O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) defendeu dia 8 que uma circulação mais fácil de cidadãos no espaço lusófono é essencial, mas depende da "vontade política" dos governos.
A circulação facilitada insere-se no projeto de criação do estatuto de cidadão lusófono, uma idéia lançada por Portugal, que prevê ainda o direito de votar e ser eleito nas autárquicas, acesso a funções públicas de caráter técnico e exercício de profissões liberais e o reconhecimento de diplomas acadêmicos.
O secretário-executivo esclareceu, no entanto, que este projeto tem sido alvo de muita "confusão", porque "há pessoas que pensam que se trata da abertura de fronteiras e da possibilidade de circulação sem qualquer controle", quando não é essa a questão.
"Trata-se de facilitar a concessão de vistos e não de abrir as fronteiras", explicou, acrescentando que o objetivo é "evitar as filas enormes que atualmente se formam junto às embaixadas, principalmente de Portugal".
Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
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