Até na Palestina 'nóis' brasileiros marcamos presença. Pois não é que um patrício fundou a maior estação de rádio dos territórios palestinos, a Ajyal (Gerações)?
O cabra se chama Adib Bakri, tem 53 anos, nasceu em Jilijlia, uma pequena aldeia perto de Ramallah, e em 1968, com 15 anos, foi morar no Brasil, onde adquiriu a cidadania brasileira.
Segunda a jornalista Guila Flintn, da BBC Brasil, o empresário morou em Porto Alegre, junto com seus irmãos, onde dirigia uma grande empresa de comércio de produtos têxteis. Em 1994 decidiu realizar seu sonho de fundar uma estação de rádio, e retornou para a Terra Prometida.
"Sempre adorei ouvir rádio. Desde criança eu passava dias escutando as rádios brasileiras, a Guaíba, a Farroupilha e a rádio Caiçara-música-não-pára'', lembrou Bakri, em entrevista à BBC Brasil. "Quando voltei aos territórios palestinos, resolvi finalmente realizar meu sonho e fundei a Ajyal. Em sete anos, nossa rádio conquistou dois terços da audiência, tanto na Cisjordânia como na faixa de Gaza." Não demorou mais do que quatro anos para Bakri fundar uma segunda emissora, a Angham (Ritmo), direcionada para o público jovem.
"Nossas emissoras são totalmente independentes e apartidárias", afirma Bakri. "O que me interessa é manter a boa qualidade e o alto nível profissional do nosso trabalho."
O cabra se chama Adib Bakri, tem 53 anos, nasceu em Jilijlia, uma pequena aldeia perto de Ramallah, e em 1968, com 15 anos, foi morar no Brasil, onde adquiriu a cidadania brasileira.
Segunda a jornalista Guila Flintn, da BBC Brasil, o empresário morou em Porto Alegre, junto com seus irmãos, onde dirigia uma grande empresa de comércio de produtos têxteis. Em 1994 decidiu realizar seu sonho de fundar uma estação de rádio, e retornou para a Terra Prometida.
"Sempre adorei ouvir rádio. Desde criança eu passava dias escutando as rádios brasileiras, a Guaíba, a Farroupilha e a rádio Caiçara-música-não-pára'', lembrou Bakri, em entrevista à BBC Brasil. "Quando voltei aos territórios palestinos, resolvi finalmente realizar meu sonho e fundei a Ajyal. Em sete anos, nossa rádio conquistou dois terços da audiência, tanto na Cisjordânia como na faixa de Gaza." Não demorou mais do que quatro anos para Bakri fundar uma segunda emissora, a Angham (Ritmo), direcionada para o público jovem.
"Nossas emissoras são totalmente independentes e apartidárias", afirma Bakri. "O que me interessa é manter a boa qualidade e o alto nível profissional do nosso trabalho."
O problema maior são os conflitos regionais. "Depois que Ariel Sharon decidiu destruir a infra-estrutura da mídia palestina, as tropas israelenses invadiram nossos escritórios e quebraram todos os aparelhos."
Sobre seus tempos de Brasil, Adib Bakri diz que ainda mantém contato com muitos amigos que tinha no Brasil, inclusive membros da comunidade judaica.
"Tenho muitos amigos judeus no Brasil, amigos do peito, gente fina", diz. "Em Porto Alegre costumávamos ir juntos à praia e ao futebol."
Bakri se diz pessimista quanto à perspectiva de uma paz definitiva na região a curto prazo, mas acha que isso pode acontecer no futuro.
"A médio e longo prazo estou otimista, os dois povos não agüentam mais as guerras."
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