28 agosto 2007

"São extremamente ridículas as acusações de Veja", diz o deputado Wladimir Costa

Por Cristiane Prizibisczki/Redação Portal IMPRENSA

Não bastasse uma nota para comentar a abertura da CPI que deve investigar irregularidades na autorização da Anatel sobre a venda da TVA para a Telefonica, adiantada pelo Portal IMPRENSA na última sexta-feira (24/08), a revista Veja publicou matéria de quatro páginas sobre o assunto classificando a decisão da Câmara dos Deputados como sendo uma "vingança" de Renan Calheiros (PMDB-AL), que começou a questionar a legalidade da transação após ter sido alvos de denúncias da publicação.

Em sua defesa, a revista Veja afirma que 'Renan Calheiros é um político desesperado que faz coisas desesperadas" e que a alegação do senador é "absurda", já que a o negócio foi aprovado pela Anatel depois de minuciosa análise, "não fere a lei e é igual a outros fechados recentemente no país".

Segundo a revista, o requerimento para a abertura da CPI foi assinado por deputados "mal-intencionados", "ingênuos" e "enganados", que caíram na armadilha criada pela "turma de Renan". O documento que instaurou a CPI é de autoria do deputado Wladimir Costa (PMDB-PA) e foi assinado por 182 deputados, onze a mais que o necessário para a abertura do Inquérito.

Além de ataques diretos a Renan, a revista ainda diz que a "turma" do senador "surrou a ética" por usar de meios mal intencionados no recolhimento de assinaturas, como a mentira e a coerção. Para balizar sua defesa, Veja trouxe o depoimento de 15 políticos e personalidades que consideraram a atitude da Câmara uma "ameaça à liberdade de imprensa". Entre eles estão os políticos José Serra, Pedro Simom, Fernando Gabeira e Sérgio Cabral, e Maurício Azedo, presidente da ABI.

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, o deputado Wladimir Costa disse que as acusações da Veja são "extremamente ridículas" e que, se a transação é transparente, a revista deveria ser a primeira a querer a CPI para que o Grupo Abril parasse de ser alvo de denúncias.

"A Veja sempre foi o paladino da justiça e da liberdade de imprensa, mas quando ela passa a ser acusada, não age da mesma forma. A revista deveria dar uma capa com a manchete 'Veja a Veja envolvida em um escândalo'. Porque a transação vai se tornar um grande escândalo. São extremamente ridículas as acusações. Nenhum deputado assina nada sem ler. Não lidamos com crianças. Como iríamos enganar 182 deputados?", disse.

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