31 Outubro 2010

Dilma agradece nosso apoio

Deixo em tuas mãos o meu povo

Todos saímos vitoriosos: Lula, Dilma e o povo brasileiro

Charge Online do Bessinha

Dilma Rousseff está eleita presidente

Dilma está eleita !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Dilma Rousseff, primeira Presidente do Brasil

Comentário

Li em algum blog que uma brasileira chegou  para votar quatro minutos antes das urnas fecharem em Lisboa, e comentou: brasileiro chega sempre atrasado.

Acho essa mentalidade atrasada e inadequada.

Fui votar na Embaixada do Brasil em Berlim às 9:30 da manhã.

Estava comigo minha filha que viajou de Frankfurt durante 8 horas para poder apertar o número 13 e eleger Dilma, a primeira mulher Presidente do Brasil.

Estou muito orgulhosa de minha filha, que há muito saiu do Brasil, mas que faço tudo para que mantenha-se ligada às suas raízes e que contribua com o seu voto para o engrandecimento do Brasil e de seu povo, optando pela continuidade da política do nosso querido presidente Lula.

Charge Online do Bessinha

Charge Online do Bessinha

30 Outubro 2010

Viagem a Berlim para votar em Dilma Rousseff (2)

Como para votar no primeiro turno tive que ir a Berlim, hoje também estarei indo a Berlim para votar na Dilma para presidente do Brasil no dia 31 de outubro.

Quando viajei no início do mês fui com meu namorado.

Agora irei com uma amiga brasileira e minha filha irá também de Frankfurt.

Garantimos 3 votos em Dilma.

De Hamburg a Berlim são 3 horas.

Minha filha, porém, terá que enfrentar 8 horas de trem pois os preço para o Trem rápido - o  ICE - custa o olho da cara.  Os trens em que ela viajará param em toda biboca além de haver fruqente troca dos mesmos.

Bom, gente, até domingo à noite.
E que a Dilma vença dessa vez.




29 Outubro 2010

O que o espelho está dizendo para Serra

Oaulo Nogueira

ENFIM CONCORDO COM Serra.

Num encontro com cientistas, ele disse nunca ter visto “tanta baixaria” numa campanha presidencial. Para ficar perfeita a frase de Serra, só faltava ele olhar para o espelho e arrematar: “Eis o culpado!” Ou os culpados, se ele chamasse para ficar a seu lado sua mulher, Monica Serra. Entre as pretendentes à posição de primeira dama, jamais houve um gesto tão abjeto quanto a declaração de Monica Serra de que Dilma é a favor da “morte de criancinhas”. Chilena, Monica parecia estar nos tratando, aos brasileiros, como débeis mentais.

Alguém poderia imaginar Rute Cardoso numa infâmia dessas? Ou Mariza? Ou qualquer outra primeira dama exceto Rosane Collor?

A formidável coleção pessoal de baixarias de Serra começa no momento em que o caráter de alguém é testado: na iminência de uma derrota. As promessas do desespero são uma infâmia. Dobrar o Bolsa Família, levar o salário mínimo a 600 reais etc. Num determinado momento, Serra passou a praticar a usurpação despudorada. Você o ouve e tem a nítida sensação de que ele é o pai do Bolsa Família quando afirma ter criado os programas que deram origem ao maior dos triunfos de Lula na área social. Quem acredita nisso acredita em tudo, como disse certa vez o Duque de Wellington.

Mas a pior das baixarias das eleições de 2010 foi de outra natureza. A simulação repulsiva de Serra depois de ser atacado por uma bolinha de papel entra na lista curta das maiores trapaças de campanhas presidenciais brasileiras. Ainda que tenha havido, além da bolinha, um rolo de fita crepe – o que é discutível. Circulam na internet vídeos que aparentemente desmontam as imagens com as quais a TV Globo – que provavelmente sairá das urnas com um desgaste na credibilidade comparável ao que sofreu na época das Diretas Já — tentou provar o segundo ataque.

Mas ainda assim. Se houvesse algo além da bolinha de papel. A tentativa de se passar por mártir da liberdade foi uma piada muito bem captada pelo brasileiro. A tomografia do nada já foi para a história. Faz parte do cinismo ignorar todas as evidências que possam desmascará-lo. Serra não tinha uma mísera gota de sangue, um mísero arranhã, um mísero galo. Mesmo assim, fez uma tomografia teatral cujo resultado era sabido de antemão até por mim.

Sim, Serra tem razão. Nunca houve tanta baixaria.

É por isso mesmo que o autor da maior parte delas deve ser varrido da política primeiro para que a punição seja exemplar e depois para que possa haver renovação. Se Serra olhar para o espelho e suportar a imagem, verá o culpado pela frase que proferiu com acerto na reunião com cientistas.

Charge Online do Bessinha

Vá se catar, seu papa reacionário !

Charge Online do Bessinha

Aposentados estão com Dilma

28 Outubro 2010

O babacão do Joelmin Betim deve ter sofrido para falar o que falou

Ao leitor que reclama que eu sou parcial…

Hildegard Angel

Leitor reclama de minha parcialidade política, segundo ele sempre reservando as críticas do blog para José Serra. Entretanto, leitor, acho mais honesto isso do que se fingir de imparcial e escrever como parcial, manipulando a boa fé dos leitores. E nós sabemos como é fácil fazer isso, quando se é jornalista e não se tem grandes preocupações éticas...

Quem me acompanha sabe que sou voto declarado em Dilma, desde o princípio da campanha, não apenas agora, no segundo turno. Sou voto declarado, donde minha opinião é comprometida com a posição já assumida. E sou falante, gosto de me colocar. Mas respeito quem pensa diferente, e são muitos os meus amigos queridos que pensam diferente de mim na política. Porém, não desqualifico nem ofendo, como fazem alguns. Pra variar, vou me colocar hoje de novo a respeito dessa campanha do candidato tucano...

A gente ouve o horário eleitoral do Serra e tem vontade de vomitar. Ele diz que lutou pela esquerda e, ao mesmo tempo, tenta criminalizar Dilma por ter lutado à esquerda. Diz que criou o que os outros criaram (genéricos, lei pescadores etc.) e copia na maior desfaçatez a invenção alheia. Hoje, no rádio, como grande novidade, fala que seu programa de casas populares vai dar título de propriedade em nome das mulheres. O que o Minha Casa Minha Gente, do governo, faz desde o princípio...

Usa sistematicamente a tática do medo. Aproveita-se do fato de a grande imprensa estar fechada com ele (isto é, não repercute denúncias graves que envolvem seus parentes, gravíssimas – sigilos bancários, Banestado etc.) e procura responsabilizar Dilma por fatos não esclarecidos que nada têm a ver com ela...

É deselegante, mostra seu caráter com uma campanha que todo o tempo desqualifica uma mulher que o tratou com elegância desde o início. E, no momento em que finalmente Dilma, que é humana, reage com severidade, a imprensa-amiga-irmã-camarada de Serra diz que ela foi “agressiva”. Uma vergonha completa...

Serra é o Carlos Lacerda do Terceiro Milênio. O Corvo 2. Com a diferença que Lacerda mostrou competência como governador e Serra tirou nota 3,75 do Diap (baixíssima), como deputado constituinte, e foi um ministro da Saúde medíocre (dengue, sanguessugas etc.). Nós, aqui no Rio de Janeiro, bem vimos o estado calamitoso em que esteve a rede hospitalar pública à sua época. Os médicos e enfermeiros com memória e caráter sabem...

Serra, em vez de programa de governo, apresenta promessas, promessa vazias, muitas inviáveis, joga com a desinformação do eleitor, manipula, confunde ficção e verdade. Ele, por exemplo, denuncia que Dilma deu às empresas privadas e estrangeiros poços de petróleo, omitindo que foi o seu governo que mudou as regras nacionalistas anteriores, abrindo concessões para privadas e estrangeiros. Serra parece acreditar que o eleitor é um despreparado, mas nem todos, Serra, nem todos...

Dilma dispara em Goiás e abre 14 pontos sobre Serra no Estado

Do R7

Na pesquisa anterior, o tucano estava dois pontos na frente da petista

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disparou nas intenções de voto em Goiás e está 14 pontos percentuais à frente do rival tucano José Serra. A petista tem 57% contra 43% do tucano, segundo uma pesquisa do Ibope divulgada nesta quinta-feira (28) pelo jornal O Popular, de Goiânia.

Mais uma do bos¨% do Gilmar Dantas

Ficha Limpa em pleno vigor. Com grosserias, Gilmar Mendes tirou presidente do TSE do sério e agrediu a sociedade e o Parlamento

Wálter Fanganiello Maierovitch

1. O Supremo Tribunal Federal (STF), depois de horas de hesitações e intermináveis citações de julgados e de doutrinadores, vivos e mortos, nacionais e estrangeiros, voltou a surpreender.

Todos imaginavam que a questão central, no julgamento de ontem e referente ao recurso extraordinário ajuizado por Jader Barbalho, seria a escolha de um critério para o desempate da votação.

Afinal, no caso Joaquim Roriz, os ministros discutiram à exaustão se a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135, de 7 de junho de 2010) deveria ou não ser aplicada nas eleições de 2010. Na ocasião, o STF ficou dividido, ou seja, a votação restou empatada com cinco votos para cada lado.

Na sessão de ontem, estava na cara que ocorreria novo empate sobre a imediata aplicação da Lei da Ficha Limpa.

Partido Alto Bolinha de Papel - Sambistas com Dilma

Dica do Alex

O rapaz está certo em votar no Serra

Charge Online do Bessinha

Fernando Veríssimo apoia Dilma

Programa TV da Dilma - Noite - 27/10

27 Outubro 2010

Programa TV da Dilma - Tarde - 27/10

Charge Online do Bessinha

CNT/Sensus: Dilma tem 58,6% e Serra 41,4% dos votos válidos

Claudia Andrade Terra


Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quarta-feira (27):

Dilma Rousseff - 58,6% dos votos válidos (antes - 52,8%)
Serra - 41,4%  (antes - 47,2%)

Vantagem atual de Dilma sobre Serra - 17,2 pontos percentuais.

Os votos válidos desconsideram brancos e nulos, que somaram 4,7% dos 2 mil eleitores entrevistados entre os dias 23 e 25, e indecisos, que somaram 6,8%.

Considerando-se os votos totais, Dilma tem 51,9% e Serra, 36,7%. Na pesquisa anterior, divulgada semana passada, a petista tinha 46,8% contra 41,8% do tucano.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 37609/2010.

Rejeição
O índice de rejeição à candidata petista que era de 35,2% na pesquisa anterior, caiu para 32,5%. 

Serra tinha rejeição de 39,8% e agora atinge seu recorde da pesquisa CNT/Sensus, com 43%. Para o instituto, rejeições acima de 40% seriam indicativos de derrota do candidato.

Na análise do instituto, a troca mútua de acusações entre os candidatos faz o eleitor voltar seu interesse novamente para os aspectos econômicos, onde a petista levaria vantagem.

Morre ex-presidente argentino Néstor Kirchner

Lula: é hora de ir para ruas e levantar as bandeiras

JINGLE DILMA PRESIDENTE

De Carlos Moura, com carinho, para Noblat

Publico a carta aberta de Carlos Moura (aposentado, fotógrafo, redator de jornal de interior, sócio de uma pequena editora de livros clássicos e coordenador da Ação da Cidadania em Além Paraíba-MG) para o jornalista de “O Globo” Ricardo Noblat.

do Escrevinhador

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Noblat

Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha?

Apresento-me: sou um brasileiro. Não sou do PT, nunca fui. Isso ajuda, porque do contrário você me desclassificaria,  jogando-me na lata de lixo como uma bolinha de papel. Sou de sua geração. Nossa diferença é que minha educação formal foi pífia, a sua acadêmica. Não pude sequer estudar num dos melhores colégios secundários que o Brasil tinha na época (o Colégio de Cataguases, MG, onde eu morava) porque era só para ricos. Nas cidades pequenas, no início dos sessenta, sequer existiam colégios públicos. Frequentar uma universidade, como a Católica de Pernambuco em que você se formou, nem utopia era, era um delírio.

Informo só para deixar claro que entre nós existe uma pedra no meio do caminho. Minha origem é tipicamente “brasileira”, da gente cabralina que nasceu falando empedrado. A sua não. Isto não nos torna piores ou melhores do que ninguém, só nos faz diferentes. A mesma diferença que tem Luis Inácio em relação ao patriciado de anel, abotoadura; mestrado. Patronato que tomou conta da loja desde a época imperial.

O que você e uma vasta geração de serviçais jornalísticos passaram oito anos sem sequer tentar entender é que Lula não pertence à ortodoxia política. Foi o mesmo erro que a esquerda cometeu quando ele apareceu como líder sindical. Vamos dizer que esta equipe furiosa, sustentada por quatro famílias que formam o oligopólio da informação no eixo Rio-S.Paulo – uma delas, a do Globo, controlando também a maior  rede de TV do país – não esteja movida pelo rancor. Coisa natural quando um feudo começa a dividir com o resto da nação as malas repletas de cédulas alopradas que a União lhe entrega em forma de publicidade. Daí a ira natural, pois aqui em Minas se diz que homem só briga por duas coisas: barra de saia ou barra de ouro.

O que me espanta é que, movidos pela repulsa, tenham deixado de perceber que o brasileiro não é dançarino de valsa, é passista de samba. O patuá que vocês querem enfiar em Lula é o do negrinho do pastoreio, obrigado a abaixar a cabeça quando ameaçado pelo relho. O sotaque que vocês gostam é o nhém-nhém-nhém grã-fino de FHC, o da simulação, da dissimulação, da bata paramentada por láureas universitárias. Não importa se o conteúdo é grosseiro, inoportuno ou hipócrita (“esqueçam o que eu escrevi”, “ tenho um pé na senzala” “o resultado foi um trabalho de Deus”). O que vale é a forma, o estilo envernizado.

As pessoas com quem converso não falam assim – falam como Lula. Elas também xingam quando são injustiçadas. Elas gritam quando não são ouvidas, esperneiam quando querem lhe tapar a boca.  A uma imprensa desacostumada ao direito de resposta e viciada em montar manchetes falsas e armações ilimitadas (seu jornal chegou ao ponto de, há poucos dias, “manchetar” a “queda” de Dilma nas pesquisas, quando ela saiu do primeiro turno com 47% e já entrou no segundo com 53 ) ficou impossível falar com candura. Ao operário no poder vocês exigem a “liturgia” do cargo. Ao togado basta o cinismo.

Se houve erro nas falas de Lula isto não o faz menor, como você disse, imitando o Aécio. Gritos apaixonados durante uma disputa sórdida não diminuem a importância histórica de um governo que fez a maior revolução social de nossa História. E ainda querem que, no final de mandato, o presidente aguente calado a campanha eleitoral mais baixa, desqualificada e mesquinha desde que Collor levou a ex-mulher de Lula à TV.

Sordidez que foi iniciada por um vendaval apócrifo de ultrajes contra Dilma na internet, seguida das subterrâneas ações de Índio da Costa junto a igrejas e da covarde declaração de Monica Serra sobre a “matança de criancinhas”, enfiando o manto de Herodes em Dilma. Esse cambapé de uma candidata a primeira dama – que teve o desplante de viajar ao seu país paramentada de beata de procissão, carregando uma réplica da padroeira só para explorar o drama dos mineiros chilenos no horário eleitoral – passou em branco nos editoriais. Ela é “acadêmica”.

A esta senhora e ao seu marido você deveria também exigir “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”.

Você não vai “decidir” que Lula ficou menor, não. A História não está sendo mais escrita só por essa súcia  de jornais e televisões à qual você pertence. Há centenas de pessoas que, de graça,  sem soldos de marinhos, mesquitas, frias ou civitas, estão mostrando ao país o outro lado,  a face oculta da lua. Se não houvesse a democracia da internet vocês continuariam ladrando sozinhos nas terras brasileiras, segurando nas rédeas o medo e o silêncio dos carneiros.

Carlos Torres Moura
Além Paraíba-MG

Quarta-feira (27) é o Dia Nacional de Mobilização

No dia 31 de outubro, o povo vai teclar 13 e confirmar a continuidade do projeto político que governou o Brasil desde 1º de janeiro de 2003.

Para isso, é necessário que o Partido dos Trabalhadores se mantenha em permanente ação.

Cada um de nossos 1 milhão e 400 mil filiados.

Cada um de nossos 60 mil dirigentes nacionais, estaduais, municipais e setoriais.

Cada um de nossos 4.193 vereadores, 558 Prefeitos e 535 Vice-Prefeitos, 149 Deputados Estaduais e 88 Deputados Federais e 13 Senadores eleitos.

Cada um de nossos governadores eleitos no primeiro turno. E todos os que foram candidatos e contribuíram para com a nossa vitória.

Cada um e todos nós temos uma única tarefa de hoje até o dia 31 de outubro: garantir a continuidade das mudanças e eleger Dilma Presidente do Brasil.

Todo dia é dia de Dilma.

Todo dia é dia, toda hora é hora de panfletagem, carreata, passeatas, plenárias e visitas a eleitores.

É preciso deixar claro para o povo: não se trata apenas de uma disputa eleitoral.Trata-se de defender a soberania nacional contra os que querem fazer nosso país voltar a ser submisso a interesses estrangeiros. Trata-se de defender a democracia contra os que querem calar o povo. Trata-se de defender a igualdade contra os que querem impedir que os trabalhadores tenham direito a emprego, salário digno e boas condições de vida, incluindo habitação, saúde e educação. Trata-se de defender o Brasil.

É por isso que a Comissão Executiva Nacional do PT convoca toda a militância do PT, em conjunto com os partidos que apóiam Dilma e com os movimentos sociais, a realizar no dia 27 de outubro, próxima quarta-feira, o DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO para a arrancada final da campanha.

Vamos juntos garantir a vitória de Dilma!

Viva o povo brasileiro, viva o Brasil!

Comissão Executiva Nacional do PT

Programa TV da Dilma - Noite - 26/10

Clipe Dilma Lá

26 Outubro 2010

Celso Antônio Bandeira de Mello: 'Serra tem promessas, Dilma tem fatos'

Charge Online do Bessinha

Nos bastidores, PT e PSDB dão caneladas até pela maquiagem

Claudio Leal e Marcela Rocha

Trabalho, trabalho, trabalho

Pesquisas qualitativas da campanha do PT reprovaram as acusações mútuas sobre os casos Erenice e Paulo Preto, no debate da Rede Record, na noite desta segunda-feira (25). O marqueteiro João Santana Filho instruiu a candidata Dilma Rousseff a insistir nos temas "emprego e renda". "Ela perguntou três vezes no terceiro debate e ele não respondeu nada sobre trabalho", vibrou o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que considerou ter sido este o melhor momento de Dilma. 

Dona Marta

Em conversa mais do que privada, tucanos se diziam espantados com o "novo visual de Marta Suplicy":
- Ela deu uma boa esticada, hein?

Serra é Nobel

A ex-prefeita de São Paulo deu risadas quando ouviu Serra dizer que fará um governo "da fraternidade".
- Se ele for governar com a fraternidade do governo de São Paulo, coitado do povo brasileiro! - ironizou, às gargalhadas.
Passos adiante, Marta se animou mais.

- Serra deu foi paulada nos professores! Se ele vier com essa fraternidade toda, vou dar a ele o Prêmio Nobel da Paz.

A paz...

No fim do debate, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), cochichou para o coordenador jurídico da campanha de Dilma, José Eduardo Cardozo:

- Não pode deixar ele vir com essa história de governar com a paz, tem que lembrar de São Paulo...

Kassab é o cara

Ao encontrar o prefeito paulistano Gilberto Kassab, o ministro dos Esportes, Orlando Silva (PCdoB), saudou:
- Olha aí, o maior prefeito do Brasil!
Kassab brincou e pediu para o comunista repetir o elogio diante das câmeras. Depois, ao encontrarem o ex-governador Moreira Franco, o democrata provocou:
- Repete o que você disse antes, ministro.
Sem saída, Orlando Silva repetiu o script.

Alívio que refresca

O primeiro bloco foi considerado "fraco" pelos tucanos, que racharam uma bala "halls" para refrescar o hálito.
Não provoca!
Após o primeiro bloco, o vice na chapa de Dilma, o deputado federal Michel Temer (PMDB), justificou o retorno do caso Paulo Preto ao debate presidencial:

- Ela não ia entrar nisso! Ele que provocou, falando na Erenice. Mas ela não ia tocar...

Discrição
Depois dos ataques do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, em depoimentos da Polícia Federal, acusando-o de ter sumido com dados de seu computador, o coordenador de comunicação de Dilma, Rui Falcão, foi presença discreta nos bastidores do debate.

Curriculum vitae

No intervalo, José Eduardo Cardozo defendeu a fala de Dilma sobre Paulo Preto, considerada confusa para alguns dos presentes.
- A história todo mundo conhece. Ele esteve envolvido com bracelete (de brilhante) roubado, com o Rodoanel, com o dinheiro da campanha... É que o currículo ali é grande!

Análise

A mulher de José Serra, a psicóloga Mônica Serra, fez uma análise negativa do desempenho de Dilma no primeiro bloco, quando houve denúncias contra o governo do marido em São Paulo. Reticente para fazer comentários, Monica alvejou:

- Ela tá gaguejando muito... Principalmente quando mandam ela falar de coisas que não entende.

Esfinge

A maquiadora de Serra assistia ao debate com críticas à petista. Uma delas, à make up:
- Muito forçada. Parece máscara.

Tempo esgotado

As televisões dentro do estúdio amargaram uma pane e perderam o sinal. Segundo a Record, houve problema com uma tomada. Os candidatos perderam os sinalizadores de tempo e a platéia tucana se prontificou a avisar com assobios quando o tempo de Dilma se esgotava.

Uhhhhhhhhh

A jornalista Telé Cardim, a musa da vaia no Festival de 1967 na Record, fez tietagem para Dilma Rousseff no final do terceiro round. 

- Você vai ganhar e eu não vou ter tempo de lhe desejar boa sorte na presidência. Vai ser lá em Brasília, com aquela confusão eu não vou. Dou logo aqui.

Dilma lhe deu um beijo. Provocada por que não puxou nenhuma vaia no debate, Telé confessou:

- Você nem viu, mas eu puxei uma bem baixinho, quando aplaudiram o Serra...

Além do cantor Sérgio Ricardo, a musa da vaia de 1967 também não gostou do candidato tucano.
- Estou convencendo a judeuzada toda do meu prédio a votar na Dilma!

Há vagas

Fim do primeiro bloco, e Marco Aurélio Garcia se levanta e recomenda a uma assessora de Dilma:
- Ela tem que falar de emprego. Ela tem que falar de emprego! 

O tema é considerado preocupante para o PSDB nos debates e a petista prontamente atendeu aos pedidos no começo do terceiro bloco. Para reforçar, tocou no assunto na coletiva. 

Para a taba

Indio da Costa deixou o debate após o primeiro bloco. O vice de Serra disse que iria para casa estudar pesquisas para uma reunião marcada para a manhã desta terça-feira (26).

Esqueceram de mim

O ex-ministro Antonio Palocci, sempre citado por Serra na televisão, não ganhou nenhuma referência no terceiro debate do segundo turno.

- Eu fiquei triste! - brincou Palocci.

Mais atrás, Marta Suplicy gritou:

- Você caiu em desuso, Palocci!

Em campo

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, resumiu em futebolês o confronto Dilma x Serra na Record:
- Ela foi clássica. Ele deu umas caneladas.

Só a Record mostra os podres do Serra



Leia mais sobre o que o PIG esconde, no blog do Azenha

Os bastidores do debate na TV Record

Programa TV da Dilma - Noite - 25/10

Partido Alto Bolinha de Papel - Tantinho da Mangueira e Serginho Procopio

Dilma na Record - 25.10.2010 - Sobre o Pré-Sal

Dilma na Record - 25.10.2010 - Maior aliado de Serra é contra o ProUni

Dilma na Record - 25.10.2010 - Considerações finais

Chauí alerta sobre atos de violência para culpar PT



Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

São Paulo - A filósofa Marilena Chaui denunciou nesta segunda-feira (25) uma possível articulação para tentar relacionar o PT e a candidatura de Dilma Rousseff a atos de violência. Ela afirmou, diante de um público de quase duas mil pessoas, que soube de uma possível ação violenta que seria montada para incriminar o PT durante comício do candidato José Serra (PSDB) no dia 29.

Segundo Marilena, a promessa dos participantes da suposta armação seria de "tirar sangue" durante o comício. As cenas seriam usadas sem que a campanha petista tivesse tempo de responder. "Dois homens diziam: 'dia 29, nós vamos acertar tudo, vamos trazer o pessoal vestidos com camisetas do PT, carregando bandeiras do PT e vão atacar pra tirar sangue, no comício do Serra", reafirmou a filósofa em entrevista à Rede Brasil Atual. "É preciso alertar a sociedade brasileira toda, alertar São Paulo e alertar os petistas", pediu Marilena. A ação estaria em planejamento em um bar de São Paulo, no final de semana.

Para exemplificar o caso, ela disse que se trata de um novo caso Abílio Diniz. Em 1989, o sequestro do empresário foi usado para culpar o PT e o desmentido só ocorreu após a eleição de Fernando Collor de Melo.

A denúncia foi feita durante encontro de intelectuais e pessoas ligadas à Cultura, estudantes e professores universitários e políticos, na USP, em São Paulo. "Não vai dar tempo de explicar que não fomos nós. Por isso, espalhem pelas redes sociais", divulguem.

Ela também criticou a campanha de Serra nestas eleições. "A campanha tucana passou do deboche para a obscenidade e recrutou o que há de mais reacionário, tanto na direita quanto nas religiões."

Em entrevista ao blog Escrevinhador, de Rodrigo Vianna, o jornalista jornalista Tony Chastinet, já alertava sobre possíveis técnicas utilizadas para associar o PT à violência.
Mais panfletos

Também nesta segunda-feira o PT registrou um Boletim de Ocorrência (BO) no 45º DP contra um grupo que distribuía material irregular contra Dilma Rousseff na Praça Luis Neri, no bairro de Perus, em São Paulo. Aproximadamente 30 pessoas foram identificadas com o uniforme "Turma do Bem"; cinco foram presos em flagrante.

25 Outubro 2010

Charge Online do Bessinha

Dilma e Serra hoje a noite na Record


Wilton Junior/Agência Estado


O debate entre os candidatos à Presidência da República que a TV Record vai promover nesta segunda-feira (25), às 23h, e que será transmitido ao vivo pelo R7, será decisivo para o resultado do segundo turno das eleições deste ano, marcado para o dia 31 de outubro. É o que dizem os principais coordenadores das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e de José Serra (PSDB).

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, que coordena a campanha petista, afirma que o encontro na última semana de campanha será importante para os candidatos reafirmarem suas propostas. Ao R7, Dutra disse esperar que os ânimos estejam acirrados por conta da reta final, mas afirmou acreditar em um debate de alto nível.

- É claro que em um debate entre dois candidatos há um acirramento natural, o que não acontece no primeiro turno, quando há mais candidatos. Mas vamos debater projetos e esperamos que o candidato da oposição vá por essa linha.

O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), presidente do seu partido e principal coordenador da campanha de Serra, também disse acreditar em um encontro de alto nível e confia que o tucano pode reverter a desvantagem apontada nas pesquisas de intenção de voto.

- Nessa última semana as intenções de voto vão se movimentar e um dos fatores será o debate, com certeza.

Debate

O debate de segunda-feira será dividido em três blocos. Neles, Dilma e Serra poderão perguntar entre si sobre os temas que preferirem. Cada resposta dará direito a uma réplica do candidato que perguntou e uma tréplica do que respondeu.

Ao final do encontro, cada candidato terá direito a fazer suas considerações finais no tempo de dois minutos.

Carreata de Dilma e Lula pelas ruas de Realengo e Bangu (24 de outubro)

24 Outubro 2010

VotoSerrapq #2

Charge Online do Bessinha

O movimento dos votos

De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

As pesquisas disponíveis permitem identificar com razoável clareza para onde vão, agora no segundo turno, os votos dados no primeiro. Não são movimentos concluídos e novas mudanças são possíveis nos próximos dias. Mas tudo indica que os segmentos do eleitorado ainda indecisos estão diminuindo rapidamente.

O dado mais relevante é que temos, nestas eleições, a repetição de um fenômeno conhecido: a tendência da maioria dos eleitores a confirmar o voto do primeiro turno. Ao contrário do que se costuma pensar, o segundo turno só é "outra eleição" para quem não votou nos candidatos que o disputam.

É o que está acontecendo agora. Para a quase totalidade dos eleitores que votou em Dilma ou Serra, a escolha já foi feita e será agora reiterada. Quem tem que rever sua decisão e escolher um caminho são os que votaram em Marina, nos demais candidatos, anularam o voto, o deixaram em branco ou não foram votar.

A forte tendência à confirmação vem de algo que o eleitor respeita e preza: sua própria coerência. Se chegou, depois de levar em conta inúmeras considerações, à conclusão de que Dilma ou Serra são os melhores, só uma decepção muito grave o levaria a mudar de ideia. Até mesmo porque, ao optar por Serra, por exemplo, o eleitor passa a olhar para Dilma, a principal concorrente de seu escolhido, com reserva. Vice-versa, a mesma coisa. Para que largue quem preferia e passe a votar em quem rejeitava, o caminho é complicado.

Em função disso, não surpreendentemente, perto de 95% dos que votaram em Dilma ou em Serra pensam repetir seu voto domingo, pelo que dizem as pesquisas. Ambos começaram o segundo turno com essa base e a estão preservando.

Existe, como se vê, mesmo que pequena, uma perda de votos, da ordem de 3 a 4%, mas ela é igual para os dois. Ou seja: há uma transferência de Dilma para Serra, mas há outra, proporcionalmente igual, dele para ela. Com isso, as duas quase se anulam.

Algo parecido acontece com quem votou nulo, branco ou se absteve. Quem preferiu votar desse modo tem o costume de manter a decisão no segundo turno, assim como tendem a continuar ausentes os que não quiseram comparecer no primeiro.

O que sempre reduz a quantidade de votos não-válidos no segundo turno é a simplificação da mecânica do voto. No primeiro, com 6 votos para digitar, muitos eleitores se confundem e acabam anulando seu voto inadvertidamente, enquanto outros votam branco por ser mais fácil que registrar tantos números. Inversamente, o que faz com que a abstenção tenda a subir de um turno para outro é a sensação do "dever cumprido" de alguns eleitores, ou o simples esquecimento da obrigação, no momento em que as campanhas locais (especialmente de candidatos a deputado) não mobilizam mais. De nenhuma dessas tendências, no entanto, costumam surgir mudanças relevantes no voto.

Como a votação dos chamados nanicos foi inexpressiva, o que interessa de fato são, portanto, os movimentos das pessoas que votaram em Marina. São seus deslocamentos que fazem com que as pesquisas estejam variando neste momento.

Para discuti-los, é preciso lembrar que o voto em Marina teve três momentos bem distintos de formação, pelo que mostram pesquisas quantitativas e qualitativas. O primeiro a levou a perto de 10% e tinha como núcleo o eleitor simpático à agenda verde. Com esse tamanho, Marina chegou a meados de setembro.

Nos 15 dias finais, ela recebeu um segundo afluxo de votos, vindo de eleitores que permaneciam indecisos, mas propensos a votar nela ou em Dilma. Ao agregá-los, Marina foi a 15%.

Todas as pesquisas mostram que houve um terceiro momento, nas vésperas da eleição, que fez com que ela chegasse aos 20% , decretou o segundo turno e que não foi captado pelas pesquisas (pois se concretizou em cima da hora). Seu combustível foi, ao que parece, a rejeição a Dilma.

Hoje, esse voto está com Serra. Mas não a totalidade do "verde" ou daquele segundo, que foi para a Marina desassociado de uma rejeição a Dilma. Os dois tendem a se repartir, ainda que majoritariamente para o candidato do PSDB.

Fazendo as contas: se praticamente todo o voto que Dilma e Serra receberam está mantido, se as flutuações entre eles se compensam, se nenhum dos dois tem a ganhar com alterações nos brancos e nulos ou mudanças nas abstenções, Serra precisaria receber quase integralmente o voto de Marina para equilibrar a disputa.

Até o momento, não é isso que se vê.

Só a TV Record revela as falcatruas envolvendo Serra e Aécio e suas fábricas de dosiês

Abramovay afirma que Vejamente e a acusa de esconder áudio inesistente

NOTA DE PEDRO ABRAMOVAY

Nego peremptoriamente ter recebido, de qualquer autoridade da República, em qualquer circunstância, pedido para confeccionar, elaborar ou auxiliar na confecção de supostos dossiês partidários. Não participei de supostos grupos de inteligência em nenhuma campanha eleitoral. Nunca, em minha vida, tive que me esconder.

A revista Veja, na edição número 2188 de 2010, afirma ter obtido o áudio de uma gravação clandestina entre mim e um ex-colega de trabalho. Infelizmente a revista se recusou a fornecer o conteúdo da suposta conversa ou mesmo a íntegra de sua transcrição.

Dediquei os últimos oito de meus 30 anos a contribuir para a construção de um Brasil mais livre, justo e solidário, e tenho muito orgulho de tudo o que faço e de tudo o que fiz. Trabalhei no Ministério da Justiça como Assessor Especial, Secretário de Assuntos Legislativos e Secretário Nacional de Justiça, conseguindo de meus pares respeito decorrente de meu trabalho.

Apesar de ver meu nome exposto desta forma, não foi abalada minha fé na capacidade de transformação de nosso país e tampouco na crença da importância fundamental de uma imprensa livre para o fortalecimento de nossa democracia.

Pedro Vieira Abramovay
Secretário Nacional de Justiça

Alerta de quem é do ramo: a armação que pode vir nos dias finais de campanha


O alerta é de um jornalista experiente, com amplos contatos na comunidade de informações, com arapongas e ex-arapongas.

Não nasce de um evento específico, mas de um encadeamento lógico de fatos: a campanha sórdida e subterrânea na internet, os panfletos apócrifos, as chamadas por robôs e a farsa de Campo Grande, onde o único ferido — realmente ferido — foi um militante petista com um corte no supercílio (que não apareceu no Jornal Nacional).

Vem da repetição de um padrão no telejornal de maior audiência: Dilma, agressiva; Serra, vítima. Um padrão que se manteve na noite deste sábado, quando a Globo omitiu o discurso do governador paulista Alberto Goldman em que ele sugeriu uma comparação entre Lula e Hitler (com menção ao incêndio do Reichstag), omitiu que militantes de PT fizeram um cordão de isolamento para que uma passeata tucana avançasse em Diadema e destacou o uso, por eleitores de Serra, de capacetes para se “proteger” das bolinhas de papel.

O colega, em seu exercício de futurologia, mencionou o Rio de Janeiro como o mais provável palco de uma armação, por dois motivos:

1) é onde fica a Globo;

2) é onde subsiste a arapongagem direitista.

Como lembrei neste espaço, anteriormente, foi assim o golpe midiático perpetrado em 2002, na Venezuela, retratado nos documentários A Revolução Não Será Televisionada e Puente LLaguno.

Parte essencial daquele golpe, que juntou militares insatisfeitos com a oposição em pânico e apoio maciço da mídia, foi a acusação de que militantes chavistas tinham atirado em civis desarmados, quando as 19 mortes registradas num confronto entre militantes das duas partes resultaram de tiros disparados por franco-atiradores e policiais de Caracas leais à oposição. Porém, foram semanas até que tudo ficasse claro para boa parte dos venezuelanos e para a opinião pública internacional.

O Brasil de 2010 não é a Venezuela de 2002, mas não custa ficar alerta.

Programa TV da Dilma - Noite - 23/10

23 Outubro 2010

Charge Online do Bessinha

Essa manchete de O Globo aposta na imbecilidade do leitor


E se não for o trabalhador ativo seria quem?

Não é esse o maior problema dos países europeus que definham populacionalmente?

Essa é exatamente a razão pela qual a Alemanha importa estrangeiros: para preencher o vazio deixado pelos filhos que as alemãs se negam a ter.

E que eu dou razão.

Manchete desse quilate mostra que o jornalista de O Globo está pouco se lichando para o leitor.

O importante é fazer do leitor um perfeito idiota mal informado.

Programa TV da Dilma - Noite - 22/10

22 Outubro 2010

Charge Online do Bessinha

MG: PT ganha apoio de lideranças verdes e sustenta Dilmasia

por Dayanne Sousa

O ex-candidato do PV ao governo de Minas Gerais, José Fernando Aparecido, vai declarar seu apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff à presidência em ato nesta sexta-feira (22) junto da coordenação da campanha de Marina Silva no Estado. Marina foi a presidenciável mais votada em Belo Horizonte com mais de 560 mil votos. Segundo o presidente do PT de Minas, Reginaldo Lopes, uma pesquisa interna indica que pelo menos dois terços desta votação deve ir para Dilma no segundo turno.

Leia mais

Agora vai !

O PSDB anunciou que Fernando Henrique Cardoso vai "liderar" uma passeata em prol de Serra no dia 29, informa a coluna Mônica Bergamo, publicada nesta sexta-feira pela Falha.

O evento será no largo São Francisco, em São Paulo.

Por isso 44% da população vota no Serra

Militantes vão às ruas do Recife pedir votos para Dilma Rousseff

Nesta sexta-feira (22) as ruas do centro do Recife serão “ocupadas” pela Grande Caminhada Dilma Presidente. “Nossa palavra de ordem é ocupar as ruas”, disse o coordenador de campanha de Dilma Rousseff (PT) em Pernambuco, João Paulo (PT). A expectativa da Frente Popular é de que este seja um dos maiores eventos petistas do segundo turno.

Além de João Paulo, participam da marcha o governador Eduardo Campos (PSB), os senadores eleitos Humberto Costa(PT) e Armando Monteiro (PTB), parlamentares, prefeitos e demais lideranças da base aliada.

A concentração será às 15h, na Praça Osvaldo Cruz com saída prevista para às 17h em um trajeto que vai da Avenida Conde da Boa Vista até o Largo do Carmo. O local é tradicionalmente escolhido para o encerramento das grandes caminhadas da Frente Popular. Ao final haverá um comício.

Disputas por território

O PT ganhou, judicialmente, o direito de realizar um ato público no Recife na sexta (22). Após ser anunciada a vinda do candidato à presidência José Serra (PSDB) a Pernambuco, os petistas também comunicaram um grande ato para o mesmo dia nas ruas do Recife. Entretanto, como a Frente Popular fez o registro da movimentação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TRE/PE) primeiro, ela teve a preferência.

Após a decisão judicial, os tucanos adiaram a visita de Serra, agendando um novo ato no Recife para terça-feira (26). Os petistas e aliados do Governo não ficaram atrás e na quinta (21) divulgaram a visita de Dilma Rousseff também nesse dia.

“Eles querem tumultuar nossa agenda. Isso está claro para todos”, disse o deputado federal Raul Henry (PSDB) sobre a coincidência de datas. Porém, disputas territoriais à parte, o fato é que Pernambuco volta a ser centro das atenções políticas com José Serra no Recife e Dilma Rousseff em Caruaru.

Por Júlia Schiaffarino, do Diario de Pernambuco

Piada do dia

"Posso falar com o Serra?”

1- No dia 02 de Janeiro de 2011, um senhor idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e, depois de atravessar a Praça dos Três Poderes, falou para o “Dragão da Independência” que montava guarda: Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.

O soldado olhou para o homem e disse: Senhor, o Sr. Serra não é presidente e não mora aqui.

O homem disse: Está bem. E se foi.

2- No dia seguinte, o mesmo homem idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e falou com o mesmo Dragão: Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.

O soldado novamente disse: Senhor, como lhe falei ontem, o Sr Serra não é presidente e nem mora aqui.

O homem agradeceu e novamente se foi.

3- Dia 04 de janeiro ele voltou e se aproximou do Palácio Alvorada e falou com o mesmo guarda: Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.

O soldado, compreensivelmente irritado, olhou para o homem e disse: Senhor, este é o terceiro dia seguido que o Senhor vem aqui e pede para falar com o Sr. Serra. Eu já lhe disse que ele não é presidente, nem mora aqui. O Senhor não entendeu?

O homem olhou para o soldado e disse: Sim, eu compreendi perfeitamente, MAS EU ADORO OUVIR ISSO!!!

O soldado, em posição de sentido, prestou uma vigorosa continência e disse: Até amanhã, Senhor!!!

Programa TV da Dilma - Noite - 21/10

Jogue bolas de papel contra o candidato Zé Alagão


Enviado por João Batista

Informação chegada agora na Batcaverna: encontrado o "objeto sólido" lançado contra a cabeça do Serra

Bastou uma bola de papel para "derrubar" o Alagão

A tomografia da fita crepe

por Paulo Nogueira

Mr Simpatia

NÃO SEI SE alguém se surpreendeu com as últimas pesquisas, que parecem consolidar a caminhada de Dilma rumo ao Palácio do Planalto.

Eu não.

A campanha de Serra é repulsiva, e acabou por afugentar do PSDB gente que, como eu, tradicionalmente opta pelo partido.

O episódio de ontem no Rio é apenas mais um de uma lista de pequenas trapaças de Serras. Ele é provavelmente a primeira pessoa no mundo a fazer tomografia por receber uma fita crepe na cabeça. O médico que o atendeu disse, constrangido, que o exame acusara o que todo mundo já sabia. Não havia problema nenhum.

Serra aproveitou para fazer fotos no hospital, em meio a extemporâneas e descabidas declarações de paz e amor hippie. “Não entendo política como violência”, disse ele. Serra entende política como uma forma de triturar todo mundo para chegar à presidência. O melhor quadro do PSDB para suceder FHC era Pedro Mallan, que foi sabotado de todas as formas por Serra.

Serra quer ser muito ser presidente. O problema é que os brasileiros não querem que ele seja.

Em farisaísmo, a tomografia da fita crepe equivale à célebre frase de Monica Serra segundo a qual Dilma é a favor de matar criancinhas. Não conheceríamos a capacidade de jogar baixo de Monica se um repórter não estivesse presente para registrar a ação maldosa da candidata a primeira-dama.

Dilma deve ganhar menos pelos seus méritos e até menos pelo apoio do Lula do que pelos vícios da campanha vale-tudo de Serra.

Ele tem que sair de cena para que o PSDB se renove.

É possível que ele arraste Aécio na queda, agora que repousam sobre o mineiro as esperanças de operar uma reviravolta. Dilma bateu Serra no primeiro turno, e Aécio disse que vai mudar isso. Faz alguns mandatos já que quem ganha em Minas leva a presidência, e por isso as esperanças se reabriram.

Só falta Aécio combinar com os mineiros.

A última pesquisa mostra que a distância de Dilma sobre Serra em Minas se ampliou em vez de diminuir.

Serra talvez possa culpar Aécio se a virada não aparecer, eassim prosseguir, como um interminável Galvão da política, mais alguns anos em sua louca cavalgada rumo à presidência, num titânico duelo de vontades contra os brasileiros.

VAZOU!!!!!!!!!!!!!


Pescado do blog da Jussara

Essa, como a ficha da Dilma feita pela Falha, é verdadeira

Clique sobre a foto para melhor visualizarz


Ficha suja enviada pelo Saraiva

21 Outubro 2010

Bildzeitung informa que Burger King agora é brasileira

Burger Kingfoi comprada pelo multibilionário brasileiro Jorge Paulo Lemann, número 48° na lista da Forbes.

Foi paga a bagatela de 4,0 bilhões de dólares.

Agora você não mais reclamará contra os americanos do norte quando comer a porcaria do Burger King.

Agora você xingará um brasileiro.

Charge Online do Bessinha

Lembre-se quando for votar: Serra disse no JN que mudará toda a política econômica do Lula

Desemprego brasileiro tem recorde de baixa, renda sobe

Por Rodrigo Viga Gaier Terra

RIO DE JANEIRO, 21 de outubro (Reuters) - O desemprego brasileiro atingiu recorde de baixa pelo segundo mês consecutivo em setembro, em meio ao crescimento da economia, avaliou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

A taxa nas seis regiões metropolitanas do país caiu para 6,2 por cento, ante 6,7 por cento em agosto. Foi o menor nível da série histórica iniciada em 2002.

"O mercado de trabalho é reflexo de como se apresenta o cenário econômico", disse a jornalistas o economista do IBGE, Cimar Pereira Azeredo.

"A economia favorece a geração de vagas, a formalização, a redução da informalidade e ao aumento da renda."

Entre agosto e setembro a ocupação cresceu 0,7 por cento e a desocupação caiu 7,5 por cento. Em relação a setembro de 2009, houve um crescimento de 3,5 por cento na geração de vagas e uma queda de 17,7 por cento na desocupação.

Pela primeira vez na série, o contingente de desocupados ficou abaixo de 1,5 milhão, ao atingir 1,480 milhão em setembro.

O emprego formal também avançou em setembro, em 1 por cento mês a mês e em 8,6 por cento ano a ano.

"Isso mostra que a queda na taxa não tem a ver com os empregos temporários criados pela eleição", disse Azeredo.

São Paulo, que representa 40 por cento da taxa global, também bateu recorde de baixa na taxa de desemprego, que caiu para 6,3 por cento em setembro.

Na média do ano, a taxa de desemprego brasileira está em 7,1 por cento, menor variação da série e bem abaixo da média de 2009, que ficou em 8,4 por cento entre janeiro e setembro. A média de todo ano de 2009 foi de 8,1 por cento.

O rendimento médio do trabalhador cresceu 1,3 por cento em setembro sobre agosto e 6,2 por cento ano a ano, para 1.499 reais.

O dado negativo da pesquisa de setembro foi a redução de postos de trabalho na indústria paulista pelo segundo mês seguido, em 34 mil.

"Há que se prestar a atenção para isso. Essa é a indústria mais importante do país e que encomenda muito, podendo haver reflexo em outras regiões", disse Azeredo. "Se continuar, pode ser prejudicial para o mercado de trabalho."

Marilena Chauí: “Serra é versão empobrecida de FHC”

Claudio Leal - Do Rio de Janeiro, no Terra Magazine

A professora de Filosofia, Marilena Chauí, 69 anos, foi uma das intelectuais mais entusiasmadas no ato de apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT), no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro, segunda-feira à noite (18). No púlpito, puxou um santinho do adversário José Serra (PSDB) e criticou o uso de uma mensagem religiosa (“Jesus é a verdade e a justiça”) na propaganda política. “É religiosamente obscena”, atacou.

Militante histórica do PT, Marilena retornou aos verbos de campanha depois que a sua candidata passou a rebater ataques morais e religiosos. Nesta entrevista a Terra Magazine, após a manifestação de artistas e de intelectuais, ela afirma que Serra é uma “versão empobrecida” do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

- Esse discurso religioso foi uma maneira de desconversar. Ele não tem um projeto para o Brasil. Ele é a versão empobrecida do horror que foi Fernando Henrique Cardoso e, por falta de um projeto real para o Brasil, eles encontraram uma maneira de desconversar.

Para Marilena Chauí, o governo Lula não se distanciou dos intelectuais petistas. O manifesto pró-Dilma, sustenta a professora da USP, “é a retomada do vigor da esquerda”. Só não se reuniram antes porque “não tinham que gritar contra nada”.

- A nossa presença foi difusa no interior nas várias áreas institucionais do governo. O que eu diria, é: o que nós tivemos hoje foi uma coisa que fazia tempo que a gente não fazia. Mas é porque fazia tempo que não tinha que gritar contra nada, reunir toda essa lindíssima história brasileira.

Charge do Amarildo

Filha de Chico Mendes.wmv

Zé Pinóquio mente mais uma vez: não foi pedra mas sim uma bolinha de papel jogada contra o Zé Alagão

A próxima capa da Veja

Quem apoia quem

Programa TV da Dilma - Noite - 20/10

Imprensa e igrejas, os grandes derrotados na eleição 2010

Ricardo Kotscho


Ganhe quem ganhar a Presidência da República no próximo dia 31, já dá para saber quais foram os grandes derrotados desta inacreditável campanha eleitoral de 2010: a imprensa da velha mídia, mais engajada e sem pudor do que nunca, e as igrejas em geral, com amplos setores medievais de evangélicos e católicos transformando templos em palanques e colocando a religião a soldo da política.

Por acaso, são as mesmas instituições que se uniram em 1964 para derrubar o governo de João Goulart e jogar o Brasil nas profundezas da ditadura militar por mais de duas décadas. Como naquela época, os celerados e ensandecidos combatentes das redações e dos púlpitos acenam com novas ameaças às liberdades democráticas, outra vez o perigo vermelho, de novo a degradação dos costumes. Só falta uma nova “Marcha da Família, com Deus pela Liberdade”.

Nem parece que se passou quase meio século, que o Brasil lutou e reconquistou a democracia e vivemos em pleno Estado de Direito um dos mais longos períodos de amplas liberdades públicas de nossa história, com crescimento econômico, distribuição de renda e desenvolvimento social.

Faço esta constatação com muita tristeza, com dor na alma, pois a imprensa e a religião católica são importantes na minha vida desde menino, foram duas instituições fundamentais na minha formação. Sempre tive muito orgulho de ser jornalista e de professar a fé católica. Agora, confesso, que muitas vezes sinto vergonha. Explica-se: sou do tempo de Cláudio Abramo e D. Paulo Evaristo Arns.

Cursei o ginásio num colégio de padres e, no meu teste vocacional, fui informado de que deveria seguir o sacerdócio. Só não o fiz por causa desta bobagem de que padre não pode ter mulher, ou seja, tinha que ser celibatário. É que já na época gostava muito do chamado sexo oposto e detestava a hipocrisia.

Acabei optando muito cedo por outro tipo de sacerdócio, o jornalismo, profissão na qual comecei com 16 anos, trabalhando em jornais de bairro de São Paulo. Nunca me arrependi. Nestes 46 anos de ofício, passei pelas mais diferentes funções, de repórter a diretor, nas redações de praticamente todas as principais empresas de comunicação do país, com exceção da revista Veja e da TV Record.

Agora, ancorado aqui na internet com o meu Balaio e na Brasileiros, uma revista mensal de reportagens que ajudei a criar, acompanho de longe esta guerra santa em que se transformou a campanha presidencial, com igrejas, jornalistas, padres e pastores tomando partido fanaticamente a favor de uma candidatura e contra a outra.

Jamais tinha visto nada parecido na cobertura de uma eleição _ tamanhas baixarias, tantos preconceitos, discursos tão vis e cínicos, textos inacreditavelmente sórdidos publicados em blogs e colunas _ desde os tempos em que não podíamos votar para prefeito, governador nem presidente da República.

No melhor momento social e econômico da história recente do país, chegamos ao fundo do poço na política. O Brasil não merecia isso. O problema é que, qualquer que seja o resultado da eleição, no dia seguinte a vida continua, e um terá que olhar na cara do outro, seja de que partido ou igreja for, leitor, ouvinte ou telespectador. Como sobreviverão estas duas instituições? Com que cara?

Na véspera do golpe dentro do golpe que foi o Ato Institucional Nº 5 decretado pelos militares, em dezembro de 1968, o Estadão publicou o editorial “Instituições em Frangalhos”, e a edição foi apreendida. Agora, pode publicar o que quiser e apoiar o candidato que melhor lhe convier sem correr este risco.

Orgãos de imprensa e igrejas, jornalistas e religiosos, têm todo o direito de escolher seus candidatos, fazer campanhas por eles, detonar os adversários. Só não podem fingir que são santos e pensar que nós todos somos bobos.

20 Outubro 2010

Charge Online do Bessinha

Novas pesquisas

De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Começam a sair as pesquisas da reta final deste segundo turno da eleição presidencial. Só faltam 10 dias e, de agora em diante, serão muitas.

Depois do que aconteceu no primeiro turno, as pesquisas perderam a centralidade que tiveram ao longo do processo sucessório. Aqui, como em outros países, a opinião pública e imprensa se acostumaram a lhes atribuir uma importância talvez exagerada, concentrando a discussão sobre as eleições no acompanhamento dos números a respeito do sobe e desce dos candidatos. Com isso, vieram para o primeiro plano, lugar onde não deveriam estar.

Elas continuam, contudo, a ser o que de melhor existe para conhecer o que pensam fazer os eleitores no dia da votação e não há outro meio nem parecido a elas nessa capacidade. Não estamos maravilhosamente bem servidos por elas, mas seria pior se não as tivéssemos.

As pesquisas disponíveis contam uma mesma história sobre a primeira quinzena do segundo turno. Com variações insignificantes, todas as que foram divulgadas (e as chamadas “pesquisas internas”) são coerentes no quadro que pintam.

Logo após o primeiro turno, em que Dilma perdeu votos tanto para Marina (em maior proporção), quanto para Serra (em menor), houve uma reacomodação do eleitorado. Foi um movimento que beneficiou Serra, sem que se pudesse dizer que prejudicasse Dilma.

O principal deslocamento foi do contingente de eleitores que Marina havia incorporado na segunda quinzena de setembro. Esse voto fez com que ela alcançasse os 20% que obteve na urna, dobrando o tamanho que as pesquisas lhe davam antes.

Ao contrário da primeira metade (a que pode ser chamada “verde”), esses novos eleitores de Marina não chegaram a ela por afinidade com sua agenda. O que os levou à candidata do PV foi uma crescente rejeição a Dilma, fundada em razões ideológicas ou na antipatia à sua postura e discurso, misturando “valores cristãos” (habilmente manipulados), decepções provocadas pelas “denúncias” e frustrações com a campanha petista.

O fato é que essas pessoas não tiveram que se perguntar o que fariam no segundo turno. É provável que, na hora em que souberam que Dilma disputaria com Serra, aderiram ao candidato do PSDB imediatamente. Mais por rejeitarem Dilma que por admirá-lo, a quem conheciam, mas em quem não tinham pensado antes em votar.

As pesquisas feitas nos dias seguintes a 3 de outubro já mostravam Serra chegando a 40%, tendo agregado aos seus 30% os 10% desse contingente. E Dilma quase que apenas mantendo os 47% que obtivera, com mais um ou dois pontos.

Mas, assim que essa mudança se processou, as intenções de voto se estabilizaram. Ou seja, a campanha do segundo turno, os novos apoios que Serra e Dilma receberam, a propaganda eleitoral, os debates na televisão, o noticiário da imprensa, tudo teve pouco efeito, a não ser deixá-los nas posições de largada. Nenhum dos dois cresceu ou caiu.

Dai se deduz, também, que o vasto esforço “subterrâneo” das campanhas, particularmente a “guerra santa” das igrejas conservadoras contra Dilma, junto com a escalada religiosa de Serra, não conseguiram (pelo menos por enquanto) convencer novos eleitores. Pode-se dizer que quem tinha que ser tocado por esses argumentos já o foi.

Entramos na reta final, no entanto, com indícios de que a estabilidade dos últimos dias está se alterando. As novas pesquisas sugerem mudanças, desta feita favoráveis a Dilma.

A pesquisa Vox Populi mais recente é um exemplo: nela, a diferença de Dilma para Serra nos votos válidos se amplia, passando de 8 para 14 pontos, no período de 10 a 17 de outubro.

Faltando dez dias até a eleição e considerando o que ocorreu no primeiro turno, é cedo para dizer que o quadro está definido, mesmo com a melhora da posição de quem já liderava. Mas parece que Dilma entra na fase decisiva melhor que Serra.