriana -esta em outubro- decidem não apenas a orientação do novo presidente desses países em crise prolongada, mas decidem se eles assinarão os acordos de livre comércio que os atuais mandatários prepararam com Washington. Daí as imensas manifestações do movimento indígena equatoriano, que por hora já impediu a assinatura do acordo, previsto para 24 de maio passado. Sua luta é por um plebiscito nacional, além da convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, no estilo da decisão boliviana. A vitória do candidato nacionalista no Perú, mais além de outras polêmicas sobre sua trajetória passada, representaria a recusa a esse assinatura e a decisão de priorizar o processo em curso de integração regional. O mesmo pode vir a se dar no Equador, na dependência do enfrentamento ainda pendente entre os movimentos sociais e o governo de Alfredo Palácios.

A eleição provável do ex-governador do Distrito Federal, Lopez Obrador, como presidente do México, pode não representar a saída desse país da Alca, mas possibilitará acordos com o Mercosul e participação em outras iniciativas continentais - como a Petrosul, a Telesul - significando um duro golpe na influencia norte-americana sobre o seu vizinho do sul.

As reeleições de Nestor Kirchner e de Hugo Chávez podem ser dadas como muito prováveis, consolidando alguns dos eixos do atual processo de integração regional. Já a reeleição de Álvaro Uribe, na Colômbia, permitirá aos EUA manter seu único grande aliado na região, porém marcado pela guerra interna que não pode controlar. Eleições como a da Nicarágua, de difícil prognostico, pode somar um governante critico dos EUA à lista atualmente existente.

De todas as eleições, a que mais peso pode ter no futuro do continente é a brasileira. Isto se dá basicamente pelo lugar estratégico ocupado pela política externa brasileira nestes anos do governo Lula. Foi o Brasil que conseguiu inviabilizar o início da ALCA, previsto para janeiro do ano passado. O Brasil funciona como elo de articulação entre governos mais radicais como os de Cuba, da Venezuela e da Bolívia, com outros, mais moderados, como os do Uruguai e da Argentina.

A continuidade dessa política, agora em um marco regional muito mais favorável, representará um eixo seguro de articulação e de fortalecimento dos projetos de integração existentes e de muitos outros. Em compensação, caso retorne o bloco tucano-pefelista, os EUA voltariam a ter um aliado seguro na região, que trabalhará em função da retomada da Alca, do isolamento dos governos de Cuba, da Venezuela e da Bolívia, representando um retrocesso sem par no futuro da América Latina.

Este é apenas uma das questões que se jogam nas eleições deste ano e do próximo, mas que definirão a cara da América Latina e do Caribe por toda uma nova década.

EMIR SADER - Artigo originalmente publicado no site Adital em 13/04/06

Quem não deseja voltar para seu país?

(Renato Teixeira/Almir Sater)

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, e nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs,
É preciso o amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso chuva para florir.

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha, e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada,
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu sou,
Estrada eu vou

Conhecer as manhas...

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,
De ser feliz

Conhecer as manhas...

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,
De ser feliz.

Ouvir essa música na voz de Maria Betânia, num domingo chuvoso, longe do Brasil, é dolorido. Chega na alma como um lamento.

Quem está lá reclama dos baixos salários, da corrupção, da hipocrisia da oposição, que por não mais poder mamar nas tetas do Estado, se desespera, da violência urbana e do campo.

Nós aqui, que por diferentes razões nos "auto-exilamos", padecemos da saudade do nosso povo, da nossa música e do cheiro de nossa terra.

Para abafar um pouco dessa angústia que nos aperta o coração, nos reunimos com outros brasileiros. Atualizamos fatos, ouvimos histórias de preconceitos vividas por alguns de nós, cantamos juntos, participamos sucessos profissionais e partilhamos nossos sonhos.

E um deles, para muitos de nós, é o desejo maior de retornar ao Brasil!

Glória Leite

Abertas inscrições para divulgar o Brasil no Exterior



A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) está com inscrições abertas para o processo de seleção de professores interessados em divulgar a cultura brasileira em instituições universitárias de 13 países. As vagas são reservadas para a função de leitor, regulamentada pelo Ministério das Relações Exteriores desde 1999.

Há cargos em Angola (Universidade Agostinho Neto), Argentina (Universidade de Córdoba), Canadá (Universidade de Quebec), Costa Rica (Universidade da Costa Rica), Dinamarca (Universidade de Aarhus), Estados Unidos (Universidade da Califórnia), França (Universidade Blaise Pascal/Clermont-Ferrand), Haiti (Universidade Federal do Haiti), Hungria (Escola Superior de Comércio Exterior), Nigéria (Universidade do Estado de Lagos), Panamá (Universidade do Panamá), República Tcheca (Universidade Carolina) e Trinidad e Tobago (Universidade das Índias Ocidentais).

Segundo Maria Luiza Pereira de Carvalho, assessora da Coordenação Geral de Cooperação Internacional da Capes, o candidato aprovado deve se responsabilizar pela organização de cursos e palestras sobre a cultura brasileira. Ela adianta que o exercício do leitorado será de dois anos, com possibilidade de uma prorrogação, por igual período.

“Os selecionados terão direito à passagem aérea para assumir as atividades na universidade estrangeira. Porém, só terão direito à passagem aérea para regressar ao país de origem, ao fim do período de leitorado, os que tenham exercido, pelo menos, 12 meses de atividade”, explicou Maria Luiza. O auxílio financeiro mensal e outros benefícios a que cada leitor terá direito variam de acordo com o país.

Os candidatos devem ter experiência no ensino de língua portuguesa para estrangeiros (na variante brasileira), de literatura e cultura brasileiras e de teoria literária e lingüística. Exige-se nacionalidade brasileira e currículo cadastrado na Plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os interessados devem ter fluência em língua estrangeira, conforme as exigências correspondentes ao país para o qual pretendem se candidatar.

As candidaturas devem ser solicitadas à Capes até 17 de maio, pelo correio eletrônico: edital.cgci@capes.gov.br.

A Imelda brasileira

A primeira-dama paulista Maria Lucia (Lu) Alckmin parece não se dar conta que suscitou uma comparação incômoda. O caso de seus 400 vestidos remete de imediato a outra primeira-dama, famosa por seus exageros no guarda-roupa.

Todos se lembram da dona Imelda Marcos. Primeira-dama das Filipinas, entre 1965 e 1986, ela tem uma personalidade oposta à de dona Lu em muitas coisas. Escandalosa e falastrona, adora armar barraco por coisa pouca, enquanto a presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo faz um estilo bem mais discreto. Ou low-profile, como se diz por aí. Mas dona Lu, como Imelda, caminha célere para se tornar um ícone das peruas emergentes e símbolo maior de nossas cascatas murmurantes. Cascatas aqui, no sentido do verbo cascatear.

Não se conhece o número de pares de sapatos de dona Lu Alckmin. Mas já se tem uma idéia do tamanho de seu guarda-roupa. Só do estilista Rogério Figueiredo, no dizer do próprio, dona Lu ganhou 400 modelitos. Um número razoável na escala internacional da imeldificação. Isso, sem contar conjuntos que ela já tem, como os Valentino, Blueberry, Chanel e Seven. Dona Lu diz que não são 400, são 40.
Leia toda a matéria na Agência Carta Maior clicando aqui

22 abril 2006

Amanhã é dia de maratona em Hamburg

Será que o nosso campeão de 2004, Vanderlei Cordeiro de Lima, participará?

O evento na Alemanha atrairá em torno de 500 mil expectadores e começará às 9 horas. Estão inscritos 28.301 corredores de 89 nações dos quais 20% são mulheres. Quem vencer o caminho de 42,195 quilômetros ganhará um prêmio de 30 mil euros. E caso o vencedor bata o recorde adicionará de quebra aos prêmio mais 40 mil euros.

É dinheiro para ninguém reclamar!

Glória

Lu Alckmin: "Tudo pelo social!"

Flora brasileira x patentes estrangeiras


O governo preparou uma relação com 3 mil nomes tradicionais da biodiversidade brasileira para divulgar internacionalmente e, assim, evitar que virem marca em outros países. Entre eles estão o cupuaçu, o açaí, o maracujá, o pinhão, o umbu e o cajá.

A lista, que deve ser apresentada na semana que vem, será entregue em forma de software aos maiores escritórios de patentes mundiais localizados na Europa, Estados Unidos e Japão. Todas as vezes que um pedido de marca for apresentado, esses escritórios poderão consultar a compilação de nomes comuns da biodiversidade brasileira e, dessa forma, evitar o registro.

Trata-se de uma iniciativa inédita no mundo, segundo integrantes do grupo que a formulou. E deve evitar casos como o do registro indevido do cupuaçu. Em 1998, a empresa japonesa Asahi Food registrou o nome da fruta e, depois disso, passou a exigir o pagamento de US$ 10 mil em royalties sobre qualquer produto que levasse o nome no rótulo. Foi preciso que organizações não-governamentais ingressassem com uma ação e derrubassem o registro, o que ocorreu em 2004.

Um levantamento da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI) divulgado em março identificou 84 casos em que nomes típicos da fauna brasileira são usados como marcas em outros países. A relação deveria ter sido lançada ontem com pompa por representantes de todos os ministérios envolvidos - Agricultura, Meio Ambiente, Relações Exteriores e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Mas Agricultura antecipou-se e fez um comunicado sobre o lançamento, provocando imenso mal-estar. As outras pastas ressentiram-se e o evento acabou adiado, provavelmente, para a próxima semana.

O Ministério da Agricultura divulgou que a lista seria mais extensa, com cerca de 5 mil itens, incluindo nomes da fauna, flora e microorganismos da biodiversidade brasileira, como a espirulina, uma espécie de alga. Integrantes de outros ministérios, no entanto, afirmam que a relação de nomes, em sua primeira versão, poderá ser mais enxuta e conter apenas termos da flora, totalizando 3 mil itens.
Os nomes foram escolhidos nos últimos dois anos. Para a compilação, integrantes do Grupo de Propriedade Intelectual se valeu de material de internet, trabalhos publicados em revistas especializadas e pesquisas sobre cultura popular. Do grupo faziam parte representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Brasileiro de Propriedade Intelectual (Inpi).

Informação de "O Liberal" (20.04.06)