28 fevereiro 2011
27 fevereiro 2011
26 fevereiro 2011
Bolsa encontrada - e com dinheiro dentro !
Bom dia, gente !
Dia 22 deste mês, contei a vocês sobre uma viagem de surpresa a Frankfurt e contei também sobre a perda de minha bolsa no posto de gasolina onde paramos para comer alguma coisa.
Ontem pela manhã, recebi o telefonema de uma mulher dizendo que tinha encontrado minha bolsa.
Ela era funcionária do posto.
Ela disse-me que enviaria a bolsa pelos corrreios ainda naquele mesmo dia e que eu pagasse o correio. Ela não queria tocar no dinheiro que estava na minha carteira.
Hoje pela manhã recebi o pacote com a bolsa, todos os cartões, meus óculos e os 200 euro - exatamente o valor que eu carregava.
Estou super feliz.
E gostaria de compartilhar com vocês a boa nova.
Dia 22 deste mês, contei a vocês sobre uma viagem de surpresa a Frankfurt e contei também sobre a perda de minha bolsa no posto de gasolina onde paramos para comer alguma coisa.
Ontem pela manhã, recebi o telefonema de uma mulher dizendo que tinha encontrado minha bolsa.
Ela era funcionária do posto.
Ela disse-me que enviaria a bolsa pelos corrreios ainda naquele mesmo dia e que eu pagasse o correio. Ela não queria tocar no dinheiro que estava na minha carteira.
Hoje pela manhã recebi o pacote com a bolsa, todos os cartões, meus óculos e os 200 euro - exatamente o valor que eu carregava.
Estou super feliz.
E gostaria de compartilhar com vocês a boa nova.
25 fevereiro 2011
Acabo de receber esse email por engano. Sem revelar o nome do emissor, reproduzo
Vejam como os portugueses estão 'arara' com a mudança ortográfica.
"Assunto: Acordo Ortográfico
Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles abençoados ditados de que as Senhoras Professoras se orgulhavam, pois não dávamos erros. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura", " reação", etc, etc...
Com o novo acordo ortográfico, voltam a vencer-nos, pois nós é que temos que nos adaptar a eles e não ao contrário. Ridículo...
Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua? Do Latim!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
Então, vejam alguns exemplos:
Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.
Se a origem está na Velha Europa, porque é temos que imitar os do outro lado do Atlântico.
Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Língua de Camões.
Façam circular este “mail”, até chegar aos intelectuais que fizeram este acordo. Pode ser que eles abram os olhos.
CONCORDO EM ABSOLUTO!
Para a direita de todo o mundo: democracia só quando eles governam
Quando os caras estão na oposição ficam loucos.
Vejam só o exemplo do senador republicano americano Paul Broun.

Ele perguntou na última terça-feira:
Leiam mais sobre a 'democracia' da direita aqui
Vejam só o exemplo do senador republicano americano Paul Broun.

Ele perguntou na última terça-feira:
'Who Is Going To Shoot Obama?' (Quem vai matar com um tiro o Obama?)
Leiam mais sobre a 'democracia' da direita aqui
Bildzeitung pergunta: Devemos enviar tropas (para a Líbia)?
24 fevereiro 2011
Imprensa alemã dá show de competência !
Pela primeira vez acompanho um show dado pela mídia alemã.
E eu digo a vocês: é muito bom, é uma lavada de alma.
Ainda mais quando comparo o que está ocorrendo aqui com o que aconteceu durante as campanhas para a presidência da república e acontece diariamente no PIG brasileiro.
Tenho contado a vocês sobre o escândalo de plágio no trabalho de doutorado e a retirada do título de doutor pela universidade do nobre Guttemberg.
Contei a vocês e dei o linke do show que os parlamentares alemães deram ontem, quando trucidaram o tal ministro da defesa.
Contei da piada que rola sobre o tema Guttemberg.
Aqui eu conto como o Guttembergo foi pego com a mão na butija.
Em textos mais antigos, contei sobre o nojo que tem sido ver a campanha que o Bild-Zeitung tem feito em favor do Guttemberg.
(Me lembra muito a Folha em favor do Serra.)
Preparam-no para se tornar chanceler depois da Merkel.
Pois bem.
No meu outro blog em alemão, coloquei uma pesquisa que o Bild propagou hoje.
87% dos leitores do Bild estão do lado do ministro Googleberg ou Plagiador do Futuro (novos nomes que deram para o xerocador aristocrático)
E eu perguntei: e quem acredita nessa mentira?
Der Spiegel está baixando o pau na pesquisa. E revelou que a pesquisa feita por telefone pelo Bild computou 116 mil votos a favor do Guttemberg.
Porém o Bild "esqueceu" de mostrar aos seus leitores do papel-jornal que a pesquisa Online mostrava mais de 600 mil contra a permanência do ministro no cargo.
O Taz arrasa com o Bild e sua pesquisa. Afirma que o Bild jogou todas as suas cartas no "home". Transformando-o inclusive numa estrela pop.
Vejam a tabela abaixo mostrando o alto índice de rejeição contra o tal do Popstar do Bild.
Votos em porcentagem: Nome do jornal - Guttemberg deve renunciar - G. deve ficar - não sabe, tanto faz.

Notem que até mesmo 55% dos leitores online do Bild querem que o ministro largue o osso.
A mídia alemã realmente está dando um show de competência !
E eu digo a vocês: é muito bom, é uma lavada de alma.
Ainda mais quando comparo o que está ocorrendo aqui com o que aconteceu durante as campanhas para a presidência da república e acontece diariamente no PIG brasileiro.
Tenho contado a vocês sobre o escândalo de plágio no trabalho de doutorado e a retirada do título de doutor pela universidade do nobre Guttemberg.
Contei a vocês e dei o linke do show que os parlamentares alemães deram ontem, quando trucidaram o tal ministro da defesa.
Contei da piada que rola sobre o tema Guttemberg.
Aqui eu conto como o Guttembergo foi pego com a mão na butija.
Em textos mais antigos, contei sobre o nojo que tem sido ver a campanha que o Bild-Zeitung tem feito em favor do Guttemberg.
(Me lembra muito a Folha em favor do Serra.)
Preparam-no para se tornar chanceler depois da Merkel.
Pois bem.
No meu outro blog em alemão, coloquei uma pesquisa que o Bild propagou hoje.
87% dos leitores do Bild estão do lado do ministro Googleberg ou Plagiador do Futuro (novos nomes que deram para o xerocador aristocrático)
E eu perguntei: e quem acredita nessa mentira?
Der Spiegel está baixando o pau na pesquisa. E revelou que a pesquisa feita por telefone pelo Bild computou 116 mil votos a favor do Guttemberg.
Porém o Bild "esqueceu" de mostrar aos seus leitores do papel-jornal que a pesquisa Online mostrava mais de 600 mil contra a permanência do ministro no cargo.
O Taz arrasa com o Bild e sua pesquisa. Afirma que o Bild jogou todas as suas cartas no "home". Transformando-o inclusive numa estrela pop.
Vejam a tabela abaixo mostrando o alto índice de rejeição contra o tal do Popstar do Bild.
Votos em porcentagem: Nome do jornal - Guttemberg deve renunciar - G. deve ficar - não sabe, tanto faz.
Notem que até mesmo 55% dos leitores online do Bild querem que o ministro largue o osso.
A mídia alemã realmente está dando um show de competência !
Meu maior sonho: que o povo pare de comer carne ...
... e que animais não sejam mortos para alimentar as bestas-feras.
Nobel alemão vê relação entre consumo de carne bovina e câncer intestinal
Infectologista alemão Harald zur Hausen está pesquisando se vírus insensível ao calor causa câncer de cólon. Ele adverte que o consumo de carne vermelha é um dos fatores que favorecem o surgimento da doença.
O cientista Harald zur Hausen foi premiado com o Nobel de Medicina em 2008 por sua descoberta de que o vírus do papiloma humano (HPV, do inglês human papilomavirus) causa câncer cervical, a segunda forma mais frequente de câncer em mulheres.
A descoberta possibilitou o desenvolvimento de uma vacina contra o câncer de colo de útero, oferecida gratuitamente na Alemanha para garotas entre 12 e 17 anos de idade. Agora, ele suspeita também que outros tipos de câncer possam ser provocados por vírus.
Em entrevista à Deutsche Welle, Zur Hausen afirma ainda ser improvável que se encontre uma cura para o câncer nos próximos 20 ou 30 anos, porém ele acredita que os pacientes irão viver mais e melhor.
Deutsche Welle: Na sua opinião, que tipos de câncer poderiam ser causados por vírus?
Harald zur Hausen: Suspeito que o câncer intestinal e o câncer nos órgãos responsáveis pela produção do sangue possam ser desencadeados por infecções. Ao comparar dados, descobri que a incidência do câncer de cólon varia muito de país para país.
Por isso, não podem ser responsabilizados apenas – como se acreditava até agora – os agentes carcinógenos originados no processo de cozimento do alimento.
Por que não?
Essas substâncias químicas que podem causar câncer se originam do ato de cozer ou assar. Elas são produzidas independentemente do tipo de carne usada.
Não dispomos de provas da relação entre o consumo a longo prazo de peixe ou aves e o surgimento de câncer. Já para outro tipo de carne, há fortes evidências: está se observando que a propagação do câncer está ligada ao consumo de carne bovina.
Como o senhor chegou a essa conclusão?
Nos países árabes, onde se consome preferencialmente a carne de ovelha e de cabrito, a incidência de câncer de cólon é baixa. Na Índia, onde não se come carne bovina, não há quase nenhum câncer de cólon.
E no Japão e na Coreia, onde a carne se transformou em prato popular apenas no século passado, está havendo um rápido crescimento no percentual de câncer de intestino. Isso não pode ser causado apenas pelas substâncias carcinógenas, já que elas também se originam no preparo de peixe e aves.
Por isso, podemos concluir que na carne bovina haja algum fator específico que ajude a causar câncer.
Leia mais na Deutsche Welle
O cientista Harald zur Hausen foi premiado com o Nobel de Medicina em 2008 por sua descoberta de que o vírus do papiloma humano (HPV, do inglês human papilomavirus) causa câncer cervical, a segunda forma mais frequente de câncer em mulheres.
A descoberta possibilitou o desenvolvimento de uma vacina contra o câncer de colo de útero, oferecida gratuitamente na Alemanha para garotas entre 12 e 17 anos de idade. Agora, ele suspeita também que outros tipos de câncer possam ser provocados por vírus.
Em entrevista à Deutsche Welle, Zur Hausen afirma ainda ser improvável que se encontre uma cura para o câncer nos próximos 20 ou 30 anos, porém ele acredita que os pacientes irão viver mais e melhor.
Deutsche Welle: Na sua opinião, que tipos de câncer poderiam ser causados por vírus?
Harald zur Hausen: Suspeito que o câncer intestinal e o câncer nos órgãos responsáveis pela produção do sangue possam ser desencadeados por infecções. Ao comparar dados, descobri que a incidência do câncer de cólon varia muito de país para país.
Por isso, não podem ser responsabilizados apenas – como se acreditava até agora – os agentes carcinógenos originados no processo de cozimento do alimento.
Por que não?
Essas substâncias químicas que podem causar câncer se originam do ato de cozer ou assar. Elas são produzidas independentemente do tipo de carne usada.
Não dispomos de provas da relação entre o consumo a longo prazo de peixe ou aves e o surgimento de câncer. Já para outro tipo de carne, há fortes evidências: está se observando que a propagação do câncer está ligada ao consumo de carne bovina.
Como o senhor chegou a essa conclusão?
Nos países árabes, onde se consome preferencialmente a carne de ovelha e de cabrito, a incidência de câncer de cólon é baixa. Na Índia, onde não se come carne bovina, não há quase nenhum câncer de cólon.
E no Japão e na Coreia, onde a carne se transformou em prato popular apenas no século passado, está havendo um rápido crescimento no percentual de câncer de intestino. Isso não pode ser causado apenas pelas substâncias carcinógenas, já que elas também se originam no preparo de peixe e aves.
Por isso, podemos concluir que na carne bovina haja algum fator específico que ajude a causar câncer.
Leia mais na Deutsche Welle
23 fevereiro 2011
Universidade Bayreuth retira o título de doutor do ministro da defesa alemão

Spiegel informa. Muitos outros noticiários online informam o mesmo.
Que vergonha para a universidade!
E olha que o tal ministro-nobre foi agraciado com o doutorado "com honra" ou algo parecido.
Que vergonha para a universidade!
E olha que o tal ministro-nobre foi agraciado com o doutorado "com honra" ou algo parecido.
Dá gosto ver a safadeza dos políticos alemães AO VIVO
Angela Merkel disse que escolhera um ministro da defesa e não um doutor que copiou seu trabalho de doutorado.
Assistam aqui o massacre que a oposição está fazendo com o safado do Gutemberg.
Não vai sobrar nada do cara. Espero!
Estão pedindo a cabeça do cara.
Um parlamentar acaba de dizer que os dois - o ladrão de dados e o ministro - são inseparáveis.
Então façamos assim: a Dilma escolhe o Daniel Dantas para ministro da economia.
Se alguém alegar que ele foi condenado a 10 anos de cadeia e está envolvido em toda sorte dce falcatrua, a Dilma deve responder que ela escolhera o ministro da economia e não um ladrão.
Assistam aqui o massacre que a oposição está fazendo com o safado do Gutemberg.
Não vai sobrar nada do cara. Espero!
Estão pedindo a cabeça do cara.
Um parlamentar acaba de dizer que os dois - o ladrão de dados e o ministro - são inseparáveis.
Então façamos assim: a Dilma escolhe o Daniel Dantas para ministro da economia.
Se alguém alegar que ele foi condenado a 10 anos de cadeia e está envolvido em toda sorte dce falcatrua, a Dilma deve responder que ela escolhera o ministro da economia e não um ladrão.
Comentário feito no Blog do grande Hariovaldo
"Por falar em “castelo de Ilusões”, a gentalha votante da búlgara está decepcionada; motivo? A Sra. achou que é de outra casta e foi abençoar a festinha da poderosa Folha de S. Paulo.
Todos nós temos o nosso castelo de ilusões, e o meu era a derrubada desta presidenta , mas ela foi aceite pela nata e agora já é presidente com (e) do Otavinho e não cai mais, temos que esperar até 2014.
O Lula falava com os blogues sujos mas a sucessora prefere os jornais limpos e cheirosinhos, ficar lado a lado com Otavinho, FHC, com Serra e lá vai.
Os comunas PHA, Nassif e Mino estão se mordendo; “ela” não perdeu tempo e mudou de lado. Ainda bem porque nós assinantes da Veja vamos brevemente tê-la como colunista e depois vamos apreciá-la no JN, enfim é um deslumbre, como diria o Reinaldo."
Comentário por José Vicente de Magalhães — 22 fevereiro 2011 @ 22:01
22 fevereiro 2011
Deus queira que estejamos enganados, Leandro
Dilma na cova dos leõesLeandro Fortes
Na íntegra do discurso de Dilma Rousseff proferido na cerimônia de aniversário de 90 anos da Folha de S.Paulo, disponibilizado na internet pela página do Portal UOL, lê-se, não sem certo espanto: “Estou aqui representando a Presidência da República. Estou aqui como presidente da República”. Das duas uma: ou Dilma abriu mão, em um discurso oficial, de sua batalha pessoal para ser chamada de “presidenta”, ou, mais grave, a transcrição de seu discurso foi alterada para se enquadrar aos ditames do anfitrião, que a chama ostensivamente de “presidente”, muito mais por birra do que por purismo gramatical.
Caso tenha, de fato, por conta própria, aberto mão do título de “presidenta” que, até então, lhe parecia tão caro, este terá sido, contudo, o menor dos pecados de Dilma Rousseff no regabofe de 90 anos da Folha.
Explica-se: é a mesma Folha que estampou uma ficha falsa da atual presidenta em sua primeira página, dando início a uma campanha oficial que pretendia estigmatizá-la, às vésperas da campanha eleitoral de 2010, como terrorista, assaltante de banco e assassina. A ela e a seus companheiros de luta, alguns mortos no combate à ditadura. Ditadura, aliás, chamada de “ditabranda”, pela mesma Folha.
Esta mesma Folha que, ainda na campanha de 2010, escalou um colunista para, imbuído de sutileza cavalar, chamá-la, e à atual senadora Marta Suplicy, de vadia e vagabunda.
Essa mesma Folha, ora homenageada com a presença de Dilma Rousseff.
Digo o menor dos pecados porque o maior, o mais grave, o inaceitável, não foi o de submeter a Presidência da República a um duvidoso rito de diplomacia de uma malfadada estratégia de realpolitik. O pecado capital de Dilma foi ter, quase que de maneira singela, corroborado com a falsa retórica da velha mídia sobre liberdade de imprensa e de expressão. Em noite de gala da rua Barão de Limeira, a presidenta usou como seu o discurso distorcido sobre dois temas distintos transformados, deliberadamente, em um só para, justamente, não ser uma coisa nem outra. Uma manipulação conceitual bolada como estratégia de defesa e ataque prévios à possível disposição do governo em rever as leis e normas que transformaram o Brasil num país dominado por barões de mídia dispostos, quando necessário, a apelar para o golpismo editorial puro e simples.
A liberdade de expressão que garantiu o surgimento de uma blogosfera crítica e atuante durante a guerra eleitoral de 2010 nada tem a ver com aquela outra, defendida pela Associação Nacional dos Jornais, comandada por uma executiva da Folha de S.Paulo. São posições, na verdade, antagônicas. A Dilma, é bom lembrar, a Folha jamais pediu desculpas (nem a seus próprios leitores, diga-se de passagem) por ter ostentado uma ficha falsa fabricada por sites de extrema-direita e vendida, nas bancas, como produto oficial do DOPS. Jamais.
Ao comparecer ao aniversário da Folha, a quem, imagina-se, deve ter processado por conta da ficha falsa, Dilma se fez acompanhar de um séquito no qual se incluiu o ministro da Justiça. Fez, assim, uma concessão que está no cerne das muitas desgraças recentes da história política brasileira, baseada na arte de beijar a mão do algoz na esperança, tão vã como previsível, de que esta não irá outra vez se levantar contra ela. Ledo engano. Estão a preparar-lhe uma outra surra, desta feita, e sempre por ironia, com o chicote da liberdade de imprensa, de expressão, cada vez mais a tomar do patriotismo o status de último refúgio dos canalhas.
Dilma foi torturada em um cárcere da ditadura, esta mesma, dita branda, que usufruiu de veículos da Folha para transporte e remoção de prisioneiros políticos – acusação feita pela jornalista Beatriz Kushnir no livro “Cães de guarda” (Editora Boitempo), nunca refutada pelos donos do jornal.
A presidenta conhece a verdadeira natureza dos agressores. Deveria saber, portanto, da proverbial inutilidade de se colocar civilizadamente entre eles.
Comentário meu: me parece que a Dilma foi reverenciar seus algozes. O que ela pensa lucrar com isso? Dá-me asco ler sobre a tal visita. Sinto náusea.
Aventura em Frankfurt
A vida pode ser uma loucura !!!
No último domingo à noite, por volta das 11 da noite, minha filha me telefonou de Frankfurt, onde mora, contando que sentia febre.
Eu disse-lhe para beber muita água e ir dormir.
Se o problema persisistisse, que telefonasse para a Notfall (Urgência médica) que algum médico iria vê-la. (Isso já se passou comigo e uma médica veio me ver)
Por volta das duas da madruga, o mal estar aumentou.
Ela ligou para o Notfall que mandou-a tomar um taxi e ir para o hospital.
O taxi chegou. Ele desceu do sexto andar, onde mora num prédio de uns 20 andares só para estudantes da universidade.
Enquanto esperava o taxi achou que ia desmaiar.
Tornou a ligar para a emergência que disse que enviaria imediatamente uma ambulância.
O táxi chegou. Ele pediu ao motorista que esperava junto dela até a ambulância chegar. O cara se mandou.
Ela sentou na calçada até a ambulãncia chegar.
Levaram-na para o hospital mais próximo. Talvez uns mil metros de distância do local onde mora.
Ontem, por volta das 8 da manhã, ela me telefonou e dizendo: mãe, estão me levando para a sala de operação. Não sei o que eu tenho. Te ligo depois.
Vocês podem imaginar meu desespero?
Liguei para uma central médica de Frankfurt que me deu o telefone de 3 hospitais mais próximos de onde minha filha mora.
O segundo confirmou sua estadia na estação 2.
Às 11 horas estava eu a caminho de Frankfurt.
3 horas depois, durante uma parada num posto de gasolina, esqueci minha bolsa com todos os documentos, dinheiro e até mesmo meu óculos - usava o óculos de sol - numa cadeira.
Saí do posto. Viajei uma hora mais ou menos até perceber o esquecimento. Retornei uns 100 quilômetros. Nada. Tornei a viajar em direção a Frankfurt.
Resultado: depois de visistar minha filha, fui cancelar cartões. Hoje pela manhã passei horas na polícia para comunicar o ocorrido.
E agora, de volta a Hamburg, estou escrevendo - às 22:10 - de óculos escuro.
Não sei quanto tempo terei que usar o bendito.
Uma semana?!!!!
Amanhã terei que ir ao oculista encomendar novos óculos que demorarão uma semana.
Minha esperança é que o ladrão se apiede e envie pelo correio a bolsa - sem o dinheiro, claro - mas com os objetos que lhe serão inúteis.
P.S. Minha filha está bem.
No último domingo à noite, por volta das 11 da noite, minha filha me telefonou de Frankfurt, onde mora, contando que sentia febre.
Eu disse-lhe para beber muita água e ir dormir.
Se o problema persisistisse, que telefonasse para a Notfall (Urgência médica) que algum médico iria vê-la. (Isso já se passou comigo e uma médica veio me ver)
Por volta das duas da madruga, o mal estar aumentou.
Ela ligou para o Notfall que mandou-a tomar um taxi e ir para o hospital.
O taxi chegou. Ele desceu do sexto andar, onde mora num prédio de uns 20 andares só para estudantes da universidade.
Enquanto esperava o taxi achou que ia desmaiar.
Tornou a ligar para a emergência que disse que enviaria imediatamente uma ambulância.
O táxi chegou. Ele pediu ao motorista que esperava junto dela até a ambulância chegar. O cara se mandou.
Ela sentou na calçada até a ambulãncia chegar.
Levaram-na para o hospital mais próximo. Talvez uns mil metros de distância do local onde mora.
Ontem, por volta das 8 da manhã, ela me telefonou e dizendo: mãe, estão me levando para a sala de operação. Não sei o que eu tenho. Te ligo depois.
Vocês podem imaginar meu desespero?
Liguei para uma central médica de Frankfurt que me deu o telefone de 3 hospitais mais próximos de onde minha filha mora.
O segundo confirmou sua estadia na estação 2.
Às 11 horas estava eu a caminho de Frankfurt.
3 horas depois, durante uma parada num posto de gasolina, esqueci minha bolsa com todos os documentos, dinheiro e até mesmo meu óculos - usava o óculos de sol - numa cadeira.
Saí do posto. Viajei uma hora mais ou menos até perceber o esquecimento. Retornei uns 100 quilômetros. Nada. Tornei a viajar em direção a Frankfurt.
Resultado: depois de visistar minha filha, fui cancelar cartões. Hoje pela manhã passei horas na polícia para comunicar o ocorrido.
E agora, de volta a Hamburg, estou escrevendo - às 22:10 - de óculos escuro.
Não sei quanto tempo terei que usar o bendito.
Uma semana?!!!!
Amanhã terei que ir ao oculista encomendar novos óculos que demorarão uma semana.
Minha esperança é que o ladrão se apiede e envie pelo correio a bolsa - sem o dinheiro, claro - mas com os objetos que lhe serão inúteis.
P.S. Minha filha está bem.
20 fevereiro 2011
O que falar de Dilma?
Marcos Coimbra
Pelo que parece, a “grande imprensa” vai passar quatro anos a se remoer. Achava que a presidenta seria cópia piorada de Lula. Dá-se o caso que, neste início de governo, ela surpreendeu a mídia. Exatamente no que menos se esperava: está fazendo, desde o primeiro momento, o governo dela.
É engraçado ler nossa “grande imprensa” nos dias que passam. Seus colunistas e comentaristas vivem momentos difíceis, dos quais tentam escapar com saídas cômicas.
A raiz de seus problemas é que não sabem como lidar com Dilma Rousseff. Talvez achassem que seu governo seria óbvio. Que ela seria uma personagem que conseguiriam explicar com meia dúzia de ideias prontas.
Imaginavam, talvez, que o compromisso que ela assumiu com a continuidade do trabalho de Lula faria com que ficasse de mãos atadas. E, quando ela confirmou vários ministros e auxiliares do ex-presidente na sua equipe, devem ter tido certeza de que suas expectativas se confirmariam.
Achavam que Dilma seria uma cópia carbono de Lula. Piorada, naturalmente, pois sem sua facilidade de comunicação e carisma. Estava pronta a interpretação do novo governo: na melhor das hipóteses, uma repetição sem brilho das coisas que conhecíamos. Para quem, como nossos bravos homens e mulheres da “grande imprensa”, achou que o governo Lula havia sido uma tragédia, o de Dilma seria uma farsa. Como dizia o velho Karl Marx, quando a história se repete, é isso que acontece.
Dá-se o caso que, neste início de governo, Dilma os surpreendeu. Exatamente naquilo que menos esperavam: está fazendo, desde o primeiro momento, o governo dela.
Não há sinal mais evidente que a mudança que experimentou a parcela do ministério que manteve. Ficaram parecidos com os novos. São ministros dela e não ex-ministros de Lula.
Na verdade, esse é apenas um sintoma de que, em pouco mais de um mês, o governo Lula virou passado. Algo que era difícil antever aí está. Em grande parte, porque Dilma ocupou seu lugar, deixando claro que não é igual ao antecessor.
A “grande imprensa” brasileira estava preparada para essa hipótese, mesmo que a achasse improvável. Era o cenário da crise entre criador e criatura, tão frequente na política, que vem na hora em que o “poste” se rebela contra quem lhe deu vida. Não era pequena a torcida em favor desse desfecho: Dilma desentendendo-se com Lula, este aborrecido, ela enciumada, ele se sentindo traído, ela sozinha no Planalto.
Não é isso o que está ocorrendo. Lula não parece achar errado que Dilma tenha se sentado na cadeira que ele ocupou por oito anos e começado a governar desde o primeiro dia.
A frustração de perceber que quase nada do que imaginava está se verificando tem levado a “grande imprensa” a atitudes patéticas. Não há maior que a recusa em aceitar a decisão de Dilma de ser tratada como presidenta.
A insistência dos “grandes veículos” em só designá-la como presidente é pueril. Na língua portuguesa, as duas palavras existem, o que faz com que qualquer uma possa ser empregada. Se Dilma escolheu uma, que argumento justificaria negar-lhe o direito de usá-la?
É provável que os historiadores do futuro achem graça da implicância de nossos “grandes jornais”. Seu consolo acabou sendo pequeno: o que lhes resta é pirraçar, bater pé e chamá-la “presidente”. Um dia, quem sabe, farão como os jornalões argentinos, que acabaram respeitando a mesma opção de Cristina Kirchner (os jornais chilenos, mais educados, nunca recusaram a prerrogativa a Michelle Bachelet).
Nesta semana, nossos vibrantes “grandes jornais” passaram a achar ruim que Dilma houvesse feito uma foto colorida para acrescentar à galeria dos presidentes da República. Queriam que fosse em branco e preto, talvez por picuinha. Sugeriram que ela quer “aparecer demais”.
E assim vamos. Pelo que parece, a “grande imprensa” vai passar quatro anos se remoendo.
Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense
Pelo que parece, a “grande imprensa” vai passar quatro anos a se remoer. Achava que a presidenta seria cópia piorada de Lula. Dá-se o caso que, neste início de governo, ela surpreendeu a mídia. Exatamente no que menos se esperava: está fazendo, desde o primeiro momento, o governo dela.
É engraçado ler nossa “grande imprensa” nos dias que passam. Seus colunistas e comentaristas vivem momentos difíceis, dos quais tentam escapar com saídas cômicas.
A raiz de seus problemas é que não sabem como lidar com Dilma Rousseff. Talvez achassem que seu governo seria óbvio. Que ela seria uma personagem que conseguiriam explicar com meia dúzia de ideias prontas.
Imaginavam, talvez, que o compromisso que ela assumiu com a continuidade do trabalho de Lula faria com que ficasse de mãos atadas. E, quando ela confirmou vários ministros e auxiliares do ex-presidente na sua equipe, devem ter tido certeza de que suas expectativas se confirmariam.
Achavam que Dilma seria uma cópia carbono de Lula. Piorada, naturalmente, pois sem sua facilidade de comunicação e carisma. Estava pronta a interpretação do novo governo: na melhor das hipóteses, uma repetição sem brilho das coisas que conhecíamos. Para quem, como nossos bravos homens e mulheres da “grande imprensa”, achou que o governo Lula havia sido uma tragédia, o de Dilma seria uma farsa. Como dizia o velho Karl Marx, quando a história se repete, é isso que acontece.
Dá-se o caso que, neste início de governo, Dilma os surpreendeu. Exatamente naquilo que menos esperavam: está fazendo, desde o primeiro momento, o governo dela.
Não há sinal mais evidente que a mudança que experimentou a parcela do ministério que manteve. Ficaram parecidos com os novos. São ministros dela e não ex-ministros de Lula.
Na verdade, esse é apenas um sintoma de que, em pouco mais de um mês, o governo Lula virou passado. Algo que era difícil antever aí está. Em grande parte, porque Dilma ocupou seu lugar, deixando claro que não é igual ao antecessor.
A “grande imprensa” brasileira estava preparada para essa hipótese, mesmo que a achasse improvável. Era o cenário da crise entre criador e criatura, tão frequente na política, que vem na hora em que o “poste” se rebela contra quem lhe deu vida. Não era pequena a torcida em favor desse desfecho: Dilma desentendendo-se com Lula, este aborrecido, ela enciumada, ele se sentindo traído, ela sozinha no Planalto.
Não é isso o que está ocorrendo. Lula não parece achar errado que Dilma tenha se sentado na cadeira que ele ocupou por oito anos e começado a governar desde o primeiro dia.
A frustração de perceber que quase nada do que imaginava está se verificando tem levado a “grande imprensa” a atitudes patéticas. Não há maior que a recusa em aceitar a decisão de Dilma de ser tratada como presidenta.
A insistência dos “grandes veículos” em só designá-la como presidente é pueril. Na língua portuguesa, as duas palavras existem, o que faz com que qualquer uma possa ser empregada. Se Dilma escolheu uma, que argumento justificaria negar-lhe o direito de usá-la?
É provável que os historiadores do futuro achem graça da implicância de nossos “grandes jornais”. Seu consolo acabou sendo pequeno: o que lhes resta é pirraçar, bater pé e chamá-la “presidente”. Um dia, quem sabe, farão como os jornalões argentinos, que acabaram respeitando a mesma opção de Cristina Kirchner (os jornais chilenos, mais educados, nunca recusaram a prerrogativa a Michelle Bachelet).
Nesta semana, nossos vibrantes “grandes jornais” passaram a achar ruim que Dilma houvesse feito uma foto colorida para acrescentar à galeria dos presidentes da República. Queriam que fosse em branco e preto, talvez por picuinha. Sugeriram que ela quer “aparecer demais”.
E assim vamos. Pelo que parece, a “grande imprensa” vai passar quatro anos se remoendo.
Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense
19 fevereiro 2011
Exemplo da manipulação do PIG alemão
O PIG alemão aqui também faz seus estragos.
Amanhã temos eleição para o parlamento de Hamburg, cidade-estado.
O sujeito à esquerda da foto é o atual prefeito e candidato pelo CDU, o cara é conhecido por suas posições de extrema-direita e se chama Christoph Ahlhaus.
E é o cara que o PIG alemão apoia.
O cara do lado direito da foto é o Olaf Scholz (SPD).
São os dois principais candidatos.
Amanhã temos eleição para o parlamento de Hamburg, cidade-estado.
O sujeito à esquerda da foto é o atual prefeito e candidato pelo CDU, o cara é conhecido por suas posições de extrema-direita e se chama Christoph Ahlhaus.
E é o cara que o PIG alemão apoia.
O cara do lado direito da foto é o Olaf Scholz (SPD).
São os dois principais candidatos.
Tanto o PIG daí como o de cá fedem.
Digo isso mesmo sem votar em nemhum dos dois.
O PIG escreveu essa semana sobre o meu partido, o die Linke, que todos nós somos comunistas radicais. E nos pergunta: vocês não aprenderam com o exemplo da antiga União Soviética?
Digo isso mesmo sem votar em nemhum dos dois.
O PIG escreveu essa semana sobre o meu partido, o die Linke, que todos nós somos comunistas radicais. E nos pergunta: vocês não aprenderam com o exemplo da antiga União Soviética?
18 fevereiro 2011
Brasil quer levar à ONU sua experiência no combate à fome
José Graziano da Silva pode ser o próximo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Na bagagem, experiência como ex-ministro de Segurança Alimentar e o combate à fome no Brasil.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, lidera as ações internacionais voltadas à erradicação da fome. José Graziano pode ser o primeiro brasileiro a assumir a direção da entidade. Indicado ao posto pelo ex-presidente Lula, Graziano ajudou a implementar o programa Fome Zero, que levou ao Bolsa Família.
Desde 2006, o brasileiro ocupa o cargo de subdiretor-geral da FAO e representante regional para a América Latina e Caribe. Antes da escolha oficial, que acontecerá em junho, José Graziano conversou com a Deutsche Welle sobre suas propostas e vivências na missão de acabar com a fome.
Leia mais na Deutsche Welle
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, lidera as ações internacionais voltadas à erradicação da fome. José Graziano pode ser o primeiro brasileiro a assumir a direção da entidade. Indicado ao posto pelo ex-presidente Lula, Graziano ajudou a implementar o programa Fome Zero, que levou ao Bolsa Família.
Desde 2006, o brasileiro ocupa o cargo de subdiretor-geral da FAO e representante regional para a América Latina e Caribe. Antes da escolha oficial, que acontecerá em junho, José Graziano conversou com a Deutsche Welle sobre suas propostas e vivências na missão de acabar com a fome.
Leia mais na Deutsche Welle
Piada que me contaram ontem no Die Linke
Professora pergunta na classe:
- O que acontece com alguém que copia o trabalho dos coleguinhas?
O pequeno Peter levanta o braço.
- Sim Peter!
- Quem copia o trabalho dos colegasd se tornará o futuro ministro da defesa da Alemanha.
- O que acontece com alguém que copia o trabalho dos coleguinhas?
O pequeno Peter levanta o braço.
- Sim Peter!
- Quem copia o trabalho dos colegasd se tornará o futuro ministro da defesa da Alemanha.
Escândalo na Alemanha me lembra o Cerra
Ministro da Defesa alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, endeusado pelo PIG, foi descoberto com a mão na butija.
Alguém da universidade onde ele fez o doutorado o acusou de plágio.
Em boa parte de sua tese consta partes de outros trabalhos acadêmicos sem as devidas aspas e origem dos textos.
O escândalo estourou antes de ontem.
Hoje ele renunciou ao título de doutor.
Ah bom ¹
Vocês podem imaginar o Cerra fazendo algo assim?
Quando pergunto não retiro o indecoroso ato do nobre ministro da defesa alemão.
Ele foi safadinho, safado e safadão. LADRÃO!
Acho que o desejo do PIG alemão de fazê-lo chanceler acaba de descer pelo ralo.
Ai! ai!
Alguém da universidade onde ele fez o doutorado o acusou de plágio.
Em boa parte de sua tese consta partes de outros trabalhos acadêmicos sem as devidas aspas e origem dos textos.
O escândalo estourou antes de ontem.
Hoje ele renunciou ao título de doutor.
Ah bom ¹
Vocês podem imaginar o Cerra fazendo algo assim?
Quando pergunto não retiro o indecoroso ato do nobre ministro da defesa alemão.
Ele foi safadinho, safado e safadão. LADRÃO!
Acho que o desejo do PIG alemão de fazê-lo chanceler acaba de descer pelo ralo.
Ai! ai!
17 fevereiro 2011
PMDB é 100% Dilma, PT não
No primeiro grande teste do governo Dilma o PMDB foi aprovado com louvor e o PT, ah o PT, reprovado como sempre. Os 77 deputados do PMDB votaram a favor da proposta do governo e dois imbecis do PT votaram contra. Zés Ruelas que encheram sua publicidade de fotos com o presidente Lula chegaram ao congresso e votaram logo na primeira chance contra o governo. Eudes Xavier (CE) e Francisco Praciano (AM) são os futuros vereadores do PSOL (ou do PPS) eleitos deputados federais pelo PT.
Leia mais em: O Esquerdopata
Estive fora do ar
Gente, desculpe pela liberação dos comentários.
É que fiquei dois dias fora do ar.
Mudei o provedor de telefone e internet.
Agora pago 29,90 Euro por internet 24 horas com alta velocidade.
E telefone para toda a Alemanha sem limite.
Quer melhor?
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14 fevereiro 2011
Embaixador do Brasil no Egito apoia dissolução do Parlamento e suspensão da Constituição
Luciana Lima - Repórter da Agência Brasil
Brasília - O embaixador do Brasil no Egito, Cesário Melantonio Neto, considerou a decisão de dissolver o Parlamento egípcio e de suspender a Constituição do país como o “caminho mais natural” para se estabelecer a democracia no país. De acordo com o embaixador, não há como construir um governo democrático com um Parlamento eleito sob suspeita de fraude e com uma Constituição redigida sob um regime ditatorial.
“Esse é o caminho mais natural para a democracia no Egito. Podemos até comparar com a história do Brasil. Em nossa transição para a democracia, após o regime militar, precisamos de um novo Parlamento e formamos a Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou uma nova Constituição para o país, regida por valores democráticos”, explicou o embaixador em entrevista à Agência Brasil.
Brasília - O embaixador do Brasil no Egito, Cesário Melantonio Neto, considerou a decisão de dissolver o Parlamento egípcio e de suspender a Constituição do país como o “caminho mais natural” para se estabelecer a democracia no país. De acordo com o embaixador, não há como construir um governo democrático com um Parlamento eleito sob suspeita de fraude e com uma Constituição redigida sob um regime ditatorial.
“Esse é o caminho mais natural para a democracia no Egito. Podemos até comparar com a história do Brasil. Em nossa transição para a democracia, após o regime militar, precisamos de um novo Parlamento e formamos a Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou uma nova Constituição para o país, regida por valores democráticos”, explicou o embaixador em entrevista à Agência Brasil.
Acabar com sistema de "4 instâncias" é proposta "ousada e instigante", diz Ministro da Justiça
por Daniella Dolme
Recém empossado no cargo de ministro da Justiça do governo de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, está disposto a continuar o processo de reformas no Poder Judiciário que tem ocorrido nos últimos anos– e sem demora. Dentre essas mudanças, Cardozo declarou apoio ao debate proposto pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Cezar Peluso, para que uma mudança constitucional estabeleça o cumprimento das decisões judiciais já a partir do segundo grau, eliminando o caráter de “4ª instância” da Suprema Corte.
“É uma proposta ousada do ministro Peluso. Polêmica, bastante instigante. Mas, muitas vezes eu acho que as coisas se modificam com ousadia”, observou Cardozo. “Eu aplaudi o ministro por ter lançado a ideia. Agora nós vamos debatê-la”.
Recém empossado no cargo de ministro da Justiça do governo de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, está disposto a continuar o processo de reformas no Poder Judiciário que tem ocorrido nos últimos anos– e sem demora. Dentre essas mudanças, Cardozo declarou apoio ao debate proposto pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Cezar Peluso, para que uma mudança constitucional estabeleça o cumprimento das decisões judiciais já a partir do segundo grau, eliminando o caráter de “4ª instância” da Suprema Corte.
“É uma proposta ousada do ministro Peluso. Polêmica, bastante instigante. Mas, muitas vezes eu acho que as coisas se modificam com ousadia”, observou Cardozo. “Eu aplaudi o ministro por ter lançado a ideia. Agora nós vamos debatê-la”.
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12 fevereiro 2011
“É preciso respeitar a decisão do povo de cada país”

por Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior
Em entrevista exclusiva à Carta Maior, o embaixador Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, analisa os recentes acontecimentos no Oriente Médio e norte da África e suas possíveis repercussões. O ex-chanceler chama a atenção para o fato de que as revoltas populares ocorrem em países considerados “amigos do Ocidente” que não eram alvo de nenhum tipo de crítica ou sanção. “Há algumas lições a serem tiradas destes episódios. A primeira delas é que é preciso respeitar os movimentos internos e não querer impor mudanças a partir de fora”, diz Amorim, defendendo a postura adotada pela diplomacia brasileira nos últimos anos.
CARTA MAIOR: Qual sua avaliação sobre a rebelião popular no Egito e seus possíveis desdobramentos políticos e geopolíticos na região?
Celso Amorim: Uma primeira característica que considero importante destacar é que os protestos que estamos vendo agora são movimentos endógenos. É claro que eles se valem de novas tecnologias e de alguns valores modernos, mas são motivados pela situação interna destes países. O Egito e a Tunísia, cabe assinalar também, não estavam sob sanções por parte do Ocidente. Isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada. Sanções só reforçam internamente um regime. Uma das expectativas das sanções contra o Irã era atingir a Guarda Revolucionária. Na verdade, só atingem o povo. O Iraque foi submetido a sanções durante anos e Saddam só ficava mais forte. Não havia, repito, sanções contra a Tunísia e o Egito, países considerados amigos do Ocidente e aliados inclusive na guerra contra o terrorismo, implementada pelos Estados Unidos.
Acredito que uma mudança política no Egito terá certamente um impacto em toda região, podendo inclusive provocar uma mudança de relacionamento com países como Israel e Síria. Mas isso dependerá da evolução dos acontecimentos.
CARTA MAIOR: A sucessão de acontecimentos semelhantes em países do Oriente Médio e do Norte da África já pode ser considerada como uma onda capaz de expandir para outros países também?
Celso Amorim: Potencialmente, sim. Mas é difícil prever. Depende dos desdobramentos do Egito. Não há dúvida que Mubarak sairá [enquanto concedia a entrevista, a renúncia do ditador egípcio foi confirmada]. A questão é saber como ele sairá. Certamente haverá uma mudança no regime político do Egito. Não sabemos ainda em que intensidade. Mas é importante ter em mente que as duas forças organizadas no país são as forças armadas e a Irmandade Islâmica. A Irmandade Islâmica não é nenhum bicho papão. Cabe lembrar que muita gente tem citado a Turquia (que tem um partido islâmico no poder) como um modelo de caminho possível para o Egito.
A influência dos acontecimentos no Egito deve se manifestar em ritmos e intensidades diferentes, dependendo da realidade de cada país. Como a Tunísia nos mostrou, é preciso esperar o inesperado.
CARTA MAIOR: A diplomacia ocidental foi pega de surpresa por esses episódios?
Celso Amorim: Certamente que sim. O próprio presidente Obama admitiu isso ao falar dos relatórios dos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Ninguém estava esperando o que aconteceu na Tunísia que acabou servindo de estopim para outros países como Yemen e Egito. Nos mais de oito anos que trabalhei como chanceler nunca ouvi uma palavra de crítica sobre a Tunísia. E alguns conceitos fracassaram. Entre eles o de que se o país é pró-ocidental é necessariamente bom. Os Estados Unidos seguem poderosos no cenário internacional, mas frequentemente superestimam essa influência.
Há algumas lições a serem tiradas destes episódios. A primeira delas é que é preciso respeitar os movimentos internos e não querer impor mudanças a partir de fora. As revoltas que vemos agora (na Tunísia e no Egito) iniciaram dentro destes países contra governos pró-ocidentais e não nasceram com características antiocidentais ou anti-imperialistas.
CARTA MAIOR: O Oriente Médio é hoje uma das regiões mais conflituosas do planeta. Os levantes populares que estamos vendo podem ajudar a melhorar esse quadro?
Celso Amorim: Creio que teremos agora um quadro mais próximo da realidade. Há uma certa leitura simplificada do Oriente Médio que não leva em conta o que o povo desta região pensa. Não é possível ignorar a existência de organizações como a Irmandade Islâmica ou o Hamas. Se ignoramos fica muito difícil traçar uma estratégia que leve a uma paz estável.
CARTA MAIOR: O jornalista israelense Gideon Levy escreveu ontem no Haaretz dizendo que o Oriente Médio não precisa de estabilidade, referindo-se de modo à crítica à suposta estabilidade atual, que seria, na verdade, sinônimo de pobreza, desigualdade e injustiça. Qual sua opinião sobre essa avaliação?
Celso Amorim: De fato, a desigualdade social é uma das causas muito fortes dos problemas que temos nesta região. É um fermento muito grande para revoltas. A verdadeira estabilidade não se resume a ter um determinado governante no poder. Não basta ter eleição. É preciso aceitar o resultado da eleição. Estamos falando de uma região muito complexa, com sentimentos anticoloniais muito fortes. Esse quadro exige uma flexibilidade muito grande e capacidade de diálogo com diferentes interlocutores.
CARTA MAIOR: Qual sua análise sobre a evolução dos acontecimentos no Oriente Médio à luz da política externa praticada durante sua gestão no Itamaraty?
Celso Amorim: Como referi antes, nós procuramos manter uma relação ampla com diferentes interlocutores. As críticas que sofremos vieram mais da mídia brasileira do que de outros países. Nossa política em relação ao Irã, por exemplo, não foi para mudar esse país. O objetivo era contribuir para a paz, tentando encontrar uma solução para a questão nuclear. Quem mudou de ideia no meio do caminho foram os Estados Unidos. O próprio El Baradei (ex-diretor geral da Agência de Energia Atômica), que agora voltou a cena no Egito, chegou a dizer, comentando a Declaração de Teerã, que quem estava contra ela é porque, no fundo, não aceitava o sim como resposta.
Acredito que nós precisamos de países com capacidade de ver o mundo com uma visão menos maniqueísta. Agora, todo mundo está chamando Mubarak e Ben Ali de ditadores. Até bem pouco tempo não era assim. A maioria da imprensa internacional não os chamava de ditadores. O importante é saber respeitar a vontade e a decisão do povo de cada país. O Brasil tem essa capacidade reconhecida mundialmente. Várias vezes fomos requisitados para ajudar na interlocução entre países. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por exemplo, nos pediu para ajudar a retomar o diálogo com a Síria. O Brasil tem essa capacidade de diálogo que não demoniza o outro. Essa é a pior coisa que pode acontecer na relação entre os países: demonizar o outro. Não se pode, repito, ignorar a presença da Irmandade Islâmica ou do Hamas. Podemos não gostar destas organizações. Isso é outra coisa. Mas estamos que estar prontos para conversar.
Espero que o Brasil faça jus às expectativas que existem sobre ele, sobre sua capacidade de diálogo e interlocução. Não se trata de mania de grandeza. Nós temos essa capacidade de diálogo e ela é requisitada. Seguramente o Brasil tem a possibilidade, e eu diria mesmo a necessidade, de ter essa participação e ajudar a construir a paz. Até porque esses fatos nos afetam diretamente. Basta ver o preço do petróleo que está aí aumentando em função dos conflitos.
CARTA MAIOR: Qual sua avaliação sobre a rebelião popular no Egito e seus possíveis desdobramentos políticos e geopolíticos na região?
Celso Amorim: Uma primeira característica que considero importante destacar é que os protestos que estamos vendo agora são movimentos endógenos. É claro que eles se valem de novas tecnologias e de alguns valores modernos, mas são motivados pela situação interna destes países. O Egito e a Tunísia, cabe assinalar também, não estavam sob sanções por parte do Ocidente. Isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada. Sanções só reforçam internamente um regime. Uma das expectativas das sanções contra o Irã era atingir a Guarda Revolucionária. Na verdade, só atingem o povo. O Iraque foi submetido a sanções durante anos e Saddam só ficava mais forte. Não havia, repito, sanções contra a Tunísia e o Egito, países considerados amigos do Ocidente e aliados inclusive na guerra contra o terrorismo, implementada pelos Estados Unidos.
Acredito que uma mudança política no Egito terá certamente um impacto em toda região, podendo inclusive provocar uma mudança de relacionamento com países como Israel e Síria. Mas isso dependerá da evolução dos acontecimentos.
CARTA MAIOR: A sucessão de acontecimentos semelhantes em países do Oriente Médio e do Norte da África já pode ser considerada como uma onda capaz de expandir para outros países também?
Celso Amorim: Potencialmente, sim. Mas é difícil prever. Depende dos desdobramentos do Egito. Não há dúvida que Mubarak sairá [enquanto concedia a entrevista, a renúncia do ditador egípcio foi confirmada]. A questão é saber como ele sairá. Certamente haverá uma mudança no regime político do Egito. Não sabemos ainda em que intensidade. Mas é importante ter em mente que as duas forças organizadas no país são as forças armadas e a Irmandade Islâmica. A Irmandade Islâmica não é nenhum bicho papão. Cabe lembrar que muita gente tem citado a Turquia (que tem um partido islâmico no poder) como um modelo de caminho possível para o Egito.
A influência dos acontecimentos no Egito deve se manifestar em ritmos e intensidades diferentes, dependendo da realidade de cada país. Como a Tunísia nos mostrou, é preciso esperar o inesperado.
CARTA MAIOR: A diplomacia ocidental foi pega de surpresa por esses episódios?
Celso Amorim: Certamente que sim. O próprio presidente Obama admitiu isso ao falar dos relatórios dos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Ninguém estava esperando o que aconteceu na Tunísia que acabou servindo de estopim para outros países como Yemen e Egito. Nos mais de oito anos que trabalhei como chanceler nunca ouvi uma palavra de crítica sobre a Tunísia. E alguns conceitos fracassaram. Entre eles o de que se o país é pró-ocidental é necessariamente bom. Os Estados Unidos seguem poderosos no cenário internacional, mas frequentemente superestimam essa influência.
Há algumas lições a serem tiradas destes episódios. A primeira delas é que é preciso respeitar os movimentos internos e não querer impor mudanças a partir de fora. As revoltas que vemos agora (na Tunísia e no Egito) iniciaram dentro destes países contra governos pró-ocidentais e não nasceram com características antiocidentais ou anti-imperialistas.
CARTA MAIOR: O Oriente Médio é hoje uma das regiões mais conflituosas do planeta. Os levantes populares que estamos vendo podem ajudar a melhorar esse quadro?
Celso Amorim: Creio que teremos agora um quadro mais próximo da realidade. Há uma certa leitura simplificada do Oriente Médio que não leva em conta o que o povo desta região pensa. Não é possível ignorar a existência de organizações como a Irmandade Islâmica ou o Hamas. Se ignoramos fica muito difícil traçar uma estratégia que leve a uma paz estável.
CARTA MAIOR: O jornalista israelense Gideon Levy escreveu ontem no Haaretz dizendo que o Oriente Médio não precisa de estabilidade, referindo-se de modo à crítica à suposta estabilidade atual, que seria, na verdade, sinônimo de pobreza, desigualdade e injustiça. Qual sua opinião sobre essa avaliação?
Celso Amorim: De fato, a desigualdade social é uma das causas muito fortes dos problemas que temos nesta região. É um fermento muito grande para revoltas. A verdadeira estabilidade não se resume a ter um determinado governante no poder. Não basta ter eleição. É preciso aceitar o resultado da eleição. Estamos falando de uma região muito complexa, com sentimentos anticoloniais muito fortes. Esse quadro exige uma flexibilidade muito grande e capacidade de diálogo com diferentes interlocutores.
CARTA MAIOR: Qual sua análise sobre a evolução dos acontecimentos no Oriente Médio à luz da política externa praticada durante sua gestão no Itamaraty?
Celso Amorim: Como referi antes, nós procuramos manter uma relação ampla com diferentes interlocutores. As críticas que sofremos vieram mais da mídia brasileira do que de outros países. Nossa política em relação ao Irã, por exemplo, não foi para mudar esse país. O objetivo era contribuir para a paz, tentando encontrar uma solução para a questão nuclear. Quem mudou de ideia no meio do caminho foram os Estados Unidos. O próprio El Baradei (ex-diretor geral da Agência de Energia Atômica), que agora voltou a cena no Egito, chegou a dizer, comentando a Declaração de Teerã, que quem estava contra ela é porque, no fundo, não aceitava o sim como resposta.
Acredito que nós precisamos de países com capacidade de ver o mundo com uma visão menos maniqueísta. Agora, todo mundo está chamando Mubarak e Ben Ali de ditadores. Até bem pouco tempo não era assim. A maioria da imprensa internacional não os chamava de ditadores. O importante é saber respeitar a vontade e a decisão do povo de cada país. O Brasil tem essa capacidade reconhecida mundialmente. Várias vezes fomos requisitados para ajudar na interlocução entre países. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por exemplo, nos pediu para ajudar a retomar o diálogo com a Síria. O Brasil tem essa capacidade de diálogo que não demoniza o outro. Essa é a pior coisa que pode acontecer na relação entre os países: demonizar o outro. Não se pode, repito, ignorar a presença da Irmandade Islâmica ou do Hamas. Podemos não gostar destas organizações. Isso é outra coisa. Mas estamos que estar prontos para conversar.
Espero que o Brasil faça jus às expectativas que existem sobre ele, sobre sua capacidade de diálogo e interlocução. Não se trata de mania de grandeza. Nós temos essa capacidade de diálogo e ela é requisitada. Seguramente o Brasil tem a possibilidade, e eu diria mesmo a necessidade, de ter essa participação e ajudar a construir a paz. Até porque esses fatos nos afetam diretamente. Basta ver o preço do petróleo que está aí aumentando em função dos conflitos.
11 fevereiro 2011
Agora é de verdade
O povo grita nas ruas.
Mubarak renunciou.
Por Alá !
Agora começa a cruzada do ditador por um asilo.
Que certamente nehhum país "amigo" (Alemanha, USA, etc) oferecerá.
Mubarak renunciou.
Por Alá !
Agora começa a cruzada do ditador por um asilo.
Que certamente nehhum país "amigo" (Alemanha, USA, etc) oferecerá.
E a cambada de marginais do STF são os gardiãos da Constituição. Valei-me São Serapião!
Tarso Genro: "STF violou lei várias vezes no caso Battisti"
Entrevista à Terra Magazine
Terra Magazine -O STF decide esse mês sobre a extradição de Cesare Battisti. O que o senhor espera dessa decisão?
Eu não sei o que esperar porque o STF já violou a lei em diversas oportunidades. Violou a lei quando não interrompeu o processo de extradição mesmo que a legislação - claríssima - diga que quando é concedido refúgio, a extradição deve ser interrompida. Violou a lei quando não respeitou a decisão do presidente da República - soberana e deferida pela Constituição - de que a palavra final sobre o assunto é do próprio Supremo. Violou a lei alterando sua tradição de interpretação da lei, porque o Supremo já havia decidido no sentido contrário em outros casos, inclusive de pessoas integrantes da Brigada Vermelha. Como o Supremo decide a interpretação da lei em última instância, nós, dentro da democracia, temos que acatar. Não podemos, evidentemente, considerar que estas decisões são constitucionais. O Supremo está errado, está violando a Constituição e já deveria ter mandado soltar o Battisti, que está ilegalmente preso no País há muito tempo.
Leia mais
Terra Magazine -O STF decide esse mês sobre a extradição de Cesare Battisti. O que o senhor espera dessa decisão?
Eu não sei o que esperar porque o STF já violou a lei em diversas oportunidades. Violou a lei quando não interrompeu o processo de extradição mesmo que a legislação - claríssima - diga que quando é concedido refúgio, a extradição deve ser interrompida. Violou a lei quando não respeitou a decisão do presidente da República - soberana e deferida pela Constituição - de que a palavra final sobre o assunto é do próprio Supremo. Violou a lei alterando sua tradição de interpretação da lei, porque o Supremo já havia decidido no sentido contrário em outros casos, inclusive de pessoas integrantes da Brigada Vermelha. Como o Supremo decide a interpretação da lei em última instância, nós, dentro da democracia, temos que acatar. Não podemos, evidentemente, considerar que estas decisões são constitucionais. O Supremo está errado, está violando a Constituição e já deveria ter mandado soltar o Battisti, que está ilegalmente preso no País há muito tempo.
Leia mais
Industria de porcaria (alimento) para pets é perversa
Nem perderei tempo lendo a reportagem.
Mas pelo título de chamada já se vê o quanto a industria da porcaria para pets joga pesado.
Fazer comida em casa para os pets pode ser perigoso.
Há muito parei de dar porcaria para minha cachorra.
Além de economizar sei o que ela come.
Cozinho frango a cada 5-6 dias (ela só come frango), adiciono arroz fresco, às vezes legumes, tofu.
E minha princeza tem um lindo pelo e é saudável.
Não alimento a industria criminosa de alimentos secos.
Mesmo quando viajo 2-3 dias levo comigo sua comida.
Só em caso de emergência compro alguma porcaria pronta.
Da mesma maneira que tem gente que come MacDonald (eu não como - sou vegetariana radical)
Mas pelo título de chamada já se vê o quanto a industria da porcaria para pets joga pesado.
Fazer comida em casa para os pets pode ser perigoso.
Há muito parei de dar porcaria para minha cachorra.
Além de economizar sei o que ela come.
Cozinho frango a cada 5-6 dias (ela só come frango), adiciono arroz fresco, às vezes legumes, tofu.
E minha princeza tem um lindo pelo e é saudável.
Não alimento a industria criminosa de alimentos secos.
Mesmo quando viajo 2-3 dias levo comigo sua comida.
Só em caso de emergência compro alguma porcaria pronta.
Da mesma maneira que tem gente que come MacDonald (eu não como - sou vegetariana radical)
Operação Guilhotina cumpre mandados contra policiais envolvidos com o tráfico no Rio
Thais Leitão - Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A Polícia Federal faz na manhã de hoje (11), no Rio de Janeiro, a Operação Guilhotina para prender policiais civis e militares acusados de corrupção e de manter ligação com traficantes de droga. Ao todo, cerca de 600 agentes, entre policiais federais e das forças estaduais, cumprem 45 mandados de prisão preventiva, sendo 11 contra policiais civis e 21 contra policiais militares, e 48 mandados de busca e apreensão. As ações são da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público Estadual.
Leia mais na Agência Brasil
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Interessante texto do Tuttz Vasques
Boa noite, Dilma!
Sabe Deus que diabos Dilma Rousseff botou na bebida do Arnaldo Jabor, mas não foi só na dele não! Um a um, os chamados formadores de opinião – ô, raça! – estão todos se rendendo aos encantos da presidente. A mulher-poste que o Lula elegeu não existe mais. Quarenta dias depois da posse, transformou-se em gestora séria e competente, discreta e combativa, hábil e incorruptível, surpreendente. Ninguém ainda salientou no jornal a doçura de seu sorriso, mas, a julgar pelo que o Nelsinho Motta andou escrevendo dia desses, é questão de tempo.
Já era outra Dilma quando voltei de férias, ou seja, perdi o momento da virada no noticiário. Há uma semana não faço outra coisa senão tentar entender o que ela fez para mudar sua imagem tão radicalmente sem precisar ir ao Kamura. Cá pra nós, somando o nó tático no PMDB ao corte no Orçamento, mais a peitada nos sindicalistas e a bronca pelo apagão, noves fora não justifica a gratíssima surpresa que vem despertando até em quem não dava nada por ela.
O que talvez a tenha tornado irresistível é a ausência do Lula que sua presença na Presidência proporciona. Não é nada, não é nada…
Tutty
Já era outra Dilma quando voltei de férias, ou seja, perdi o momento da virada no noticiário. Há uma semana não faço outra coisa senão tentar entender o que ela fez para mudar sua imagem tão radicalmente sem precisar ir ao Kamura. Cá pra nós, somando o nó tático no PMDB ao corte no Orçamento, mais a peitada nos sindicalistas e a bronca pelo apagão, noves fora não justifica a gratíssima surpresa que vem despertando até em quem não dava nada por ela.
O que talvez a tenha tornado irresistível é a ausência do Lula que sua presença na Presidência proporciona. Não é nada, não é nada…
Tutty
Ajude a denunciar a farsa que é a Rádio Bandeirantes
Blog do Altamiro
Reproduzo mensagem enviada pela assessoria da deputada federal Luiza Erundina. A denúncia é grave e merece ampla repercussão:
Veto ao interesse público e ao direito à informação
A produção do programa Manhã Bandeirantes, da Rádio Bandeirantes de São Paulo, agendou uma entrevista por telefone com a deputada Luiza Erundina para esta quarta-feira, 9 de fevereiro, às 10h30. A pauta seria o Projeto de Lei n° 55/2011, apresentado pela deputada Erundina na Câmara, que institui referendo popular obrigatório para a fixação dos vencimentos do Presidente da República e dos parlamentares.
O projeto é de notório interesse público visto que o reajuste de 62% nos subsídios dos parlamentares aprovado no final de 2010 foi implacavelmente criticado por grande parte da população brasileira e pela imprensa.
Inclusive, no dia anterior à entrevista com a deputada Luiza Erundina, o apresentador do programa Manhã Bandeirantes, José Luiz Datena, questionou a dificuldade para o reajuste do salário mínimo dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros enquanto que, o reajuste de 62% para os parlamentares foi votado e aprovado em caráter de urgência pela Casa, com voto da imensa maioria dos congressistas.
Nesse contexto estávamos, a deputada Luiza Erundina e sua assessoria, aguardando a ligação para a participar do programa quando, 1h antes da possível participação, recebemos uma outra ligação cancelando a entrevista. Tratava-se de um veto da direção do grupo. Questionados sobre o por que da censura, do veto à fala de uma parlamentar brasileira em um veículo da imprensa livre, sobre projeto de interesse público, fomos surpreendidos com uma justificativa de cunho absolutamente pessoal: “Este veto é uma resposta aos ataques que a deputada vem fazendo à Rede Bandeirantes”.
Ora, a deputada Luiza Erundina apresentou requerimento junto à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara, para a realização de audiências públicas com o objetivo de debater a renovação de concessões públicas de rádio e TV. E ela não fez isso como um “ataque” pessoal à Rede Bandeirantes. Ela apresentou requerimentos solicitando audiências públicas para debater o processo de renovação de emissoras ligadas à Rede Globo, à Rede Record e à Rede Bandeirantes, não como um ataque a essas emissoras, mas com o objetivo de motivar mais democracia e transparência no processo de renovação das concessões públicas de rádios e TVs. (REQ-205/2009 CCTCI e REQ-220/2009)
O pleito da deputada Luiza Erundina foi absolutamente isento de pessoalidade. Apenas suscita o uso de instrumentos democráticos do Congresso – as audiências públicas – para a avaliação de um serviço de interesse público, antes da sua renovação por mais 15 anos. Já o posicionamento da rede Bandeirantes revela exatamente o contrário: numa retaliação ao exercício parlamentar da deputada, priva a sociedade de ter mais informações sobre um Projeto de Lei de absoluto interesse público, já que os subsídios dos representantes do povo são oriundos do orçamento público, que pertence ao povo.
Episódios como este violam o direito à informação, e revelam que a liberdade de expressão no Brasil, definitivamente, não é uma realidade. Isenção, impessoalidade, interesse público, direito à informação ainda são expressões estranhas à maioria dos meios de comunicação. Lamentável para as comunicações. Lamentável para o Brasil.
Mensagem do Partido dos Trabalhadores
No dia 10 de fevereiro de 1980, durante uma ditadura militar marcada pela opressão, pela injustiça e pela censura ao povo brasileiro, surge no país o Partido dos Trabalhadores. Sem medo de lutar pela democracia, pela solidariedade, pela igualdade e pelas transformações políticas, sociais e econômicas, o PT se guiou pela esperança de mudar o Brasil e se tornou um dos maiores e mais importantes partidos do país e do mundo.
Com muita garra e muitas batalhas, alcançou grandes vitórias. Dentre elas, a eleição em 2002 do primeiro presidente operário do país, Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito em 2006. E, em 2010, o marco histórico de elevar ao cargo mais importante do Brasil uma mulher, Dilma Rousseff.
Porém, os 31 anos de conquistas não seriam possíveis sem a sua militância que participou ativamente desses momentos. O partido é, acima de tudo, composto por brasileiros e brasileiras que querem fazer do nosso país um lugar melhor. É por isso que temos orgulho de ser PT.
Esperamos continuar crescendo com o Brasil por muito tempo. Parabéns pelos nossos 31 anos de lutas.
Obrigado.
Com muita garra e muitas batalhas, alcançou grandes vitórias. Dentre elas, a eleição em 2002 do primeiro presidente operário do país, Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito em 2006. E, em 2010, o marco histórico de elevar ao cargo mais importante do Brasil uma mulher, Dilma Rousseff.
Porém, os 31 anos de conquistas não seriam possíveis sem a sua militância que participou ativamente desses momentos. O partido é, acima de tudo, composto por brasileiros e brasileiras que querem fazer do nosso país um lugar melhor. É por isso que temos orgulho de ser PT.
Esperamos continuar crescendo com o Brasil por muito tempo. Parabéns pelos nossos 31 anos de lutas.
Obrigado.
10 fevereiro 2011
Mubarak acaba de renunciar

Bild-Zeitung
Se os egípcios forem espertos não deixarão as ruas.
Pois o ditador renuncia, mas deixa como herdeiro o chefe do serviço secreto, o homem que jogou milhares de egípcios nos calabouços das prisões.
Comentário meu às 8:56 de 11.02. O Covarde e vendido aos interesses israelense não largou o osso; Ainda tem um pouco de carne grudada para raspar. A carne se chama "povo egípcio" que a qualquer momento o vice, ou melhor, ex-chefe do serviço secreto, pode mandar matar e banhar as ruas da capital em sangue.
Pois o ditador renuncia, mas deixa como herdeiro o chefe do serviço secreto, o homem que jogou milhares de egípcios nos calabouços das prisões.
Comentário meu às 8:56 de 11.02. O Covarde e vendido aos interesses israelense não largou o osso; Ainda tem um pouco de carne grudada para raspar. A carne se chama "povo egípcio" que a qualquer momento o vice, ou melhor, ex-chefe do serviço secreto, pode mandar matar e banhar as ruas da capital em sangue.
E eu pensava que o "El País" era um jornal sério
Dilma Rousseff se distancia de Lula, diz 'El País'
Dilma teria indicado preferência pelos F-18 ao secretário do Tesouro dos EUA
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, indicou uma importante mudança de posição em relação ao seu mentor político e antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, ao indicar sua preferência pela compra de caças americanos pelas Forças Armadas brasileiras, segundo afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal espanhol El País.
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, indicou uma importante mudança de posição em relação ao seu mentor político e antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, ao indicar sua preferência pela compra de caças americanos pelas Forças Armadas brasileiras, segundo afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal espanhol El País.
Leia mais na BBC
José Alencar, um grande homem

Por Jussara Seixas
Desde que o presidente Lula escolheu José Alencar para ser seu vice eu passei a prestar atenção nele e a admirá-lo; a partir de então, minha admiração por ele só fez crescer.
Foi um grande vice-presidente: solidário, democrático, atuante, sempre defendendo as posições do governo Lula; mais que um vice, foi um grande amigo do presidente.
José Alencar, mesmo lutando como um guerreiro pela própria vida, nunca deixou de cumprir suas obrigações como vice por conta da saúde. Luta contra o câncer como um leão. É um homem rico, dono da Coteminas, mas é também um homem simples, digno.
Junto com o presidente Lula, sempre lutou pelos mais pobres, pelos menos favorecidos, pelos mais necessitados. José Alencar sempre esteve na primeira linha de defesa do Brasil e do povo brasileiro.
Não me lembro bem o ano, mas acho que foi em 2004 que eu escrevi um e-mail para a Vice-Presidência com uma denúncia. Como nunca sou anônima e a denúncia era verdadeira, enviei meu endereço e telefone.
Qual não foi a minha surpresa quando, dias depois, recebi um telefonema da Presidência da República: do outro lado da linha, um assessor de José Alencar agradecia pelo envio da denúncia. Falava em nome de José Alencar, que estava ocupando presidência durante uma viagem do presidente Lula.
Ele tomou ciência do meu e-mail e pediu ao assessor para me agradecer e informar que providências seriam tomadas. De fato, ele tomou as devidas providências e fez um bem imenso ao país.
Não conto nem sob tortura qual foi a denúncia e nem quais foram as providências. Segredo de Estado. Mas relato a minha felicidade, a minha alegria, por ter ajudado a democracia do meu país, por ver que foi feita justiça.
Agradeço a sensibilidade e o carinho do ex-vice José Alencar, bem como sua atitude firme e correta, sempre considerando o bem do Brasil.
Foi um grande vice-presidente: solidário, democrático, atuante, sempre defendendo as posições do governo Lula; mais que um vice, foi um grande amigo do presidente.
José Alencar, mesmo lutando como um guerreiro pela própria vida, nunca deixou de cumprir suas obrigações como vice por conta da saúde. Luta contra o câncer como um leão. É um homem rico, dono da Coteminas, mas é também um homem simples, digno.
Junto com o presidente Lula, sempre lutou pelos mais pobres, pelos menos favorecidos, pelos mais necessitados. José Alencar sempre esteve na primeira linha de defesa do Brasil e do povo brasileiro.
Não me lembro bem o ano, mas acho que foi em 2004 que eu escrevi um e-mail para a Vice-Presidência com uma denúncia. Como nunca sou anônima e a denúncia era verdadeira, enviei meu endereço e telefone.
Qual não foi a minha surpresa quando, dias depois, recebi um telefonema da Presidência da República: do outro lado da linha, um assessor de José Alencar agradecia pelo envio da denúncia. Falava em nome de José Alencar, que estava ocupando presidência durante uma viagem do presidente Lula.
Ele tomou ciência do meu e-mail e pediu ao assessor para me agradecer e informar que providências seriam tomadas. De fato, ele tomou as devidas providências e fez um bem imenso ao país.
Não conto nem sob tortura qual foi a denúncia e nem quais foram as providências. Segredo de Estado. Mas relato a minha felicidade, a minha alegria, por ter ajudado a democracia do meu país, por ver que foi feita justiça.
Agradeço a sensibilidade e o carinho do ex-vice José Alencar, bem como sua atitude firme e correta, sempre considerando o bem do Brasil.
Obama - Grande Filho da Puta

O Coveiro dos Pobres, Obama, propõe que sejam cortadas as ajudas para o consumo de energia dos pobres.
Ave, Grande Obama!
Os ricos e brancos te reverenciam como um verdadeiro negro submisso.
O frio intenso está aí para matar a metade desses pobres indesejados.
Ave, Grande Obama!
Ave, Grande Obama!
Os ricos e brancos te reverenciam como um verdadeiro negro submisso.
O frio intenso está aí para matar a metade desses pobres indesejados.
Ave, Grande Obama!
09 fevereiro 2011
Guantânamo: Lá farei minhas próximas férias
Ex-ministro das relações exteriores do país mais democrático do mundo - EUA -, Donald Rumsfeld, afima que Guantânamo é uma das melhores prisões do mundo.
Esse é um caso para o íntegro Hari Prado analisar.
Se o honestíssimo Hari-Hari confirmar, farei minhas próximas férias naquele paraíso.
Esse é um caso para o íntegro Hari Prado analisar.
Se o honestíssimo Hari-Hari confirmar, farei minhas próximas férias naquele paraíso.
Chomsky: EUA estão seguindo seu manual no Egito
Em entrevista a Amy Goodman, do Democracy Now, Noam Chomsky analisa o desenrolar dos protestos no Egito e o comportamento do governo dos Estados Unidos diante deles. Na sua avaliação, o governo Obama está seguindo o manual tradicional de Washington nestas situações: "Há uma rotina padrão nestes casos: seguir apoiando o tempo que for possível e se ele se tornar insustentável – especialmente se o exército mudar de lado – dar um giro de 180 graus e dizer que sempre estiveram do lado do povo, apagar o passado e depois fazer todas as manobras necessárias para restaurar o velho sistema, mas com um novo nome".
Amy Goodman - Democracy Now
Nas últimas semanas, os levantes populares ocorridos no mundo árabe provocaram a destituição do ditador Zine El Abidine Bem Ali, o iminente fim do regime do presidente egípcio Hosni Mubarak, a nomeação de um novo governo na Jordânia e a promessa do ditador de tantos anos do Yemen de abandonar o cargo ao final de seu mandato. O Democracy Now falou com o professor do MIT, Noam Chomsky, acerca do que isso significa para o futuro do Oriente Médio e da política externa dos EUA na região. Indagado sobre os recentes comentários do presidente Obama sobre Mubarak, Chomsky disse: “Obama foi muito cuidadoso para não dizer nada; está fazendo o que os líderes estadunidenses fazem habitualmente quando um de seus ditadores favoritos têm problemas, tentam apoiá-lo até o final. Se a situação chega a um ponto insustentável, mudam de lado”.
Amy Goodman: Qual é sua análise sobre o que está acontecendo e como pode repercutir no Oriente Médio?
Noam Chomsky: Em primeiro lugar, o que está ocorrendo é espetacular. A coragem, a determinação e o compromisso dos manifestantes merecem destaque, E, aconteça o que aconteça, estes são momentos que não serão esquecidos e que seguramente terão consequências a posteriori: constrangeram a polícia, tomaram a praça Tahrir e permaneceram ali apesar dos grupos mafiosos de Mubarak. O governo organizou esses bandos para tratar de expulsar os manifestantes ou para gerar uma situação na qual o exército pode dizer que teve que intervir para restaurar a ordem e depois, talvez, instaurar algum governo militar. É muito difícil prever o que vai acontecer.
Os Estados Unidos estão seguindo seu manual habitual. Não é a primeira vez que um ditador “próximo” perde o controle ou está em risco de perdê-lo. Há uma rotina padrão nestes casos: seguir apoiando o tempo que for possível e se ele se tornar insustentável – especialmente se o exército mudar de lado – dar um giro de 180 graus e dizer que sempre estiveram do lado do povo, apagar o passado e depois fazer todas as manobras necessárias para restaurar o velho sistema, mas com um novo nome.
Presumo que é isso que está ocorrendo agora. Estão vendo se Mubarak pode ficar. Se não aguentar, colocarão em prática o manual.
Amy Goodman: Qual sua opinião sobre o apelo de Obama para que se inicie a transição no Egito?
Noam Chomsky: Curiosamente, Obama não disse nada. Mubarak também estaria de acordo com a necessidade de haver uma transição ordenada. Um novo gabinete, alguns arranjos menores na ordem constitucional, isso não é nada. Está fazendo o que os líderes norteamericanos geralmente fazem.
Os Estados Unidos tem um poder constrangedor neste caso. O Egito é o segundo país que mais recebe ajuda militar e econômica de Washington. Israel é o primeiro. O mesmo Obama já se mostrou muito favorável a Mubarak. No famoso discurso do Cairo, o presidente estadunidense disse: “Mubarak é um bom homem. Ele fez coisas boas. Manteve a estabilidade. Seguiremos o apoiando porque é um amigo”.
Mubarak é um dos ditadores mais brutais do mundo. Não sei como, depois disso, alguém pode seguir levando a sério os comentários de Obama sobre os direitos humanos. Mas o apoio tem sido muito grande. Os aviões que estão sobrevoando a praça Tahrir são, certamente, estadunidenses. Os EUA representam o principal sustentáculo do regime egípcio. Não é como na Tunísia, onde o principal apoio era da França. Os EUA são os principais culpados no Egito, junto com Israel e a Arábia Saudita. Foram estes países que prestaram apoio ao regime de Mubarak. De fato, os israelenses estavam furiosos porque Obama não sustentou mais firmemente seu amigo Mubarak.
Amy Goodman: O que significam todas essas revoltas no mundo árabe?
Noam Chomsky: Este é o levante regional mais surpreendente do qual tenho memória. Às vezes fazem comparações com o que ocorreu no leste europeu, mas não é comparável. Ninguém sabe quais serão as consequências desses levantes. Os problemas pelos quais os manifestantes protestam vem de longa data e não serão resolvidos facilmente. Há uma grande pobreza, repressão, falta de democracia e também de desenvolvimento. O Egito e outros países da região recém passaram pelo período neoliberal, que trouxe crescimento nos papéis junto com as consequências habituais: uma alta concentração da riqueza e dos privilégios, um empobrecimento e uma paralisia da maioria da população. E isso não se muda facilmente.
Amy Goodman: Você crê que há alguma relação direta entre esses levantes e os vazamentos de Wikileaks?
Noam Chomsky: Na verdade, a questão é que Wikileaks não nos disse nada novo. Nos deu a confirmação para nossas razoáveis conjecturas.
Amy Goodman: O que acontecerá com a Jordânia?
Noam Chomsky: Na Jordânia, recém mudaram o primeiro ministro. Ele foi substituído por um ex-general que parece ser moderadamente popular, ou ao menos não é tão odiado pela população. Mas essencialmente não mudou nada.
Tradução: Katarina Peixoto
Amy Goodman - Democracy Now
Nas últimas semanas, os levantes populares ocorridos no mundo árabe provocaram a destituição do ditador Zine El Abidine Bem Ali, o iminente fim do regime do presidente egípcio Hosni Mubarak, a nomeação de um novo governo na Jordânia e a promessa do ditador de tantos anos do Yemen de abandonar o cargo ao final de seu mandato. O Democracy Now falou com o professor do MIT, Noam Chomsky, acerca do que isso significa para o futuro do Oriente Médio e da política externa dos EUA na região. Indagado sobre os recentes comentários do presidente Obama sobre Mubarak, Chomsky disse: “Obama foi muito cuidadoso para não dizer nada; está fazendo o que os líderes estadunidenses fazem habitualmente quando um de seus ditadores favoritos têm problemas, tentam apoiá-lo até o final. Se a situação chega a um ponto insustentável, mudam de lado”.
Amy Goodman: Qual é sua análise sobre o que está acontecendo e como pode repercutir no Oriente Médio?
Noam Chomsky: Em primeiro lugar, o que está ocorrendo é espetacular. A coragem, a determinação e o compromisso dos manifestantes merecem destaque, E, aconteça o que aconteça, estes são momentos que não serão esquecidos e que seguramente terão consequências a posteriori: constrangeram a polícia, tomaram a praça Tahrir e permaneceram ali apesar dos grupos mafiosos de Mubarak. O governo organizou esses bandos para tratar de expulsar os manifestantes ou para gerar uma situação na qual o exército pode dizer que teve que intervir para restaurar a ordem e depois, talvez, instaurar algum governo militar. É muito difícil prever o que vai acontecer.
Os Estados Unidos estão seguindo seu manual habitual. Não é a primeira vez que um ditador “próximo” perde o controle ou está em risco de perdê-lo. Há uma rotina padrão nestes casos: seguir apoiando o tempo que for possível e se ele se tornar insustentável – especialmente se o exército mudar de lado – dar um giro de 180 graus e dizer que sempre estiveram do lado do povo, apagar o passado e depois fazer todas as manobras necessárias para restaurar o velho sistema, mas com um novo nome.
Presumo que é isso que está ocorrendo agora. Estão vendo se Mubarak pode ficar. Se não aguentar, colocarão em prática o manual.
Amy Goodman: Qual sua opinião sobre o apelo de Obama para que se inicie a transição no Egito?
Noam Chomsky: Curiosamente, Obama não disse nada. Mubarak também estaria de acordo com a necessidade de haver uma transição ordenada. Um novo gabinete, alguns arranjos menores na ordem constitucional, isso não é nada. Está fazendo o que os líderes norteamericanos geralmente fazem.
Os Estados Unidos tem um poder constrangedor neste caso. O Egito é o segundo país que mais recebe ajuda militar e econômica de Washington. Israel é o primeiro. O mesmo Obama já se mostrou muito favorável a Mubarak. No famoso discurso do Cairo, o presidente estadunidense disse: “Mubarak é um bom homem. Ele fez coisas boas. Manteve a estabilidade. Seguiremos o apoiando porque é um amigo”.
Mubarak é um dos ditadores mais brutais do mundo. Não sei como, depois disso, alguém pode seguir levando a sério os comentários de Obama sobre os direitos humanos. Mas o apoio tem sido muito grande. Os aviões que estão sobrevoando a praça Tahrir são, certamente, estadunidenses. Os EUA representam o principal sustentáculo do regime egípcio. Não é como na Tunísia, onde o principal apoio era da França. Os EUA são os principais culpados no Egito, junto com Israel e a Arábia Saudita. Foram estes países que prestaram apoio ao regime de Mubarak. De fato, os israelenses estavam furiosos porque Obama não sustentou mais firmemente seu amigo Mubarak.
Amy Goodman: O que significam todas essas revoltas no mundo árabe?
Noam Chomsky: Este é o levante regional mais surpreendente do qual tenho memória. Às vezes fazem comparações com o que ocorreu no leste europeu, mas não é comparável. Ninguém sabe quais serão as consequências desses levantes. Os problemas pelos quais os manifestantes protestam vem de longa data e não serão resolvidos facilmente. Há uma grande pobreza, repressão, falta de democracia e também de desenvolvimento. O Egito e outros países da região recém passaram pelo período neoliberal, que trouxe crescimento nos papéis junto com as consequências habituais: uma alta concentração da riqueza e dos privilégios, um empobrecimento e uma paralisia da maioria da população. E isso não se muda facilmente.
Amy Goodman: Você crê que há alguma relação direta entre esses levantes e os vazamentos de Wikileaks?
Noam Chomsky: Na verdade, a questão é que Wikileaks não nos disse nada novo. Nos deu a confirmação para nossas razoáveis conjecturas.
Amy Goodman: O que acontecerá com a Jordânia?
Noam Chomsky: Na Jordânia, recém mudaram o primeiro ministro. Ele foi substituído por um ex-general que parece ser moderadamente popular, ou ao menos não é tão odiado pela população. Mas essencialmente não mudou nada.
Tradução: Katarina Peixoto
08 fevereiro 2011
Em Dacar, Lula pede à África que tenha consciência da própria força
Ex-presidente brasileiro afirma que o continente pode construir sua independência através da produção de alimentos e critica países ricos, "que davam lições de economia mas não foram capazes de evitar a crise".
Em Dacar, onde participa do Fórum Social Mundial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira (07/02) que a África tome consciência de sua força, no momento em que a "esperança de um novo mundo renasce", especialmente nas ruas do Cairo e em Túnis.
Lembrando que o Brasil tem a segunda maior comunidade negra do mundo, depois da Nigéria, Lula apelou à África que perceba que ela tem um "grande futuro", com "seus 800 milhões de habitantes e seu vasto e rico território". Além disso, afirmou que o continente poderia construir sua independência através da produção de alimentos.
Ele reafirmou que o Brasil não será uma força dominadora na África, mas sim um parceiro. "Sem ingerências externas, a África pode construir seu destino, seu desenvolvimento econômico e social, sua democracia e sua inserção soberana no mundo", afirmou.
Segundo ele, os países ricos "consideravam-nos periferias problemáticas e perigosas. Mas aqueles que, com arrogância, davam lições sobre a forma como tínhamos que gerir a nossa economia não foram capazes de evitar a crise".
Todos os esforços para combater a pobreza e a desigualdade foram vistos, segundo Lula, como assistencialismo ou populismo, mas a história desmentiu o que chamou de falsas teorias.
Leia mais na DW
Em Dacar, onde participa do Fórum Social Mundial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira (07/02) que a África tome consciência de sua força, no momento em que a "esperança de um novo mundo renasce", especialmente nas ruas do Cairo e em Túnis.
Lembrando que o Brasil tem a segunda maior comunidade negra do mundo, depois da Nigéria, Lula apelou à África que perceba que ela tem um "grande futuro", com "seus 800 milhões de habitantes e seu vasto e rico território". Além disso, afirmou que o continente poderia construir sua independência através da produção de alimentos.
Ele reafirmou que o Brasil não será uma força dominadora na África, mas sim um parceiro. "Sem ingerências externas, a África pode construir seu destino, seu desenvolvimento econômico e social, sua democracia e sua inserção soberana no mundo", afirmou.
Segundo ele, os países ricos "consideravam-nos periferias problemáticas e perigosas. Mas aqueles que, com arrogância, davam lições sobre a forma como tínhamos que gerir a nossa economia não foram capazes de evitar a crise".
Todos os esforços para combater a pobreza e a desigualdade foram vistos, segundo Lula, como assistencialismo ou populismo, mas a história desmentiu o que chamou de falsas teorias.
Leia mais na DW
Fim da ONU

O Brasil quer e merece fazer parte do Conselho de Segurança da ONU.
Os EUA, Rússia, China, Inglaterra e França não permitem a entrada do Brasil e de outras nações.
O Lula criou o maior partido de esquerda do Ocidente.
O Lula criou o maior sindicado do Ocidente.
O Lula afogou o G-7, reforçando o G-20.
O Lula estrangulou a ALCA.
Lula rearrumou o Mercosul, etc, etc.
Já que os cinco lá de cima (EUA, China...) não permitem a entrada do Brasil no CS da ONU, eu me pergunto:
POR QUE O LULA NÃO CRIA UM ÓRGÃO MUNDIAL EQUIVALENTE À ONU E MANDA OS "5 PODEROSOS" PARA A PUTA QUE OS PARIU?
Estou certa que muita gente afora o apoiaria.
Os EUA, Rússia, China, Inglaterra e França não permitem a entrada do Brasil e de outras nações.
O Lula criou o maior partido de esquerda do Ocidente.
O Lula criou o maior sindicado do Ocidente.
O Lula afogou o G-7, reforçando o G-20.
O Lula estrangulou a ALCA.
Lula rearrumou o Mercosul, etc, etc.
Já que os cinco lá de cima (EUA, China...) não permitem a entrada do Brasil no CS da ONU, eu me pergunto:
POR QUE O LULA NÃO CRIA UM ÓRGÃO MUNDIAL EQUIVALENTE À ONU E MANDA OS "5 PODEROSOS" PARA A PUTA QUE OS PARIU?
Estou certa que muita gente afora o apoiaria.
07 fevereiro 2011
Em Dacar, Lula toma café da manhã com secretária-geral do Partido Socialista da França
Eduardo Castro - Correspondente da EBC na África
Dacar (Senegal) - Antes de participar de uma mesa sobre o papel geopolítico da África no Fórum Social Mundial, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva recebeu Martine Auby, secretária-geral do Partido Socialista da França, para um café da manhã no hotel.
Na saída, Auby, apontada como possível candidata na corrida presidencial francesa de 2012, disse ter ouvido de Lula que ele “gostaria de ver uma mulher na Presidência da França”. Lula não falou com a imprensa até o momento.
Além de Auby, que é prefeita de Lille e ex-ministra do trabalho, também disputam a indicação pelo partido Ségolène Roayal (que perdeu para Nicolas Sarkozy) e o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn. O atual presidente pode concorrer à reeleição, pela União Pelo Movimento Popular.
Auby disse que também falaram sobre as relações África-Brasil, África-América Latina e Sul-Sul. “A África está se desenvolvendo, começa a dar certo, o que a Europa tem dificuldades de entender. China e Brasil já compreenderam isso”, afirmou.
Sobre o desenvolvimento econômico, disse que ambos esperam ver um “novo modelo de desenvolvimento, com mais regulação financeira”. Ela elogiou o caminho trilhado pelo Brasil para sair da crise internacional. “[O país] compreendeu que era necessário estimular o consumo para sair da crise. Hoje o Brasil tem 5% de desemprego, antes era bem maior. É essa reflexão que deve haver entre os dirigentes do mundo, ao mesmo tempo escutando o desejo do povo nas ruas, que me parece uma boa forma de avançar e construir um bom caminho.”
Segundo Auby, “não há líder hoje no mundo, especialmente na Europa, em condições de levar a uma mudança”. Ela disse que “ninguém se impõe hoje em dia”.
Lula também foi recebido pelo presidente senegalês Abdoulaye Wade, para um encontro no palácio presidencial.
Ao ser recepcionado, elogiou a aparência de Wade, de 84 anos, que disse que Lula também parecia estar bem. “A vida de ex-presidente é melhor que a de presidente”, brincou Lula. Wade está na Presidência do Senegal desde 2000. Ele vai se candidatar a um novo mandato nas eleições do ano que vem.
Lula também disse a Wade que a presidenta Dilma Rousseff “está bem, vai fazer um governo exitoso”, e que também deve visitar o Senegal.
Edição: Talita Cavalcante
Dacar (Senegal) - Antes de participar de uma mesa sobre o papel geopolítico da África no Fórum Social Mundial, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva recebeu Martine Auby, secretária-geral do Partido Socialista da França, para um café da manhã no hotel.
Na saída, Auby, apontada como possível candidata na corrida presidencial francesa de 2012, disse ter ouvido de Lula que ele “gostaria de ver uma mulher na Presidência da França”. Lula não falou com a imprensa até o momento.
Além de Auby, que é prefeita de Lille e ex-ministra do trabalho, também disputam a indicação pelo partido Ségolène Roayal (que perdeu para Nicolas Sarkozy) e o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn. O atual presidente pode concorrer à reeleição, pela União Pelo Movimento Popular.
Auby disse que também falaram sobre as relações África-Brasil, África-América Latina e Sul-Sul. “A África está se desenvolvendo, começa a dar certo, o que a Europa tem dificuldades de entender. China e Brasil já compreenderam isso”, afirmou.
Sobre o desenvolvimento econômico, disse que ambos esperam ver um “novo modelo de desenvolvimento, com mais regulação financeira”. Ela elogiou o caminho trilhado pelo Brasil para sair da crise internacional. “[O país] compreendeu que era necessário estimular o consumo para sair da crise. Hoje o Brasil tem 5% de desemprego, antes era bem maior. É essa reflexão que deve haver entre os dirigentes do mundo, ao mesmo tempo escutando o desejo do povo nas ruas, que me parece uma boa forma de avançar e construir um bom caminho.”
Segundo Auby, “não há líder hoje no mundo, especialmente na Europa, em condições de levar a uma mudança”. Ela disse que “ninguém se impõe hoje em dia”.
Lula também foi recebido pelo presidente senegalês Abdoulaye Wade, para um encontro no palácio presidencial.
Ao ser recepcionado, elogiou a aparência de Wade, de 84 anos, que disse que Lula também parecia estar bem. “A vida de ex-presidente é melhor que a de presidente”, brincou Lula. Wade está na Presidência do Senegal desde 2000. Ele vai se candidatar a um novo mandato nas eleições do ano que vem.
Lula também disse a Wade que a presidenta Dilma Rousseff “está bem, vai fazer um governo exitoso”, e que também deve visitar o Senegal.
Edição: Talita Cavalcante
Wikileaks: Rabino Henry Sobel, líder da comunidade judaica brasileira, sabe bem onde a gravata "aperta"

O tal rabino Henry Sobel, aquele que rouba gravatas Armani - gente fina é outra coisa -, falando com o embaixador americano no Brasil, teve a ousadia de acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, literalmente, de ser antissemita, assim como a liderança sênior do Itamaraty.
Sobre o desejo do Brasil de interferir nas negociações empacadas do Oriente Médio, diz o tal rabino 'ladrão de gravatas':
"Os esforços do governo brasileiro até hoje refletiram um enfoque altamente favorável aos árabes. Lula não é amigo de Israel ou dos judeus."
Ai de quem ousar descordar da política externa de Israel - é imediatamente taxado de anti-semita.
Sobre o desejo do Brasil de interferir nas negociações empacadas do Oriente Médio, diz o tal rabino 'ladrão de gravatas':
"Os esforços do governo brasileiro até hoje refletiram um enfoque altamente favorável aos árabes. Lula não é amigo de Israel ou dos judeus."
Ai de quem ousar descordar da política externa de Israel - é imediatamente taxado de anti-semita.
Lula é recebido com carinho no FSM realizado no Senegal
Em sua primeira viagem ao exterior desde que deixou o Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido, neste domingo, com status privilegiado no evento em que foi ovacionado ao se despedir da Presidência da República, no ano passado. Durante sua estada em Dacar, Lula foi recebido pelo presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, que exerce o cargo desde 2000. Nesta segunda-feira, Lula discursa à multidão aguardada no campus da universidade. O Fórum Social Mundial (FSM), a reunião anual dos ativistas antiglobalização, começou tendo como cenário os movimentos de contestação no mundo árabe, particularmente no Egito e na Tunísia, mas também no próprio Senegal, o país que o recebe.
A inauguração oficial desta décima primeira edição do FSM foi marcada por uma passeata de dez mil pessoas pelas ruas da capital senegalesa. Até 11 de fevereiro, milhares de participantes esperados estarão divididos por diversos locais, em particular a Ilha de Goré, símbolo do tráfico negreiro, para debater e propor alternativas para o capitalismo “em crise”, segundo eles.
Além do ex-presidente Lula, participam do Fórum o presidente boliviano Evo Morales, o venezuelano Hugo Chavez e a dirigente do Partido Socialista francês, Martine Aubry, entre outras personalidades. O encontro do FSM, realizado sempre logo depois do Fórum econômico mundial de Davos, se apresenta como contraponto à reunião da elite econômica e política, na exclusiva estação de esqui dos Alpes suíços.
Correio do Brasil
A inauguração oficial desta décima primeira edição do FSM foi marcada por uma passeata de dez mil pessoas pelas ruas da capital senegalesa. Até 11 de fevereiro, milhares de participantes esperados estarão divididos por diversos locais, em particular a Ilha de Goré, símbolo do tráfico negreiro, para debater e propor alternativas para o capitalismo “em crise”, segundo eles.
Além do ex-presidente Lula, participam do Fórum o presidente boliviano Evo Morales, o venezuelano Hugo Chavez e a dirigente do Partido Socialista francês, Martine Aubry, entre outras personalidades. O encontro do FSM, realizado sempre logo depois do Fórum econômico mundial de Davos, se apresenta como contraponto à reunião da elite econômica e política, na exclusiva estação de esqui dos Alpes suíços.
Correio do Brasil
06 fevereiro 2011
Sim, meus queridos, peidar vai virar crime
Bem-ditos os parlamentares do Malawi ...
Pois deles será o reino dos céus.
Malawi, Malawi ó Malawi!
Os parlamentares (lembrei dos do Brasil) do Malawi desejam reviver uma antiga lei imposta pelos ingleses nos tempos coloniais.
A Lei proibia os malawianos de peidarem em público.
Segundo relatórios de época ninguém foi pego cometendo a vilania.
Comentei com um amigo alemão sobre a grande notícia.
E ele:
Glória, antigamente na Alemanha era comum peidar em público.
E contou-me uma história conhecida dos alemães.
Martin Luther, o rachador da Igreja Católica, durante um jantar oferecido a nobres cavalheiros perguntou depois do banquete: "Por que vocês não peidam nem arrotam, o jantar não lhes agradou?"
Primeiro Mundo é Primeiro Mundo.
Que venha Malawi!
Pois deles será o reino dos céus.
Malawi, Malawi ó Malawi!
Os parlamentares (lembrei dos do Brasil) do Malawi desejam reviver uma antiga lei imposta pelos ingleses nos tempos coloniais.
A Lei proibia os malawianos de peidarem em público.
Segundo relatórios de época ninguém foi pego cometendo a vilania.
Comentei com um amigo alemão sobre a grande notícia.
E ele:
Glória, antigamente na Alemanha era comum peidar em público.
E contou-me uma história conhecida dos alemães.
Martin Luther, o rachador da Igreja Católica, durante um jantar oferecido a nobres cavalheiros perguntou depois do banquete: "Por que vocês não peidam nem arrotam, o jantar não lhes agradou?"
Primeiro Mundo é Primeiro Mundo.
Que venha Malawi!
Bush com medo de ser preso na Suíça, cancela viagem

O ex-ditador americano George Bush cancelou viagem por medo de ser preso ao pisar em solo suíço.
A afirmação foi feita pelo jornal inglês Sky.
Defensores dos Direitos Humanos o denunciaram perante a Corte suíça por tortura em Guantânamo.
Principalmente pelo uso do Método Bush, também conhecido como „Waterboarding“.
A afirmação foi feita pelo jornal inglês Sky.
Defensores dos Direitos Humanos o denunciaram perante a Corte suíça por tortura em Guantânamo.
Principalmente pelo uso do Método Bush, também conhecido como „Waterboarding“.
A direita explícita: do que nos livramos

“O professor e historiador Walderley Guilherme dos Santos na Carta Capital discorre com verve exemplar no artigo 'A direita encontra o seu Messias', referindo-se a Serra que, ao assumir o papel de principal líder do aglomerado conservador, conquistou um respeitável portfólio eleitoral. Pra quem curte o modelito 'sem medo de ser canalha'”
Márcia Denser*
O leitor pode (e deve) refutar, que então a direita camuflada, a direita redesign, a chamada direita soft, essa continua comendo solto. E eu repondo: sim, dessa ninguém se livrou, é onipresente, como a cultura pop, mas a longo prazo também essa desaparecerá. O professor e historiador Walderley Guilherme dos Santos na Carta Capital discorre com verve exemplar no artigo “A direita encontra o seu Messias”, referindo-se a Serra que, ao assumir o papel de principal líder do aglomerado conservador, conquistou um respeitável portfólio eleitoral. Pra quem curte o modelito “sem medo de ser canalha”.
Wanderley mostra que os 44% dos votos válidos de Serra foram resultado de uma campanha acima dos partidos, praticamente sozinho, uma vez que não se pode chamar exatamente de apoio o arrastar-se de um DEM esfacelado e um PSDB em fuga acelerada (vejam-se os movimentos opostos porém com resultados idênticos!) Como foi possível?
Levado à disputa pela campanha de Marina Silva, o obscurantismo engatou pelo lado mais conservador da truculência serrista. A partir daí, Wanderley analisa a agenda “da direita explícita”.
a) Enxugamento do Estado.
O pessoal do Reagan dizia que era preciso reduzir o Estado de tal forma que fosse possível afogá-lo numa banheira. Este o “conceito reaganiano de enxugamento”;
b) Substancial redução de impostos.
Plataforma universal da extrema-direita: rico não gosta de pagar imposto, com Bush no papel de super-herói. Na política externa, retorno ao alinhamento ideológico “aos valores ocidentais anglo-saxões”, sem legendas em português. Trocando em miúdos, como disse Chico Buarque: engrossar com a Bolívia e se afinar com os Estados Unidos.
c) Implantar o 13º ao Bolsa Família: a medida impediria a ampliação do programa, mantendo-se apenas os atuais beneficiários, donde, ato contínuo, o programa seria rifado à Wal-Mart.
d) Aumentar o salário mínimo exageradamente – outra promessa de campanha – com o objetivo de quebrar a Previdência no sentido de privatizá-la.A propósito, FHC enviou André Lara Rezende ao Chile para copiar o modelo pinochetista.
e) Outro aspecto da agenda oculta de Serra, aventado pelo autor:: o voto distrital puro.
Apreciado tanto por Marina Silva como por Aécio Neves. Mas o que significa o “voto distrital puro”? Segundo Wanderley, “essa desinstitucionalização interromperia a importante tarefa de trazer para o leito da política partidária e parlamentar os conflitos sociais e econômicos das grandes periferias metropolitanas e das regiões limítrofes ao território do país. Partidos como o PSB, o PR e o PCdoB sumiriam do mapa (o PPS, segundo ele, está para se dissolver no PSDB). Ou seja, o “voto distrital puro” concentraria a tensão política em dois partidos – como nos Estados Unidos e na Inglaterra – confortavelmente instalados no centro do espectro político. E o povão ia para o saco. É elementar..
Serra, como o novo Messias da Direita Explícita, já teria o apoio da Chevron e do Papa.
Oportunamente, esta semana, as presidentes Dilma e Cristina já se encontraram naturalmente para refazer acordos, estreitar relações, etc., além de desfazer a má impressão deixada por uma das primeiras mancadas (quem se lembra?) da campanha serrista: a proposta de extinção do Mercosul. Aliás, um dos papeis femininos mais significativos é corrigir os maus modos infantis.
*A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango fantasma (1977), O animal dos motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), A ponte das estrelas (1990), Toda prosa (2002 - Esgotado), Caim (Record, 2006), Toda prosa II - obra escolhida (Record, 2008). É traduzida na Holanda, Bulgária, Hungria, Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Argentina e Espanha (catalão e galaico-português). Dois de seus contos - "O vampiro da Alameda Casabranca" e "Hell's Angel" - foram incluídos nos Cem melhores contos brasileiros do século, organizado por Ítalo Moriconi, sendo que "Hell's Angel" está também entre os Cem melhores contos eróticos universais. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é pesquisadora de literatura e jornalista. Foi curadora de literatura, até outubro de 2010, da Biblioteca Sérgio Milliet em São Paulo.
Márcia Denser*
O leitor pode (e deve) refutar, que então a direita camuflada, a direita redesign, a chamada direita soft, essa continua comendo solto. E eu repondo: sim, dessa ninguém se livrou, é onipresente, como a cultura pop, mas a longo prazo também essa desaparecerá. O professor e historiador Walderley Guilherme dos Santos na Carta Capital discorre com verve exemplar no artigo “A direita encontra o seu Messias”, referindo-se a Serra que, ao assumir o papel de principal líder do aglomerado conservador, conquistou um respeitável portfólio eleitoral. Pra quem curte o modelito “sem medo de ser canalha”.
Wanderley mostra que os 44% dos votos válidos de Serra foram resultado de uma campanha acima dos partidos, praticamente sozinho, uma vez que não se pode chamar exatamente de apoio o arrastar-se de um DEM esfacelado e um PSDB em fuga acelerada (vejam-se os movimentos opostos porém com resultados idênticos!) Como foi possível?
Levado à disputa pela campanha de Marina Silva, o obscurantismo engatou pelo lado mais conservador da truculência serrista. A partir daí, Wanderley analisa a agenda “da direita explícita”.
a) Enxugamento do Estado.
O pessoal do Reagan dizia que era preciso reduzir o Estado de tal forma que fosse possível afogá-lo numa banheira. Este o “conceito reaganiano de enxugamento”;
b) Substancial redução de impostos.
Plataforma universal da extrema-direita: rico não gosta de pagar imposto, com Bush no papel de super-herói. Na política externa, retorno ao alinhamento ideológico “aos valores ocidentais anglo-saxões”, sem legendas em português. Trocando em miúdos, como disse Chico Buarque: engrossar com a Bolívia e se afinar com os Estados Unidos.
c) Implantar o 13º ao Bolsa Família: a medida impediria a ampliação do programa, mantendo-se apenas os atuais beneficiários, donde, ato contínuo, o programa seria rifado à Wal-Mart.
d) Aumentar o salário mínimo exageradamente – outra promessa de campanha – com o objetivo de quebrar a Previdência no sentido de privatizá-la.A propósito, FHC enviou André Lara Rezende ao Chile para copiar o modelo pinochetista.
e) Outro aspecto da agenda oculta de Serra, aventado pelo autor:: o voto distrital puro.
Apreciado tanto por Marina Silva como por Aécio Neves. Mas o que significa o “voto distrital puro”? Segundo Wanderley, “essa desinstitucionalização interromperia a importante tarefa de trazer para o leito da política partidária e parlamentar os conflitos sociais e econômicos das grandes periferias metropolitanas e das regiões limítrofes ao território do país. Partidos como o PSB, o PR e o PCdoB sumiriam do mapa (o PPS, segundo ele, está para se dissolver no PSDB). Ou seja, o “voto distrital puro” concentraria a tensão política em dois partidos – como nos Estados Unidos e na Inglaterra – confortavelmente instalados no centro do espectro político. E o povão ia para o saco. É elementar..
Serra, como o novo Messias da Direita Explícita, já teria o apoio da Chevron e do Papa.
Oportunamente, esta semana, as presidentes Dilma e Cristina já se encontraram naturalmente para refazer acordos, estreitar relações, etc., além de desfazer a má impressão deixada por uma das primeiras mancadas (quem se lembra?) da campanha serrista: a proposta de extinção do Mercosul. Aliás, um dos papeis femininos mais significativos é corrigir os maus modos infantis.
*A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango fantasma (1977), O animal dos motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), A ponte das estrelas (1990), Toda prosa (2002 - Esgotado), Caim (Record, 2006), Toda prosa II - obra escolhida (Record, 2008). É traduzida na Holanda, Bulgária, Hungria, Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Argentina e Espanha (catalão e galaico-português). Dois de seus contos - "O vampiro da Alameda Casabranca" e "Hell's Angel" - foram incluídos nos Cem melhores contos brasileiros do século, organizado por Ítalo Moriconi, sendo que "Hell's Angel" está também entre os Cem melhores contos eróticos universais. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é pesquisadora de literatura e jornalista. Foi curadora de literatura, até outubro de 2010, da Biblioteca Sérgio Milliet em São Paulo.
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