O Brasil e a China são modelos para o resto do mundo no combate ao trabalho infantil, afirma um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quinta-feira em Brasília.
Ambos os países verificaram quedas drásticas na prática entre 2000 e 2004, de acordo com o documento, que é o segundo sobre o assunto a ser elaborado pela instituição.
No caso do Brasil, o número de crianças entre 5 e 15 anos que trabalham caiu de 3 milhões em 2000 para 2,2 milhões em 2004. A idade mínima para trabalho no Brasil é 16 anos.
"Os exemplos da Ásia e do Brasil reforçam a mensagem de que a redução da pobreza e a educação em massa são importantes pré-requisitos para levar os países para o ponto de transição na eliminação do trabalho infantil", diz a OIT.
"Se o Brasil e a China podem fazer essa transição histórica, outros países podem também", acrescenta o relatório.
No caso brasileiro, a OIT elogia programas como o Toda Criança na Escola, o Bolsa Família e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) como iniciativas que, a partir dos anos 90, incentivaram as crianças, e suas famílias, a trocar o trabalho pela sala de aula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva era esperado no evento de lançamento do relatório, mas mudou os planos para ir à Argentina participar de uma reunião sobre a crise causada pela nacionalização dos recursos naturais da Bolívia.
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