21 abril 2006

A OAB é golpista


Quer dizer que quando o último presidente articulou para aprovar sua própria reeleição, em pleno exercício do mandato, contrariando qualquer prurido de ética, legalidade, bom senso, a OAB não disse nada; quando o governo anterior segurou o câmbio artificialmente até pouco depois das eleições, causando prejuízo incalculável para empresas e trabalhadores brasileiros; quando o governo anterior fez explodir nossa dívida pública, sacrificando nossa capacidade de investimento; vendeu uma das mais estratégicas empresas do mundo, a Vale, num processo imoral, anti-ético, com o preço avaliado pelos próprios compradores; quando o governo passado repassou bilhões dos cofres públicos para o sistema financeiro (Proer), devido à sua incompetência na gestão macro-econômica; poderia listar mais centenas de casos similares, entre eles o abafamento sistemático de investigações sobre lavagem de dinheiro, gasto ilegal em campanha, corrupção nos altos escalões; quando isso ocorria às barbas da nação, a OAB não se pronunciava, pelo contrário, defendia esse governo.

E agora, a OAB vem a público dizer que pretende pedir o impeachment do presidente Lula, símbolo da moderna democracia nacional, cuja posse foi festejada com entusiasmo e alegria jamais observado na história? Que estancou o processo de pauperização do povo brasileiro e conseguiu controlar a inflação e criar um vasto programa social sem prejudicar fiscalmente o país, ou antes, pagando e reduzindo nossas dívidas?


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