17 abril 2006

Petróleo - finalmente o Brasil se tornou auto-suficiente!

Cinqüenta e três anos e US$ 207 bilhões depois, o Brasil atinge a soberania em petróleo, produzindo o suficiente para suprir o que consome. A chamada auto-suficiência poderia levar o governo adotar, na Petrobras, uma política de preços independente das cotações internacionais, como ocorre com a PDVSA na Venezuela. A vida do brasileiro comum, que desembolsa mais de um dólar por litro de gasolina, ficaria mais barata. O empresariado, que paga caro por derivados como polietileno (composto que origina o plástico), reduziria custos. O Banco Central (BC) perderia o pretexto de subir os juros, quando altas do petróleo no exterior ameaçassem empurrar a inflação aqui. Tudo isso “poderia”, mas não vai ocorrer. “A auto-suficiência não quer dizer que o mercado brasileiro vai se descolar do internacional”, diz o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. Seria possível, no máximo, “suavizar” a variação do preço internacional, segundo ele.

Vários motivos engessam o governo e impedem a Petrobras de agir mais em favor do interesse nacional. A abertura do setor petrolífero no país e a internacionalização dos preços da estatal, medidas tomadas pelo governo Fernando Henrique Cardoso para atrair capital estrangeiro, expõem o Brasil ao risco de desabastecimento. Se a Petrobras baixasse muito os preços, certamente alguma(s) empresa(s) compraria(m) aqui para exportar a cotações internacionais, aumentando o ganho. E a atividade exportadora caracteriza as principais companhias petrolíferas do mundo, o conhecido cartel das “sete irmãs”. A Petrobras é das poucas empresas do ramo voltada à demanda doméstica.
Fonte:Agência Carta Capital
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