20 junho 2006

Salto baixo e guarda alta

19/06/2006 Por Valter Pomar

A eleição não está ganha. E o mais difícil virá depois de outubro.

Desde março de 2005, a direita truculenta resolveu mostrar que continua aí e adora frases fortes. Exemplos rápidos: Jorge Bornhausen (“acabar com esta raça”), Antonio Carlos Magalhães (“chamem os militares”) e Fernando Henrique Cardoso (“a ética do PT é o roubo”). Geraldo Alckmin (“tradição e família”) é parte desta turma.

(Além da direita truculenta, existe a "outra" direita), a que está disposta a emprestar sua bijuteria, se este for o preço para manter gordos seus dedos e intocada a prataria da Casa Grande.

Um dos melhores exemplares desta outra direita, que chamaremos aqui de sagaz, é o deputado federal Antonio Delfim Netto, ex-ministro dos governos militares e colaborador permanente da revista Carta Capital. Outro exemplo, claro, é Henrique Meirelles, que até agora segue despachando no Banco Central.

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