28 junho 2006

...inhos


Enquanto praticamente todos os jogadores na Copa do Mundo têm seus sobrenomes estampados nos uniformes, o mundo se vê obrigado a treinar a pronúncia nasal para dar conta de tantos "inhos" na equipe brasileira.

Ao contrário de outros times, os brasileiros no campo são conhecidos por seus apelidos ou, na melhor das hipóteses, por seus prenomes. Se estivessem fora do Brasil, Ronaldinho, Cicinho e Juninho teriam provavelmente em suas camisetas os pomposos sobrenomes Moreira, Cezare e Reis.

Na história do futebol brasileiro, são poucos os jogadores que se tornaram famosos usando seus sobrenomes. Por acaso alguém conhece o senhor Bledorn Verri? Provavelmente não, mas Dunga certamente sim. O mesmo a dizer de Manoel dos Santos, o velho Garrincha, e de Artur Antunes Coimbra, o Zico.

Vejo aqui na Alemanha as pessoas trabalharem juntas durante anos consecutivos, fazerem parte da mesma faixa-etária mas serem obrigadas a se chamarem de "Frau" e "Herr". As relações são gélidas, distantes...

Só se pode chamar alguém por "Du", segunda pessoa do singular, se a mais velha autorizar. Se não, não ouse. Será rechaçado de maneira categórica e brutal.

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