23 julho 2008

Sei não...

Mas o Paulo Henrique Amorim, no seu Conversa Afiada, me parece cada dia mais desesperado.

O que será que está passando por sua cabeça pura que nem água do rio Jordão, na época do batizado do João e de Jesus?

Não tenho dados para analizar a Broi. Mas sei que envolve muito grana.

Vencedores e perdedores?

Não tenho a menor idéia.

Mas que o Amorim está desesperado, ah, isso está.

Acusar a Dilma, sem provas?

Perigoso.

O capo escroque Dantas acusou o Lula de ter conta bancária no exterior.

Se danou.

Esperemos para ver o que está por trás das acusações do PHA.

3 comentários:

Anônimo disse...

Gente muito mais qualificada que o PHA discorda inteiramente dele. Parece-me que o que o move é um ódio incontido por Dantas, patológico.

Sugiro férias e Rivotril para ele ou, na pior hipótese, Haldol.

Anônimo disse...

Olá Glória
Encontrei este comente sobre a BrOi no blog do mello. Tem outro comentário que clareia um pouco mais.

Abraços
Henrique

http://blogdomello.blogspot.com/2008/07/o-governo-lula-e-fuso-brt-oi.html#8465915353897841007
Coment de Zé Augusto
Mello, a operação com BB foi comercial, rende ao ano 1,3% a MAIS do que a taxa Selic. Note que o BNDES não emprestou com taxas subsidiadas TJLP que só vale para novas empreendimentos, e não para aquisição.
Cuidado para não se deixar intoxicar com a argumentação do neoliberalismo passado.
Você gostaria que uma operação deste vulto fosse feita por um banco estrangeiro como o Santander para mandar lucros para o exterior?
Ou impedir o BB por ser estatal, e entregar aos semi-nacionais privados como Bradesco e Itaú?
Esse argumento é o dos vendilhões da pátria que não querem fortalecer a economia nacional, e querem sabotar qualquer empresa mista / estatal como o BB.
Quanto a BrOi, olhe o todo. O governo através do BNDES já tentou fomentar fusão de empresas, como a Varig e a TAM, e naquela vez não deu certo por causa de falta de acordo dos controladores.
Na BrOi houve acordo entre os controladores, por isso o negócio saiu.
Abraços.

Anônimo disse...

Mais um coment do blog do mello
sobre BrOi.

Grande abraço
Henrique

http://blogdomello.blogspot.com/2008/07/o-governo-lula-e-fuso-brt-oi.html#8465915353897841007
Zé Augusto said...

Mello,
Esse discurso de que mudar o PGO em sincronia com o acordo de acionistas como se fosse uma ilegalidade, é o mesmo discurso neoliberal de que não se pode quebrar contratos.
Se for assim, não poderemos fazer mais mudanças nenhuma de cunho político que enquadrem empresas em políticas industriais. É entregar o destino do setor à mão invisível do mercado.
Dizer que o acordo de acionistas foi assinado antes da mudança, não tem nada de ilegal. Do ponto de vista legal é um contrato de risco, e veja bem: com a concordância de todos os acionistas. É a mesma coisa que alguém fazer um contrato de promessa de venda de um imóvel que está em disputa de inventário. Na hora que o inventário sair, a pessoa acaba de comprar. Se não sair o inventário, o negócio não sai, e pode haver indenização ou não, conforme o contrato.
É claro que era interessante para o governo mudar o PGO depois do acordo, porque senão "valorizaria o passe" da BrT que poderia ser comprada pela Telefonica ou Carlos Slim, atrapalhando a política industrial do BNDES de manter uma tele nacional, ou obrigando ao BNDES disputar um naco, tendo que alocar muito mais dinheiro, diante de propostas maiores dos estrangeiros.
E é claro que só fizeram o acordo porque todos sabiam da predisposição do governo mudar o PGO se o acordo saísse.
Dizer que privilegia a Oi não tem base, porque qual outra empresa nacional de telefonia sobrou? Ou a Oi compra a BrT ou a BrT compra a Oi. É óbvio que é mais fácil a maior comprar a menor.
Eu perguntei à PHA comunicações onde eu posso comprar telefone da empresa dele que ele diz ser concorrente da Oi para comprar a BrT, e ele não me respondeu até hoje.
Eu acho que a pergunta da Sonia, é a mesma minha: onde está o interesse nacional e onde está a corrupção de fato. Se há interesse nacional, o negócio precisa ser feito, independente até mesmo de haver corrupção (que eu não estou vendo, e não me venha com a mesma estória de Lulinha-2004 de novo), porque se houver corrupção é caso de denunciar ao MP e dar cadeia e reaver o dinheiro, mas sem bloquear o interesse nacional.
A operação Navalha descobriu corrupção de Empreiteiras no Luz para todos. Por causa disso o projeto tem que acabar? É claro que não. Existem denúncias de desapropriação de terras fraudulentas para reforma agrária. Por causa disso a reforma agrária deve acabar?

Se você olhar o programa de governo para as telecomunicações de Lula nas eleições de 1998, antes da privataria, a proposta para o setor era semelhante à da BrOi, só que mantendo a Telebrás como se fosse a BrOi+Telefonica e com controle estatal.
Era acabar com o monopólio, e manter a Telebrás como empresa mista com participação da iniciativa privada e fundos de pensão como investidores, mas com o governo tendo uma posição de influência nas decisões da empresa. O acordo de acionistas para a BrOi foi feito assim. O governo só não conseguiu ficar com o controle do capital votante, mas tem poder de veto sobre venda, e influi na diretoria da empresa.
Olhe o mapa da BrT que faz fronteira com 5 países. A Oi com mais 5 países. Porque a BrOi, agora com escala, não pode disputar o mercado sul-americano de telefonia e Banda Larga, do outro lado da fronteira, se tem que universalizar o uso nas cidades fronteiriças em solo nacional?