
O pintor e escultor Joerg Immendorff, um dos artistas plásticos alemães mais conceituados internacionalmente, morreu ontem, aos 61 anos, anunciou a mulher, Oda Jaune-Immendorff.
Gravemente doente há muitos anos, o pintor morreu na sua casa de Duesseldorf, no Oeste da Alemanha, de paragem cardíaca.
Nascido a 14 de Junho de 1945, em Bleckede, na Baixa-Saxónia, Joerg Immendorff, que estudou na escola de Joseph Beuys, tornando-se um dos seus discípulos, distinguiu-se, a partir de 1968, por posições políticas frequentemente iconoclastas que denunciavam, entre outras coisas, o passado alemão, as guerras e a poluição.
Maoísta convicto, Immendorff ficou célebre pela sua série "Café deutschland", uma série de telas começada em 1978 que tinha como tema central a divisão da Alemanha e respectivas consequências. Nos últimos anos, a sua pintura orientou-se cada vez mais para o surrealismo.
O artista sofria da doença de Charcot, uma doença neurológica também designada como esclerose lateral amiotrófica (ELA), que se caracteriza pela atrofia progressiva dos músculos e que o obrigara, nos últimos anos, a deslocar-se numa cadeira de rodas.
Em Agosto de 2004, foi condenado pela justiça alemã a 11 meses de prisão com pena suspensa e 150.000 euros por posse de cocaína.
Um ano antes, tinha sido detido, num quarto de um hotel de luxo de Duesseldorf, na companhia de nove prostitutas, quando se preparava para consumir cocaína.
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