25 agosto 2013

Não destruam por arrogância a relevante imagem dos médicos

Por Marcelo Macêdo

 Comentário ao post "Não joguemos pedras nos médicos brasileiros"

  Nassif ,

 Tenho muito respeito e gratidão aos médicos brasileiros, pois em momentos em que mais precisei de seus trabalhos, pude contar com os mesmos de forma eficaz.

Meu filho, acometido de câncer aos nove anos, hoje dentro das estatísticas dos curados - agora ele está com 19 -, fez todo o tratamento quimioterápico em minha cidade, no interior de Pernambuco. Em nenhum momento deixei de ter atenção, presteza e capacidade da equipe que cuidou dele, ao longo de 1 ano e 6 meses. Além do desafio de enfretar essa batalha e superá-la, tenho tido a mesma eficácia no tratamento que é dado a minha filha, que apresenta um atraso em seu desenvolvimento neuropsicomotor. Por essas razões, a minha estima pelos médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde do país.

No entanto, conheço um outro lado da história, a dos atendimentos realizados de forma superficial, cujo resultados sempre apontam para o dignóstico de uma "virose". Atendimentos esses que ocorrem de forma super rápida, sem que o médico sequer faça algum exame físico no doente, resumindo-se a ouvir as queixas do paciente e ao preenchimento de uma ficha, com a prescrição, quase sempre, da mesma medicação. Isso sem falar das demoras intermináveis para que o enfermo seja atendido. Já enfrentei essa situação tanto em hospítais e clínicas públicas como em particulares.

Hoje, diante da celeuma em torno do programa "Mais médicos", não posso ficar do lado da categoria, por ver na atitude da maioria deles apenas uma visão corporativista, elitista que não traduz uma preocupação com as necessidades da população mais necessitada de atendimento. Já ouvi de certos médicos que seus colegas de profissão não se interessam por clinicar, preferindo ser especialistas em alguma área, porque podem obter muito mais vantagens financeiras em determinada especialidades. Isso é notório, basta que se tenha cuidado em levantar a situação a respeito desse fato, que se encontrarão exemplos que comprovam tal realidade.

Ser contra o projeto do governo federal, alegando que os médicos estrangeiros são menos capazes e que porão em risco a vida dos pacientes, não se justifica. Não são poucos os exemplos de erros cometidos por nossos médicos, quer sejam em certos procedimentos como em determinados diagnósticos. Um outro ponto que me parece relevante, é a impressão que é nos é passada por certos médicos: os mesmos só se atrevem a determinar que temos algum problema, mediante exames laboratoriais ou de outros tipos. Parece que há insegurança em alguns desses profissionais ou então é por comodismo, pois é muito mais fácil ler resultados, laudos do que, através do exame físico, apontar certos problemas dos pacientes.

Sublinho, entretanto, que não são todos os médicos que conheço que se enquadram nesse perfil, há um sem número de "doutores" que honram a sua profissão. E é em nome desses que peço aos representantes da categoria bem como aos profissionais que empunham cartazes preconceituosos e descabidos, como o que vi em um "post" anterior, que revejam sua postura, pois a mesma está colocando na berlinda toda a categoria e não somente aqueles que não têm a altivez necessária de reconhecer a necessidade da população mais carente. Não é só por nnão ter boas condições de trabalho que leva à falta de médico em certos lugares. E o pior é que esses médicos sabem disso.

Atrevo-me, pelo apreço e respeito que tenho a certos profissionais que conheço, a dar um conselho a muitos médicos brasileiros: vocês podem sair perdendo muito mais do que uma oportunidade de trabalho com essa postura, em alguns casos, injustificável, uma vez que nem assumem as vagas existentes nem querem que outros o façam. Não destruam por arrogância a relevante imagem da classe médica diante da população, respeitem o árduo que muitos, antes de vocês, construíram ao longos do tempo. Abram os olhos antes que seja tarde demais. Não há como se justificar a perda de ente da família por falta de atendimento, sejam quais forem as razões que levaram a isso.

3 comentários:

H.Pires disse...

PODE SER, a Médica, UMA DAS MAIORES SERIAL KILLERS DA HUMANIDADE.
CADÊ AS "SINDICÂNCIAS"?
CADÊ OS RESULTADOS DAS "INVESTIGAÇÕES"?
CADÊ O CFM?
CADÊ O CRM?
É UM CASO ISOLADO, OU TEM INÚMEROS OUTROS?

No UOL(19/02/2013):

"....Hospital Evangélico de Cutitiba enaltece "competência profissional" de suspeita, Médica Virginia Helena Soares Souza Marcelino, que é acusada de MATAR/(ASSASSINAR) vários pacientes de UTI.
Também via nota oficial, a direção do Hospital Evangélico informou que, "como o inquérito corre em sigilo, não temos conhecimento adequado dos fatos para emitir qualquer juízo". Além disso, afirma que instaurou uma comissão de sindicância interna para apurar os fatos denunciados, e que, "quanto à profissional envolvida, o Hospital Evangélico reconhece a sua competência profissional, e até o momento desconhece qualquer ato técnico da mesma que tenha ferido a ética médica."

O presidente do CRM (Conselho Regional de Medicina do Paraná), Alexandre Gustavo Bley, disse que "o momento merece toda a atenção por parte do poder público e das autoridades competentes. O CRM reitera sua posição na defesa da saúde da população e informa que as providências cabíveis para abertura de sindicância já estão sendo tomadas e assim que tiver acesso aos autos adotará as medidas necessárias".
Também procurada, a Associação Médica do Paraná preferiu não se manifestar sobre o caso...".

Voltando.
E então? Cadê "investigações", "sindicâncias", ou o raio que os parta?
Deixa pra lá. É tudo pobre e preto mesmo.

Unknown disse...

O que passa é que há a critica sobre a atitude politica dos medicos,não sua qualificação profissional,o corporativismo suicida ,que tenta impor que a maioria da sociedade é burra como a atitude dos medicos.

John. Jahnes. disse...

Porque os medicos dos hospitais tucanos de SP recebem da SECONCI e nao do governo? ---- A SECONCI è uma organizacao de engenheiros que explora medicos, PODE? ----
SERÀ LAVAGEM DE GRANA PUBLICA? Serà que corre os 30% do PROPINAO? ou SERÀ ESCRAVIDAO DOs MEDICOS PELOS TUCANOS? ______Vejam ______ Em 2006, o SECONCI-SP se qualificou como Organização Social pelo Município de São Paulo, passando a administrar três Unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA´s), neste ano as Unidades, estava sob a administração da Superintendência do Hospital Vila Alpina – Unidade de Negócio SECONCI-SP, permanecendo nesta gestão por dois anos. Atendendo ao Edital publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo de interesse público 01/2008-NTCSS-SMS-G Núcleo de Contratações de Serviços de Saúde, cujo objeto era o gerenciamento das Unidades de Saúde existentes no Território Penha/Ermelino Matarazzo a OSS SECONCI encaminhou uma proposta técnica, sendo aprovado em Março de 2008, com a assinatura de mais uma Parceria com a Secretaria Municipal de Saúde – SP, denominado Contrato de Gestão, neste mesmo ano, atendendo às exigências contratuais de a empresa vencedora ter no Território em que atua sede própria, foi criada a Superintendência de Atenção à Saúde – SAS SECONCI-SP, mais uma das Unidades de Negócio do SECONCI, que assumiu a responsabilidade de administrar e gerenciar Unidades de Saúde no Território Penha/Ermelino Matarazzo, bem como o gerenciamento das Unidades de Assistência Médica Ambulatorial – AMAS, por se tratar de uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do São Paulo- SMS-SP, estratégia esta desenhada pela Direção e Conselho Administrativo do SECONCI. Através do Contrato de Gestão a Superintendência de Atenção a Saúde - SAS se faz presente em mais de 40 Unidades de Saúde (UBS’s, CAPS’s, AMA’s, Ambulatórios de Especialidades, Centro de Especialidades Odontológicas) do Território Penha/Ermelino Matarazzo. Através do Termo de Convênio a SAS/SECONCI realiza o gerenciamento de três AMAS Tradicionais na região de Vila Prudente/Sapopemba, sendo elas: AMA Vila Oratório, AMA Vila Califórnia e AMA Hermenegildo e uma AMA Hospitalar na região Mooca/Aricanduva, AMA Ignácio Proença de Gouvêa.