16 janeiro 2008

PSDB passa adiante norrau de ética tucana


Operação Falcatrua prende secretário de Tebaldi


Ele ensinava ética para seus correligionários do PSDB e como encantar as pessoas. Dizia que vivíamos um momento que demandava “o fim do político esperto e sem ética”.

Deu aulas mostrando como agregar valor ao sistema local de saúde e até como cumprimentar corretamente um eleitor. Pois bem, o homem acima de qualquer suspeita, que encarnava o melhor da administração do prefeito Marco Tebaldi, escolhido para dar continuidade à sua administração, representando o partido na chapa de Darci de Matos (DEM), foi preso no amanhecer dessa segunda-feira (14), suspeito de uma sucessão crimes contra a administração pública. O Ministério Público encontrou indícios de que o secretário negociava pagamentos de medicamentos em troca de comissão; favorecimento em processos licitatórios; fraude; peculato e formação de quadrilha.

Atendendo a uma denúncia de ameaça, o Ministério Público passou a investigar as ações do secretário Norival Silva, no ano passado. Mas, os investigadores acabaram descobrindo algo maior. Norival recebia um percentual cada vez que pagava uma remessa de medicamentos. O valor era rateado com Ramon Silva, da Secretaria de Estado da Saúde; com ajuda do servidor João Batista Soares.

O esquema contaria com o envolvimento dos empresários Maria Fernanda Menezes, proprietária do Laboratório DNA Análises, Marco Antônio Dellagustina (que também teria sido beneficiado em processos de licitação), Elson Pucci, Roni Broglio e Flávio Hormann. A cada pagamento de R$ 60 mil, por exemplo, o secretário ficava com R$ 10 mil. O Ministério Público ainda investiga quanto o secretário teria recebido indevidamente ao longo de sua gestão na pasta.

As ordens de busca e apreensão, e de prisão, foram expedidas pelo juiz João Marcos Buch, titular da 2ª Vara Criminal de Joinville, através de procedimento ajuizado pelo Promotor de Justiça Assis Marciel Kretzer. A ação teve como objetivo recolher documentos e equipamentos de informática, visando buscar elementos para se apreciar as suspeitas que recaem sobre o secretário e os outros evolvidos.

A prisão é temporária, por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, tempo necessário para concluir o Ministério Público concluir recolher provas e instruir a denúncia.

Reportagem de Rogério Giessel - Gazeta de Joinville

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito boa a abordagem aqui em seu blog.
Esarei visitando por aqui sempre que puder.
Beijo!