19 junho 2006

Ainda um estígma

por Beatriz Pasqualino

A cada três dias, uma pessoa homossexual é morta por causa de sua orientação sexual no Brasil. A informação é do presidente Associação da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) de São Paulo, Nelson Matias Pereira.

"A homofobia no Brasil tem várias faces e autores. Está presente nas escolas que educam para o preconceito, nas piadas infames de alguns programas de humor, nos comentários que aparentemente não têm maldade, mas que ridicularizam o outro", disse. "Está presente até na face brutal da morte, da violência por conta dessa orientação sexual".

Para protestar contra esse tipo de crime, a décima edição da Parada GLBT de São Paulo, que aconteceu dia (17), elegeu o tema "Homofobia é crime - Direitos Sexuais são Direitos humanos".

Transformar a homofobia em crime é o objetivo do Projeto de Lei 5003/2001, da deputada federal Iara Bernardi (PT-SP), que a Associação GLBT pressiona para que seja votado na Câmara dos Deputados.

Ele espera que o projeto não tenha o mesmo destino que o de autoria de Marta Suplicy que tramita a 11 anos no Congresso Nacional.

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