31 maio 2007

MÔNICA, BATE NO SENADOR !

Paulo Henrique Amorim

. Acabaram-se as férias da Miriam Leitão e as do brasileiro também.

. Miriam voltou hoje à CBN para criticar duramente o presidente do Senado: o problema não é o problema pessoal, disse Miriam.

. O problema é a relação do Senador Calheiros com as empreiteiras.

. Trata-se da Miriam Leitão no papel de guardiã do Erário (com a vantagem de que, nessa, pega a coalizão do Presidente Lula no Congresso, de quebra).

. Lamento, Miriam, mas você chegou tarde a esse jogo.

. Isso é o óbvio tri-ululante.

. E, sobre a matéria, prefiro as perguntas que o senador Jefferson Péres (clique aqui para ler) considera que o Senador Calheiros deva responder para limpar o nome dele e do Senado.

. Só que o problema, para mim, é pessoal, sim.

. O que me interessa, além desse contubérnio entre políticos brasileiros - de todos os partidos - e as empreiteiras (clique aqui), é a relação homem - mulher, pai - filha.

. O que me interessa nessa questão é a Mônica Veloso.

. Mônica, mulher e mãe.

. O Senador Calheiros se valeu do fato de que é um homem poderoso.

. O senador se valeu do fato de que tem a seu lado a "coalizão do Governo".

. Que, ao fim do "discurso" meloso, piegas, foi recebido nos braços dos senadores.

. E se valeu do fato de que é homem.

. Numa sociedade machista.

. E aproveitou para pedir desculpas à mulher pelo "pecado" que cometeu.

. Calheiros foi incapaz de pedir desculpas à mulher a quem amou, ou que o amou.

. Calheiros foi incapaz de dirigir uma palavra de afeto ou carinho à filha que teve com Mônica.

. Mônica é a maior vítima desse episódio.

. Não é o Erário, não, Miriam.

. Nem você, Controladora Geral da República, conseguirá evitar que as empreiteiras e os políticos vivam sob o mesmo teto.

. Meu problema é a forma preconceituosa e vulgar com que um senador trata a mulher que deu à luz sua filha.

. Meu problema é a forma subliminar de atribuir a Mônica o papel de vilã da historia.

. Aquela conversa de mictório masculino: "também, aquela mulher ..."

. Aquela mulher fatal que seduziu o pobre ingênuo nordestino que caiu nas malhas da cidade grande, cruel.

. Mônica, vai firme !

. Defenda sua honra e a da sua filha.

. Tô contigo e não abro.

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