
O estilista Rogério Figueiredo confirmou nesta terça-feira (18), em depoimento ao Ministério Público paulista, que doou, sim, roupas prêt-à-porter para a mulher do Chuchu, ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin.
O costureiro, inclusive, contou que dona Lu pedia pessoalmente ou por sua assessoria as peças, especificando modelo e cor desejada. Pena que ele não soube quantificar, ainda, o número de peças e valores, mas afirmou que eram mais que os 49 admitidos por Lu Alckmin.
"O Rogério é um criador, um artista. Ele não sabe quantificar o número de peças, muito menos a regularidade", justificou o advogado do estilista, Vinícius Abraão.
No tempo em que recebia os mimos de presente e não declarava, Lu Alckmin presidia o Fundo de Solidariedade. Figueiredo enfatizou que não doou as peças para o fundo ou para a presidente do órgão público, mas para uma pessoa "famosa".
Ele doava os mimos esperando retorno publicitário pois segundo seu advogado, "é muito comum no meio dele esse tipo de permuta", justificou. Já o promotor do caso, Saad Mazloum, disse que "pode ser normal, mas não quer dizer que seja correto. Tenho que verificar se isso figura ou não ato de improbidade".
Como sempre, o Picolé de Chuchu fugiu da raia e preferiu não comentar o assunto.
Será que o MP concluirá que o recebimento das doações configuraram ato de improbidade administrativa? Ou será que o Chuchuzinho conseguirá abafar, mais uma vez, as investigações?
Glória
Nenhum comentário:
Postar um comentário