20 junho 2006

Defensores da lei e a máfia do crime

Os advogados Sérgio Weslei da Cunha e Maria Cristina de Souza Rachado, acusados de repassar informações sigilosas da CPI do Tráfico de Armas a integrantes da facção criminosa PCC, não podem exercer a profissão nos próximos 90 dias.

Com a suspensão, decidida em caráter preventivo pela OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), eles ficam impedidos de visitar clientes em presídios e de entrar com ações judiciais.

Cunha (que nega ter clientes do PCC) e Maria Cristina Rachado, advogada de Marcos Willians Camacho, o Marcola, admitiram, em sessão da CPI, que tiveram acesso a uma gravação secreta com depoimentos de dois delegados que investigam a facção criminosa, Godofredo Bittencourt e Ruy Ferraz Fontes. Os parlamentares haviam pedido providências à OAB.

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