
Os neoliberais brasileiros deveriam fazer penitência. Tentar convencer o povo de que tudo privatizado é mais bem administrado é uma grande falácia. Basta ver o caso da Varig para se chegar à conclusão que o setor privado também fracassa. E o pior: com algo ligado aos nossos brios nacionais.
A Fundação Rubem Berta, que detem 87% das ações da Varig, levou a empresa ao precipício. Mas é claro que não deixaria a coisa assim, sem uma desculpa justificável. Para sua dívida monstruosa de R$ 7 bilhões, culpou o congelamento das tarifas nas décadas de 80/ 90 e decorou sua incopetência com o morango do ato terrorista de 2001.
Bem que o governo Lula tentou salvar a empresa da bancarrota. Propôs, no início do seu governo, a fusão da Varig com a TAM para reduzir os custos operacionais. Mas o projeto fracassou devido a prepotência da Varig que não quiz se fundir com uma empresa "sem história". È isso aí, não se fundiu, preferiu se trumbicar. E pulou para a terceira posição no mercado nacional depois da TAM e da Gol.
Em mais uma tentativa de salvar a empresa, em 2004 o presidente da Infraero disse que participaria da administração da Varig desde que os responsáveis pela Fundação Rubem Berta fossem afastados. E completou: “ quem acumulou uma dívida tão grande, não tem competência administrativa.”
No vai-e-vai da crise a Fundação tentou recorrer ao dinheiro do povo – como os empresários brasileiros fizeram durante o governo militar e no do Fernando Henrique Cardoso. O Presidente Lula negou. O ministro da Fazenda, Guido Matega, e a ministra da Casa Civíl, Dilma Rousseff, afirmaram que não é papel do governo socorrer a Varig com recursos públicos.
Finalmente um governo brasileiro diz “BASTA!” para a perversão que sempre ouve com o dinheiro público cedido pelo BNDES (Banco nacional de Desenvolviento Econômico e Social) ao setor privado.
Glória
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