19 abril 2006

Em Londres tudo vira pizza


Quem diria, hem? Até no chamado primeiro mundo assassinatos terminam em pizza.

Nenhum dos agentes envolvidos na morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, que foi confundido pela Polícia britânica com um terrorista suicida, será processado.

O tabloid The Sun escreve sobre "um destacado advogado" que cuida do caso e, segundo o qual, não há provas suficientes para incriminar os policiais envolvidos na morte do brasileiro, em 22 de julho de 2005 - um dia após uma segunda onda de atentados terroristas, todos eles frustrados, contra a rede de transportes de Londres.

Segundo o jornal, nem os agentes que dispararam oito vezes à queima-roupa em um vagão de metrô contra Jean (27), nem os que estavam à frente da operação de vigilância do suspeito de terrorismo terão de se submeter à Justiça britânica.

"Erros foram cometidos, mas isso não equivale a um ato criminoso", disse a fonte ao "The Sun". "Os policiais armados obedeciam ordens e achavam que se tratava de um suspeito de terrorismo", acrescentou. No entanto, segundo o jornal, o comissário-chefe da Polícia Metropolitana, Ian Blair, continua submetido a fortes pressões para que se demita caso a investigação dos incidentes revele erros na condução dos trabalhos dos agentes.

Dizer que o comissário chefe continua sob 'fortes pressões' é um discurso para enganar trouxa. Se fosse no Brasil, a imprensa internacional cairia em cima, e nos chamaria de corruptos e incompetentes. Como é aqui, eles usam de eufemismos para suavizar o erro de terem seguido Jean mas não terem tido o trabalho de investigar sua origem.

Ou será que alguém já ouviu falar de algum brasileiro se explodindo e levando consigo outros inocentes?

Glória

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