O empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, um dos chefes da máfia dos sanguessugas, denunciou o envolvimento de pelo menos 80 deputados na compra superfaturada de ambulâncias com verbas de emendas orçamentárias. Num longo depoimento à Justiça de Mato Grosso, que começou na semana passada, depois de um acordo de delação premiada, Vedoin contou que o esquema atuava em 19 estados. Integrantes da CPI dos Sanguessugas disseram que os detalhes do relato do empresário são estarrecedores e facilitarão seu trabalho.
O escândalo das fraudes não atinge só o Congresso. Além de envolver tantos parlamentares, dos quais três senadores, a máfia comandada por empresários controla verbas em quatro ministérios: Saúde, Ciência e Tecnologia, Transportes e Comunicações, segundo declarou um dos acusados à Justiça.
Vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, o deputado Raul Jungmann garante que há indícios de fraude em pelo menos um projeto de compra de ônibus para o plano de inclusão digital do ministério.
"Nós temos hoje a prova definitiva para incriminar e pedir o indiciamento de dezenas de parlamentares, dezenas de prefeitos e também de membros do próprio Executivo", disse Jungmann. "Até aqui fala-se em três senadores. São de 60 a 80 parlamentares", afirmou.
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