A ebulição da indústria naval brasileira deverá render investimentos de US$ 450 milhões nos próximos dois anos. A quantia é a soma de quanto os estaleiros planejam investir para dar conta da renovação da frota da Transpetro, das plataformas da Petrobras e aproveitar o momento em que ganham competitividade frente aos asiáticos. Os estaleiros estão em pleno processo de aumento de capacidade instalada e modernização e correm para capacitar mão-de-obra.
Será inevitável, porém, a importação de 1,5 mil engenheiros, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval). "Até o momento não precisamos importar pessoal, mas evidentemente vamos ter necessidade disso", diz o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha. Essa importação será necessária para o Brasil tirar proveito da dificuldade da Coréia, China, Cingapura, Japão e Vietnã em aceitar novos contratos para os próximos anos. Os países da Ásia já somam em carteira 4,3 mil navios e só estão atendendo encomenda para além de 2012.
O boom da indústria naval, porém, esbarra em garantias para liberação de recursos da Marinha Mercante pelo BNDES. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, estará hoje no Rio, onde se encontra com representantes do setor para solucionar o impasse. Em seguida vai à Petrobras para se reunir com o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli.
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