Pablo Uchoa
No primeiro dia do encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC) para discutir a liberalização do comércio mundial, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse que não existem “elementos para um acordo” que contemple os objetivos da chamada Rodada Doha.
“Tenho a impressão de que as lacunas se alargaram, ou pelo menos se tornaram mais rígidas”, declarou em coletiva de imprensa em Genebra.
Os europeus dizem que para as negociações avançarem, cada lado do “triângulo” deve concordar em fazer concessões: os europeus, reduzindo suas tarifas de importação no setor agrícola, os americanos, cortando o volume de seus subsídios ao produtor, e os emergentes, permitindo mais acesso externo aos seus mercados de produtos industrializados e de serviços.
Argumentando que os países emergentes já fizeram concessões aos seus mercados no passado, Amorim propôs inverter o “peso da liderança” nas negociações de agora, focadas no protecionismo agrícola. “O verdadeiro ânimo e a verdadeira liderança devem vir da parte mais rica do mundo”, declarou.
Comentário meu: outro dia minha filha ajudou na organização do coral de uma igreja. Um dos organizadores "incentivou" as crianças a doarem centavos para serem enviados à África. Minha filha questionou a "doação".
É assim que o europeu pensa a África, a América Latina e o "resto" do mundo: seres que vivem de esmolas. Não queremos mais tal "tratamento". Queremos jogo justo. Eles não são melhores do que nós. São iguais.
No primeiro dia do encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC) para discutir a liberalização do comércio mundial, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse que não existem “elementos para um acordo” que contemple os objetivos da chamada Rodada Doha.
“Tenho a impressão de que as lacunas se alargaram, ou pelo menos se tornaram mais rígidas”, declarou em coletiva de imprensa em Genebra.
Os europeus dizem que para as negociações avançarem, cada lado do “triângulo” deve concordar em fazer concessões: os europeus, reduzindo suas tarifas de importação no setor agrícola, os americanos, cortando o volume de seus subsídios ao produtor, e os emergentes, permitindo mais acesso externo aos seus mercados de produtos industrializados e de serviços.
Argumentando que os países emergentes já fizeram concessões aos seus mercados no passado, Amorim propôs inverter o “peso da liderança” nas negociações de agora, focadas no protecionismo agrícola. “O verdadeiro ânimo e a verdadeira liderança devem vir da parte mais rica do mundo”, declarou.
Comentário meu: outro dia minha filha ajudou na organização do coral de uma igreja. Um dos organizadores "incentivou" as crianças a doarem centavos para serem enviados à África. Minha filha questionou a "doação".
É assim que o europeu pensa a África, a América Latina e o "resto" do mundo: seres que vivem de esmolas. Não queremos mais tal "tratamento". Queremos jogo justo. Eles não são melhores do que nós. São iguais.
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