04 maio 2006

Erradicação do trabalho escravo


A Bunge, uma das maiores negociantes de soja do mundo, assinou no dia 24 de abril o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, organizado pelo Instituto Ethos e a Organização Internacional do Trabalho. Com isso, ela se compromete a não mais comprar de fazendas que utilizam esse tipo de mão-de-obra. O mérito dessa iniciativa recai não só na empresa, mas principalmente, na sociedade civil, do Greenpeace ao Instituto Ethos, sem esquecer da mídia brasileira e internacional, que ficaram no encalço da gigante alimentícia até que ela resolvesse firmar esse compromisso público.

Um ajudinha de fora também contribuiu para que o Grupo Maggi, da família do governador do Estado do Mato Grosso, Blairo Maggi, assinasse o pacto no final do ano passado. Comprometeram-se a cortar fornecedores que estejam na “lista suja” (o cadastro do governo federal que mostra as fazendas flagradas com escravos). A pressão de organizações européias, como a Misereor, em instituições financeiras mundiais acelerou a guinada a esse comportamento responsável.

Para limar o trabalho escravo (problema ambiental é uma história mais longa...) do “ABC” da soja faltam agora outras duas gigantes multinacionais se mexerem: a Cargill e a Archer Daniels Midland.

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