Ao discursar na Convenção Nacional do PT neste sábado, em Brasília, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoni (SP), alertou que a militância do partido não pode vacilar, pois embora as pesquisas de opinião reforcem o favoritismo do presidente Lula na disputa, essa não será uma eleição fácil. “Será uma luta política de qualidade superior, na qual teremos que derrotar quem privatizou e desempregou o Brasil”, disse. “Vamos reafirmar um projeto popular”, reforçou.
Segundo o dirigente, Lula vai para a disputa com um patrimônio sem precedentes, pois pegou um país em 2003 à beira do caos, com credibilidade econômica zero. Três anos e meio depois o governo tem como apresentar um patrimônio público que o permite “ir para as ruas de cabeça erguida”. Ele destacou ainda a capacidade de realização da militância, dos movimentos sociais e de setores do pensamento brasileiro.
‘Vamos fazer uma luta não apenas para levar Lula a mais quatro anos de mandato, mas para vencer politicamente o debate no país. Essa eleição vai colocar para o povo a opção de continuar avançando com mais emprego, numa luta contra a miséria, ou voltar atrás. O Brasil tem diante de si um momento histórico”, finalizou.
Em relação às críticas, Berzoni afirmou que alguns queriam que “um partido construído de baixo para cima se rendesse à mídia e trabalhasse na defensiva”. “No entanto, chegamos às eleições de 2006 com um PT pronto para a luta e com condições de derrotar aqueles que fazem da calúnia um instrumento de combate”, rebateu.
PSB- Antes do discurso de Berzoni, o presidente do PSB, Eduardo Campos, afirmou que o seu partido e o PT sempre caminharam juntos e garantiu que onde a militância do PT estiver, também estará a militância do PSB. “Vamos juntos, não só na reeleição, mas também na rua, garantindo seu futuro governo”.
PCdoB -O presidente do PCdoB, Renato Rabelo, destacou que o governo Lula se caracteriza pelo esforço de integração física, econômica, política e cultural do continente latino americano. Ele disse ainda que o primeiro mandato do presidente criou condições para o avanço da construção mais acelerada de um projeto nacional. “Quando Lula assumiu, o Brasil não estava preparado para o desenvolvimento, agora, há condições para um crescimento mais acentuado. Por isso é cada vez maior o desespero dos tucanos e pefelistas que não têm mensagem, nem nada de novo”.
Também discursaram reafirmando apoio à candidatura Lula/José Alencar, o presidente do PRB, Vítor Paulo e do PTB, Flávio Martinez.
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