22 junho 2006

América Latina investe em armamentos e Alemanha, na "paz"

Enquanto Hugo Chávez não leva a sério o embargo norte-americano de armas contra a Venezuela, especialistas europeus comentam o aumento dos investimentos em material bélico na América Latina.

Além da compra de 24 caças russos do tipo Sukhoi, Chávez negociou com o governo de Moscou o fornecimento de cem mil fuzis russos, 30 mil dos quais já foram entregues. Os bilhões de dólares gastos em armamentos, provenientes dos bons negócios com o petróleo, se justificariam, segundo Chávez, pela ameaça norte-americana de invadir a Venezuela.

Michael Radseck, pesquisador do Instituto de Estudos Ibero-Americanos de Hamburgo, afirma, entretanto, que "o poder militar da Venezuela é superestimado". Uma opinião também compartilhada por Günther Maihold, da Fundação Ciência e Política de Berlim.

"Corrida armamentista" não seria o termo adequado na opinião dos especialistas Maihold e Radseck. "A América Latina moderniza suas Forças Armadas, cujos equipamentos, em muitos casos, ainda são do tempo da Segunda Guerra Mundial".

"O Chile", comenta Radseck, "comprou cem tanques do modelo Leopardo 2 do governo alemão". Os tanques deverão ser enviados ao norte do Chile, a partir do final do ano, não muito longe da fronteira peruana. São os mais modernos tanques de guerra do mundo e serão enviados a uma tradicional zona de conflito.

Esse é o jeito alemão de estimular a "paz". Fizeram o mesmo no Iraque.

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