Ao comparar o plano nuclear do Brasil ao do Irã, o Corriere della Sera mostra o quanto os italianos perderam o norte. O jornal iguala a resistência das autoridades brasileiras em permitir as inspeções da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) com o veto ao controle por parte do governo de Teerã.
"O grande e pacífico Brasil também se prepara para entrar no restrito clube das potências atômicas", proclamou em destaque o jornal tendo o cuidado de colocar ao lado um artigo sobre a ameaça do Irã de abandonar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. O jornal recorda, por exemplo, que só depois de "alguns conflitos" o governo brasileiro permitiu a vistoria dos inspetores da agência das Nações Unidas aos equipamentos de Angra dos Reis.
"Os técnicos do programa brasileiro afirmam que as centrífugas desenvolvidas por eles são as mais modernas do mundo, 25 vezes mais eficazes do que as que são utilizadas nos Estados Unidos e na Europa", continua o irresponsável correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Rocco Cotroneo.
O texto do jornalista só não é mais vazio do que o discurso da direita brasileira quando fala em impeachment do Lula. Comparar um país que fez uma única guerra em 1866, contra o Paraguai, com o Irã, que briga com todos os vizinhos e tem como ojetivo destruir Israel, tem que ser muito idiota.
Um pouco de ironia contra seu discurso não cai mal. Afinal, o jornalista dá a impressão que defende que o monopólio do enriquecimento do urânio deva ser privilégio dos países que mais fizeram guerra e mais mataram gente na história moderna. Ou alguém acha que os EUA, a Inglaterra, França e Alemanha são países representantes do pacifismo?
Glória Leite
Um comentário:
A irresponsabilidade esta virando marca registrada dos jornalistas.
O mundo esta cheio de gente vazia e, irresponsavel.
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