07 junho 2007

Banco Mundial: Wolfowitz ou Zoellick. É essa a questão?


Em vez de ficar perdendo tempo brigando pela presidência de um banco politicamente, financeiramente e, acima de tudo, eticamente falido, o Brasil deveria se preocupar em promover mudanças radicais no BNDES.

A atual mudança na presidência do Banco Mundial é um momento importante para discutir o papel da instituição. No entanto, o debate está sendo reduzido a uma briga em torno da nacionalidade do presidente. A Europa quer que seja um (é um mesmo porque sempre foi um homem) europeu e não mais um estadunidense, como tem sido historicamente, enquanto outros exigem que o cargo seja ocupado por um representante de algum país do Sul.

Todo esse controle continua ocorrendo até em países que nem mais precisam dos recursos financeiros do Banco, como o Brasil. Em 2006 o Banco Mundial desembolsou R$4 bilhões; o BID R$3 bilhões e o BNDES R$ 52,3 bilhões. A diferença é gritante. Para o Banco Mundial sua presença é importante para o Brasil por seu “poder convocatório” – alavanca outras parcerias! Será mesmo ou é mais uma desculpa para tentar superar o fato de que sua existência não pode mais ser justificada? Se Venezuela e Equador podem ficar sem o Banco Mundial, porque o Brasil não? Porque o governo não quer!

Leia na Carta Maior

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