31 março 2010

Dilma: estou pronta para a eleição; difícil era a ditadura

RASÍLIA (Reuters) - A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, deixou a chefia da Casa Civil afirmando estar pronta para enfrentar a campanha eleitoral, a primeira de sua carreira política.

"Eu acho que fui preparada na vida para coisas muito mais duras do que disputar uma eleição. A minha vida não foi uma coisa muito fácil", disse a jornalistas nesta quarta-feira. "Difícil mesmo era enfrentar a ditadura."

A agora ex-ministra disse que não acredita que o embate eleitoral tenha de ser uma disputa de baixo nível e que a candidatura governista irá mostrar as realizações do governo. Perguntada sobre participação em debates com adversários, disse que "ninguém vai se esconder de debate".

Falando em nome de todos os ministros que deixam suas pastas para concorrer às eleições, Dilma realizou um balanço do governo, quando disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou o país em sete anos e meio.

Ela procurou passar também uma visão otimista do futuro e prometeu voltar logo à administração federal.

"O próximo período vai ser o das oportunidades", disse. "Não somos aqueles que estão dizendo adeus. Somos aqueles que estão dizendo até breve."

Ao final da cerimônia, disse a jornalistas estar preparada para disputar a eleição presidencial, a primeira de sua carreira política.

Dilma estava no governo desde o início do primeiro mandato de Lula, em 2003, quando assumiu a pasta de Minas e Energia. Em 2005 substituiu José Dirceu na Casa Civil.

A pré-candidata do PT deixa o governo junto com outros nove integrantes da equipe de Lula que também disputarão as eleições.

(Reportagem de Fernando Exman e Natuza Nery)

Charge Online do Bessinha

Na despedida do governo, Dilma diz que volta em breve


BRASÍLIA (Reuters) - Ao deixar a Casa Civil, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aproveitou o discurso de despedida para afirmar que em breve estará de volta à administração federal.

"Não somos aqueles que estão dizendo adeus. Somos aqueles que estão dizendo até breve", disse Dilma nesta quarta-feira.

Ao realizar um balanço do governo, ela disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou o país em sete anos e meio.

"O próximo período vai ser o das oportunidades", concluiu.

Dilma deixa o governo junto a outros nove integrantes da equipe de Lula que também disputarão as eleições de outubro.

(Reportagem de Fernando Exman e Natuza Nery)

A difícil transição paulista

Marcio Pochmann, emTendências/Debates da Folha

QUANDO SE completa a primeira década do século 21, o Estado de São Paulo demonstra viver um de seus maiores desafios históricos, qual seja, o de continuar sendo a locomotiva econômica que dirige o país. Na perspectiva recente, isso parece estar comprometido diante de importantes sintomas de decadência antecipada.

Entre 1990 e 2005, por exemplo, o Estado paulista registrou o segundo pior desempenho em termos de dinamismo econômico nacional, somente superando o Rio de Janeiro, último colocado entre os desempenhos das 27 unidades da Federação.

Atualmente, o Estado paulista responde por menos de um terço da ocupação industrial nacional -na década de 1980, era responsável por mais de dois quintos dos postos de trabalho em manufatura.

Simultaneamente, concentra significativo contingente de desempregados, com abrigo de um quarto de toda mão de obra excedente do país -há três décadas registrava somente um quinto dos brasileiros sem trabalho.

Em consequência, percebe-se a perda de importância relativa no total da ocupação nacional, que decaiu de um quinto para um quarto na virada do século passado para o presente.

Se projetada no tempo, essa situação pode se tornar ainda mais grave, com São Paulo chegando a responder por menos de 20% da ocupação nacional, por um terço de todos os desempregados e apenas por um quinto do emprego industrial brasileiro no início da terceira década do século 21.

Essa trajetória pode ser perfeitamente revertida, uma vez que não há obstáculo econômico sem superação.

A resposta paulista, contudo, precisaria vir da montagem de uma estratégia inovadora e de longo prazo que não seja a mera repetição do passado.

Na visão da antiga oligarquia paulista, governar seria fundamentalmente abrir estradas, o que permitiria ocupar o novo espaço com o natural progresso econômico. Por muito tempo, o Estado pôde se privilegiar dos largos investimentos governamentais em infraestrutura, o que permitiu transitar das grandes fazendas produtoras e exportadoras de café no século 19 para o imenso e diversificado complexo industrial do século 20.

Em apenas duas décadas, o Estado paulista rebaixou a concentração de quase dois terços de sua mão de obra no setor primário para menos de um terço, dando lugar ao rápido crescimento do seu proletariado industrial.

Com isso, a ocupação em manufatura convergiu para São Paulo, passando a representar 40% de todos os empregos industriais do país na década de 1960, contra um quarto em 1940.

Em virtude disso, o protagonismo paulista reverberou nacionalmente por meio do ideário de que seria a locomotiva a liderar economicamente o Brasil grande. Tanto que não era incomum à época que as lideranças de outros Estados sonhassem com a possibilidade de repetir o caminho paulista. O principal exemplo se deu com a implantação de uma “mini-São Paulo” no meio da Floresta Amazônica, por intermédio da exitosa implantação da Zona Franca de Manaus.

Para as décadas vindouras, o futuro tende a exigir a ampliação predominante do trabalho imaterial, cujo principal ativo é o conhecimento.

Não significa dizer que as bases do trabalho material (agropecuária e indústria) deixem de ser importantes, pois é estratégico o fortalecimento das novas fontes a protagonizar o dinamismo econômico do século 21.

Se houver força política nesse sentido, o Estado de São Paulo poderá transitar para a continuidade da condição de liderança econômica da nação, passando a responder por 40% do total do trabalho imaterial do país.

Os esforços de transformação são inegáveis, pois, além da necessária oxigenação de suas instituições, os próximos governos precisariam inverter suas prioridades, com a adoção, por exemplo, de um gigantesco e revolucionário sistema educacional que assegure as condições necessárias do acesso de todos ao ensino, do básico ao superior, ademais da educação para a vida toda e com qualidade.

Na sociedade do conhecimento em construção, a liderança econômica não surgirá da reprodução de sistemas de ensino comprometidos com o passado, tampouco de relações governamentais com profissionais da educação compatíveis com o século 19.

Ainda há tempo para mudanças contemporâneas, sobretudo quando a política pública é capaz de romper com o governo das ideias ultrapassadas. Sem isso, o fantasma da decadência reaparece, fazendo relembrar as fases de liderança econômica de Pernambuco durante a colônia e do Rio de Janeiro no império.

MARCIO POCHMANN, 47, economista, é presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp. Foi secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo (gestão Marta Suplicy).

Bessinha homenageia os defensores da moral

30 março 2010

Charge Online do Bessinha

'Marrapais', o PAC "não liga lé com cré"


A Marina é um gênio.

Ela afirmou que o PAC :

"Não liga lé com cré"

Assim não pode, assim não dá.

É muita genialidade para o meu pobre cérebro.

“PM embarcou em Osasco no ônibus dos professores; é um P2″



por Conceição Lemes Vio o Mundo

Isabel Azevedo Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) recebeu nesta segunda-feira, logo cedo, uma ligação de um colega da subsede de Osasco: “Aquele rapaz que socorreu a policial é um professor daqui da cidade. Nós vamos encontrá-lo, para esclarecer tudo isso”.

Diretores de subsede da Apeoesp de Osasco passaram a manhã e a tarde investigando. Lembravam-se de tê-lo visto em Osasco em meio aos professores. Conferiram listas dos que vieram para a assembleia da sexta-feira, 26 de março, no Palácio dos Bandeirantes. Conversaram com muitos colegas.

No começo desta noite descobriram que o suposto professor é um policial militar do serviço reservado (ou secreto) da Polícia Militar paulista. É um P2, como são chamados.

A caráter para não levantar suspeitas (garotão barbado, jeans, mochila nas costas), o jovem policial infiltrado embarcou no ônibus dos professores de Osasco, como se fosse um deles. Daí o pessoal da subsede de Osasco ter achado inicialmente ele que era um colega.

A descoberta da Apeoesp derruba três versões oficiais da PM paulista.

A primeira, no sábado, a Terra Magazine, de que o PM não-identificado “era um dos policiais da região, que estavam empenhados na operação” .

As outras duas são de hoje. Ao Viomundo, disse que o policial militar à paisana “estava no local”. A Terra Magazine, informou que ele estava “passando” pela manifestação.

Aos poucos a verdade sobre a foto famosa da manifestação dos professores vai se revelando. Mas ainda há muitas perguntas sem respostas. Por exemplo, qual era a missão dele na assembleia dos professores? Levantar informações sobre o andamento do movimento? Fazer provocação? Ou o quê? A mando de quem? Qual a intenção? Criminalizar a Apeoesp?

“A partir dessa noite uma das hipóteses que passamos a considerar é a de armação para sensibilizar a sociedade e jogá-la contra os professores”, lamenta a presidente da Apeoesp. “A figura da policial feminina, frágil, indefesa atacada por nós, professores, uns bárbaros. Curiosamente o capacete dela está direitinho. A roupa alinhada, como se tivesse saído da lavanderia. Para quem levou uma paulada, como disse a PM, é estranho. Os dois muito arrumadinhos, ajeitadinhos…Esquisito demais. ”

“O fato é que seremos mais rigorosos na fiscalização de quem entra nos nossos ônibus ”, cogita Isabel Noronha. “Talvez passemos a exigir o holerit, para ter certeza de que aquela pessoa é professora mesmo e essa história não se repita.”

29 março 2010

G8 confronta-se com perda de poder para o G20

por Nick Amies

O G20 aumenta gradualmente sua influência sobre a governança global. Considerando que cada vez mais países exigem poder de voz nas decisões políticas de alcance mundial, o G8 enfrenta perda de influência e relevância.


Os ministros de Relações Exteriores do Grupo dos Oito (G8) se reúnem no Quebec, no Canadá, de 29 a 30 de março, a fim de planejar a cúpula a ser realizada na província canadense de Ontário em junho próximo.

Durante dois dias, os ministros de Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia e EUA discutirão – entre outras coisas – o desarmamentismo e a não-proliferação de armas nucleares, formas de assegurar a paz na fronteira entre Afeganistão e Paquistão, os efeitos do terrorismo e a segurança de nações com defesa vulnerável.

A cúpula de Ontário será especialmente importante, não apenas pela relevância dos assuntos tratados. Há quem afirme que esse deverá ser o último encontro do G8, considerando o crescente poder global do Grupo dos 20 (G20), que inclui as principais nações emergentes e industrializadas.

Desde 1975, o G8 atuou de diversas formas como um fórum econômico de liderança mundial. Entretanto, a cúpula do Grupo dos 20 realizada em setembro passado em Pittsburgh anunciou que seus líderes "endossaram o G20 como o principal fórum de cooperação econômica internacional".

Leia mais na Deutsche Welle

"Minha Casa, Minha Vida 2" prevê 2 milhões de moradias até 2014

BRASÍLIA, 29 de março (Reuters) - O governo federal apresentou nesta segunda-feira o "Minha Casa, Minha Vida 2", programa habitacional que agora integra a nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) e prevê 2 milhões de moradias até 2014.

Três quintos das habitações, ou 1,2 milhão de unidades, serão destinadas a famílias com renda mensal de até 1.395 reais. Outras 600 mil residências serão para famílias com renda entre 1.395 e 2.790 reais, enquanto as 200 mil casas restantes irão para aqueles com renda de 2.790 a 4.650 reais.

O "Minha Casa, Minha Vida 2" terá subsídios do governo de 71,7 bilhões de reais. Desse montante, 62,2 bilhões de reais sairão do Orçamento Geral da União e 9,5 bilhões de reais sob a forma de financiamentos.

Além disso, o programa prevê 176 bilhões de reais em financiamentos com recursos da poupança para compra dos imóveis.

Todas as residências a serem construídas no "Minha Casa, Minha Vida 2" terão aquecimento por energia solar.

A primeira edição do "Minha Casa, Minha Vida" foi lançada em março do ano passado, prevendo 1 milhão de moradias e com subsídios de 34 bilhões de reais pelo governo.

Até 1o de março, foram contratadas quase 331 mil imóveis no âmbito do programa, inferior à meta da Caixa Econômica Federal --banco público fomentador do programa-- de atingir 400 mil unidades no final de 2009.

Havia expectativa entre agentes do setor de construção de que o " Minha Casa, Minha Vida 2" contemplasse 3 milhões de moradias, conforme disse há cerca de 10 dias o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão.

O Secovi-SP, sindicato que representa o setor de habitação em São Paulo, estima um déficit habitacional de 5,6 milhões de moradias no Brasil, com base em dados de 2008. Para suprir essa carência, seriam necessários, em média, 15 anos e cerca de 400 bilhões de reais, segundo o Secovi-SP.

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Charge Online do Bessinha

PT-RJ: Lindberg Farias vence as prévias para o Senado

O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, venceu as prévias realizadas ontem (28) pelo PT-RJ para definir a candidatura ao Senado. Com 99,9% dos votos apurados, Lindberg obteve 67,1% (18.546 votos), contra 32,9% (9.090 votos) da secretária de Estado do Desenvolvimento Social e ex-governadora Benedita da Silva.

Lindberg afirmou que pretende trabalhar para unificar o partido no estado. “Tínhamos receio de que uma disputa interna pudesse deixar fraturas no PT, mas em todos os encontros eu e Benedita fomos cordiais e agora vamos trabalhar para a unidade dentro do partido”.

O presidente do PT-RJ e deputado federal Luiz Sérgio declarou que o resultado oficial depende ainda do recebimento de todas atas de apuração. “O resultado extra-oficial das prévias aponta o prefeito Lindberg Farias vitorioso, no entanto para chegarmos ao resultado final faltam as atas de apuração de alguns municípios”.

Com estes números os votos válidos somam 27.636, brancos 78 e nulos 73, totalizando 27.787. As prévias aconteceram em 81 municípios do estado das 9h às 17h de domingo.

Site do PT-RJ

Hora do riso



PM diz que “ainda não sabe nome do policial que socorreu a soldado nem o que ele fazia na manifestação”.

HAHAHAHAHAHAHAHA

Lições para a campanha da Dilma

Emir Sader

A manipulação da última pesquisa do Databranda, publicada na FSP (Forca Serra Presidente), confirmando que A FOLHA MENTE, não deixa de colocar problemas para a campanha da Dilma. A "sem gracice" com que repercute a “pesquisa” no próprio jornal da família Frias revela que sentiram que foram pegos na tramóia, por tão óbvia, e que fazem parte do comando da campanha do governador de São Paulo, como Diário Tucano que são.

Mas não deixam de colocar para a campanha da Dilma problemas que apenas começam a aflorar em toda a sua dimensão. Em princípio, um governo cuja popularidade continua a bater recordes numa pesquisa após a outra – isso nem a Databranda consegue esconder -, numa situação econômica muito favorável – em que nem parece que até um ano atrás enfrentávamos os efeitos da pior crise do capitalismo desde a de 1929 -, tem condições muito favoráveis para eleger seu sucessor.


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JORNALISTA DA FOLHA RECEBEU MAIS DE R$ 3,7 MILHÕES PARA BAJULAR DEMOTUCANOS


Cloaca News

O baba-ovo profissional Gilberto Dimenstein, o Gibinha, membro do Conselho Editorial da organização mafiomidiática Folha de S. Paulo, é também o dono de uma certa Associação Cidade Escola Aprendiz, empreendimento supostamente dedicado a "criar e articular oportunidades que fortaleçam a educação integral de crianças e jovens por meio da utilização de tecnologias sociais inovadoras".

Em operação desde 1997, o negócio de Gibinha só deslanchou mesmo a partir de 2006, quando o tucano Zé Chirico elegeu-se governador de São Paulo e o demo Kassab herdou a prefeitura da capital paulista. Curiosamente, foi a partir daquele momento que os artigos e comentários de Dimenstein na Folha e na CBN (do Sistema Globo) adquiriram a tonalidade castanha que os distinguem até hoje.

A lembrança daquele repórter audaz da Era Collor esmaeceu-se definitivamente quando Gibinha passou a assinar toletes com os títulos "Parabéns, Serra" e "Professores dão aula de baderna", como exemplo. A coleira de Gilberto Dimenstein, no entanto, não foi comprada numa pet shop qualquer, não. Segundo o rastreamento feito pelo blog NaMaria News, publicado ontem, Gibinha recebeu, de 2006 até o momento, nada menos que R$ 3.725.222,74 em bondades da prefeitura de Kassab e do governo estadual tucano.

Tudo informado pelo nosso jornal favorito, o Diário Oficial, que NaMaria News exibe aqui.

28 março 2010

Charge Online do Bessinha

Eu já vivenciei a paixão que os caboverdianos sentem pelo Brasil desde Lula

Foi durante a Copa do Mundo de 2006.

Mas não é sem razão.

Vejam só a reportagem da Deutsche Welle.

Brasil leva tecnologia e experiência em censo demográfico para a África


Tecnologia desenvolvida pelo IBGE será usada para contagem da população em Cabo Verde. Além de treinar os agentes cabo-verdianos, o Brasil também emprestou 150 computadores de mão ao país.

Cabo Verde faz os últimos ajustes para enviar seus recenseadores às ruas: pela primeira vez no país africano, a contagem da população será feita por meio de computadores de mãos e com o uso de um questionário mais preciso. A experiência que a ilha africana está prestes a viver, no entanto, tem a marca brasileira.

"Nós transferimos conhecimentos metodológicos e tecnológicos. Também fizemos empréstimo de computadores de mão que serão usados na coleta de dados. E a preparação para o censo de 2010 em Cabo Verde começou há mais dois anos", contou à Deutsche Welle um dos coordenadores brasileiros do projeto, Lafayette Cortes Neto, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cabo Verde, assim como outras 136 nações, fará o censo demográfico entre 2010 e 2011, e a participação brasileira vai ajudar o país africano a recontar seus habitantes – cerca de 500 mil, segundo o último levantamento – com mais agilidade e precisão. Além de treinar os agentes cabo-verdianos, o IBGE também emprestou 150 computadores de mão ao país.

A exportação do know how brasileiro para países da África não é inédita: Moçambique e Angola também já receberam apoio do IBGE, que ampliou as colaborações internacionais em 2003.

O avanço do Brasil no campo da tecnologia empregada no censo demográfico é reconhecido pelas Nações Unidas – e rende ao país convites para colaborar internacionalmente com diversas nações, incluindo as que estão fortalecendo o sistema democrático.

Leia mais na Deutsche Welle

O Serra não ganha nem que a vaca tussa

Moradores de favelas cariocas ganham posse definitiva de imóveis

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Para dezenas de moradores do Complexo do Alemão, conjunto de favelas da zona norte da capital fluminense, o sábado, 27 de março, será um dia inesquecível. Eles receberam, após anos de lutas e incertezas, a escritura de posse definitiva de seus imóveis. O benefício foi conseguido graças a um projeto entre o Instituto Novo Brasil pelo Carimbo Solidário e a Defensoria Pública do Estado, que promoveram mais um mutirão pelo registro de posse.

Durante todo o dia, os moradores foram atendidos gratuitamente e puderam, finalmente, regularizar seus imóveis. Casos como o do casal de aposentados Ciro e Idalina Gomes, que viveram 46 anos em uma casa na Vila Nova Brasília e só agora conseguiram a escritura definitiva. “Lá nenhum imóvel é regularizado. Agora é que através desse movimento o nosso povo está tendo um pouco mais de dignidade, vai ter endereço certo”, comemorou Ciro.

Para a esposa de Ciro, o mais importante é a segurança que os moradores passam a ter. “A gente fica mais descansada, porque antes não tinha o documento certo. Agora ninguém vai poder nos tirar de lá”, completou Idalina.

Segundo os moradores, os processos de compra e venda de imóveis na favela ainda dependiam de permissão da Associação de Moradores, já que não existiam documentos legais comprovando a posse. Com a legalização, essa situação muda completamente, e permite inclusive o acesso a linhas de financiamento pelos bancos públicos.

Mais um morador satisfeito com o mutirão, é Joaquim Carlos da Silva, que trabalha como estoquista e há 17 anos vivia em um imóvel sem documentação oficial. “O documento era da associação, mas normalmente quando a gente ia procurar, não existia. Nunca achavam o nosso documento. Aí apareceu esta oportunidade de fazer um documento registrado no cartório e é bem melhor para nós”, contou Joaquim, morador da Favela da Grota.

A iniciativa de se promover mutirões de regularização começou em 2003, segundo a fundadora do projeto, Sônia Andrade, titular do 6º Ofício de Registro de Títulos e Documentos. “O objetivo é dar a essas comunidades documentos de posse, tirando toda essa documentação clandestina, passando da informalidade para a formalidade. É o resgate da cidadania, como se fosse a certidão de nascimento”, afirmou.

O projeto já foi executado nas favelas do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e parte da Maré, beneficiando mais de 3 mil famílias. Os interessados em regularizar seus imóveis pode acessar o site www.6rtd-rj.com.br ou ligar para o telefone (21) 2233-7878, do 6º Ofício de Registro de Títulos e Documentos. Também pode entrar em contato com o Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Pública do Estado, pelo site www.dpge.rj.gov.br ou pelo telefone (21) 2332-8266.

Fonte

Tabloides de assalto

Mino Carta

A transparente satisfação com que a mídia nativa celebrou os últimos movimentos do governador José Serra, tomados como prova de uma candidatura de fato já encaminhada, mostra, redondamente, o lado escolhido pelos barões midiáticos. Como sempre, o lado contrário a Lula. No caso, em oposição à candidata do presidente.


Não é novidade. A mídia nativa não engole um ex-operário que se torna inquilino do Palácio do Planalto, cenário quem sabe talhado em definitivo para bacharéis engravatados, quando não generais de quatro estrelas. Ódio de classe? Misturado com a inextinguível suspeita de que Lula acabe por cair em tentação e reedite ideias e ideais do PT de 1980.

Rota traçada desde 1989, quando foi inventado o “caçador de marajás” para impedir a ascensão do Sapo Barbudo. Nem se fale da euforia provocada pela descoberta de um Fernando Henrique rei dos economistas, além de príncipe dos sociólogos, prontamente apresentado como criador da estabilidade. E esta foi também a bandeira da campanha do segundo mandato, embora arreada 12 dias depois da posse.

Surpresa em 2002: Lula derrotou com ótima margem o ex-ministro José Serra, a despeito de sua badaladíssima gestão na pasta da Saúde, quando o mundo mais uma vez curvou-se diante do Brasil. Não bastou insistir na ideia de que Serra era “preparado”, a significar que o outro era irremediavelmente despreparado.

A mídia não percebeu então que seu poder de fogo diminuíra bastante e perseverou na linha contrária ao governo, crivado por críticas ferozes, ataques sem conta, acusações retumbantes, até o chamado “mensalão”, que não foi provado nos termos apontados pelo jornalismo pátrio. Mais significativa e consistente do que a anterior, a vitória de Lula em 2006. Nem por isso, a mídia aproveitou a lição.

Repito o que foi dito em outras oportunidades neste espaço: a eleição de Lula é um divisor de águas na história brasileira. Pela primeira vez, a maioria dos brasileiros apreciou votar naquele com quem se identificava, um igual, em lugar de um senhor enfatiotado, recomendado por seus pares. E, pelo caminho, a maioria convenceu-se que valeu a pena.

Quem não se convenceu foi a mídia. A imprensa, de que muito poucos a leem. A eletrônica, que só vale quando transmite novela, big brothers e faustões. Nesta aposta em si própria, não saiu da velha rota. Diariamente, basta passar os olhos pelas páginas dos jornais que alguns teimam em chamar de “grande imprensa”, para tropeçar em editoriais, artigos, colunas e reportagens destinados a demonizar Lula e condenar seu governo.

Quarta-feira 24, ao falar em Brasília no quadro do programa Territórios da Cidadania, o presidente da República disse: “Fico imaginando daqui a 30 anos, quando alguém quiser fazer uma pesquisa sobre a história do Brasil e sobre o governo Lula e tiver de ficar lendo determinados tabloides. Ou seja, este estudante vai estudar uma grande mentira”.

Haverá quem queira discutir a qualidade do texto, a forma. O conteúdo, no entanto, é claríssimo e não admite dúvidas. Se o pesquisador-estudante se contentar com a leitura dos “tabloides”, ou seja, dos órgãos da nossa imprensa, aprenderá uma história desfigurada por erros e omissões. E mentiras.

Quanto à CartaCapital, nos esforçamos para praticar o jornalismo honesto, na contramão da hipocrisia de quem afirma isenção, equidistância, independência, imparcialidade, enquanto se entrega a formas diversas, porém afinadas, de propaganda partidária. Em busca da verdade factual, criticamos Lula e seu governo ora de maneira positiva, ora negativa. Há duas semanas, entendemos como passo em falso as declarações do presidente a respeito dos presos políticos cubanos. Na semana passada, renovamos nossa reprovação a quaisquer interferências governistas para limitar a liberdade de expressão.

CartaCapital orgulha-se de remar na contracorrente, mesmo quando entende que o governo em seus dois mandatos poderia ter feito muito mais no plano social, ou reputa deslize gravíssimo, a provar prepotência e ignorância, o comportamento em relação ao Caso Battisti. No mais, a entrada de Serra na liça vale para iluminar a ribalta.

Não se trata de valorizar a demanda de muitos tucanos, favoráveis a uma definição rápida, mesmo porque compreendemos a estratégia do pré-candidato, baseada na tentativa de escapar ao embate plebiscitário à procura do confronto direto com a candidatura Dilma. Deste ângulo, tem de ser encarado o nítido empenho tucano em manter Fernando Henrique longe da campanha. Mas não será fácil sair do círculo traçado por Lula em torno do pleito.

27 março 2010

Quem acredita na FSP (Força Serra Presidente)?

Emir Sader

Menos de duas semanas depois de ter que se render às inquestionáveis tendências de subida da candidatura da Dilma e de estagnação e até mesmo descenso da de Serra, a FSP (Forca Serra Presidente) se apressou em fazer uma nova pesquisa, que nem esperou a tradicional divulgação de domingo, saindo no sábado.

Sem que nenhum fato político pudesse explicar, fizeram o que se imaginaria que um adepto da campanha serrista faria: levantar o animo depressivo da campanha opositora, tentando evitar o anti clímax do lançamento no dia 10 de abril da candidatura do Serra.

A manipulação – que já havia estado presente na não qualificação de empate técnico na diferença de 4 pontos – agora se revela abertamente. A FSP (Forca Serra Presidente) faz parte da direção da campanha do Serra e qualquer divulgação de pesquisa tem que ser caracterizado como manobra da campanha opositora.

Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente), depois de tudo que tem feito, desesperadamente, particularmente nestes últimos tempos, em que tiveram que abandonar a postura de aparente segurança na vitoria do seu colunista, o atual governador de São Paulo (ex presidente da UNE e ex prefeito de Sáo Paulo, ambos cargos abandonados por ele sem concluir o mandato), para se jogar, já sem nenhum escrúpulo, na campanha serrista?

Quem acredita no jornal que emprestou seus carros para dar cobertura à repressão da ditadura militar? Quem acredito no jornal que anunciou que haveria dezenas de milhões de vitimas da gripe suína no Brasil? Quem acredita no jornal que divulgou ficha falsa da Dilma? Quem acredita no jornal que publicou na primeira pagina artigo de suposto psicanalista acusando o governo de ter assassinado (sic) a mais de cem pessoas no acidente da TAM em Congonhas?

Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente), dirigida pelo filho do proprietário e não por nenhum tipo de eleição publica e democrática? Quem acredita em quem dirige o jornal porque é Frias Filho, filho do dono e não por algum tipo de mérito próprio que pudesse ter?

Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente) se o candidato que apóiam é colunista permanente do jornal, circula pela redação como se fosse sua casa, indica jornalistas vinculados a ele para cargos do jornal – como a diretora da redação de Brasilia, colunista da página 2, indicada por ele, conforme declaração de membro do Comite Editorial do jornal?

Como acreditar na FSP (Forca Serra Presidente) se se transformou no Diario Oficial Tucano (DOT), partido da direita brasileira, que dirigiu catastroficamente o país durante 8 anos – tendo mudado a Constituicao durante seu mandato para se beneficiar, com a compra de votos de parlamentares -, com todo o apoio desse jornaleco da Barão de Limeira?

Quem ainda acredita na FSP (Forca Serra Presidente)? Como se fez campanha no Chile, com Allende, contra o correspondente dessa imprensa no Chile, com o lema EL MERCURIO MIENTE, aqui devemos espalhar por todas partes, sobre a FSP (Forca Serra Presidente) e sobre seus congêneres, plásticos e toda forma de divulgação com o lema:

A FOLHA MENTE
O GLOBO MENTE
A VEJA MENTE
O ESTADAO MENTE.
Porque A DIREITA MENTE.

O imprensalão não vai dizer nada?

Imaginem só se isso acontecesse no Brasil.

Chamariam o Lula de autoritário.

Mas como é a França...

Jornalistas franceses são demitidos por publicação de rumores sobre traições de Sarkozy

Dois jornalistas franceses foram demitidos após a publicação, na imprensa do país, de rumores sobre as traições do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da primeira-dama Carla Bruni. O diretor da versão digital do Paris Match e um repórter do Le Journal du Dimanche perderam os empregos após o casal desmentir as informações.

Segundo a Presse News, o Arnaud Lagardère, presidente do grupo Lagardère - que publica os jornais - é amigo pessoal de Sarkosy. No entanto, o Le Journal du Dimanche justificou as demissões alegando que o jornal teve prejuízo depois da história ter se espalhado pela imprensa internacional.

Portal Imprensa

Charge Online do Bessinha

Novo conceito de Democracia

PSol tiraria o Brasil do ar


Imaginem só a Heloísa Helena governando o Brasil.

Tendo como suporte o PSol.

Por desentendimento, a senha do site do Partido foi mudada, o provedor também.

E tudo sem a direção saber.

O site saiu do ar.

Agora não dá para acessar as "novidades" do PSol.

Imaginem só esse pessoal governando o Brasil.

Por causa de desentendimento tirariam o Brasil do ar.

Leia aqui a que nível chegou a guerra de poder dentro do partido.

Agora eu posso dormir tranquila



No metrô há pouco vi na televisão que Obama encontrou-se com o presidente russo, Dmitry Medvedev.

Eles acordaram destruir algumas ogivas nucleares.

Reduzirão de 2500 para apenas 1400 as ogivas dos seus arsenais.

Ah bom!

Agora posso dormir tranquila que nada acontecerá à humanidade.

Essa charada eu mato no ato



Clique na foto para ampliar.

E você verá melhor o título da coluna do Clóvis Rossi intitulada "como quebrar um país".

Ao ler pensei imediatamente: basta entregar o país ao Fernando Henrique Cardoso ou qualquer político do PSDB/Demo.

Ao abrir o texto vi que ele se referia à Grécia.

Ah bom!

Quem quebrou, não foi o PSDB, mas foi o governo neoliberal que governava os gregos.

O que dá no mesmo.

Quase todos perdidos de armas nas mãos




por Leandro Fortes

Muito ainda se falará dessa foto de Clayton de Souza, da Agência Estado, por tudo que ela significa e dignifica, apesar do imenso paradoxo que encerra. A insolvência moral da política paulista gerou esse instantâneo estupendo, repleto de um simbolismo extremamente caro à natureza humana, cheio de amor e dor. Este professor que carrega o PM ferido é um quadro da arte absurda em que se transformou um governo sustentado artificialmente pela mídia e por coronéis do capital. É um mural multifacetado de significados, tudo resumido numa imagem inesquecível eternizada por um fotojornalista num momento solitário de glória. Ao desprezar o movimento grevista dos professores, ao debochar dos movimentos sociais e autorizar sua polícia a descer o cacete no corpo docente, José Serra conseguiu produzir, ao mesmo tempo, uma obra prima fotográfica, uma elegia à solidariedade humana e uma peça de campanha para Dilma Rousseff.

Inesquecível, Serra, inesquecível.

Brasília, eu vi

Zé Alagão, também conhecido por Serra, manda baixar o pau nos professores


A pobre polícia do governador Serra, totalmente despreparada, foi atacada por professores vândalos.

Como o grande jornalista da Platinada disse, um pequeno grupo de 5.ooo pessoas avançou em direção ao Palácio do futuro rei do Brasil, Don Zé Chirico I, vulgo Zé Alagão, com más intenções.

Os pobres policiais, despreparados, conseguiram ainda se defender lançando gás de pimenta, bombas e cacertetes.

Peço ao leitor que não confunda as cenas de ontem diante do palácio do rei Chirico I com cenas de 68, quando o exército arrebentava com o povo nas ruas.

Estou de pleno acordo quando o rei Chirico I, também conhecido como Zé Pedágio, afirma que a greve é política.

Tem más intenções.

O detalhe de que TODAS as greves são políticas não descaracteriza a afirmação do governador Bem Intencionado.

Fotógrafo Clayton de Souza capta momento de solidariedade entre supostos oponentes

Professor salva da violência do governador de São Paulo, Serra, um policial doutrinado para espancar o mesmo professor.

26 março 2010

Novos fatos contra o Vaticano elevam a pressão sobre o Papa Bento 16; uma renúncia é possível?

Peter Wensierski - Der Spiegel

Continuam a surgir alegações de que o papa Bento 16 pode ter tido conhecimento detalhado de episódios de abuso sexual na Igreja Católica. Em 1996, a Congregação para a Doutrina da Fé, que ele liderava na época, decidiu não punir o padre pedófilo Lawrence Murphy. Com sua autoridade desgastada, por que ele permanece no cargo?

Quando é hora de um papa renunciar? Margaret Kässmann, ex-líder da Igreja Protestante na Alemanha, renunciou em fevereiro, depois de decidir que não possuía mais a autoridade moral necessária para seu cargo depois de ter sido pega dirigindo embriagada. Mas quanta autoridade o papa Bento 16 ainda tem?

Ultimamente, o que restou dela tem desaparecido quase que diariamente. Cada novo detalhe sobre o papel que ele teve na forma como sua igreja lidou com os episódios de abuso sexual a desgasta ainda mais. Mas um papa não renuncia, simplesmente. Ele não é presidente de uma empresa, ou o líder de um partido político – ele é o descendente espiritual direto do apóstolo Pedro.

Teoricamente é possível, segundo a lei canônica. O Cânone 332, parágrafo 2, prevê uma renúncia papal, permitindo ao papa que renuncie quando desejar, sem pedir permissão de ninguém. Mas na longa história da Igreja Católica, é extremamente raro. O papa Celestino 5º foi o último líder da igreja a renunciar – 700 anos atrás.

E ainda que várias vítimas de abuso venham pedindo há tempos pela renúncia de Bento, simplesmente não é papal abrir mão do papado. Em vez disso, o Vaticano prefere rejeitar qualquer acusação que tenha sido feita, determinando-as como infundadas.

Na quinta-feira, era possível observar o reflexo novamente. No caso do padre pedófilo dos Estados Unidos, Lawrence Murphy, o porta-voz do Vaticano Federico Lombardi insistiu que, antes de se tornar papa, Bento, na época conhecido como Joseph Ratzinger, de forma alguma esteve envolvido em um acobertamento. Considerando que o “Padre Murphy era idoso e tinha saúde debilitada”, a Congregação para a Doutrina da Fé, então liderada por Ratzinger, decidiu em 1996 não puni-lo. Murphy, que abusou de cerca de 100 crianças, pôde continuar como padre até sua morte.

“Os culpados em primeiro lugar”

Parece improvável que essa explicação vá reduzir a pressão sobre o papa. O lema da Igreja sempre pareceu ser “os culpados em primeiro lugar”. Eles foram bem cuidados – as vítimas, entretanto, foram deixadas à própria sorte.

Desde 1982 Ratzinger foi responsável por aquela parte do Vaticano que lida com casos de abuso sexual. Quem, se não ele, foi responsável pelo caminho da Igreja?

Você pode trocar o nome de Ratzinger por “Bento”, escreveu o “Der Spiegel” diante da euforia que houve aqui pela eleição de um papa alemão em 2004, mas você não pode tirar o Ratzinger do papa. Desde então, como um papa, ele causou mais danos do que benefícios à sua igreja. Ele tensionou as relações com os judeus diversas vezes, brincou com fogo nas relações entre cristãos e muçulmanos com seu discurso de Ratisbona, enfureceu o povo indígena durante sua viagem à América Latina, irritou os protestantes e se mostrou conciliatório com os negacionistas do Holocausto.

Até católicos fiéis se surpreenderam com as atitudes que ele tem tomado. E agora, alem disso tudo, descobre-se que a área onde ele tem sido consistente nas últimas décadas é na sua negligência em lidar com pedófilos dentro de sua própria instituição.

Na Irlanda ou nos Estados Unidos, os bispos têm encontrado dificuldades para renunciar, mesmo em casos em que seu acobertamento tenha sido desmascarado. E na Alemanha, nenhum bispo caiu pelos graves erros cometidos pela Igreja Católica ali.

Gestão de crises de pequena empresa

A reação até o momento não foi maior do que uma gestão de crises que poderia se ver em uma empresa de médio porte: emitir um pedido de desculpas, criação de uma mesa-redonda para lidar com o problema, estabelecer uma linha direta… não muito mais do que isso. Então como os culpados por trás dos culpados devem ser encontrados? Como devemos erradicar o sistema de encobrimento, silêncio e transferência de pedófilos para outra diocese na Igreja? E quem obrigará a Igreja a abrir seus arquivos para o público?

A experiência das vítimas nos Estados Unidos e na Irlanda nos últimos anos foi ruim. Será que essa experiência se repetirá na Alemanha? O que aconteceu por trás da fachada da Igreja ainda está longe de ser um livro aberto. Só o fato de que vários bispos aqui na Alemanha ajudaram a garantir a continuidade do cartel do silêncio já é razão suficiente para que eles renunciem. A alternativa seria eles virem a público sobre o que sabem e o que fizeram, por mais doloroso e difícil que isso possa ser.

O mal foi perpetrado dentro de uma das mais altas autoridades morais, cujos homens pregaram a partir de seus púlpitos, nos mínimos detalhes, sobre o que é certo e o que é errado.

Mas fica a questão: para que autoridade moral padres e bispos na Alemanha podem se voltar, para continuar a executar suas funções e fornecer às pessoas respostas para as difíceis questões da vida?

Tradução: Lana Lim

https://acesso.uol.com.br/login.html?dest=CONTENT&url=http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2010/03/26/novos-fatos-contra-o-vaticano-elevam-a-pressao-sobre-o-papa-bento-16-uma-renuncia-e-possivel.jhtm&COD_PRODUTO=1

Mais uma excelente charge Online do Bessinha

Lula joga na cara de Serra o fim da CPMF


Serra pede melhorias na saúde e Lula reclama de fim da CPMF

(Reportagem de Fernando Exman)

O governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato à Presidência pelo PSDB, defendeu nesta quinta-feira melhorias no sistema de saúde brasileiro, mas ouviu na sequência uma crítica à oposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo fim da CPMF.

Os dois participaram de uma cerimônia de entrega de ambulâncias a prefeituras paulistas, em Tatuí (SP). A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata a presidente pelo PT, também estava no evento.

"Nós temos que aperfeiçoar o nosso sistema de saúde. Temos que torná-lo cada vez melhor, cada vez com o atendimento de primeira classe", discursou Serra, ex-ministro da Saúde.

"Podemos ter em avião primeira, segunda e classe turista, mas não podemos ter na saúde serviço de primeira e serviço de segunda classe. Saúde tem que ser serviço de primeira classe para todo mundo e esse é um trabalho que nós estamos perseguindo", destacou.

Em seguida, entretanto, o governador paulista ouviu do presidente uma queixa sobre a oposição, que em 2007 conseguiu no Senado impedir a prorrogação da CPMF.

Parte dos 40 bilhões de reais arrecadados pelo tributo era destinada à saúde. Para Lula, a postura dos senadores de oposição foi uma "mesquinharia".

"Fiquei muito magoado e ofendido quando a minha oposição no Senado derrubou a CPMF. Eu não conheço um empresário no Brasil que reduziu do custo do seu produto 0,38 por cento, que é o que a gente pagava no cheque", afirmou o presidente.

"Quem quer que seja o presidente da República depois de mim vai ter que discutir mais dinheiro para a saúde. Não tem alternativa. Não é possível fazer saúde neste país sem dinheiro, custa caro", acrescentou.

O presidente sugeriu ainda que o Ministério da Saúde apresente uma proposta para a compra de aviões e helicópteros para o transporte de doentes de lugares mais distantes e com enfermidades graves.

Reuters

E dou-lhe uma, e dou-lhe duas: Quem quer o FHC de graça?

O eleitor indesejado


Por Mauro Santayana

Segundo os jornais, o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi excluído da lista dos possíveis oradores no lançamento da candidatura do governador José Serra à Presidência da República, no dia 10. De acordo com as mesmas fontes, o outrora festejado líder, mais do que ajudar, poderá prejudicar o governador de São Paulo.

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Economista lança livro que compara governo Lula com FHC


A idéia da publicação teria partido de Lula que queria realizar um plebicito nas eleições 2010

O economista, e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, José Prata Araújo lança em Teresina o livro “O Brasil de Lula e de FHC”. O livro traça um panorama comparativo entre os 8 anos de governo do Partido dos Trabalhadores com o governo anterior, encabeçado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O lançamento ocorre hoje, 25, a partir das 19h30 no Espaço Cultural Clube dos Diários.



Segundo o autor, a idéia para a criação do livro partiu do próprio presidente Lula. “Como os governos FHC e do Lula tinham durado exatamente 8 anos cada. Então seria uma oportunidade ideal para realizar um estudo comparativo com riqueza de detalhes. Na realidade, com a publicação, propomos um plebiscito público dando material para os eleitores tomarem suas conclusões sobre as duas administrações”, explica José Prata Araújo.

O livro possui 175 páginas. Para escrever o título foram tomadas por base relatórios de 1.500 páginas contendo informações das duas gestões. “Pra fechar o livro coloquei um anexo de 15 folhas onde realizo, objetivamente, a comparação dos dados coletados”, afirma o professor.

Além de documentos oficiais foram tomados por base depoimentos de partidários de cada gestor. “Apesar de ser um livro encomendado por Lula, não seria interessante redigir um documento como este sem ouvir a oposição. Por isso, o PSDB também possui um espaço de prestígio na publicação”, garante o autor.

José Prata diz que suas conclusões pessoais lhe surpreenderam e fizeram mudar sua visão sobre o governo de Lula. “Durante os 8 anos de administração do PT o Brasil teve 10 milhões de empregos gerados, sem falar na estabilidade econômica por que passa o país. Sendo assim posso dizer que o governo Lula é melhor do que parece ser”, defende.

Lívio Galeno (Especial para Cidadeverde.com)

redacao@cidadeverde.com

Como antes, o PIG vai se ferrar

Como era de se esperar, o Caso Celso Daniel voltou às páginas do PIG.

"Essa" Igreja Católica é um horror


Todos sabemos que a Igreja Católica tem controle ferrenho sobre todas as suas paróquias, mesmo as localizadas no fim do mundo.

Como o Vaticano tenta agora nos convencer de que vocês de nada sabiam sobre os crimes cometidos contra crianças?

Vocês mesmo transferiam os criminosos de uma paróquia para outra, para que seus padres criminosos prosseguissem nos seus crimes?
"Agora vem o Vaticano reagindo enfaticamente às denúncias de que o Papa Bento XVI teria acobertado crimes de pedofilia cometidos por um padre americano, quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, responsável pelas investigações dos casos.

O então cardeal Ratzinger, segundo documentos publicados pelo "New York Times", decidiu não levar adiante denúncias contra o padre Lawrence Murphy, acusado de molestar 200 meninos surdos. Em 1998, o padre escreveu a Ratzinger e pediu clemência, alegando estar arrependido e doente."
Segundo o cardeal português José Saraiva Martins, assistente de Bento XVI, "não se lava roupa suja em público". Globo

Senhor cardeal Saraiva, durante os últimos dois mil anos vocês da Igreja tem lavado porcamente suas roupas atrás dos altos muros medievais da IC.

Se os crimes que vocês cometeram e que ainda cometem não tivessem envolvido crianças, assim mesmo vocês teriam que responder pelos crimes perante a Lei.

Mas como seus crimes foram cometidos contra crianças indefesas, que não punham em dúvida (como muitas vítimas têm revelado em depoimentos) a autoridade e a correção dos atos, a roupa tem SIM de ser lavada em público.

Há muito os crimes cometidos pela IC deixaram de ser crimes de "foro íntimo".

25 março 2010

Lula anuncia PAC 2 e multa eleitoral "ao povo"



Claudio Leal

Na inauguração da primeira etapa do PAC da Habitação na Vila Vicentina, em Osasco, o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foram recebidos por centenas de moradores do bairro popular.

Ele anunciou, para a próxima segunda-feira, 29, o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) e garantiu: "A gente vai viajar o Brasil inteiro para inaugurar todas as coisas, esse processo vai continuar".

Na entrega das primeiras 178 unidades habitacionais, o presidente revelou que uma briga travada por ele com as empreiteiras e com a Caixa Econômica Federal foi pra garantir uma varandinha nos conjuntos habitacionais.

E explicou: "Porque, às vezes tem uma noite de lua cheia, às vezes a mulher briga com o marido e manda ele esfriar a cabeça na varanda". Enquanto o povo gargalhava, ele continuou: "Em vez de a mulher bater com chinelo e concha de feijão, ela tranca o marido do lado de fora pra ver se ele esfria mais a cabeça".

Ainda brincalhão e em tom caseiro, o presidente declarou que as obras do governo vão continuar. Mas, prevenido com os coros, aludiu à multa de R$ 5 mil imposta pela Justiça Eleitoral por ter citado o nome de Dilma Rousseff num comício: "Não adianta gritar nome. Pra mim, não tem nome".

Anunciando justamente o contrário, ouviu os gritos dos habitantes da Vila Vicentino: "Dilma! Dilma! Dilma!".

- Se for multado, vou trazer a conta pra vocês. Quem vai pagar a multa? - gracejou o presidente.

Lula justificou que falaria rapidamente porque estava de helicóptero, prestes a chover. Dali, Seguiria para um congresso de mulheres metalúrgicas em São Bernardo do Campo, onde tem residência.

Ato falho

Em seu discurso, Dilma afirmou que o PAC 2 servirá pra aumentar a urbanização das regiões atendidas pelo programa anterior, qualificando-as também com pracinhas e espaços de convivência.

De blusa azul e sorridente, a pré-candidata do PT à presidência da República foi recebida aos gritos de "Olê, olê, olá, Dilma, Dilma" e "Dilma presidente!".

Nada comparável, porém, à aclamação do presidente Lula. Um ato falho do prefeito de Osasco, Emídio de Sousa (PT), deu a deixa para voltar aos gritos de Dilma presidente.

Emídio disse que tinha sido candidato à presidente, ao invés de prefeito, quando se corrigiu. "Eu não sou candidato a presidente, mas vocês sabem quem é o meu candidato a presidente. Ou a minha".

Foi então que os presentes começaram a gritar novamente "Dilma, presidente". E Dilma olhou para baixo.

O líder comunitário Cláudio Santos Almeida chorou ao se dirigir a Lula e Dilma no discurso: "Vocês não trouxeram casa para nós, vocês trouxeram dignidade para nós".

Lula e Dilma pegavam camisas e bandeiras para autografar. Até que o presidente parou. "Não dá porque a camisa está molhada, a tinta não pega. Você parece o Ronaldão", referiu-se a alguém na plateia.

Terra

Filosofia profunda

. Segundo pesquisas científicas apenas 30% da população é "normal".

. Sei, por exemplo, que pertenço ao grupo dos 70%.

. Não sou normal.

. Se nós "anormais" somos os indivíduos que vamos a médicos e por isso os custos da medicina é alto para o Estado, eu me pergunto:

. Por que então não tratar os "normais", trazendo-os para o lado "anormal"?

. Os custos médicos zerariam.

Brasil é o único país latino-americano em conferência sobre algodão na Alemanha

País é o maior exportador da matéria-prima para a Alemanha. Conferência em Bremen debate o mercado de algodão no momento de crise.

O momento no mercado de algodão é de recessão: os efeitos são sentidos no comércio e na indústria têxtil. É nesse clima que começou nesta quarta-feira (24/03), a trigésima Conferência Internacional de Algodão, em Bremen, na Alemanha.

Representantes de 40 países se reúnem num momento propício para fazer um balanço: esta é a primeira edição da conferência desde o começo da crise financeira.

Realizado pela primeira vez em 1957, o fórum tinha então um caráter meramente científico e era usado para discutir novas técnicas para a avaliação e processamento da valiosa matéria-prima. Mas, com o passar dos anos, o encontro bienal se transformou em evento-chave para os importadores e exportadores de algodão, assim como para os produtores e consumidores da fibra que deriva do produto.

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Ciro sobre as eleições

Vixe, vai sobrar uma meia-duzia de padres no mundo

Vítimas de abusos exigem que papa divulgue arquivos de pedófilos

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Vítimas de abusos sexuais cometidos por padres fizeram uma manifestação no Vaticano nesta quinta-feira, exigindo que o papa Bento 16 libere a divulgação dos arquivos sobre clérigos católicos pedófilos em todo o mundo e destitua todos os "padres predadores" de suas funções sacerdotais, imediatamente.

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Charge Online do Bessinha

Gato escaldado tem medo de água fria


A Ditabranda publicou mais um "escândalo" envolvendo a Famíglia Sarney.

Afirmou que o governo da Suíça bloqueou conta de US$ 13 milhões controlada por Fernando Sarney, filho mais velho de José Sarney (PMDB-AP).

Como sou gata escaldada, nada publico da Ditabranda sem antes esperar por confirmações abalizadas.

O Nassif, ao publicar o caso afirma:

A última informação sobre US$ 1,5 mi de Fernando Sarney era falsa. A nova denúncia pode ser falsa ou pode ser verdadeira. A falta de rigor técnico do jornal faz com que toda denúncia, mesmo se verdadeira, seja tomada a priori como falsa.
É isso que dá mentir tanto.

Que vergonha !


PSDB "esconde" FHC no lançamento de Serra, diz jornal

O PSDB não colocou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entre os oradores do lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência. O presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), afirmou na quarta-feira que no encontro, marcado para o dia 10 de abril, discursarão discursarão ele, o pré-candidato Serra, os presidentes do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e do PPS, Roberto Freire (PE), e "talvez uma mulher". As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

"Esquece o Fernando Henrique. Você está parecendo a (pré-candidata do PT à Presidência) Dilma Rousseff falando do FHC", disse Guerra ao jornal. De acordo com a reportagem, a legenda não confirmou a presença do ex-presidente, mas o senador Arthur Virgílio (AM) defendeu a ida de FHC, ainda que não faça discurso.


Terra

Vocês poderiam imaginar um evento com Lula presente mas impossibilitado de falar por medo de estragar a festa?

Pois essa situação esdrúxula se dará com o Fernando Henrique Cardoso, patrono do candidato Zé Alagão à presidência da república.

O PSDB deixou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de fora da lista de oradores do evento de lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), afirmou ontem que, no encontro no dia 10 de abril, só discursarão ele, o pré-candidato Serra, os presidentes do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e do PPS, Roberto Freire (PE), e "talvez uma mulher".

Ao ser indagado se FHC falaria no encontro, Guerra respondeu: "Esquece o Fernando Henrique. Você está parecendo a [ministra e pré-candidata do PT a presidente] Dilma Rousseff falando do FHC".

O PSDB não confirmou a presença do ex-presidente. O senador Arthur Virgílio (AM) defendeu a ida de FHC, ainda que não faça discurso, pela "figura que representa".

A oposição quer reunir cerca de 3.000 pessoas no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília, das 9h às 13h, no dia 10.

Deu na Ditabranda para assinantes

No Brasil corruptores da Alstom não vão para a cadeia. Eles têm o Gilmar Dantas para defendê-los

Diretores da Alstom presos por corrupção (na Grã-Bretanha)


“O Departamento de Investigações de Fraudes Financeiras da Grã-Bretanha prendeu nesta quarta-feira, em Londres, três diretores que integram o Conselho de Administração do grupo francês Alstom sob a acusação de pagamento de propina e corrupção.

Em nota, o departamento do governo britânico afirmou que suspeita que as propinas foram pagas pela empresa para vencer contratos internacionais e que há lavagem de dinheiro e outros crimes associados ao caso.

A Alstom, empresa especializada em infra-estruturas de geração de energia e transporte ferroviário, está presente em mais de 70 países e é investigada na Suíça e na França por suspeita de corrupção em negócios na América do Sul, particularmente no Brasil, onde teria feito pagamento a políticos através de uma empresa sediada no Uruguai, para obter vantagens na licitação para expansão do metrô paulista, segundo revelou o jornal Folha de S.Paulo.

Já o Wall Street Journal publicou que policiais suíços se reuniram com policiais brasileiros para discutir um total de US$ 6,8 milhões que eles suspeitam ter sido pagos por funcionários da Alstom para ganhar o contrato de US$ 45 milhões para a expansão do metrô de São Paulo. Os policiais suíços também investigam cerca de US$ 200 milhões em pagamentos suspeitos feitos pela Alstom em projetos em Santa Catarina e em outros países da América do Sul.”

Blog do Nogueira

24 março 2010

"Se precisar nós vamos descer porrada sim." - Assim falou a polícia do Serra


PM e professores em greve entram em confronto durante inauguração de obra pelo governador José Serra

FRANCO DA ROCHA (SP) - Policiais militares e um grupo de cerca de 30 manifestantes entraram em confronto no início desta tarde durante a inauguração do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental (Caism), que funciona no antigo Hospital do Juquery, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. A obra, mesmo inacabada, foi inaugurada pelo governador José Serra (PSDB).

Serra foi recebido calorosamente pelo grupo de manifestantes, formados por professores da rede estadual, em greve desde o último dia 8. A categoria começou a gritar palavras de ordem contra o governador, como 'Serra, a culpa é sua, a greve continua'. Cerca de 40 PMs fizeram um cordão no local impedindo que os manifestantes chegassem próximos ao palanque do governador paulista.

Os manifestantes teriam tentado avançar e foram recebidos com golpes de cassetete e spray de pimenta pela PM. Até uma jornalista acabou agredida pela Polícia Militar, por um soldado de prenome Sérgio. O policial retrucou quando questionado por jornalistas. Quem estava no palanque do governador também começou a tossir e ter os olhos irritados pelo spray de pimenta jogado contra os professores. Três manifestantes foram presos.

- Se precisar nós vamos descer porrada sim.

Após a agressão, os manifestantes começaram a gritar 'abaixo à repressão, professor não é ladrão' e chamar o governador, que discursava, de ditador. Serra também foi calorosamente vaiado durante seu discurso e saiu do evento sem comentar a manifestação nem o confronto. Na entrevista coletiva, o tucano limitou-se a comentar exclusivamente a obra inaugurada.

Essa é a segunda vez em uma semana que o governador é recebido com hostilidade pela categoria. Na quarta-feira passada, Serra foi hostilizado por professores durante inauguração de uma escola técnica em Francisco Morato, também na Grande São Paulo. Os grevistas chegaram a atirar ovos contra o carro oficial de Serra e trocaram socos e pontapés com seguranças que faziam a escolta do governador.

O Globo


Comentário meu: é impressão minha ou a/o jornalista que escreveu esse texto recebeu spray de pimenta na cara, ficou puto(a) com o Serra e resolveu dizer a verdade?

Cientista político da FGV vê favoritismo de Dilma



por Fernando Taquari, de São Paulo – VALOR

Embora ainda atrás do governador paulista, José Serra (PSDB), nas pesquisas de intenção de voto, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, deve despontar nos próximos meses como a favorita para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.

A avaliação foi feita por Fernando Abrucio, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV): “O favoritismo de Dilma tende a florescer em meio a um cenário de inflação baixa, crescimento econômico e aumento do emprego”

A ministra, observou o cientista político, ainda poderá colher os frutos dos altos índices de aprovação de Lula e, sobretudo do governo.

“A diferença entre a popularidade dos dois indicadores diminuiu nas últimas pesquisas, o que é positivo para a campanha de Dilma”, disse. Apesar do presidente ser um grande cabo eleitoral, Abrucio acredita que o governo terá uma capacidade de transferência de votos maior.

“Com Lula fora da disputa, o eleitor vai pesar se quer ou não a continuidade. O voto está muito associado a uma sensação de bem-estar social por parte da população, que está satisfeita”, afirmou Abrucio.

A percepção favorável, acrescentou, cresceu também com a expansão de investimentos em educação, com a criação de universidades e escolas técnicas, e o programa Minha Casa Minha Vida. Mesmo com a combinação destes fatores, Serra ainda permanece um candidato competitivo, com grandes trunfos para explorar durante a campanha.

Segundo Abrucio, o tucano tem a seu favor a experiência eleitoral e densidade política muito maior do que a sua adversária. Além disso, conta com um recall acima de 30%, patamar só superado por Lula. “A Dilma não tem biografia política para ganhar uma eleição presidencial sozinha, enquanto o tucano se tornou um político mais maleável após a derrota nas eleições de 2002″.

Abrucio lembrou que Serra fez uma gestão bem avaliada no Ministério da Saúde. Junto com segurança pública, a saúde está entre os principais pontos negativos do governo Lula, conforme captaram Datafolha e Ibope.

Ele previu ainda que o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), se realmente confirmar a intenção de disputar, estará sem alianças e não irá ultrapassar a casa dos 10% de votos, podendo atrapalhar as coligações estaduais do PSB. Já a senadora Marina Silva (PV-AC), contará com o apoio dos eleitores mais escolarizados, que estão cansados da polarização entre PSDB e PT. “No entanto, o teto dela será de 15%. Até porque os eleitores pobres, que definem a eleição, não votam nela”, concluiu.

Charge Online do Bessinha

Do PIG nada sobrará

Ôba, o Fernando Henrique voltou a abrir a boca. E deu merda

FHC recebe Roriz e irrita líderes do PSDB


De Adriana Vasconcelos, Maria Lima e Adauri Antunes Barbosa

O encontro anteontem entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), que ofereceu apoio à candidatura do tucano José Serra à Presidência, provocou constrangimentos e irritação à cúpula do PSDB.

Embora lidere as pesquisas sobre a sucessão no DF, Roriz está na mira do Ministério Público, que apura denúncias de que o esquema do mensalão do DEM, que derrubou o governador José Roberto Arruda, teria começado em sua administração.

O encontro, articulado por Eduardo Jorge, ex-secretário-geral da Presidência e atual vice-presidente executivo do PSDB, foi considerado desastroso.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), criticou a reunião e antecipou ser contra qualquer aliança com Roriz. Para ele, Serra pode sobreviver sem palanque no DF. Além disso, acrescentou, Fernando Henrique não é a pessoa credenciada para fazer ou desfazer acordos.

— O caminho para selar ou não um acordo não é ali (Fernando Henrique). FH vai ser um militante de peso, mas não é seu papel selar acordos — afirmou Virgílio, acrescentando:

— Não vejo porque temos que nos nivelar por baixo. Eu não concordo e não precipitaria um palanque com Roriz em Brasília. Serra pode ir ali na rodoviária que todo mundo o conhece. O DF não precisa de um cacique para mandar o eleitor votar no Serra. Essa é uma estratégia vovó, antiga, de fazer palanque por região. Ele pode perder no DF, mas ganhar em outros estados. O que quero saber é a procedência desses palanques.

O Globo

Bancos abrem agências em favelas do Rio de Janeiro

Instituições bancárias estão estabelecendo agências em favelas para aproveitar a demanda, especialmente das classes C e D. A Rocinha é pioneira, com três agências. A próxima comunidade a receber uma agência bancária é o Complexo do Alemão, que terá uma do Santander. Outras instituições financeiras avisam que têm planos de se aproximar das áreas em que foram implantadas as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) ou não, mas evitam revelar novos endereços por conta da concorrência.

A Caixa Econômica Federal foi a pioneira e está presente na Rocinha desde 1998. Mas é a agência novata do Bradesco, na principal rua da comunidade, que faz escola. A unidade é usada para testar novas formas de se comunicar e produtos voltados para as classes C e D. Entre as novidades está o seguro contra acidentes que inclui cobertura de morte por balas perdidas e custa apenas R$ 3,50 por mês.

"É uma forma de se antecipar ao mercado e conhecer de perto esse público que ainda está excluído da bancarização. O acesso ao sistema financeiro, ao crédito para quem tem um pequeno negócio também é forma de incluir socialmente", diz Eugênio Velasques, da Bradesco Vida e Previdência.

A agência da Caixa oferece mesmos produtos e atendimento de outras unidades. José Domingos Vargas, superintendente regional do banco no Rio, explica que a principal demanda é por cadernetas de poupança e serviços sociais, como FGTS, PIS e Bolsa Família. São 30 mil atendimentos por mês e a expectativa é aumentar. "Com as obras do PAC, teremos maior procura por estar gerando mais oportunidades de emprego e renda", acredita.

O Banco do Brasil capacita correspondentes bancários que fazem pagamentos, dão empréstimos, investimentos e planeja expandir. A preocupação com a violência não é diferente das agências do "asfalto".

Terra

Serra não pode ser normal




Serra ao derrubar, com ajuda de um trator, um prédio:

"É gostoso. Derrubar prédios é uma terapia!"

23 março 2010

Charge Online do Bessinha

Vejam o olhar doce do Zé Alagão. Ai ai ...

Tadin do Zé Alagão


Pois vejam só.

O Almirante do Tietê tem tanto o que inaugurar que resolveu fazê-lo à distância.

O negócio é o seguinte.

Como sabemos, o Zé Pedágio acorda todos os dias por volta do meio-dia. (Hitler também exigia que todos os alemães se levantassem cedo, inclusive as crianças, para ensinar-lhes disciplina, mas ele mesmo acordava ao meio dia.). Ele tem por hábito twittar até às 5 da madruga.

Como as inaugurações são distantes uma das outras e só dá para inaugurar até o final do expediente, ele resolveu colocar maquetes ou placas do que seja e "inaugurar".

Ontem, Serra descerrou a placa de um hospital e as placas de duas rodovias, que lhe chegaram em cavaletes.

Ao inaugurar a maquete de uma ponte que ainda nem aprovada foi, ele tomou gosto pelo tipo de evento.

Se o Lula descuidar, o Zé Pedágio faz a abertura da Copa e das Olimpíadas antecipadamente e sem a presença do presidente.



Leia sobre a capacidade inventiva do Zé Alagão aqui

Lula critica antecessores e mídia no Fórum Social Urbano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na 5ª sessão do Fórum Urbano Mundial, aberto nesta segunda (22) no Rio de Janeiro, que a “pequenez” de muita gente que governou o Brasil foi não investir nos problemas crônicos das grandes cidades como o saneamento básico. “Esse negócio de ficar enterrando tubo embaixo da terra para carregar esgoto! Não dá nem para colocar o nome da mãe ou da avó naquela manilha, porque ela está embaixo da terra. Não dá para fazer propaganda eleitoral”, discursou.

Segundo ele, isso levou as grandes cidade no Brasil a ter coleta de esgoto, mas não tratamento. “As pessoas achavam que não era importante. O importante era fazer viaduto, e aí colocavam o nome da mãe, do pai: Viaduto Lula da Silva, Viaduto Hariri, Viaduto Sérgio Cabral.”

Lula não poupou também alguns setores da mídia brasileira por não perceber ou não quererem enxergar um fenômeno que está acontecendo no Brasil. Trata-se do que ele chamou de êxodo ao contrário, quando muitas pessoas estão voltando para o campo.

O presidente diz que isso se explica que política de financiamento para a agricultura familiar, a de assentamento de 570 mil famílias e a luz elétrica que beneficiou 12 milhões de brasileiros que moravam no campo.

Também destacou que nunca se trabalhou tanto a questão da urbanização das favelas e construção de casas. Nos dois primeiros meses deste ano, segundo Lula, a Caixa Econômica já emprestou mais dinheiro do que todo o ano de 2005.

Lula afirmou que tem certeza de uma coisa: “E digo isto para terminar aqui meu discurso: a coisa mais barata e a coisa mais simples que um governo tem que fazer é cuidar da parte mais pobre da população. Essa é uma experiência rica que nós temos acúmulo e gostaríamos de discutir muito com vocês nos painéis que vão acontecer por aqui.”

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22 março 2010

Charge Online do Bessinha

EUA e seus direitos humanos: 640 tentativas de matar Fidel

Agora que os Estados Unidos e seus aliados, em sua campanha midiática contra Cuba, se proclamam defensores da vida humana, os cubanos recordam que isso pode ser desmentido, entre outras coisas, pelas 640 tentativas de assassinar Fidel Castro.

Não é segredo para ninguém que este insólito número de atentados contra a vida do dirigente de um país fez parte da estratégia oficial elaborada pelas mais altas autoridades norte-americanas e cuja aplicação foi ordenada aos seus organismos de inteligência e espionagem.

Nestes dias, foi lembrado o 50º aniversário da portaria assinada pelo então presidente dos Estados Unidos, Dwight Eusenhower, em março de 1960, dando luz verde a todas as operações secretas destinadas a derrubar o governo cubano, entre as quais sempre se destacaram os ataques terroristas e um projeto de eliminação física de Fidel Castro.

Documentos tornados públicos pelos arquivos inclusive da Agência Central de Inteligência (CIA), confissões de presos nos esforços para consumar os fatos ou daqueles que se aventuraram na invasão da Baía dos Porcos, audiências parlamentares esclarecedoras e meia dúzia de filmes revelando tais planos são as melhores provas existentes.

A insólita variedade de formas escolhidas para eliminar o líder da revolução cubana poderia parecer um elemento novelesco se elas não tivessem constituído ações concretas aprovadas em mais alto nível nos Estados Unidos.

Desde tentar envenenar Fidel Castro durante o consumo de um alimento ou de um charuto, até comprar a traição de alguém que o mataria durante um comício na Universidade de Havana, passando por muitas outras formas de homicídio, todas foram tentativas frustradas pela eficiência da Segurança do Estado cubano.

Os complôs para atingir este objetivo no exterior foram extremamente perigosos e seus mal sucedidos autores sempre foram protegidas pelas instâncias estadunidenses, que lhes encomendaram tais projetos de magnicídio.

Um dos últimos foi aquele preparado no Panamá, por ocasião da celebração de uma cúpula Pan-Americana de Chefes de Estado e de Governo, frustrado pela denúncia de Cuba e que, se tivesse se materializado, teria custado um imenso número de vidas, ao explodir o salão nobre da Universidade na qual Fidel Castro falaria a uma multidão de estudantes.

Ali apareceu como autor, mais uma vez, o conhecido terrorista Luis Posada Carriles, preso, condenado por um juiz e indultado depois por um governo panamenho e acolhido de braços abertos por grupos terroristas em Miami, para que continue seus velhos hábitos.

Estas centenas de projetos de assassinato que não tiveram êxito não pareceram nunca uma violação do direito à vida para aqueles que os ordenaram, organizaram e executaram, e que nunca perderam a esperança de serem capazes de consumá-los.

Para os cubanos, é fácil identificá-los agora como os mesmos que dirigem a campanha midiática contra Cuba e que se proclamam defensores dos direitos humanos, acompanhados por aqueles que nunca levantaram um dedo sequer para condenar este tipo terrorismo de Estado como contra a nação antilhana.

Fonte: Prensa Latina