11 julho 2006

Palhaçada, é?

No mesmo dia em que mais um agente das forças de segurança do Estado foi assassinado, o governo paulista anunciou ontem um item da "série de medidas" para reforçar a segurança desses funcionários, que passaram a ser o alvo do PCC: a criação de uma espécie de "SOS Agente", serviço telefônico vinculado ao Comando Geral da Polícia Militar e que será direcionado aos agentes penitenciários e carcereiros que se sentirem ameaçados.

Imaginemos a cena:

Um agente de segurança do Estado se encontra sentado num boteco da esquina, tomando uma cervejinha. De repente, o amigo que o acompanha percebe a aproximação de três carros suspeitos. Diz calmamente: "Olha, meu, acho que aqueles caras estão à tua procura". Os automóveis continuam no seu trajeto e se aproximam mais e mais. O agente calcula rapidamente a presença de pelos menos 15 homens no interior dos mesmos.

Ele terá três opções:
1.Retirar do bolso da bermuda o celular, telefonar para o "SOS Agente" e esperar por ajuda;
2. Puxar a arma (legal, aprovada pelo governo do Lembo para solucionar as diversas mortes dos agentes) que carrega no cóis da bermuda e atirar contra os carros e os 15 marginais que usam escopetas;
3. Levantar a mão para os céus e se jogar no chão como todos os outros freqüentadores do boteco.

Manchete da Folha, do Estadão e do Globo no dia seguinte: "Mais um agente do Estado foi chacinado juntamente com 40 inocentes".

Glória Leite

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