Já imaginou se a Verônica tivesse como sobrenome "Silva" e fosse filha do Lula? Sua vida seria literalmente um inferno. Mas para sua sorte ela é Serra, o que lhe garante passe livre na imprensa e na política para todo tipo de maracutaia. Alguém já ouviu falar da CPI do Fim do Mundo tratando de convocá-la para depor? Aliás, quem leu sobre seus envolvimentos em negócios dividosos do Estado? Ninguém. A mulher está protegida a sete chaves dos ataques da plebe burra, que nem estudo formal tem.
De acordo com o site da empresa Penguin Circle, da qual ela é conselheira, a donzela é sócia e diretora para a America Latina da companhia de investimentos International Real Returns, que administra US$ 600 milhões e tem base em Nova Iorque.
Entre 1997-1998, ela foi VP da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de US$ 3 bilhões, onde ela analisava investimentos na América Latina, Asia e Europa. No verão de 1996, Veronica trabalhou na divisão de Renda Fixa da Goldman Sachs em Nova Iorque. Recentemente, houve uma reforma no site do Penguin Circle, com uma única alteração: foi retirado o currículo de Verônica Serra
Mas como é que ela, jovem advogada, conseguiu isso tudo? Verônica Serra desfruta de tranqüilidade financeira invejável. Tudo vindo, oficialmente, da empresa que tem com o pai e da IRR, cuja filial brasileira tem um capital social de R$ 2 mil (aliás, o mesmo da ACP, onde é sócia do pai). Verônica teria tanto retorno em seus empreendimentos que no ano passado presenteou o pai, Serra, com a compra da mansão onde ele reside há muitos anos, no Alto do Pinheiros, em São Paulo, por R$ 475 mil. O estranho é que Serra sempre morou nessa casa e só agora ela foi aparecer em nome da sua filha.
Ao acessar o site da firma Decidir.com, da qual é sócia também, pode-se observar que entre os "inúmeros" investidores da empresa, dois se destacam: IRR e o fundo de investimentos CVC/Opportunity, fundo formado para açambarcar companhias telefônicas do Brasil. Ou seja, os negócios são um circuito fechado, em cujo centro aparece sempre, mais cedo ou mais tarde, o Estado e o patrimônio do povo.
Sócia do pai, como já mencionamos, Verônica Serra também é sócia de seu pai na empresa "ACP Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda" desde 1993. A empresa sempre funcionou num prédio situado à rua Simão Álvares 1020, na Vila Madalena, em São Paulo, que pertence ao primo e sócio de Serra, Gregório Marin. Serra sonegou à Justiça Eleitoral que era dono desta empresa em três oportunidades (1994, 1996 e 2002). Marin foi beneficiado com dois "perdões" de dívidas no Banco do Brasil que podem chegar a mais de US$ 74 milhões, ou seja, mais de 220 milhões de reais.
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