A candidatura reeleitoral de Lula será homologada neste sábado, possivelmente sem a formalização de um consórcio partidário com PSB e PCdoB.
Os principais líderes do PSB e do PCdoB, os dois aliados ainda cobiçados por Lula, comprometeram-se a comparecer à convenção que o aclamará como candidato a um segundo mandato.
A cúpula do PT convenceu Lula a formalizar, já neste sábado, a reedição da chapa de 2002, com a manutenção de José Alencar no posto de vice. Convidado à noite, Alencar aceitou repetir a dobradinha, abrindo espaço para que o PT se coligue imediatamente pelo menos ao PRB, partido do vice. Lula abandoou de vez a pretensão de ter um representante do PSB na sua chapa.
Antes, Lula fez uma última tentativa de atrair o PSB para um casamento de papel passado. Reuniu-se nesta quinta-feira com três dos principais líderes do partido: os dois socialistas que eram cobiçados para a vice – deputado Eduardo Campos (PE), presidente nacional do PSB e Ciro Gomes, ex-ministro da integração- e o ex-ministro Roberto Amaral (Ciência e Tecnologia). O esforço do presidente, testemunhado pelo ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) e pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini, foi em vão.
O presidente do PC do B, Renato Rabelo - que mencionara dificuldades de composição com o petismo em três localidades: Brasília, Tocantins e Ceará - afirmou, nesta quinta-feira, que o quadro não se alterou.“Há um esforço por parte do PT de tentar fechar uma posição até sábado (dia da convenção que homologará a candidatura de Lula).
Nem PSB nem PC do B põem em dúvida o apoio político a Lula. O que está em questão é a conveniência de transformar esse suporte numa aliança formal.
Afora eventuais danos políticos, a ausência dos socialistas vai privar Lula de um minuto e 50 segundos de tempo de televisão. O presidente terá de se contentar com um tempo de propaganda de 6 minutos e 36 segundos ( dois minutos e 24 segundos a menos que o adversário tucano, que tem nove minutos e dois segundos ).
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