A última vez que ouvi falar do escândalo das 400 peças de roupa prêt-à-porter, recebidas pela esposa do Alkmin, Lulu, foi quando ela, de maneira democrática, afirmou que esse assunto estava encerrado. Porquê será que todas as vezes que leio algo dito por essa suposta nobreza paulista, me sinto na senzala? Será pela maneira 'deles' falarem, abafarem escândalos e acharem que devemos nos ajoelhar e pedir perdão por ousarmos pensar sequer algo contra eles?
Glória
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09/05/2006 - 18h21m
Ex-servidora do Ministério da Saúde entrega 80 deputados da máfia da ambulância
Jailton de Carvalho - O Globo
Globo Online
BRASÍLIA - Em depoimento na Polícia Federal, em Mato Grosso, Maria da Penha Linho, a ex-servidora do Ministério da Saúde que representava a quadrilha desbaratada pela operação Sanguessuga citou o nome de vários deputados que estariam envolvidos no esquema de superfaturamento de ambulâncias compradas por prefeituras com recursos de emendas ao Orçamento.
A ex-servidora disse que cerca de 80 deputados envolvidos no esquema recebiam comissão de 10% para apresentar as emendas pedindo verbas para compra de ambulâncias.
Entre os 80 deputados supostamente envolvidos no esquema ela citou os nomes de João Grandão (PT-MS), Jovair Arantes (PTB-GO), Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ), Carlos Dunga (PTB-PB), Feu Rosa (PP-ES), Ann Pontes (PMDB-PA) e Inaldo Leitão (PL-PB), além do senador Ney Suassuna (RN), líder do PMDB. A servidora disse ainda que a deputada Denise Frossard (PPS-RJ) não participaria do esquema. Maria da Penha também denunciou um esquema de fraude em São Paulo, citando os nomes dos deputados federais Gilberto Nascimento (PMDB-SP) e Jefferson Campos (PTB-SP).
Este foi o segundo depoimento que a ex-servidora prestou na PF. O advogado dela, Eduardo Mahon, pediu delação premiada para que Maria da Penha fosse ouvida novamente. Ela está presa desde quinta-feira passada e deverá permanecer por, pelo menos, mais cinco dias. No mesmo dia da prisão, foi exonerada do cargo.
A PF prendeu semana passada os ex-deputados Carlos Rodrigues (PL-RJ) e Ronivon Santiago (PP-AC) e mais 44 pessoas, entre assessores parlamentares, empresários, comerciantes e funcionários públicos acusados de envolvimento com o esquema. Entre os presos estão 12 assessores de parlamentares federais.
Numa conversa gravada pela PF, com autorização judicial, o empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, apontado como o chefe da organização, se vangloria da base parlamentar que estaria a serviço da quadrilha.
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