Carta Maior por Flávio Aguiar
Na nossa história, de Dom Pedro I a Collor, houve golpes e golpes. A novidade deste momento político é que, contra Lula, dispensa-se a necessidade de uma conspiração tradicional, com reuniões fechadas, mensageiros secretos, senhas sigilosas. Trama-se o golpe, abertamente, via internet, jornais e outros meios de comunicação.
Segundo 'eles' o governo Lula e o PT se tornaram uma “ameaça à democracia”, “deram” ou “estão dando um golpe” com o objetivo de se perpetuarem no poder. Lula “aparelhou” o Estado e com mais quatro anos esse “aparelhamento” se tornará definitivo. Com isso estaria aberto o caminho em direção ao impedimento do Presidente, no caso de Lula de fato vencer as eleições no fim do ano, mesmo que seja ao custo de mergulhar o país no caos e na confusão. O caminho estaria aberto para o seu (delas, das oposições) Bismarquinho de ocasião, um político conservador destinado a “salvar” as instituições e a instituir o império (no caso, da vontade delas).
Partidos e candidatos das oposições têm recuado do discurso do impeachment. Além de não lhes cair bem essa fala, pois dá a impressão de que querem ganhar no tapetão, os de mais experiência política sabem, intuitivamente, que uma tentativa canhestra de derrubar o Presidente pode ser a gota d’água suficiente para aclamá-lo de vez, com a prova provada de que havia mesmo um golpe em curso.
O problema é que até agora o que as oposições têm apresentado (timidamente) de programático não está atraindo povo nenhum, nem mesmo entre os remediados: aumento do superávit primário, desarticulação dos programas sociais sob o argumento de “devolvê-los” à sua “verdadeira” finalidade, desarticulação da política externa soberana e do entrosamento sul-americano e latino-americano, novas cassações de direitos no plano previdenciário, definição assistencial da reforma agrária, contenção dos movimentos sociais populares, articulação estreita com grupos financeiros dentro e fora do país. Quer dizer, o atraso do atraso.
Em suma, ao povo, a única coisa que elas têm a oferecer é a possibilidade de escolha de um dirigente de acordo com o gosto do seu “establishment” particular, a casta superior brasileira; no caso contrário, vai-se partir mais uma vez para a negação de sua soberania cronicamente derrogada ou usurpada, alegando-se que ser eleito, e agir em seu nome, até mesmo deixar-se que ela seja vislumbrada, é “golpe contra as instituições”.
Vai ver que é mesmo, porque no dia em que soberania nacional e soberania popular andarem de braço dado (nem precisa casamento no cartório) o mundo político de fantasia de nossas seculares classes dirigentes e de seus arautos vai desabar como um castelo de cartas, e começaremos a ficar livres do autoritarismo social e do clientelismo disfarçado ou não, que governa a vida brasileira de cima a baixo, e que é o universo concreto e simbólico que hoje as oposições lutam por manter intacto e sob seu controle.
Observação minha: Se você quer ler sobre todos os golpes feitos pela repugnante direita brasileira, que nos sequestra o direito de escolher nossos representantes e contra a qual não podemos baixar as armas ou ela dá o golpe contra Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Brasil, clic aqui
Na nossa história, de Dom Pedro I a Collor, houve golpes e golpes. A novidade deste momento político é que, contra Lula, dispensa-se a necessidade de uma conspiração tradicional, com reuniões fechadas, mensageiros secretos, senhas sigilosas. Trama-se o golpe, abertamente, via internet, jornais e outros meios de comunicação.
Segundo 'eles' o governo Lula e o PT se tornaram uma “ameaça à democracia”, “deram” ou “estão dando um golpe” com o objetivo de se perpetuarem no poder. Lula “aparelhou” o Estado e com mais quatro anos esse “aparelhamento” se tornará definitivo. Com isso estaria aberto o caminho em direção ao impedimento do Presidente, no caso de Lula de fato vencer as eleições no fim do ano, mesmo que seja ao custo de mergulhar o país no caos e na confusão. O caminho estaria aberto para o seu (delas, das oposições) Bismarquinho de ocasião, um político conservador destinado a “salvar” as instituições e a instituir o império (no caso, da vontade delas).
Partidos e candidatos das oposições têm recuado do discurso do impeachment. Além de não lhes cair bem essa fala, pois dá a impressão de que querem ganhar no tapetão, os de mais experiência política sabem, intuitivamente, que uma tentativa canhestra de derrubar o Presidente pode ser a gota d’água suficiente para aclamá-lo de vez, com a prova provada de que havia mesmo um golpe em curso.
O problema é que até agora o que as oposições têm apresentado (timidamente) de programático não está atraindo povo nenhum, nem mesmo entre os remediados: aumento do superávit primário, desarticulação dos programas sociais sob o argumento de “devolvê-los” à sua “verdadeira” finalidade, desarticulação da política externa soberana e do entrosamento sul-americano e latino-americano, novas cassações de direitos no plano previdenciário, definição assistencial da reforma agrária, contenção dos movimentos sociais populares, articulação estreita com grupos financeiros dentro e fora do país. Quer dizer, o atraso do atraso.
Em suma, ao povo, a única coisa que elas têm a oferecer é a possibilidade de escolha de um dirigente de acordo com o gosto do seu “establishment” particular, a casta superior brasileira; no caso contrário, vai-se partir mais uma vez para a negação de sua soberania cronicamente derrogada ou usurpada, alegando-se que ser eleito, e agir em seu nome, até mesmo deixar-se que ela seja vislumbrada, é “golpe contra as instituições”.
Vai ver que é mesmo, porque no dia em que soberania nacional e soberania popular andarem de braço dado (nem precisa casamento no cartório) o mundo político de fantasia de nossas seculares classes dirigentes e de seus arautos vai desabar como um castelo de cartas, e começaremos a ficar livres do autoritarismo social e do clientelismo disfarçado ou não, que governa a vida brasileira de cima a baixo, e que é o universo concreto e simbólico que hoje as oposições lutam por manter intacto e sob seu controle.
Observação minha: Se você quer ler sobre todos os golpes feitos pela repugnante direita brasileira, que nos sequestra o direito de escolher nossos representantes e contra a qual não podemos baixar as armas ou ela dá o golpe contra Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Brasil, clic aqui
Nenhum comentário:
Postar um comentário