Em artigo publicado nesta quinta-feira, a revista britânica The Economist afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá derrotar Geraldo Alckmin e Heloísa Helena e tem boas chances de vencer sem necessidade de segundo turno.
Segundo o artigo, intitulado Satisfação e Complacência, ao contrário do pleito anterior, quando a vitória de Lula provocou apreensão no Brasil e no resto do mundo, nas eleições de 1º de outubro a escolha dos eleitores é menos difícil.
A revista afirma que, apesar da segurança proporcionada pela continuidade, o Brasil tem muito a melhorar, "em economia, crime, corrupção e educação, para começar".
Conforme a The Economist, "Lula está surfando para a vitória em uma onda de bem-estar misturado com apatia". A revista afirma que o crescimento econômico tem sido estável, e não espetacular.
A reportagem cita os 4,5 milhões de empregos com carteira assinada criados durante o governo. Cita ainda os programas sociais do governo e as pesquisas nas quais "quase metade dos brasileiros consideram o desempenho de Lula 'bom' ou 'muito bom'".
A reportagem afirma ainda que, apesar de ter sido um governador popular, Alckmin é pouco conhecido fora de São Paulo e vem sendo prejudicado pela onda de violência provocada por uma facção criminosa daquele Estado.
Conforme a revista, apesar de os dois candidatos terem tempo semelhante na propaganda eleitoral, Lula leva vantagem, "preenchendo a tela com imagens de brasileiros agradecidos".
"A campanha de Alckmin parece desmoralizada. Mesmo os candidatos estaduais de seu próprio partido o ignoram", diz o texto. "Até agora, Alckmin não ofereceu a um eleitorado complacente razões suficientes para trocarem de presidente", afirma.
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