Muitas coisas que acontecem no Brasil são estranhas, malucas ou suspeitas. Dentre elas estão recentes decisões tomadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, de uma hora para outra, totalmente inversas e, nos últimos dias, interpretações e comentários claramente tendenciosos.
No caso da verticalização, foi estranho que a quase totalidade de uma corte superior de justiça tenha sido capaz de interpretar de forma totalmente desconexa uma simples regra eleitoral já utilizada em pleito anterior. Parece maluquice que seis das sete melhores cabeças jurídicas da nação interprete uma regra de uma forma e 24 horas depois todas as seis estejam pensando exatamente o contrário. Fica difícil debitar apenas à loquacidade do ministro Marcos Aurélio de Mello o convencimento instantâneo, repentino, de cinco de seus pares. A total inversão de valores, a visão hermenêutica transmudada, inexplicavelmente, vexatoriamente, em tão pouco espaço de tempo,
Muito cheiro de atendimento a recomendações e interesses políticos tem exalado das togas e deixam cair sobre o TSE a sombra da suspeição.
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