Age corretamente o governo federal ao abrandar as regras para a venda fracionada de medicamentos, a fim de permitir que o programa -lançado no início de 2005- finalmente saia do papel. Como princípio, a venda fracionada é inatacável. O consumidor economiza ao adquirir apenas a quantidade de medicamento de que necessita. Ao deixar de estocar em casa sobras de tratamentos anteriores, fica menos sujeito a riscos como a automedicação e a ingestão involuntária. Esse último ponto pode parecer desimportante, mas não é. Dados do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas da USP indicam que pouco mais de 40% dos quadros de intoxicação assistidos pelo órgão são provocados por remédios, que superam em muitos itens como produtos químicos, saneantes domésticos, agrotóxicos e drogas ilícitas. Diminuir a quantidade de medicamentos que as pessoas guardam em casa, portanto, é prestar um serviço à saúde pública.
Nenhum comentário:
Postar um comentário