O palhaço do Bush perde em todos os fronts
Arábia Saudita diz a Bush que não tem nada contra o IrãA Arábia Saudita "não tem nada contra o Irã", que é "um país importante na região", afirmou nesta terça-feira o ministro saudita das Relações Exteriores, rejeitando implicitamente o apelo do presidente americano, George W. Bush, para que Riad ajude Washington a isolar o regime de Teerã.
"O Irã é um país vizinho, um país importante na região", declarou o príncipe Saud al-Fayçal, respondendo a um jornalista que lhe perguntava se ele considerava o Irã como uma ameaça.
"Não temos nada contra o Irã", insistiu o ministro durante uma entrevista coletiva conjunta com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, em Riad.
Palavras vazias de Bush
Na segunda-feira (14), o Irã chamou de "palavras vazias" as declarações do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de que o Estado islâmico está ameaçando a segurança no mundo todo por apoiar militantes.
Em Abu Dhabi, no domingo, Bush disse que o Irã é o principal patrocinador do terrorismo e acusou o país de prejudicar a paz dando apoio ao grupo guerrilheiro libanês do Hezbollah, o grupo palestino islamita Hamas e militantes xiitas no Iraque.
"Bush devia entender que o ódio contra suas políticas existe ... ele tem raízes reais e lógicas", disse Mohammad Ali Hosseini, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, segundo a rádio estatal.
"As declarações de Bush demonstram seu desespero e sua decepção devido aos fracassos na região ... Ele está tentando desviar a atenção de suas políticas fracassadas", afirmou ele, acrescentando que as declarações de Bush eram "palavras vazias e repetidas".
O embaixador do Irã em Abu Dhabi, Ali Reza Asefi, opinou, por sua vez, que a viagem de Bush "isolou a Casa Branca e não o Irã", e considerou que tanto os povos como os Governos da região "fizeram pouco caso de suas chamadas" contra a República Islâmica.
Da redação,
com agências
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