Vou tocar num assunto muito delicado para os políticos: bebida alcóolica.Tudo por causa ainda da repercussão do discurso do senador José Jorge (PFL-PE), candidato a vice de Geraldo Alckmin, de que Lula bebe muito.Em 1994, como repórter, acompanhei muito de perto a campanha eleitoral. Fernando Henrique queria tanto uma pessoa pra vice que, certo dia, quase botou pra fora do gabinete um companheiro tucano:
--- Fernando, esse nome que você quer pra vice não serve. Ele bebe muito.
--- É honesto?
--- Dizem que é, mas o que está em jogo é a imagem. Note só: o presidente atual só é presidente porque era vice. O antecessor dele também é vice. No PT, tá a maior briga pra escolher o vice. O povo tem essa síndrome. Você não pode ter um vice que bebe muito.--- Vá lamber sabão! Beber, todos nós bebemos. Já tomei porres homéricos com Ulysses, Teotônio. A questão é a honestidade. Beber muito não quer dizer que a pessoa seja alcóolica. Se você tiver uma razão decente pra vetar, diga. Mas você não tem!
Para terminar de ler o Moreno, de O Globo, clic aqui.
--- Fernando, esse nome que você quer pra vice não serve. Ele bebe muito.
--- É honesto?
--- Dizem que é, mas o que está em jogo é a imagem. Note só: o presidente atual só é presidente porque era vice. O antecessor dele também é vice. No PT, tá a maior briga pra escolher o vice. O povo tem essa síndrome. Você não pode ter um vice que bebe muito.--- Vá lamber sabão! Beber, todos nós bebemos. Já tomei porres homéricos com Ulysses, Teotônio. A questão é a honestidade. Beber muito não quer dizer que a pessoa seja alcóolica. Se você tiver uma razão decente pra vetar, diga. Mas você não tem!
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